O Mundo De Taylor

19 Um Tempo Juntos


Notas iniciais
Hey! Hoje o capítulo será repleto de Will. Particularmente, eu gostei muito. E espero que vocês gostem também... Ah! A sugestão do Mega Cap. ainda está de pé. Beijos.

" Estou correndo com o Will já se faz um bom tempo, nenhum de nós falou nada até agora. Olho para o seu rosto, seus cabelos grudam na testa pelo suor, e sua camisa social (parte dessa bregueira toda que eles chamam de uniforme) está colada ao corpo. Fico me perguntando se a minha blusa também está assim, espero que não.

A verdade, é que é muito bom sentir esse vento frio e úmido no rosto. Faz com que os ânimos se acalmem, correr realmente me ajuda a afastar da minha mente todos esses problemas. Quando o Will falou para o Marcus (e para a escola toda) que eu fiquei na sua casa, eu fiquei apavorada, tudo ia dar errado, tudo vai dar errado. Mas correr faz com que eu esqueça, e não me preocupe com mais nada além de sentir o cheiro de grama molhada. "

– Você não cansa não?

" Me pergunta Will, agora parado, ofegante e com as mãos no joelho. O olho surpresa, e pergunto sarcástica:"

– Quem é mesmo o atleta aqui?

" Ele revira os olhos, e enquanto tenta respirar fala:"

– Eu estava esperando você cansar, mas você não tá nem aí, continua correndo cada vez mais rápido. Já pensou em entrar pro clube de atletismo?

– Junto com a Diana? Deus me livre!

" Ele começa a rir, e se senta. Sem pensar me sento ao seu lado."

– Você não adora isso?...

" Ele diz fechando os olhos."

– Adoro o quê?

– Esse cheiro de grama molhada, esse ar frio que dá um pequeno choque térmico quando toca na nossa pele quente pelos exercícios.... Enfim, isso.

" Ele gesticula ao redor. Sim, eu adoro."

– Estou namorando com o Marcus, ou pelo menos estava.

" Não sei porque digo isso, simplesmente saí da minha boca. Como um pum que a gente solta sem pensar (brincadeirinha bem sordida)."

– Você gosta dele.

" Will fala olhando pro céu. Isso foi uma afirmação, não precisa de resposta. Mas mesmo assim digo:"

– Gosto.

" Depois de uma pausa, ele novamente afirma."

– E gosta de mim.

– Will...

" Digo como em um pedido. Por que ele insiste em estragar tudo? Por que em todos os momentos calmos, e em paz da minha vida ela dá um jeito de complicar as coisas? Quando Will está preste a responder, ouvimos a voz do zelador Rufhty."

– Eí! Vocês não podem cabular, já para a sala da coordenadora! Vamos, rápido!

" Me levanto em um salto. Will continua sentando, como se não tivesemos acabado de ser pegos cabulando. Ele estende a mão, pego-a e o ajudo a se levantar."

– Você até que é forte fedo... eu não dava nada pra esses gravetinhos.

" Ele diz pegando no meu braço, puxo-o e brinco:"

– Eles também são ótimos para dar socos.

– Ui. A gatinha arranha...

" O zelador Rufhty só faltou puxar nossas orelhas, Will fica rindo durante todo o trageto. Bobão. Entramos na sala da coordenadora Swatt, a senhora Cliffth ( nossa professora de canto) está aqui, com uma de suas blusas rosa-avermelhadas. Quando passamos por ela, ela pega as bochechas do Will e diz:"

– Will! Há quanto tempo eu não te vejo, meu querido?

" Will cora um pouco, e eu acho engraçado o fato de um dos maiores valentões da escola corar pelo afago de uma professora."

– Eu senti saudade tia Jane.

" A senhora coloca uma mão na cintura e olha desconfiada pra ele."

– E por que então, não fez as minhas aulas?

" Will abre um sorriso brincalhão, mas ao mesmo tempo infantil."

– Ah tia Jane, não pega bem caras como fazerem aulas de canto...

" Surpreendentemente a senhora de bochechas rosadas (tudo nela é rosa?) começa a rir. Uma risada daquelas meio cantadas, estilo ópera. Acho isso bem estranho, apesar de muito engraçado."

– Ah meu querido, também senti saudades, tanto suas como da Nelly...

