O Mundo De Taylor

15 Agora Vai...


Notas iniciais
Gente! Liguem as sirenes porque é um crime tanta perfeição! Hahaha. Tá bom, deixando as brincadeirinhas de lado, espero que gostem.... Boa leitura!

" Estou a mais ou menos vinte minutos sentada aqui, nesse banco de estação, quando vejo um carro prata se aproximar. Dele descem Marcus e uma garotinha de cabelos ruivos. De perfil, ela é igualzinha a ele, só o que muda é a cor dos cabelos.

Eles veem andando em minha direção, ambos sorrindo. Vejo que ele usa uma camiseta de banda, de longe não consigo ter certeza, mas acho que é dos Foo fighters, usa também tênis All Star, e calças jeans. Nunca o tinha imaginado usando roupas assim, sei lá, acho que esperava o encontrar de terno. A menina usa um vestido simples preto, e sapatilhas. Me levanto, e involuntariamente sorrio também. Marcus me cumprimenta com um beijo na bochecha, sinto minhas pernas bambas por um segundo e a região agraciada é tomada por um formigamento insistente. A garotinha segue o exemplo, e faz o mesmo."

– Oi! Eu me chamo Samantha, mas você pode me chamar de Sam.

" Sam. Marcus já comentou sobre ela. Estendo a mão e digo:"

– Bem, eu sou a Taylor. Amiga do Marcus.

– Tá, eu sou o Marcus e já está na hora de irmos, senão a mamãe vai ficar preocupada.

" Sam revira os olhos. E murmura alguma coisa que pode ter sido um " bobo". Entramos no carro e percebo que ele não têm motorista, ou melhor, têm, mas este é o próprio Marcus."

– E então Tay, ocorreu tudo bem na viajem?

" Penso em falar do Matt, mas Marcus não deve nem sequer conhece-lo, então respondo com um simples sim. Samantha que está no banco do passageiro, liga o som do carro, que começa a tocar uma música clássica. Como nunca ouço música clássica nem sei de quem se trata. Ela fecha os olhos e encosta a cabeça no banco. Marcus por outro lado faz cara de nojo, a mesma que fez no dia em que eu o chamei de lindo, e rapidamente aperta um botão trocando de música. Uma música eletrônica, e estridente começa, Sam abre os olhos irada, e grita com o irmão:"

– MAL EDUCADO!

Marcus não para de rir, e de movimentar a cabeça no ritmo da música."

– Sabia que você está ofendo é os seus pais?

" Ele fala de forma sínica e irônica. Samantha bufa e desliga o som. Fico fascinada em observar os dois. Nunca observei uma briga entre irmãos. Jaime era a criatura mais calma e gentil da face da Terra, então nunca me deixou irritada como Marcus acaba de fazer com a Sam. Logo, não se passaram nem três minutos, Marcus pede para a irmã arrumar o retrovisor, de uma forma tão comum e gentil, que nem parece que ela o ofendeu a minutos."

– Quantos anos você tem Sam?

" Resolvo puxar conversa."

– Doze. Você é da idade do Mar, certo?

– Sim, sou.

" Quando penso que o assunto morreu, ela me pergunta:"

– Que tipos de música você gosta Taylor?

– Ela é normal Sam, não é igual a você. Então, desiste. Ela não tem uma paixão por Mozart.

" Marcus nem me deixa responder. Acho engraçado que ele tenha me chamado de normal, acho que é a primeira vez que alguém me chama disso. E acho interessante que uma pré-adolescente como a Sam curta Mozart. "

– Eu perguntei para a Taylor, e não para você...

" Ele mostra a língua pra ela e volta a atenção para a estrada. Sam se vira para mim, ficando completamente contorcida no banco da frente."

– Como eu ia dizendo. O que você gosta de ouvir?

– Ah, são coisas variadas. Eu gosto muito de Paramore, Evanescence, Green Day... entre outros.

" A menina parece ficar um pouco decepcionada. Murmura um " Ah" , e se vira para a frente."

– Aí só o que se salva é o Green Day.

" Diz Marcus sorrindo. Ele sabe que eu não gosto que desfaçam das minhas bandas, mas faz isso só para me provocar. Começamos a conversar os três juntos, e por meio do Mar, acabo descobrindo que Sam é apaixonada pelo Einstein. E não é somente pelo seu trabalho, mas é como pessoa também. Cruzes...

