Notas iniciais
Oi pessoal, tudo bom?
E ai, gostando da história? Espero que sim!
Bom aqui vai mais um capítulo..
Agora, vocês vão conhecer mais sobre o primeiro encontro de Maggie e Andrew...
Divirtão-se!!

Subi correndo as escadas e a cada degrau xingava Andrew de um nome. Logo que vi a porta do meu quarto entrei batendo-a em seguida e me joguei na cama.

-Que diabos de poder esse garoto tem sobre mim? – Perguntei-me irritada. – Como ele consegue me tirar do sério tão facilmente? Argh! – Afundei a almofada em meu rosto. – É assim desde aquele dia! Argh! Garoto idiota!

Flashback On

-Quem diabos faz uma festa para apresentar o namorado pra família? – Minha melhor amiga Emily me perguntou rindo.

Eu ri junto.

-Você conhece minha irmã. – Disse ainda rindo. – Aparentemente tudo é motivo de festa pra ela!

-Sei... – Ela disse. – Quando ela se mudar ai sim é motivo de festa! – E riu.

-Isso vai ser difícil... – Também disse rindo. – Mas se acontecer é tudo por minha conta!

E assim seguimos rindo para meu carro.

Como eu me recusei a ajudar minha irmã com essa bobagem, chamei minha melhor amiga para ir ao cinema. Porém, a sessão acabou e não há como fugir para sempre.

-Hey, Emily! O que acha de dormir em casa? – Perguntei com meu melhor sorriso “inocente”.

Ela me olhou com a sobrancelha erguida.

-Nem vem, Maggie. Não é só porque você tem que ir para aquela zona...

-Hey! – Cortei-a. – Aquela “zona” é minha casa!

-Ok, ok! Não é só porque você tem que voltar pra sua “casa” com aquele pessoal lá que você vai me arrastar junto!

-Ah, qual é Em! – Pedi com meu melhor olhar “gatinho do Shrek”. – Você não pode me abandonar nesse momento, você é minha melhor amiga!

-Não, não, não! – Ela disse abanando a cabeça. – Nós duas sabemos com que tipo de pessoas sua irmã anda.

-É exatamente por isso que preciso de você! – Pedi suplicando. – Não vou aguentar!

-Não, não e...

...

-Eu vou te matar Margareth! – Emily disse quando estacionei em frente de casa.

-Não vai não! – Eu disse sorridente. – Você me ama!

-E esse amor está prestes a terminar se você não tirar esse sorrisinho do rosto! – Ela disse nervosa.

-Ok! – Disse tentando ficar séria.

Destranquei a porta e ambas saímos... Péssima ideia, pois logo que olhamos para a porta tinha um casal se agarrando de uma forma... Bem, vamos dizer que de uma forma nada descente!

-Sério, Margareth! Estamos no lugar certo? – Emily me perguntou suplicante.

-Aparentemente sim! – Olhei o numero da casa. – É, acho que estamos na zona... Quero dizer, em casa!

Bufamos juntas e começamos a andar em direção a porta.

Logo vimos mais casais se agarrando.

-Nossa que ótimo! – Declarei irritada.

Vi um sorrisinho maléfico surgir no rosto da Emily, isso não pode ser coisa boa!

-Por acaso você trancou a porta do seu quarto, Maggie? – Ela me perguntou com aquele sorrisinho.

-Não... – Respondi com medo desse sorriso. – Por quê?

-Bom... Talvez eles estejam se agarrando por ai, porque acabaram os quartos!

Parei por um minuto.

-Mais que merda... – Disse antes de sair correndo em direção a porta com Emily em meu encalço.

Logo que abri a porta vi no que minha casa tinha se transformado.

-Meu-Deus-Do-Céu! – Dissemos nós duas juntas.

A sala estava abarrotada de gente.

Minha casa tinha tudo o que uma casa grande tinha direito, mas não era uma mansão. A sala era um lugar que minha mãe fez questão que fosse grande, para ficar com a família e receber convidados, mas tenho certeza que ela não havia pedido uma sala grande para que ela virasse uma boate com direito a globo de espelhos.

-Vamos combinar... Sua irmã sabe mesmo como dar uma festa! – Emily disse impressionada.

Olhei para ela como se ela estivesse dizendo que minha irmã tinha decido estudar para uma prova.

-O que?! – Ela disse com meu olhar.

Revirei os olhos.

-Esquece! Vamos logo, antes que eu tenha que me mudar de quarto... – Disse fechando a porta e indo em direção a escada.

-Seus pais estão aqui? – Ela me perguntou olhando o ambiente enquanto andávamos.

-Eles provavelmente fugiram quando tiveram a primeira oportunidade. – Declarei com certa confiança.

