Notas iniciais
Desculpem a demora, mas eu avisei. Essa semana seria apertada para postar.

Afinal, quem Anne viu e o que aconteceu em seguida?

Capítulo dedicado a SamLight.

Espero que SamLight e você aproveite.


Anne se virou e viu a namoradinha de Nicholas. Aquilo lhe assustara um pouco, por que ela estaria ali?

– Bom, Anne é o seu nome, não é ? Tão pouco importa, só vim lhe deixar muito claro de algo. Fique longe do meu Nicholas, ou te garanto que faço dessa sua vidinha um inferno. Ele é meu, e quero que isso fique bem esclarecido para você — disse a menina.

Anne sentiu uma tremenda vontade de rir, como assim?

– Muito bem. Ótimo saber que o Nicholas é seu, mas isso não me interessa. Eu não sei se você tem noção, mas em última hipótese queria dividir o quarto com aquele idiota. Apodere-se dele como quiser, e pode ficar bem calminha, que distância dele eu já tomo muito antes de você mesmo deixar que seus poucos neurônios façam uma sinapse.

A loira ficou com cara de dúvida.

Anne levantou-se e deixou a oxigenada sozinha.

Caminhou até o seu quarto e abriu a porta. Sentou-se em sua cama, o quarto parecia vazio, as luzes estavam desligadas e não ouvira nenhum ruído do banheiro.

Ia lentamente se despindo. Primeiro os tênis, em seguida a fita que prendia seu cabelo, a blusa, quando de repente a porta do banheiro se abriu.

Estava Nicholas com os cabelos molhados, com uma toalha sobre os ombros e vestindo apenas com a calça moletom escura.

Anne por um momento se hipnotizou, ele tinha um belo abdomên e Nicholas teve a mesma reação a encarando apenas com uma peça de sutiã rosa e rendada sustentando os seios da garota e uma saia. Sua pele macia e alva ali exposta, ele queria a toca-lá. Isso ocorreu em breves segundos, pois logo a garota percebeu como estava e se tampou o máximo que pode.

– MAS QUE PORRA É ESSA? — gritou assustada — FECHA OS OLHOS AGORA.

Nicholas assustou-se e obdeceu. A garota aproveitou e vestiu rapidamente a blusa.

– Me vesti, pronto — disse Anne.

– Me mata de susto. Por que você resolve ficar pelada aqui no quarto, sua idiota? — disse Nicholas.

– Idiota? Eu sou a idiota? As luzes todas desligadas, sem nenhum sinal seu. O que você queria que eu fizesse? Olha, meu dia foi muito longo e cansativo para ficar debatendo isso. Da próxima vez, vê se deixa algum sinal, seu imbecil.

Anne abriu seu arrmário com brutalidade, recolheu seus produtos e seu pijama, entrou dentro do banheiro e bateu com força a porta.

Nicholas pode ouvir o barulho da tranca sendo acionada.

Ele deitou em sua cama, mas continuou inquieto, recordando do momento anterior. Ele havia... havia gostado, mas não podia, ele a odiava. Foram as sensações mais intensas que já sentiu em toda sua vida. Talvez esse pensamento seja uma atitude precipitada, já que tudo aconteceu tão rápido. Devia estar se confundido. É isso.

Instantes depois a menina saiu do banheiro.

Nicholas viu a sinueta passar em sua frente e sentiu aquele mesmo aroma delicioso e inebriante.

Anne deitou-se em sua cama também. Não estava com sono, um silêncio tomou conta daquele clima pesado.

– Me desculpe — Anne ouviu um sussuro — Me desculpe por fazê-la chorar naquele dia.

Anne ficou perplexa. Aspirou todo o ar a sua volta, para em seguida liberá-lo entre os lábios. Tinha aquele frio na barriga.

– Tudo bem. Já nem ligo mais, é só que as vezes lembrar de determinadas coisas nos fazem chorar... Talvez fosse preciso.

Nicholas se levantou, parecia que ia sair.

– Aonde vai a essa hora?

– Dar uma volta, quer vir?

– Mas não é proibído?

– É, mas às vezes é necessário, que as regras sejam quebradas.

Anne não respondeu, trocou-se, enquanto o Herbrard apenas vestiu uma blusa clara qualquer.

Eles saíram cautelosamente, fechando a porta sem tentar fazer nenhum ruído. Evitaram todas as câmeras possíveis até chegar em um dos jardins rindo e correndo.

Nicholas a segurou pela mão e disse:

– Venha — enquanto corria.

Ela concordou em silêncio.

Na mesma hora em as mãos se tocaram – pela primeira vez – ambos sentiram correntes por todo corpo. Foi aí que eu perceberam que era a primeira vez que se tocaram de verdade.

–Que lugar é esse? — disse Anne meio cambaleante para o lado. Só então percebeu que lugar bonito era aquele. Lá de cima era possível ver a lua tão imensa por trás das colinas que rodeavam o internato — Nossa...

Nicholas estava à frente, observando alguma coisa.

Ele se sentou num tronco que parecia estar lá há muito tempo.