Marcus para o carro em uma casa simples, porém muito bonita. Com cara de quem é confortável. Ao entrar vejo que é o estilo normal de uma família inglesa da classe média. Uma mulher que aparenta ter uns quarentas anos me é apresentada. Ao descobrir seu nome ( Daphne), logo sei que é a mãe do Mar. Dona Daphne é uma mulher absurdamente linda e absolutamente simples, simplicidade é uma palavra que define perfeitamente essa mulher. Já o senhor Hollisnewton, é um homem de porte elegante. Olhando-o no contexto da casa e da família ele se destoa, não aparenta viver da forma que vive, simples e comumente. Ele me lembra muito o Robertt, não a parte de ser nojento e deplorável, mas sim na forma de se portar e nas roupas que usa. Ele tem os cabelos alaranjados, no mesmo tom que os da Sam. Agora sei a quem a garota puxou."

– Fico muito feliz em saber que você irá jantar conosco senhorita Vinchestter.

" Bem, pelo menos ele é educado."

– Ah, pode me chamar de Taylor. E eu é que fico feliz em passar o domingo com vocês.

" Enquanto falo isso, percebemos a guerra entre dona Daphne é um pote de palmito, gentilmente o senhor Hollisnewton vai até sua direção e se oferece para abri-lo."

– Meu herói...

" A frase é seguida por um beijo rápido entre os dois. Marcus e Sam ecoam um " Argh" e eu me seguro para não rir. A cena em muito me lembra dos meus pais, não a parte da lata (mamãe nunca aceitava ser salva, se uma lata a desafiasse, ela não fugia da raia), mas sim a questão do carinho. Não era raro momentos de demonstrações amorosas entre papai e mamãe. Eu agia da mesma forma que o Mar e a Sam, mas hoje daria tudo para ver uma cena daquelas de novo."

– Crianças! Vocês não tem o que fazer? Sam, vá dar banho na Elizabeth Alexandra Mary! E Marcus, vá mostrar a casa para a Taylor! Vamos, andem!

" Dona Daphne disse tudo isso de forma bem autoritária, mas com aquele carinho que só as mães possuem. Marcus pega na minha mão e começamos a subir uma escada não muito grande. O gesto faz com que meu coração comesse a dar saltos. Tenho que me distrair antes que eu desmaie."

– Quem é Elizabeth Alexandra Mary?

" Pergunto para o Mar. Ele nem me olha, continua subindo a escada, graças aos deuses sem soltar a minha mão..."

– É a rainha, e a cachorra da minha irmã.

" Reviro os olhos, é claro que eu sei que é a rainha... mas uma cachorra?! Por impulso os cantos dos meus lábios começam a subir."

– A cachorra tem o nome da rainha?!

" Já não estou mais aguentando. Sinto minhas bochechas queimarem, eu vou morrer de gargalhar. Percebo que Marcus também prende o riso."

– Coisa da Sam, afinal a cachorra é dela. E aí de quem abrevia o nome da cadela.

" Okay...Uma cachorra com nome de rainha?! Começo a rir, minha barriga dói, e mesmo sem querer eu solto a mão do Mar para coloca-la ao redor da minha barriga e ver se a dor cessa. Bobagem. Mesmo com minha barriga absolutamente dolorida eu não consigo parar. Me dobro na escada de tanto rir, e sinto lágrimas saindo dos meus olhos. Tudo isso por culpa do nome de uma cachorra. Eu sou uma doida.

Marcus também ri. Não loucamente como eu, mas seu sorriso perfeito está estampado no rosto. Ah droga, eu acho que estou mais do que apaixonada por esse garoto.

Após minha crise passar ( não completamente), continuamos nossa jornada que nem tinha começado. Ele me mostra as portas que indicam os quartos dos seus pais, da Sam, e o seu. Neste último, nós entramos.

Abro a boca em um formato oval certinho. Minha nossa... eu nunca imaginei que o Mar teria um quarto assim. Não é todo organizadinho, com cama arrumada, chão impecável, nem nada do tipo. Okay a cama de solteiro está arrumada ( ou pelo menos tentaram arruma-la), porém está coberta com uma concha no estilo do New York Times. As paredes estão repletas de posters de bandas, mas eles não estão nem enquadrados, na verdade estão até meio tortos e mal colados. Têm uma escrivaninha cheia de papeis amassados e uma pilha enorme de livros ( todos muito mal empilhados por sinal). Consigo ver uma guitarra preta com detalhes vermelhos encostada na parede. Esse quarto é mesmo do Mar?"