Comecei a desviar das pessoas que dançavam e Emily me seguia... Nossa, realmente tinha muita gente aqui. Percebi que o percurso estava demorando muito mais do que deveria e decidi olhar para frente e foi ai que o vi.

Parei subitamente.

-Ai, Maggie! Você me fez trombar em... – Ela parou de falar quando olhou na direção em que eu olhava. – Uau, quem é o gato?

-Não faço a mínima idéia. – Disse ainda sem tirar os olhos dele.

Ele era indiscutivelmente o garoto mais lindo que eu já tinha visto e o melhor, ele também me olhava, e com um sorrisinho de canto que me fez esquecer de como andar.

Ele aparentava ser alto, estava com as mãos nos bolsos da frente, corpo definido, usava uma calça jeans e tênis pretos com uma camisa igualmente preta que tinha alguns botões abertos. Os cabelos eram pretos e lisos, estavam bagunçados; e os olhos, meu Deus, que olhos eram aqueles, azuis, os olhos mais azuis que já tinha visto.

Ele me olhava com um sorriso de canto que aumentou quando me viu olhando também.

Vi que havia ao seu lado outro garoto que provavelmente estava falando com ele e que agora tentava chamar sua atenção, mas ele não deu bola, ao contrário, ele virou o corpo em minha direção e acenou rapidamente com a cabeça, como se me cumprimentasse.

Mas antes que eu fizesse algo escutei Emily me chamando:

-Maggie, o quarto!

Pisquei várias vezes me concentrando nela de novo.

-Ah... Sim... O quarto! Vamos! – Disse indo em direção as escadas e subindo em direção ao meu quarto.

Apavorei-me enquanto subia as escadas e percorria o corredor, só via casais se agarrando. Será que eles fazem isso na casa deles?

Chegando lá vi que graças aos deuses meu quarto ainda estava intacto, bom, eu não iria esquecer de trancá-lo da próxima vez.

Esperei Emily entrar e tranquei a porta.

Meu quarto não era grande, mas também não era pequeno. Tinha uma pequena sacada que dava para a piscina atrás da casa; a cama ficava no centro, ao lado da sacada, e do outro, encostado na parede havia uma penteadeira e ao lado da penteadeira e do lado da sacada tinha uma poltrona de camurça vermelha; do outro lado da cama havia um guarda-roupa branco e ao lado dele tinha uma porta que dava para um pequeno banheiro. De frente pra cama havia uma TV de LCD na parede.

O quarto todo era decorado num tom de lilás e branco.

Emily sentou-se na poltrona e eu me joguei na cama.

-Isso é que é sorte! – Declarei aliviada por encontrar tudo no lugar.

-Realmente... Você que o diga, não é amiga? – A escutei falando com um tom que não me sugeria coisa boa.

Virei de frente pra ela.

-O que você quer dizer com isso? – Perguntei com medo da resposta.

-Larga de ser lerda, amiga. Estou falando do bonitão lá em baixo. – Ela disse levantando as sobrancelhas.

Eu ri dela.

-Tenho que concordar, mas tem um problema... – Eu disse.

-O que? – Ela perguntou interessada.

-Obvio! Ele é do grupo de amigos da minha irmã, ou seja, provavelmente é um idiota, riquinho, esnobe e cheio de si.

-Margareth, não estou falando pra você namorar ele! – Ela disse. – É só uma noite! – Ela disse com uma carinha maliciosa.

Eu tive que rir dessa.

-Sabe que você tem razão! – Disse pensando no assunto.

O cara era realmente muito gato.

-Eu normalmente tenho! – Ela disse convencida.

Revirei os olhos.

-Mas não é nem por isso que eu vou ignorar meus princípios! – Ela bufou. — Vamos lá, convencida. Ainda tenho que conhecer o mais novo desafortunado, ou melhor dizendo, o namorado da Barbie.

Ela riu.

-Ótimo, você conhece o pobre coitado, e eu dou uma olhada pela área. – Ela disse com um sorrisinho cheio de segundas intenções.

-Pra quem não queria vir você está bem animadinha, não é? – Perguntei com uma sobrancelha erguida.

-Hey, eu não sabia que sua irmã tinha amigos tão bons.

-Sei de que tipo de “bondade” você está falando. – Disse vendo seu sorrisinho malicioso. — Nem vem, Emily Henrison! Meu quarto vai estar trancado, e a chave vai estar comigo! – Eu disse empurrando-a do quarto.

Ela me deu um olhar desapontado e eu ri.

-Você supera! Vamos! – Disse escutando a música alta lá em baixo. – Ainda tem uma festa rolando lá em baixo.

-E a noite é uma criança! – Ela disse indo em direção ao barulho.

Realmente, a noite é uma criança!

Notas finais
Reviews?