" O semblante do Will fica triste, seus olhos azuis sempre cheios de sarcasmo e irônia ficam serios e melancólicos, um buraco cresce dentro do meu estômago ao vê-lo assim."

– Sempre sentiremos...

" Diz ele com a voz grossa embargada, sinto vontade de abraça-lo. A senhora Cliffth fica na ponta dos pés e beija a testa do Will em um gesto maternal, ele abre um sorrisinho vulnerável. Droga, preciso me segurar senão vou mesmo abraça-lo. Ela se despede da coordenadora e saí da sala com um aceno singelo. "

– E então, o que os dois querem?

" Pergunta a coordenadora Swatt, o zelador nem nos deixa abrir a boca e já vai logo ao ataque. Enquanto ele fala, Will se senta (sem ser convidado) em uma das cadeiras em frente a mesa da senhora Swatt e coloca as pernas cruzadas sobre a elegante mesa de mogno. Ela lhe lança um olhar mortal, ele pisca e nem se mexe. Peraí? Eu estou ficando louca? Desde quando a nossa "querida e boa" coordenadora dá algum tipo de intimidade aos alunos? Acho que sou somente eu a odiada por ela.

Depois de sermos brutalmente dedurados pelo zelador Rufhty, a coordenadora pede para que ele se retire e ainda agradeçe. Agradecer o quê? O perfil dedo-duro? Quando o velho senhor se retira, ela gesticula para a cadeira ao lado a do Will. Se senta na própria e me encra com os olho por cima dos seus óculos marron-café de armação grossa."

– A senhorita resolveu me fazer uma visita pela segunda vez no mês senhorita Vinchestter?

– Libera a loirinha, ela é uma nerd sem graça. Eu não. Qual é a tarefa da vez? Regar as plantas do refeitório?

" Will coloca as mãos atrás da nuca, e fala como se conversa-se com um... digamos colega? Ela o olha novamente como se quisesse a sua morte ali mesmo, ele ri."

– Acontece senhor Clark, que a senhorita Vinchestter também estava cabulando com o senhor. Portanto, também terá que arcar com as consequências...

" Ele tamborila os dedos na lateral do rosto, me olha como se finalmente tivesse a chance de acabar com um ninho de vespas no quintal. Arruma os óculos, olha para um quadro na parede, e me olha novamente, dessa vez com uma expressão de " Eureka!"

– Hum... Que tal uma faxina como castigo? Os vestiários seriam uma ótima opção, afinal você já tem intimidade com eles, não tem Taylor?

" Taylor... Ela nunca chama um aluno pelo primeiro nome. Está implicando comigo. Will retira as pernas da mesa, a as mãos da nuca. Se senta ereto e cerra os olhos em direção a senhora Swatt."

–Isso era pra ser engraçado, ou era só irônia mesmo?

" Ela se vira pra ele e trava o maxilar. "

– Podem ir cumprir suas obrigações. Tenham um bom dia.

" Will se levanta e saí da sala, faço o mesmo. Já no corredor ele anda rápido e a passos largos. Tenho que quase correr para acompanha-lo. Descemos algumas escadas estreitas, das quais eu nem sequer sabia da existência. Entramos em uma salinha cheia de materiais e produtos de limpeza. Ele pega alguns baldes com panos e garrafas dentro, me entrega dois e pega alguns esfregões. Depois volta a andar pela escada, vejo que ele está irritado. Deve ser mesmo um saco fazer faxina, eu mesma nem faço ideia de como começar.

Enquanto andamos pelo lado de fora, em direção ao prédio de atividades, resolvo tentar entender o porquê de tanta irritação."

– O que foi Will, por que essa cara de cachorro sem osso?

" Ele me olha com a sobrancelha erguida. É, eu acho que ele não está pra brincadeira."

– Você não se importa?

"Ele tá doido? Me importar com o quê?"

– Com o quê?

– Como assim com o quê Taylor? Você não se importa, se incomoda que te tratem assim?

" Ele aponta para o prédio da administração. Deve estar se referindo a coordenadora."

– Ah. Já me acostumei.

" Will abre e fecha a boca várias vezes. Olha pra minha boca e úmideçe os lábios. Ele vai me beijar? Não. Will ergue os olhos para acima da minha cabeça e os fecha. Começa a murmurar algo, ele está contando? Por fim, ele abre o olhos novamente, pega um balde da minha mão, me entrga um esfregão e diz:"

– Você fica com o feminino e eu com o masculino.