– Bem, esse é o meu refugio. Está meio bagunçado, mas... É isso. Quer conhecer a Batcaverna?

" Sem nem esperar minha resposta ele entra no quarto e sobe em uma pequena escada no canto da parede, atrás de uma cortina. O sigo, passamos por uma claraboia escondida atrás de um poster, e chegamos em um sótão. O lugar é tão perfeito... É no modo tradicional e rústico dos sótãos, mas no fundo tem um cobertor do Batman estendido no chão, e várias almofadas espalhadas por ele. Ao redor tem pilhas, e mais pilhas de livros. Fico fascinada.

Chego mais perto, Marcus fica alguns passos atrás de mim. Olho de relance os livros e vejo: "Guerra e paz", " Hamlet", " O som e a fúria", " O homem invisível" , " Os filhos da meia noite"... Levo um susto ao ler " Orgulho e preconceito". Marcus me disse que não gostava de romances, e para mim "Orgulho e preconceito" é o maior romance do mundo. Melhor até que " Romeu e Julieta". O olho confusa e ele se aproxima. Pego o livro."

– Me lembro de você ter dito que não gostava de romances....

" Digo de forma zombeteira. Ele tenta pegar o livro, mas eu o afasto e fico na ponta dos pés. Claramente se Marcus quiser pegar o livro ele o faz com a maior facilidade. Porém ele só me olha e passa a mão pelo cabelo. Ahhh... ele está envergonhado. Existe criatura mais fofa?"

– Ah, esse é diferente...

" Fico curiosa. Não acredito que ele gosta do meu livro favorito, e nunca me disse isso... Uso minha voz mais dengosa e provocativa. "

– Diferente? Como?...

" Okay, isso não tem nada a ver comigo. Mais parecia uma criança fofinha provocando os pais. Marcus umedece os lábios, de forma absolutamente sexy mas sem intenção. Então me responde:"

– " Orgulho e preconceito" é diferente, porque ele não é um romance bobo como outro qualquer. Ele trata de como uma primeira opinião pode estar absolutamente errada. E de como nós temos que passar por cima das aparências para realmente conhecer, e ser capaz de julgar alguém.

" Fico de queixo caído. Eu sempre tive essa mesma visão á respeito do livro. E ele vê exatamente igual a mim. Têm como ser mais perfeito? Ele continua:"
– Ontem eu reli ele. E me lembrei de você. Eu fiz como a Elizabeth, julguei você sem te conhecer, e fui pelo que me disseram. Por sorte eu pude te conhecer, e mudar minha opinião. Assim com ela, eu vi no final que você, a pessoa que eu julguei tão injustamente, era no final das contas a única certa.

" Tá, eu realmente estou mais do que apaixonada por esse cara. Praticamente voo no seu pescoço, de uma forma bem estabanada enlaço meus braços ao seu redor e o puxo na minha direção. Nossas testas batem e dói um pouquinho, mas ambos ignoramos, e eu consigo encontrar seus lábios. No começo, por ele estar completamente surpreso e perplexo, eu conduzo o beijo, e apesar de bom, é totalmente confuso. Contudo, Marcus desperta, e quando isso acontece ele entrelaça minha cintura e coloca as coisas no rumo certo. Seu beijo é gentil, mas firme. E é maravilhoso de tal forma que eu nem sequer poderia sonhar com algo do tipo. Nos seus braços eu me sinto segura, nos seu lábios me sinto completa, e junto dele eu SOU feliz.

A alto custo separamos nossas bocas para retomarmos o folego. Entretanto, não nos separamos por completo. Suas mãos ainda estão na minha cintura, e as minhas ao redor do seu pescoço. E por mim, nós poderíamos ficar dessa forma pelo resto da eternidade.

Mar está com o seu tão aclamado sorrisinho derretedor de geleiras. Seus lábios estão um pouco inchados, e os olhos dilatados. Uau! Podemos retomar de onde paramos? Sei que estou com o sorriso mais atabalhoado de todos, mas é impossível retira-lo do meu rosto. A não ser é claro, que nós voltemos a nos beijar. Sinto meus pelos se eriçarem só com a ideia."

– Céus Tay... você não sabe como eu sonhei com isso.

" Meu sorriso idiota aumenta uns cinquenta centímetros."

– E foi melhor do que qualquer sonho que eu poderia ter...

" Cem centímetros de sorriso tolo. Me coloco na ponta dos pés e o puxo para mim novamente."