O Mundo de Pocema
5 Capítulo 5: Mon Amour.
O dia começou com as três no ar, em cima de um monstro com asas.
— POCEMA! — Talita gritou.
— QUÊ?
— Pega o meu machado!
— Não precisa, eu consigo!
Ela dava socos fracos e Lokita ficou impaciente.
— Sério isso?! — Lokita deu um soco muito forte, que fez o monstro se sacudir todo.
— Vamos pular! — Pocema gritou.
Talita vomitou três paraquedas e pularam momentos antes do monstro bateu de cabeça numa montanha.
— Cadê a Talita? — Pocema perguntou preocupada.
— Aqui! — Disse ela descendo de para-quedas por último. — Vamos para casa, estou faminta!
— Sua comilona! — Lokita riu.
Em frente a porta de casa, encontraram uma caixa de bombons e flores.
— Ui, ui, ui! É para a Pocema! — Disse Talita lendo o remetente.
— Pa-para mim? — Suas bochechas estavam corando.
As irmãs bailarinas sussurraram entre si:
— Sabe de quem foi? — Lokita.
—Nem ideia. Não tem remetente.
—Será que é do nosso lado?
—Não sei. Talvez seja só um tique nervoso!
—Talvez tenha razão.
— Também tem um bilhete. — Disse Pocema — " Para Poceminha única!"
— Belo jogo de palavras...— Lokita sendo A pensadora.
— Lutar com esse monstro me deixou com o corpo dolorido. — Pocema se estica toda.
As irmãs se entreolharam.
— Deixa de bobagem! Vamos pular corda! — Talita sugeriu.
As irmãs seguram a corda e a Pocema pula e o trio canta.
— Um homem bateu em minha porta e eu abri! Senhoras e senhores põe a mão no chão. Senhores e senhores pule de um pé só...
Uma folha de papel bateu no rosto da Lokita.
— Ai! Pff!
— Há! Papeleira, papeleira! — Talita apontou o dedo descaradamente.
— Ah, shiu!- Lokita lê a folha rebatida — Oh, gente, tem um parque de diversão!
— Vamos! — Pocema se alegrou.
As três adoraram o parque! Comeram cachorro-quente, refrigerante, pipoca, salsichão! Andaram na roda gigante, na xícara, carrinho bate-bate e outros.
De volta para a casa, elas conversavam e riam de se acabar! Com as mãos cheias de guloseimas e brinquedos.
Era quase noite, mas as luzes dos postes ainda não se acenderam.
Logo apareceu uma silhueta de formato estranho na frente delas. Até que a silhueta se mostrou por completo.
Era uma pessoa de um manto marrom e com um capuz, que faz seu corpo ser cem por cento oculto.
— Que foi? O que você quer? — A voz da Pocema falhava.
A pessoa misteriosa apontou para a mesma.
— Sem chance! — Lokita ficou a frente dela.
— Vai embora! — Foi a vez da Talita.
Elas foram atacá-lo, porém o ser misterioso acabou com elas com um só golpe.
— Quem. É. Você? — Pocema dava passos para trás.
— POCY! — Gritou Talita. — Toma! — Ela vomitou uma espada de esgrima e jogou para ela.
Pocema a pegou e fez um gesto com a mão para chamá-lo. Ela estava séria, com os olhos possuídos pelo fogo da justiça.
Os dois lutaram como em um filme de ação. O ser de capuz ia atacá-la, mas Pocema defende com as duas mãos.
Entretanto pegou a espada dela e a puxou para si, dando um beijo nela. Imediatamente, larga a espada e esconde sua boca com as mãos.
— Por-por que fez isso?
— Não posso beijá-la, Poceminha? — Tirou o gorro.
Era um garoto, aparentemente mais velho, de cabelo negro e olhos vermelhos.
E ele foi embora num instante!
— POCEMA! — Ambas correram até ela.
— Como ele ousa? — Seu coração palpitava estranhamente. — Eu vou destruí-lo!
De repente um terremoto começou, porém logo cessou.
— O que foi isso?! — Pocema perguntou assustada.
— Foi só um terremoto! — Lokita trocou de assunto. — Vingança nunca é a solução! — Mas não pode guardar a raiva dentro de você.
Talita pegou uma pedra do chão e disse:
— Aqui, chuta esta pedra!
Ela chutou.
— Não deu em nada!
— Chora! — Lokita — Chorar acalma a alma!
Mal terminou a frase e Pocema já chorava. As irmãs a abraçaram e a consolaram.
— Eu quero ir para a casa. — Meu, que ódio!
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