O Mito de Eros e Psicleph

6 Cena Final - Até que enfim!


Notas iniciais
Agora sim é o último capítulo!

Cena Final – Até que enfim!

[as cortinas se abrem]

Deimos: Olhem! Carneirinhos! Que gracinha.

Phobos: Carneirinhos dourados e violentos! Adoro esses bichinhos.

Eros: [vestido de carneirinho] Béeeeeehhhhh!!! (que porcaria de roupa é essa!?)

Andy: Béeeeehhhh!!!

Deimos: E lá está a nossa queria Psique procurando uma maneira de encontrar uma maneira de conseguir a lã. Ciente de que eram ovelhas perigosas...

Phobos: Ela começou a ter um de seus ataques de choradeira.

Cleph: Eu não consigo! Aquelas ovelhas vão me matar! É... Eu vou me matar! Não tem como eu conseguir tirar a lã... BuÁAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!

Greg: Você é uma chorona mesmo... Quer mesmo tentar se matar?

Cleph: Quem falou comigo?

Greg: Olá pra cá, morena.

[Cleph se depara com um cara negro vestido de caniço, uma planta parecida com um bambú]

Cleph: O que é você?

Greg: Sou um caniço.

Cleph: O que quer comigo? Planta não fala! E também não tem músculos!

Greg: Isso não importa agora! É o seguinte: aquelas ovelhinhas ali vão tomar água. Quando elas forem pro rio molharem suas gargantas, você irá em direção aos espinheiros e pegara a lã presa, certo?

Cleph: Obrigada, senhor... Senhor... Que planta é você mesmo?

Greg: EU SOU UM CANIÇO CARAMBA AGORA VÁ PEGAR AQUELA LÃ PORQUE OS CARNEIROS ESTÃO NO RIO!!!

Cleph: Já estou indo!

[as cortinas se fecham]

Phobos: Ela conseguiu! Pegou a lãzinha fofinha dos carneirinhos matadores!

Deimos: Assim ela conclui mais uma missão!

Phobos: Mas nem tudo está terminado! Nossa heroína deve conseguir agora concluir mais um trabalho!

Deimos: Opa! Agora eu duvido que ela conseguirá!

Phobos: Lembre-se que ela é o Cleph e o Cleph faria de tudo pra conseguir outro beijinho na boca do Eros.

Deimos: Verdade.

[os dois riem e abrem as cortinas]

Cleph: Consegui! Consegui! Aqui está a lãzinha daquelas ovelhinhas. Béeee!!

Anteros: Porcaria! Você conseguiu de novo.

Cleph: Eu tenho a força de um deus da guerra, a inteligência de uma deusa da sabedoria, e a beleza do deus do amor... (Essa foi pro Eros. ;*)

Anteros: Há há há há... ¬¬’ Vou te mandar mais um problema sua mortalzinha com cara de ogro! Quero que você me traga água.

Cleph: Fácil! Aqui é cheio de água.

Anteros: Mas eu quero água negra daquele penhasco lá longe. E a nascente dele é ali em cima.

Cleph: Mas...

Anteros: Sem mas! Apenas faça o que eu mando, mortal! Quer ver seu amado de volta?

Cleph: Claro que eu quero! Eu estou fazendo toda essa sacanagem por causa dele! Como deusa do amor, tu deverias ser chamada de “deusa monstro do amor”.

Anteros: VÁ LOGO PEGAR ESSA ÁGUA ANTES QUE EU ARRANQUE OS SEUS CABELOS!!!

Cleph: Por favor! Não faça isso! [sai correndo]

[as cortinas se fecham]

Phobos: O amor é uma dor... É por isso que eu não vou me apaixonar tão cedo.

Deimos: Quer mesmo decepcionar as nossas fãs?

Phobos: Não é isso. Depois eu te explico. Bem...

Deimos: Ela agora vai ter que subir um monte mais alto que o Everest e mais perigoso K2, no Paquistão!

Phobos: Tadinha...

[os dois se abraçam fazendo carinha malvada]

Phobos/Deimos: Ela vai se explodir. HAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!

[as cortinas se abrem]

Cleph: WAAAAAAHHHH!!! Aquele monte é muito alto! Eu não vou conseguir chegar até o topo! Acho que agora sim eu vou decidir me matar com essa jarra de cristal e...

