O Mundo do Amanhã

11 Capítulo 10 – Guarda-Roupa


Notas iniciais
Pare um segundo antes de ler esse capítulo e se imagine na situação de Mayron. Você escondido/a com seu/sua crush em um guarda-roupa apertado. MUITO APERTADO. ( ͡° ͜ʖ ͡°)

— Me explica por que tem um guarda roupa nesse lugar. — resmungou Lucca. Ele e Sis estava escondidos dentro do guarda-roupa, a coisa estava tão apertada que mal tinham espaço para se mexer — Bem, de toda forma até que ele veio bem a calhar!

— Com certeza! — disse Sis tocando na cintura de Lucca.

— Tira as mãos de mim!

— Não tem outro lugar pra eu colocar. Tá muito apertado aqui dentro.

— Então arranque a mão fora!

— Como você é grosseiro!

— E como você é idiota!

Lucca e Sis discutiam aos sussurros dentro do guarda-roupa quando uma voz lá fora perguntou:

— Não acharam o Mayron?

Lucca colocou a mão na boca de Sis, calando-o.

— Ainda não! — respondeu outra voz.

— Onde será que ele se meteu dessa vez? Aquele idiota!

Sis bufou.

— O que foi? — perguntou Lucca.

— Nada... — disse ele

Lucca voltou a prestar atenção no que eles diziam lá fora e Sis voltou sua atenção para alguma coisa dentro do guarda-roupa escuro...

— O que você está fazendo? — perguntou Lucca.

— Nada...

De repente Lucca deu um gritinho

— Tire as mãos do meu traseiro, seu tarado!

Sis cutucou o traseiro de Lucca de novo.

— Quer dizer que essa coisa fofinha é o seu...

— CALA A BOCA!!! — Lucca estava a ponto de morrer de vergonha.

— Não me olhe com essa cara!

— Como você está vendo minha cara? Está escuro!

— Eu consigo imaginar. Você provavelmente está fazendo sua cara de "para com isso", mas saiba que eu não tenho culpa nenhuma quanto a isso. A culpa do seu traseiro ser tão apertável é toda sua!

— Ah! Agora a culpa é minha de o meu traseiro ser alguma coisa! A culpa é toda sua, você é um tarado!

Enquanto o som da discussão aumentava, de repente alguém socou a porta do guarda-roupa. Lucca colocou a mão na boca de Sis na mesma hora que uma voz feminina gritou:

— Tem alguém aí dentro?

— NÃO!!! — gritou Sis por baixo da mão de Lucca.

A reação imediata de Lucca foi dar um soco no nariz de Sis. Depois ele rapidamente pegou uma das suas agulhas e disse:

— Feche o nariz!

— O q-... — antes que Sis pudesse concluir a pergunta, Lucca quebrou a agulha ao meio com uma mão ao mesmo tempo que abria a porta do guarda-roupa com a outra, e atirou a agulha quebrada no meio da sala dos capitães, criando uma grande nuvem de fumaça roxa.

Lucca rapidamente puxou Sis até a janela que tinham deixado aberta e o empurrou por ela. Uma vez lá fora, Lucca ele suspirou de alivio.

— Saímos!

Como a janela era um pouco alta, as pessoas lá dentro não podiam ver eles, mas provavelmente alguém logo viria procura-los.

— É melhor sairmos daqui! — disse Lucca.

Sis assentiu e puxou Lucca pela mão até a área onde ficavam os quartos dos soldados. Era uma área grande com várias estruturas de madeira. Cada batalhão tinha uma casa. Os soldados superiores, como os capitães e o coronel tinham uma casa própria.

— Acho que é aqui que nos despedimos. — Sis sorriu para Lucca.

— Aonde você vai agora?

— Tenho que resolver mais algumas coisas antes de ir para o meu dormitório. Provavelmente alguém levou as suas coisas para a casa do primeiro batalhão, agora só falta você ir até lá. — ele começou a se afastar.

Lucca sorriu.

— Me deseje sorte!

— Boa sorte! — disse Sis, puxando Lucca e lhe beijando na testa.

— O que foi isso? — perguntou Lucca corando e tocando o lugar onde Sis tinha beijado.

— Um beijo de boa sorte. — ele riu e correu de volta pelo caminho que tinham vindo.

Lucca foi na direção da casa que Sis tinha indicado.