Eu corria o mais rápido que podia pelo bosque escuro sentindo o meu coração acelerar cada vez mais, parecia que nunca iria acabar a agonia, o sofrimento. Eu podia ouvir sua respiração ofegante enquanto me perseguia, sentia seus passos nas folhas secas. A noite fazia aquele momento ser o mais apavorante de minha vida, nada estava bem, minhas pernas doíam, meu corpo estava cansado, a sacola estava pesada e ele estava sedento por minha morte. Tentei me esconder entre as arvores, mas a luz do luar parecia revelar minha presença até que ele me olhou de longe, parado em cima de um tronco caído, sua silhueta escura e forte, olhos brilhantes. O choro abafado vindo de algum lugar... Está tudo errado...

Sentir meu corpo pedindo descanso e comida. Eu estava exausto, mas ele estava desesperado. Queria a mim de uma forma agressiva, tentei correr, mas tropecei. Ele me alcançou, estava a minha frente. Tomou minha sacola e a rasgou com o que parecia ser uma faca. Uma criança caiu de dentro, estava chorando e suja de sangue, estava ferida. Ele gritava comigo e eu não entendia, apenas sabia que iria morrer. Meu coração acelerou novamente e em um impulso assassino rasguei seu pescoço quando ele puxou seu velho revolver. Ele estava morto ao meu lado. Olhei minhas mãos com as enormes garras negras. Comecei a devorar o homem ali mesmo e perdi a fome que sentia. A criança viu tudo, estava assustada, apavorada. Coloquei-a de volta no saco e corri antes que mais alguém de sua família venha tirá-la de mim novamente.

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