Notas iniciais
Olá. Gente como não amar o Will? Se descobrirem me avisem, please...

" Anthoni me leva até um dos quartos de hóspedes, e como todo o restante da casa, também é lindo. Decido tomar um banho, e coloco uma das roupas que eu troxe na minha bolsa. Uma regata branca com um short jeans. Está fazendo muito calor.

Quando chego na sala de estar Will está lendo um livro. Não consigo resistir."

– Você sabe ler?!

" Ele ergue os olhos do livro e me mostra a língua. Legal... eu e Will Clark estamos quase nos tornando amigos."

– É " Game of Thrones", conheçe?

– Nunca ouvi falar...

– Para uma nerd você é muito desenformada.

" Dou de ombros, e observo que o livro é realmente grosso."

– Ele é bem grossinho...

– É por isso que eu comprei os DVD's da série.

" Começo a gargalhar, bem típico dele."

– Quer assistir?

" Concordo, e vamos ver a tal série. Logo percebo o porque do interesse do Will... É pura violência e pornografia. Depois de ver vários tipos de peitos, bundas, incestos e mortes, digo que não gostei."

– Ah, qual é? É legal sim.

– Só se for para você. Mas pode ficar aí vendo, acho que vou subir para o quarto.

" Enquanto ando no andar de cima, vejo que tem uma porta aberta, e acidentalmente entro por ela. Quando percebo, estou no quarto do Will. É mais ou menos igual ao de hóspedes, mas nesse há fotografias por todas as partes. Me aproximo um pouco para observar. Em um retrato á uma dele pequeno com algumas crianças, em outro ele com uma senhora, provavelmente sua avó. A mais um dele com Anthoni e Culton, acho estranho para um playboizinho como o Will ter uma foto com os empregados, mais adiante tem uma de um cachorro ( que não me é estranho) e depois uma minha... Aí Caralho! Uma foto minha?! Observo novamente. É da formatura do nono ano, eu estou de beca e tudo, mas a foto focaliza meu rosto, que está com a mesma expressão de sempre... distânte.

Vou até o outro lado do quarto. Sobre uma estante estão varias fotos minhas. Eu com oito anos no balanço sorrindo com o Will, eu ainda com oito anos em uma festa de aniversário do Will, eu ( também) com oito anos ganhando o primeiro pedaço de bolo do Will. Porém á uma foto que quando vejo, congelo. Está mamãe, papai, Jaime e eu ao lado do Will e da sua vó Nelly, agora me lembro.Era em um final de semana do qual fomos ao zoológico.

Ouço Will me chamar, e seus passos pelo corredor, mas não posso me mexer."

– Taylor, eu estava pensando, você quer jogar tênis comig...

" Ao me ver no seu quarto, encarrando as fotos, Will vira uma estátua."

P.O.V — Will

"Eu gosto da Taylor, sempre gostei. Desde quando nós éramos pequenos e eu coloquei um grilo na mochila dela. Desde aí, eu e a Taylor nos tornamos amigos. Nunca nos separávamos. Minha vó costumava dizer que eu e a Taylor um dia ainda íamos nos casar, nós torcíamos o nariz e fazíamos coro: "Credo!". Era uma época maravilhosa. Eu também gostava do Jaime, ele era um pivetinho dahora. A Dona Clarice e o Seu Thomas, eles eram ótimos pais. Diferente dos meus, uma mãe da qual não me lembro e um pai que nunca vejo.

Eu e a Tay tiramos as rodinhas das nossas bicicletas juntos, fomos a DisneyLand, e até demos o nosso primeiro selinho. Tá é ridículo eu lembrar disso. Mas eu nunca vou esquecer daquela mesa... Sim, pois nós nos beijamos debaixo da mesa da casa dela.

A Taylor estava lá, quando vovó Nelly morreu. Ela e sua família foram cruciais, pois para um garoto de oito anos rejeitado que só têm uma avó que realmente o ama, foi bom ter pessoas que me convidavam para dormir em sua casa e ir pescar no lago.

Mas então eles morreram. E eu a perdi. Eu tentei de todas as formas consolar a Taylor, contudo, cada vez que eu tentava me aproximar ela se afastava ainda mais . Ela rejeitou o mundo. E eu não aceitei. Já bastava minha mãe, meu pai... ela tinha que me rejeitar também?

Foi aí que me tornei um babacão que só tirava sarro da garota mais linda do mundo. E isso não era difícil. Quando se tratava de ser maltrada a Taylor era frágil, vulnerável. Mas quando alguém tentava ajudar, ela era estranha e muitas vezes grosseira. Com o tempo todos começaram a ver que maltrata-la era muito mais fácil. E ela se tornou uma presa. A Diana chegou no colégio e viu que a Taylor era tudo que uma patricinha nojenta e malvada precisa para inflar seu ego e se divertir. Portanto, nós dois juntos, infernizamos a sua vida.

Só abri meus olhos, quando aquele idiota-nerd do Marcus apareceu. Tá bom, ele não é tão idiota, pois mal chegou e já reparou na fedo. Começou a fazer perguntinhas sobre ela e a tentar se aproximar. No começo, eu fiquei satisfeito. Ela não dava a mínima pra ele ( como não dava para qualquer outro ser humano). Mas ele começou a conquistar a confiança dela, ele conseguiu fazer ela voltar a sorrir. E isso doeu. Não fiquei chateado por ela não ser mais uma zumbi. Mas sim por ser ELE que conseguiu trazer ela para o mundo de novo.

Sexta, quando eu os vi quase se beijando. Foi que constatei, ainda amo a Taylor, e muito. Senti uns alertas e meus ouvidos começaram a zunir. Se a Taylor não pode ser minha, dele que não vai ser.

E hoje ela bate a minha porta. Não consigo acreditar... Fico mais do que feliz em te-la aqui, isso só mostra que ainda posso conquista-la. Ao saber o motivo, tenho vontade de matar, matar aquele estúpido. Como ele se quer ousa tentar toca-la?!

Contudo sua presença é tão boa que não consigo ficar carrancudo por muito tempo. Pego um livro para tentar me distrair, sei que não vou ler, odeio ler. Mas é melhor eu tirar esse coroa nojento da minha cabeça, antes que eu volte a insistir no assunto e a chateie. Taylor aparece na sala e conversamos, é muito bom saber que ela voltou a agir como uma pessoa normal. Só fico irritado ao lembrar quem é o bom-feitor que realizou essa proeza. Aquele Nerd...

Taylor mal fica comigo e já sobe, porém eu não aguento ficar longe dela, e a procuro. Tenho que aproveitar ao máximo que ela está aqui. É quase como se a Megan Fox viesse me visitar. Não estou exagerando... A Taylor com seus cabelos loiros é tão linda quanto ela, só não tem a fama.

Procuro por ela com a intenção de chama-la para jogar tênis comigo. Entretanto,ela está no meu quarto, e está observando as fotos que a anos me rodeiam e me servem de consolo. E agora? Que merda eu digo? Será que " Taylor eu te amo, e a prova disso é que eu vivo rodeado de fotos suas, como um maniaco." ? Claro que não, não posso admitir. Acho melhor fingir que ela não viu, e que eu não a vi vendo."

Notas finais
Gostaram? Então comentem. Não irei morde-los, palavra de escoteira (como se eu fosse uma hahaha).