Anne foi se aproximando lentamente, ainda deslumbrada pelo lugar.

–Você não tem cara de quem gosta de vir num lugar assim. É muito lindo... Parece que as estrelas estão bem perto de nós. — ela sentou-se ao lado dele, meio receosa, mas ao notar, que ele não moveu um músculo, ficou mais à vontade.

A única coisa que se movimentava nele eram os cabelos negros pelo vento noturno.

Depois de alguns minutos finalmente Nicholas disse alguma coisa.

– Vamos embora — disse se pondo de pé.

–Nada disso. — retrucou ainda sentada. — Eu não estava me divertindo muito no quarto, se você quer saber. Você me trouxe aqui, não temos que voltar agora. Pelo menos eu não quero.

–Não seja ridícula! Vamos — ordenou.

– Você veio aqui por algum motivo, cansou-se de ficar preso naquele quarto. Não precisa ir embora agora. — virou-se para frente novamente, perdendo-se na bela visão que tinha a sua frente.

Então Nicholas acabou-se rendendo. Talvez não seria tão ruim assim.

Aproximou-se dela, sentando-se sem muita vontade ao seu lado novamente. Olhou para o lado, vendo o semblante sereno e sorridente, o vento balançando os cabelos que lhe escondiam um pouco a face.

– Desde quando vem aqui ? — Anne perguntou.

A resposta demorou um pouco a vir .

– Desde do dia que eu cheguei aqui. Eu descobri este lugar e venho aqui as vezes, para me sentir bem ... — disse Nicholas com o olhar perdido.

–Sozinho?

– Sozinho. Não trago ninguém aqui... — Nicholas deu uma pausa — Você é a primeira pessoa que vem aqui comigo.

Fitou um tanto curioso para a garota que sorria em meio a brisa gélida da noite. Se sentia melhor, então desfrutaria daquela sensação boa, enquanto ela durasse.

Assim que Nicholas estava a frente de Anne, a poucos centímetros de seu corpo, Anne lembrou-se de respirar, deixando o ar descompassado sair por entre seus lábios. Nicholas se inclinou na direção dela, o que fez ela fechar fortemente os olhos, sentindo o cheiro inebriante que emanava dele.

Muito lentamente, Nicholas encostou seus lábios na bochecha dela, aproveitando a proximidade para aspirar o perfume, recordando-se da noite em que a viu no banho. Ele a beijou demoradamente. Deixou seus lábios ainda de encontro a pele alva e cheirosa, com os olhos fechados. Então, vagorasamente tirou os lábios de sua pele. Já havia ido longe demais com aquele beijo.

– Agora vamos antes que fique muito tarde. — disse Nicholas enquanto segurou a mão de Anne novamente.

Assim adentraram pela a escuridão, até que uma forte luz vinda de uma lanterna de um segurança rastreava o local em que estavam.

– Alunos? O que vocês estão fazendo aqui? — disse o segurança — Encaminhem para seus dormitórios agora e amanhã pela manhã estejam na sala do diretor — já caminhando na frente dos dois.

Eles não notaram, mas suas mãos estavam ainda unidas.

Então seguiram até o dormitório.

O segurança se surpreendeu. Dividiam o mesmo quarto.

– Estão avisados. Pela manhã eu os encaminharei para a sala do diretor. — Disse severamente.

Não trocaram mais nenhuma palavra. O silêncio se pôs novamente até que adormecesse.

Pela manhã, o segurança da noite anterior estava lá para os levar até o diretor, que já estava informado do ocorrido.

Assim que chegaram a diretoria, o Sr. Bass, os indicaram a se sentar nas cadeiras à frente de sua mesa.

– Logo pela manhã já tenho problemas, então espero que tenham uma excelente explicação para o ocorrido da noite anterior — disse em um tom não muito agradável.

Nenhum dos dois tinha a nada a declarar.

– Pois bem, se os dois não irão explicar, então me permita que eu explique para vocês algo. Estão na detenção durante toda essa semana. Espero que gostem de limpar, porque terão que limpar a biblioteca deste colégio inteira. — disse de forma severa — E para não terem problemas maiores não aprontem mais , Sr. Herbrard e Srta. Poésy.

Haviam conseguido detenção na pirmeira semana. Incrível.

Já longe da sala do diretor, Nicholas parecia estar calmo.

– Como pode estar tão calmo? Teremos que limpar aquela biblioteca gigantesca em uma semana. Por pouco algo pior não acontecia e tudo por culpa sua. — Anne disse em um tom mais elevado de sua voz.

– Minha culpa? Até onde eu sei, eu não te obriguei a ir, e se tivessemos ido na hora que eu havia pedido, talvez nada disso teria acontecido.

Anne se irritou. Não queria dizer mais nada, apenas virou-se e se dirigiu a sua aula, enquanto Nicholas ficou falando sozinho.

Logo após as aulas tiveram que se encontrar na biblioteca e saberiam que aquela semana seria longa...

Notas finais
Apesar do clima muito fofo da noite anterior, o tempo começou chuvoso. O que irá acontecer na biblioteca?

Descubram no próximo capitulo.

Beijos.