O Mundo de Pocema

25 Capítulo 25: Primeiro encontro


Depois de deixar de ser solteira, eu não parava de sorrir. Juro que eu dormir sorrindo! Se permaneci, aí eu não sei!

Estava pronta para falar com o meu NAMORADO no recreio. Mas, ao sair da sala de aula, eu me perguntei: " Como cumprimentá-lo?".

Não posso chegar dando um selinho nele, mesmo porque ainda não tivemos o nosso primeiro beijo! O primeiro beijo é o "quebra-gelo" para os pequenos selinhos.

Eu pensei tanto em uma solução que andei até o Miguel como um pinguim que comeu pimenta.

— O-Oi, Miguel.

— Oi, Poceminha! — Ele se virou depois de pagar o seu lanche.

— Bele-lezinha?

Eu não sei o que dizer!

—Você está com vergonha, não é?

— Co-como você sabe?

— Seu rosto está vermelho e eu te conheço há muito tempo. — Pelos meus cálculos, você não mudou muito! — Começou a rir. — Mas eu sei como piorar as coisas.

— Piorar?

Sim! Ele pegou a minha bochecha e beijou a outra! "Piorou" bastante...

Se eu continuar assim as pessoas vão pensar que vermelho é minha cor preferida. E nem é vermelho, é amarelo!

Eu já estava pensando no nome do nosso cachorro. Mesmo com a nossa realidade na cara, eu ainda sonho demais. É inevitável, mulher sonha mesmo!

— Ai, Miguel. Seu bobo!

— Obrigado. — Pocema, eu estava pensando se...

Ele também estava vermelho... que FOFO! Dizem que os homens não expressam seus sentimentos. Bom, eu não sei, mas o Miguel não é um deles.

— ...Se você quer sair comigo para tomar um milkshake nesse sábado.

— Eu adoraria! Vou pedir para os meus pais primeiro.

— Tudo bem. Eu já pedi para os meus.

Mandei uma mensagem para a minha mãe.

Nunca vi uma confirmação com tantos corações juntos. Melhor emoji.

— Bom, confirmado.

Ficamos tão feliz que demos um abraço! Ai, ai, esse romance jovial...

— Gosto de abraços quentinhos! — Disse.

— Referência! — Disse o Miguel.

Nos desgrudamos e dissemos ao mesmo tempo:

— Pode crê!

Sábado, seu lindo! Miguel me buscou um pouco depois do horário do almoço.

Fomos de mãos dadas! AAAAAAAHHHHHHHH!!!!!

Gente, a sorveteria é toda rosinha, que bonitinho!

Pedimos um copão de milkshake e bebemos com dois canudos. Assim, bem anos cinquenta!

Houve alguns olhares, mas acho que as pessoas gostaram. Deve ser da nossa pouca idade. Ou bebendo de forma não convencional.

— Ontem eu queimei um brigadeirão que eu estava fazendo. — O Miguel disse meio triste.

— Amor, você faz feijão!

— Não nasci para fazer doce.

Juro que ri que nem uma porca. É muito bom não se preocupar em ser perfeita.

— Você me chamou de amor, Poceminha.

— E você me chamou de Poceminha, amor.

Foi uma tarde muito divertida. Depois o Miguel me levou para a casa.

— Espera.

— Que foi, Miguel?

— Antes de você entrar.....posso te dar um beijo?

— Pode. — É agora! Ai, ai ,ai!

Eu fechei o portão do prédio e fui até o Miguel. Coloquei meus braços envolta do seu pescoço e o Miguel segurou um pouco acima da cintura e nos beijamos.

Não vou dar detalhes! Pensem por si mesmos!

Nós nos separamos, vermelhos.

— É... até segunda. — Disse o Miguel.

— Até! — Entrei em casa correndo.

Fui direto para o banheiro, precisava respirar.

Depois de respirar, eu dei descarga e saí do banheiro dando tapinhas na minha barriga, fingindo ter feito o número dois.

— Conta tudo! — Mamãe me fez uma surpresinha.

Aparentemente, todos queriam saber.

— Depois, gente. Eu tô muito cansada.

Fui para o meu quarto e me deitei. Contei tudo para o Senhor e lembrei uma parte da bíblia que li há algum tempo atrás, no antigo testamento.

Eclesiástico 2 de 1 à 13.

Domingo teve culto e o Miguel estava lá. Depois do culto, nossas mães pediram para os pastores orarem pelo nosso relacionamento.

Morri de vergonha, mas gostei.

O resto do domingo foi tranquilo. Mas no dia seguinte, eu cumprimentei o meu namorado com um selinho. Ainda não tô acostumada.

Tô rindo a toa.

— Pocema, tem um momento? — É a Bruna. Ela parece bem melhor.

— Com licença. — Ele me deu um beijo na bochecha.

— Parece que mudou algumas coisas desde que paramos de nos falarmos.

— Sim. — Eu fiquei preocupada demais com você, mas percebi que eu só podia te ajudar ficando longe mesmo. — Decidi cuidar de mim mesma.

— Fez bem. —Seria um saco saber que você não ia parar de pensar em mim.

— Sacanojo, né?

Ficamos rindo da minha suposta preocupação.

— Amigas de novo?

— Sim!

Eu amo abraços!

— Eu tenho uma pergunta...

— Pode falar, Bruna.

— Você poderia dar o endereço da sua igreja?

— Para quê?

— Nada. Só curiosidade.

— Ok. — Não quis ser chata.

Dei o endereço e a Bruna não anotou nada. Tomara que ela tenha decorado.

Mal posso esperar vê-la no domingo.

— O Daniel e seus amigos estão fazendo uma competição de bolinhas de gude. Você quer ir ver?

— Claro.

— Nós também queremos ver! — Disse Nina e Carol.

— Quanto mais gente ver o meu irmãozinho ganhar, melhor!

Notas finais
OI! Espero que tenha gostado! Favorite, comente e, se quiser, pode me fazer uma doação no meu Ko-fi! Link no meu perfil!