Hermafrodito: [vestido de pássaro e tomando a jarra da mão] KWAAAAAAAAAA!!

Cleph: Aquilo era uma galinha voando?

Hermafrotido: Eu sou uma águia! Você não me compreende? Eu vou te ajudar pegar um pouco de água pra você.

Cleph: Mas como?

Salmakis: [dentro do corpo dele] Hello, querida! Eu sou uma águia esqueceu?

Psique: [pensando] Quem deixou ela entrar na peça? Só os rapazes entram nessa história.

Afrodite: Meu filho tem os dois sexos agora, esqueceu?

Psique: Deixa pra lá... ^_^’

Cleph: Ah! Você é tão boazinha! Obrigada por me ajudar!

Hermafrodito: De nada. Eu apenas estou fazendo o meu trabalho ajudando a senhorita.

Cleph: Eu estou feliz agora... Ufa! Não vou perder os meus cabelos para aquela velha.

Hermafrodito: [voltando com a água] Aqui está. Vá e encontre o seu amor. Ele com certeza está esperando.

Cleph: Eu estarei indo. Até logo.

[as cortinas se fecham]

Deimos: Ela conseguiu de novo, mas que porcaria!

Phobos: Também acho!

[uma pausa]

Phobos: Você quer ser chocolate?

Deimos: Meio amargo por favor! E traz café também?

Phobos: Claro! Enquanto isso...

Deimos: Nossa heroína está entregando a água negra para a nossa mamãe.

Phobos: Aquilo nunca é a nossa mamãe...

[as cortinas se abrem]

Cleph: Consegui de novo!

Anteros: Estou começando achar esses trabalhos fáceis demais... Não estou gostando disso.

Cleph: Estou ganhando de dez a zero de você, dona Afrodite. Posso ver meu amado agora?

Anteros: Bem... Pode, só que eu... [fazendo cara de preocupado]

Cleph: O que foi?

Anteros: Eu perdi um pouco da minha beleza e preciso que você vá até o reino de Hades e pegue um pouco da beleza de minha rival... Perséfone.

Cleph: Você perdeu a beleza?

Anteros: Sim... Por favor, faria esse trabalho por mim? Como a deusa do amor da beleza pode ficar feia para seus adoradores?

Cleph: Eu já estou indo, já estou indo. Ai! Minhas coxas doem. [sai do cenário]

Anteros: Mulher burra. Enganei ela fácil, fácil.

[as cortinas se fecham]

Deimos: Casa do Titio Hades é legal! É tão escuro e tão divertido! Adoro brincar com o Cérbero.

Phobos: Ele é um bom cachorrinho de três cabeças. Só que não temos tempo para falar sobre isso! Temos que continuar narrando para conseguirmos sair daqui e tacar o terror!

Deimos: Com certeza!

Psique: Andem logo! Estão atrasando a cena!

[as cortinas se abrem]

Hermes: Eu sou uma torre...¬¬’ Um deus grego rebaixado à torre...

Cleph: [entrando] Nhaim... Eu estou tão perdida... Onde é que eu encontro o reino da Perséfone?

Hermes: A gata está sozinha? Eu posso ajudá-la...

Cleph: AH! Quem disse isso?

Hermes: Eu disse isso?

Cleph: Eu quem? Onde você está?

Hermes: Olha pra cima!

Cleph: Não to vendo nada.

Hermes: Olha pro lado.

Cleph: Cadê você?

Hermes: Eu sou uma torre! Olha que divertido!

Cleph: Fala sério! Você?

Hermes: Algum problema?

Cleph: Nada. O que quer comigo.

Hermes: Eu sei a direção pra chegar até a Perséfone.

Cleph: Me diga então.

Hermes: Duas curvas para a direita, depois vá para a esquerda, siga reto, conte até 22.333 e em seguida chute uma pedra com forma de limão e você chegará até ela.

Cleph: Ta brincando comigo?

Hermes: HAHAHAHAHAHAHAHA!!! Claro que eu estou brincando... Basta você apenas ir reto. Haverá um túnel e depois vá para a direita e você chegará na sala dela.

Cleph: Só isso?

Hermes: Só. Ah! Não se esqueça: não aceite a ajuda de estranhos. Seja chata e endureça o seu coração. Fim.

