O Monstro Assassino
1 Bicho-papão
Notas iniciais
Eu escrevi esse conto há um tempo, espero que não seha tão ruim, perdoem os errinhos que possam existir, boa leitura!
Mateus acordou atordoado após um sonho extremamente confuso, com a respiração ofegante ele encara o teto que possuía pequenos adesivos brilhantes em forma de estrelas para nao tornar suas noites tão assustadoras.
O menino sem saber exatamente o que pensar a respeito desse sonho, decide tentar dormir de novo, afinal, mesmo com apenas 7 anos de idade, não era muito medroso. A partir do momento em que o garoto se vira para o lado da parede, com o objetivo de dormir novamente, ele escuta um barulho um tanto quanto perturbador, vindo do seu roupeiro branco. Com medo, Mateus levanta sua coberta para cima de sua cabeça e fica sem se mover. No entanto, apesar de seu medo, ele grita por sua mãe, com sua voz levemente trêmula:—Mamãe, vem aqui! Após alguns minutos que para Mateus, pareciam uma eternidade, sua mãe chega atordoada com o grito de seu filho, ele raramente gritava daquele modo quando estava em seu quarto. Ela se senta ao seu lado, e tira a coberta que o cobria inteiramente, o menino olha para os olhos castanhos acolhedores, e para o prendedor de cabelo q mantinha os fios castanhos claros no lugar.— O que houve, meu bem? — questiona ela com os olhos semicerrados de preocupação.—Tem alguém dentro do guarda-roupa — Não tem nada ali, querido — responde ela com um sorrisinho, aliviada por não ser algo sérioEla encara o roupeiro branco com adesivos de dinossauros colados nas portas.— Tem sim, mamãe, eu escutei alguma coisaCom um floreio divertido, sua mãe se levanta e vai até o guarda-roupa, ela dá de ombros com uma risadinha e abre uma das quatro portas que havia, mostrando alguns cabides com camisetas.— Viu só, não tem nada aqui, é apenas fruto da sua imaginação fértil — ela diz, divertida e dá um risinho, ela abre caminho no meio das roupas, olha dentro do roupeiro, e depois, olha novamente pra ele.— Não tem nada mesmo? — ele indaga, com o olhar apreensivo.— Nada mesmo — ela garante. No entanto, apenas para assegurá-lo de que não havia nada mesmo, ela decide abrir as outras portas.E assim foi, a segunda porta, a terceira, e quando enfim chegou a última porta, ela escuta um barulho, muito semelhante ao que o menino tinha escutado. Os dois exclamam surpresos e assustados, mas sua mãe cética decide abrir a porta mesmo assim. E com um grito atordoante, sai uma pessoa segurando algo pontiaguado e vai para cima de sua mãe.O menino assustado e sem saber o que fazer, se esconde novamente em baixo da sua coberta, enquanto ele escuta gritos apavorantes, a maioria deles vindos de sua mãe. Gritos esses que pareciam intermináveis, que davam a sensação de terem durado horas, e não apenas alguns minutos, quando os berros cessaram, ele escutou passos e algum pigarro vindo de uma voz masculina, e os sons ficaram cada vez mais distantes, até parar completamente. Mateus, não moveu um músculo por um bom tempo, tremendo, e abraçado em seu ursinho que ficava junto com ele toda a noite. Até que em algum momento, ele escuta passos vindos ao longe, e algumas luzes, azuis e vermelhas. Mesmo assim não se move, com medo de ser o monstro que veio pegar ele também. Ele escuta, vozes desconhecidas. E palavras que só havia escutado quando viu um filme na TV escondido de sua mãe, que o proibia de assistir certos programas, palavras tais quais "brutalmente assassinada", "muito sangue" e "facadas".Alguém, gentilmente o descobre, e o menino olha receoso para um olhar gentil, mas não eram castanhos, e sim verdes, e nao era o rosto de sua mãe, e sim de uma moça completamente desconhecida que tinha cabelos vermelhos como fogo e que usava um uniforme da Polícia.—O Bicho Papão, também vai me buscar moça? — Mateus perguntou com um sussurro e com sua cabeça cabisbaixa.— Ninguém vai pegá-lo — responde a moça, gentil.Então, ela fala com um homem de cabelos grisalhos que possuía uma leve carranca, ele assente e ela se levanta e se afasta, mas não o suficiente para que o garoto não escute partes da conversa.— os vizinhos ligaram quase agora. Um deles viu um sujeito completamente suspeito pelos corredores, não tem muito tempo O resto passou como um borrão para ele, um grande emaranhado de palavras esquisitas, sangue e pessoas desconhecidas.Todo o resto de sua infância acabou por ser envoltos de olhares empáticos e pessoas esquisitas, ele passou por muitas casas, sua infância se tornou miserável e ele não entendia o motivo, e toda a noite, antes de dormir, ele colocava uma cadeira nas portas de seus guarda-roupas com medo de o Bicho-Papão vir atrás dele também... Além disso, o menino chorava todos os dias querendo sua mãe de volta.Após anos do lamentável acontecimento, que ele foi entender e descobrir o que havia acontecido, sua mãe fora brutalmente assassinada, pelo seu próprio pai, que confessou o crime e o doentio relacionamento que ele tinha com a mãe de Mateus dando péssimos detalhes do assassinato.O homem que a matou, sempre fora extremamente abusivo, e ela fugiu dele, antes de Mateus nascer, e desde então fugia do seu ex, até que ele a encontrara, se escondera dentro do roupeiro de seu próprio filho, e quando ele a chamasse, seria o momento perfeito, pois ela estaria relaxada, tornando o ataque muito mais fácil. O que Mateus jamais entenderia, era o porquê ele havia sido poupado.
Mateus, chegou a conclusão, de que as pessoas que são os verdadeiros monstros, seu pai era o próprio Bicho-Papão, e ele estava disposto a nunca ser como ele.
Notas finais
Agradeço se alguém leu
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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