O Mundo do Amanhã

7 Capítulo 7- Mais Complicações no Treinamento


Lucca olhou para o portão da sede, onde estavam às tabelas de como os novatos estavam se saindo a colocação dele era: força 1/32; velocidade: 10/32; agilidade 5/32; inteligência 4/32; trabalho em grupo 32/32. Lucca era o pior em trabalho em grupo.

Claire chegou enquanto ele olhava as tabelas e olhou também ela tinha: força 30/32; velocidade 7/32; agilidade 10/32; inteligência 7/32; trabalho em grupo 8/32.

— Humm... acho que todos temos nossos pontos fortes e fracos. — disse ela, dando uma risadinha nervosa.

Lucca resmungou um palavrão, fazendo Claire ficar ainda mais nervosa.

Era dia de treinamento de força novamente e o tenente Maurice esperava os recrutas no pátio.

— Todos aqui? Muito bem, vamos começar. Hoje vamos fazer algo um pouquinho diferente. Eu organizei lutas um contra um. Aleatoriamente, vocês vão lutar com as já conhecidas espadinhas. Se algum de vocês quiser lutar contra alguém em especifico, basta falar quando eu chamar o nome dessa pessoa, e a pessoa vai poder dizer se aceita lutar ou não. Além disso, se vocês olharem para as janelas dos prédios que nos cercam com atenção, vão ver que alguns dos capitães do exército vieram nos observar hoje, então se comportem — ele disse a última parte olhando para Lucca com um olhar perfurante.

Lucca apenas deu de ombros.

O tenente Maurice começou a chamar os recrutas de dois em dois para lutarem um contra o outro. Demorou um pouco, mas a vez de Lucca finalmente chegou.

— Lucca e Allison. — chamou ele, quando ele pronunciou o nome de Lucca, a mulher esquisita do auditório que tinha batido com a cabeça na grade se levantou.

— Eu desafio o Lucca. — disse ela.

— Não, — disse um homem — eu desafio ele.

É, pelo jeito ficar em primeiro lugar em força tinha feito ele conseguir vários desafiantes.

— Bom... então, Lucca, com quem você quer lutar? Com Allison, com Alice ou com Pedro?

Quando o tenente Maurice perguntou isso, alguém gritou ao longe:

— ESPERA AÍ UM MINUTO! — logo eles viram quem era. Era Sis que vinha correndo de um dos prédios.

— Eu desafio Lucca — disse Sis, com seu sorriso de sempre.

— Você? — disse Maurice — Mas você... — Sis colocou a mão na boca dele.

— Shhh... não vamos falar mais que o necessário. — ele tirou a mão da boca do tenente e olhou para Lucca — E então, quer lutar comigo?

— Com certeza! — respondeu Lucca, sua raiva pelo que tinha acontecido na última vez quase visível no ar.

Enquanto isso, dentro de um dos prédios, um dos capitães que observava a cena exclamou incrédulo:

— Espera aí! Ele não está falando sério em lutar contra um novato, né?

A capitã Morgana, que tinha supervisionado os testes e também observava o treinamento, respondeu:

— É claro que está! Até parece que você não conhece a fera, ele sempre fala sério!

— Mas é um novato, isso vai ser ridículo!

— Será? Se ele foi lá desafia-lo, alguma razão deve ter!

Lucca pegou uma espada de madeira e deu o seu sorriso maliciosa para Sis.

— 1, 2, 3 e... já! — gritou o tenente Maurice, dando inicio a luta.

Lucca pulou pra cima de Sis na mesma hora, mas este desviou. Lucca continuou atacando sem parar, mas Sis era realmente muito rápido.

— Desviar não é lutar! — disse Lucca, enquanto executava mais alguns golpes.

— Eu sei! — disse Sis, bloqueando um ataque de Lucca com a espada de madeira.

Sis deu um golpe forte com a espada, mas Lucca conseguiu bloquear e devolver o golpe.

Lucca chutou, mas só acertou o ar e, enquanto ele se preparava para mais um golpe, Sis apareceu atrás dele em um movimento humanamente impossível e deu um golpe em direção as suas costas. Lucca girou rapidamente, puxando as agulhas da bota e bloqueando a espada de madeira com elas.

— Trapaceiro. — sussurrou Sis, enquanto se afastava.

— E daí? Quem foi que veio desafiar um reles recruta, pra começo de conversa?

Sis riu e atacou Lucca de novo, dessa vez, Lucca conseguiu passar as agulhas quase encostando na mão de Sis, o que fez com que ele arregalasse os olhos e soltasse a espada para conseguir desviar do golpe. Lucca se aproveitou da chance e acertou Sis nas costas, fazendo com que ele caísse no chão. Lucca apontou as agulhas para o pescoço de Sis.

— Se isso fosse um combate de verdade, você estava morto! — disse ele.

Sis riu atirado no chão.

— Tem alguma coisa sobre essas agulhas que me dá calafrios. O que tem nelas?

— Não te interessa!

Lucca deu as costas para Sis e andou na direção dos outros recrutas. O tenente Maurice só observou boquiaberto.

Enquanto isso, dentro do prédio:

— Eu sabia que tinha que ter algum motivo pra ele ter ido desafiar o menino! — disse Morgana.

— Mas... não é possível... ele deve ter deixado o garoto ganhar...

— Por que ele faria isso?

— Não sei... quem entende aquela coisa? Olha! Ele está se levantando.

Sis levantou-se do chão e foi em direção a Lucca, que ainda estava de costas para ele.

Lucca ouviu os passos de Sis e disse com o nariz empinado de sempre:

— Nem adianta tentar nada, eu já disse, se estivéssemos em uma batalha de verdade você estaria morto!

— Eu sei! Mas não estamos em uma batalha de verdade, e o meu objetivo nunca foi ganhar de você.

— O quê? — perguntou Lucca, Sis estava bem perto das costas dele.

Lucca olhou para trás.

— Mas então o q... — antes que Lucca pudesse terminar, ele sentiu alguma coisa apertando seu traseiro.

— Sis...

— Hum?

— TIRE A SUA MÃO DA MINHA BUNDA AGORA!!!

Sis imediatamente puxou a mão de volta. Lucca puxou as agulhas das botas de novo e virou pra trás lentamente.

— Eu... vou... TE MATAR!

Lucca saiu correndo descontroladamente atrás de Sis, que fugia e desviava rindo.

— Como foi o treinamento, filho? — perguntou a mãe de Lucca assim que ele chegou em casa.

— Foi... — ele ficou vermelho lembrando do assédio idiota de Sis — Eu vou matar aquele cara... — resmungou baixinho.

— Vai matar quem? — perguntou a mãe dele.

— Ninguém, mãe... ninguém mesmo.

Notas finais
Só pra registrar, Sis é como uma criança pequena que faz uma coisa errada mas não entende isso (então ele não entende realmente que assédio sexual não é uma coisa legal, ele vê só como uma brincadeira inocente).