Cleph: Então ta. Obrigada. [beijinho na torre e sai do palco]

Hermes: ... [vermelho] Ele me lembrou o Krokos[¹]...

[as cortinas se fecham e se abrem de novo]

Enyalios: [sentado no trono vestido de mulher] Eu vou fingir que eu não estou fazendo isso... Meu pai odiaria saber que o seu filho está se vestindo como uma mulherzinha qualquer...

Cleph: PERSÉFONEEEEEEEEEEE!!! [entra correndo]

Enyalios: O QUE VOCÊ QUER C#$%*&!?!?!?!

[todo mundo fica em silêncio]

Enyalios: Desculpe. Isso não é um comportamento de uma deusa. O que está procurando, sua mortal?

Cleph: Afrodite perdeu um pouco de sua beleza e ela pediu para que você desse um pouco à ela.

Enyalios: Se vira. Eu não vou ajudar a minha rival.

Cleph: Mas...

Enyalios: Volte seguindo pelo caminho que te trouxe até aqui.

Cleph: Eu preciso ver o meu amado Eros! Ele está ferido e preciso fazer as pazes! Faça isso por mim!

Enyalios: Já que você falou no seu namoradinho eu abrirei uma exceção.

Cleph: [pensando] Namoradinho? O_o

Enyalios: Tome essa caixinha e leve-a para a sua sogra. Não quer mais ser perturbada por você. Até logo.

Cleph: Até logo. (ele ficou uma graça com aquele vestido preto)

[as cortinas se fecham]

Deimos: Ela saiu pelo mesmo caminho que voltou e saiu do reino dos mortos.

Phobos: Seria melhor se ela ficasse ali logo...

Deimos; Num fala assim dela! [vozinha meiga]

Phobos: Por que está fazendo essa voz meiga? Ta querendo perder o seu cargo como o deus do terror?

Deimos: “Cha quieto... Abrem as cortinas e vamos ver o Cleph de vestido de novo!

[as cortinas se abrem]

Cleph: É tão bom saber que verei meu amado de novo... Mas... Eu não posso ficar feia assim pra ele! Acho que vou precisar dessa beleza para mim.

[abrindo a caixa e depois dorme]

Deimos: Hahaha! Trouxa! Agora...

[leva uma cacetada da Psique]

Psique: Continua a história! Não estão aqui para ficarem falando mal da origem do meu nome!

Phobo: Hahaha! Trouxa! [apontando para o Deimos]

Deimos: Mereço... Agora ela vai ficar aí dormindo pro resto da vida dela...

Phobos: Claro que não! O namoradinho dela acabou de se recuperar e está procurando por ela. E falando nele... Acabou de chegar!

Eros: [aparecendo] Caracas! Psique! Psique! Acorda!

Cleph: Zzz.... Zzz... Zzz...

Eros: Droga! Ficou adormecida com a beleza! Vou tirar isso agora! [colocando a beleza dentro da caixa] Agora você vai acordar.

[pega uma de suas flechas e espeta na bunda]

Cleph: AIAIAIAIAIAIAIAIAIAIAIA!!! Isso doeu!

Eros: [abraçando] Minha amada! Senti sua falta... O que estava fazendo?

Cleph: Estava fazendo um serviço para a sua mãe. Ela me pediu pra levar à ela um pouco da beleza de Perséfone.

Eros: Menina boba. Leve isso para ela como se nada tivesse acontecido. Eu irei acompanhá-la.

Cleph: Eros... Obrigada.

[cena de beijo]

[fecha as cortinas e elas se abrem de novo]

Eros: Mãe!

Anteros: O que você foi fazer... Estava com essa mulherzinha de novo?

Cleph: Eu vim concluir a minha missão. Aqui está a beleza que você precisava.

Anteros: É... que bom que você trouxe isso. Eu realmente estava precisando.

Cleph: Então eu finalmente consegui?

Anteros: Hum... Sim.

Cleph: Isso é ótimo!

Eros: Agora nós poderemos nos casar, meu amor.

Cleph: Você está falando em...

Eros: Eu quero me casar com você e juntos termos uma família.

Cleph: [vermelho] Isso... É verdade?

Eros: É a mais pura das verdades que eu te digo...

Cleph: Eu... Eu... [abraçando e quase derrubando] Eu aceito me casar com você, meu amor!

