Notas iniciais
Eu me empolguei demais escrevendo esse capítulo, e ficou meio grande, mas espero que tenha ficado bom.

- Você nos ajuda, Taylor? – perguntou Emilly, com sua voz doce e calma.

- Mas... eu não entendo... no que eu vou poder ajudar? – Taylor estava confusa com tudo o que lhe foi dito, era informação demais.

- Eu sei que é informação demais Taylor, mas nós precisamos da sua ajuda. – disse Emilly, respondendo ao pensamento de Taylor assim como Número 3 também fazia.

- Eu... eu estou cansada – suspirou, lembrando-se do dia estranho e perturbador que havia tido. Chegou à conclusão de que precisava de uma cama.

- Número 3, providencie uma cama para nossa hóspede – ordenou Emilly, e dirigindo-se para Taylor continuou. – Você está muito cansada minha querida, Número 3 irá levá-la ao seu quarto. Sinta-se em casa – despediu-se sorrindo.

Levantou-se de sua poltrona e foi em direção a porta ao lado da lareira. Número 3 olhou para Taylor e pediu que o seguisse. Entraram pela mesma porta em que Emilly e depararam-se com um corredor longo e quase todo escuro, se não fosse pela luz que saia pela fresta de uma porta. Número 3, que estava à frente, parou diante de uma cômoda ao lado esquerdo do corredor, abriu uma das portas e retirou um candelabro que à luz do quarto, parecia ser feito de ouro. Sem que Taylor nem mesmo percebesse, enfiou a mão no bolso do sobretudo e tirou uma caixinha de fósforo, com a qual acendeu as velas.

De imediato todo o corredor foi tomado pela luz transmitida pelas velas do candelabro. Taylor pôde perceber que as paredes eram de um tom entre o azul claro e o azul céu, com quadros dos dois lados que não prestou muita atenção devido ao cansaço. Depois de três quartos dispostos aleatoriamente pelo corredor, chegaram ao que seria ocupado por Taylor. A porta era baixa, o que a obrigou a abaixar-se.

Número 3 deixou o candelabro sobre a mesa de cabeceira e se retirou. Devido ao cansaço, tudo o que Taylor constatou foi que o quarto era grande, e o mesmo se aplicava a cama. Sentando-se na cama percebeu que a mochila ainda estava nas costas, tirou e colocou-a ao lado da cama. Deitou, olhando para o teto, e desmaiou.

***

- Acorde meu bem, já é tarde – falou mamãe, despertando-me de um sonho estranho.

Alienígenas, dois mundos, invasão, ajuda. Casa Grande, homem misterioso, leitor de mente, Emilly. Sim, foi tudo um sonho.

Abri os olhos e tornei a fechá-los. Mamãe já havia aberto as cortinas como sempre fazia pela manhã, dizia que ajudava a dar vida ao ambiente. Ah, e pelo fato de ainda chamá-la de mamãe, bom, é por puro costume mesmo.

- Tem como fecha as cortinas mamãe? Isso me deixa cega! – exclamei, esfregando os olhos para que se acostumassem com a luz.

- Não seja exagerada Tay – ela disse, beijando minha testa.

- Não estou exagerando – falei num tom irritado, e imediatamente ela foi em direção a janela.

- Meu Santo Deus, o que é aquilo? – perguntou surpresa e assustada ao mesmo tempo.

Saltei da cama e corri à janela, olhando por trás de minha mãe. Mesmo estando ao longe, dava para ver que centenas de pessoas com uniformes de astronauta se aproximavam, onde era o jardim de casa agora haviam aparelhos como os de filmes de cientistas, e estacionado na rua, estava uma grande espaçonave com um emblema da N.A.S.A.

***

- É a invasão! – gritou Taylor, acordando num pulo.