O Motivo Desse Meu Sorriso Bobo
7 Isso não está certo... Ou será?
Notas iniciais
Muito obrigada pela paciência.
Nicholas se aproximava ainda mais, estava à alguns centímetros de Anne quando ele soltou uma longa gargalhada dizendo:
– Ela não vai me beijar.
Alguns colegas mantinham uma face de indignação porque Anne era uma bela garota, outros riam tentando se segurar. Anne mantinha a face plena, com um sorriso no rosto.
– Ainda bem que você sabe que não irei beijar você, nem sei porque até se gabou disto.- disse Anne, rindo baixinho quase podendo se dizer, irônicamente.
Nicholas já ia levantar a voz, quando um colega disse:
– Já é muito tarde, hora de ir pessoal, amanhã quem sabe a gente não continua...
Anne e Nicholas mal se encaravam enquanto viam as pessoas irem deixando o quarto e seguindo cada um para seus dormitórios. Despertaram quando só restavam os dois, e os donos do dormitório pedindo a retirada dos dois.
Caminhavam lado a lado pelos corredores. Anne soltava entre os lábios o ar tedioso daquele momento sepucral, quando de repente Nicholas parou e começou a rir.
– Engraçado não é mesmo, pedir para nós nos beijarmos?
– Eu também ... acho — concluindo a última palavra com certa dúvida e confusão pelo o que Nicholas havia dito.
Um som se pôs dos lábios de Anne e ela começou a caminhar, quando sentiu uma mão larga em volta de seu pulso direito.
– O que lhe incomoda, Nicholas? Vamos.
Nicholas respirou fundo, depois abaixou a cabeça.
– Quer mesmo saber? — perguntou sobre os ombros.
– Sim, talvez eu possa ajudar... — respondeu, fitando- o, esperando pela resposta. Talvez acontecera algo para ter que para-la.
Nicholas virou para ela. Fitou os orbes verdes, cintilantes pela luz do luar, tão brilhantes como nunca havia visto antes. Como ela era tão... tão linda... Sua beleza era capaz de prender aquele olhar por minutos, talvez mais.
Como dizer a ela que a causa de tudo aquilo era unicamente dela? Como dizer que nesses dias, ela se tornou a única que poderia saciar todas aquelas sensações dentro dele?
Não haviam palavras ou consciência suficiente para isso.
Ele a fitou e caminhou lentamente para perto dela. Anne já estava desnorteada, imaginando o que aconteceria a seguir. Ele beijaria seu rosto novamente. Não queria pensar no motivo. Na verdade, não pensava no motivo, não pensava absolutamente em nada no momento. Apenas o via se aproximar, já sentindo o vento empurrar o cheiro dele até ela.
Já estava à centímetros de seu corpo, como na noite em que ela havia estilhaçado o seu porta retratos. Só que dessa vez, suas mãos a seguraram de uma maneira diferente. Uma delas apertou lentamente, muito lentamente a cintura de Anne. A outra já estava na altura de seu pescoço, afundando os dedos na raiz de seus cabelos.
A pele fria de encontro com a sua, fez seu corpo se estremecer, seus pêlos se eriçarem com o contato. Anne arfou, sentindo o rosto de Nicholas a um palmo do seu. Seus olhos se fecharam. Podia sentir o coração bombear o sangue por todo seu corpo, porém lhe faltavam ar nos pulmões. Já podia sentir a quentura do corpo de Nicholas, podia sentir a respiração dele no seu rosto.
Lentamente, Nicholas encostou sua testa a dela. Seus narizes roçaram por uns segundos, depois a tocou levemente nos lábios com sua boca. Mais um segundo, então ele a beijou. A cada movimento de seus lábios nos dela, um calor insano os envolvia. Uma vontade mais forte que eles, fazia com que seus braços a apertassem contra seu corpo, colando ao seu.
Anne não respirava. Estremeceu novamente, quando sentiu a língua quente e molhada lamber seu lábio inferior, antes que Nicholas a beijasse.O beijo tornava-se mais urgente a cada segundo. Anne estremecia quando sentia a língua de Nicholas explorar cada canto de sua boca, como se estivesse desesperado para senti-la, para prová-la.
– Nicholas — Anne sussurou em meio a um suspiro. – Pare...
Os lábios de Nicholas seus lábios voltaram de encontro aos dela.
– Impossível... – ele murmurou entre os meus lábios.
Sentiam apenas um ao outro, presos naquele contato, onde uma corrente elétrica os prendia, os colavam como um só. Os corpos estavam tão próximos que faltava muito pouco para se fundirem em um só.
Ambos não sentiam mais a brisa gélida da noite sobre eles. Não sentiam mais seus corpos naquela noite fria. Sentiam apenas um ao outro, presos naquele contato, onde uma corrente elétrica os prendia, os colavam como um só. Nicholas conseguia se mover, o calor do corpo de Anne o envolveu, o seu cheiro o deixou inebriado e ele sabia que não conseguiria se livrar daquele contato tão intenso.
Os lábios se moveram nos dele lentamente e ela se entregou, embora estivesse dizendo há muito tempo que aquilo não aconteceria. Fechou os olhos e sentiu braços dele a apertarem, seus lábios ficarem mais urgentes, sua língua invadiu novamente a boca sem permissão, a fazendo gemer instintivamente. Ela envolveu sua nuca com uma das mãos, entrelaçando os dedos aos fios negros. Nicholas desceu uma de suas mãos pelas costas de Anne, fazendo-a arrepiar por completo.
– Eu não posso... – disse entre suspiros novamente, mas dizia mais para si mesma que certamente para ele. Ela não podia se entregar, não podia se iludir com algo impossível. Era impossível e ela tinha certeza que não poderiam ficar juntos. Com esse pensamento, o afastou dela. Não da maneira como ela gostaria, pois ele ainda continuava muito perto, seus braços ao meu redor, seu rosto há poucos centímetros do dela.
– Não faça isso. – pediu lutando contra a própria força de vontade. Seus olhos estavam possuídos de desejo, cada traço da sua expressão revelava o quanto ele tentava se controlar.
Os olhos dele crispados e confusos, desviaram-se do rosto dela.
– Droga! — murmurou afastando-se, virando as costas para ela. A última coisa que desejava sentir agora, era a sensação de estar se aproveitando dela. — Isto não está certo ...
–Você... está certo... — disse receosa e confusa, tentando deixar sua voz o mais firme e audível possível. — Nó-nós somos colegas de quarto agora...
Nicholas se virou para ela, fitando seu olhar confuso para baixo. Se perguntava pela merda que ele fez dessa vez. Deveria ter se controlado, deveria ter parado no meio do caminho! Seria impossível se conter, estando com ela tão linda, iluminado pela lua naquela noite fria.
– E você... tem uma namorada... — ela levantou os olhos na direção dele, que estava sério, não demonstrava o que sentia no momento. Temia deixá-la magoada mais uma vez.
– Não faça isso, nunca mais faça isso — disse Anne virando-se e caminhando cada vez mais rápido, até se perder de vista no corredor estreito.
Notas finais
Perdõem minha demora, eu tive um mês muito apertado.
Espero que ainda estejam aqui, e se estiverem, obrigada pela paciência.
Beijos.
Fale com o autor