[as cortinas são fechadas]

Phobos: Assim, todos os deuses são reunidos na frente do casal e juntos decidem o que seria feito à eles.

Deimos: Nós estávamos ali?

Phobos: Só os nossos pais. Em papo de adulto a gente não se mete, certo?

Deimos: Certo!

Phobos: E assim... Foi tomada a decisão final!

[as cortinas se abrem]

Meph: [vestido de Zeus] Assim, eu, o grande Zeus declaro que Eros e Psique poderão ficar juntos. Mas é preciso que nós façamos uma coisa pela moça antes... Hermes! A ambrósia!

Hermes: [com uma bandeja com uma taça e usando gravatinha borboleta] Aqui estou, meu senhor e Pai.

Meph: Você está usando uma gravata borboleta?

Hermes: Eu não resisti! Eu pareço o Sebastian [²].

Meph: Entregue a ambrosia para a moça.

Hermes: “Yes, my Lord”.

Meph: Agora beba, mocinha. Sem derramar.

[Cleph bebendo da taça]

Cleph: Tem um gosto bom. URP! [arrota sem querer]

[todos riem]

Meph: Agora que você tomastes da ambrosia dos deuses, Psique agora é uma de nós: uma deusa imortal.

Eros: Isso é ótimo!

Cleph: Eu estou tão feliz! Poderemos ficar juntos pra sempre.

Eros: Ou seja, terei que te agüentar até que a minha mãe nos separe de novo.

Cleph: Não fale isso, l’amour.

Eros: Eu te amo.

[todos começam a jogar o arroz em cima dos noivos que se beijavam]

[as cortinas se fecham]

Phobos: E asism o casal vive feliz para sempre!

Deimos: E juntos, eles se amam, se beijam, se abraçam...

Phobos: E a Psique sofre por uma boa causa.

Phobos/Deimos: A HEDONE[³] NASCEU!!!!

[as cortinas se abrem e todos os participantes aparecem]

Psique: Obrigada! Obrigada. Esse foi o meu primeiro projeto com a criação de um teatro formado apenas por homens. No início eu achei que não daria certo mas... Vejo que apesar dos erros, improvisos e qualquer outra coisa que surgiu inesperadamente... O teatro foi um sucesso. Espero que todos tenham se divertido com os nossos atores.

Claris: E é claro, o pessoal dos bastidores também ajudou com o visual, o andar, as falas dos moços e das “moças”.

Sumire: Se nós não fossemos uma equipe nós não teríamos feito tudo isso sair do papel. Na verdade, nem da cabeça da Psique sairia tudo isso.

Calypso: E graças a isso ao apoio e união... Conseguimos.

Todos: Obrigado!

[aplausos]

Eros: Antes de dar as minhas últimas palavras, eu gostaria de fazer uma coisa. (hehehehe)

[puxando o braço do Cleph]

Cleph: Eros! O que você está fazen...

[todo mundo olha espantado a cena entre os dois se beijando]

Eros: Você sempre quis isso sem ser interpretativo. Estou mentindo?

Cleph: [vermelho] Eros! O que te deu na cabeça!?

Eros: Apenas agindo como o meu “eu” personagem, oras. Ou se esqueceu disso?

Cleph: Eu ainda te mato por isso Eros!

Eros: [mostrando a língua] Só na próxima cena agora. Gracinha.

Psique: [gota] É... Isso é o fim...

Narciso: E que fim NE, irmãzinha?

Psique: Narciso...

Narciso: Calei. XP

Fim!

[as cortinas podem fechar agora]

Notas finais
[¹]Krokos - Um príncipe que fora amado por Hermes e sem querer fora morto por ele. Do seu sangue brotaram flores de açafrão (daí a origem do gênero de planta 'Crocus'). [²]Referência ao personagem Sebastian Michaelis do anime Kuroshitsuji. [³]Hedone ("Prazer") é a filha de Eros e Psique. Foi divertido escrever isso. Não chamou atenção de muitos porque é preciso ler pelo menos o "Diário de um Cupido Revoltado" pra poder entender a história. Mas mesmo pro pessoal que já tinha lido as duas histórias, eu agradeço por tudo. =)

Agora posso continuar os meus outros projetos sem mais problemas. Quem quiser ler minhas outras histórias, fique à vontade!

La revedere!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!