O Mito das Guerras Santas - Primevas

57 Capítulo 57: Krest de Aquário


Notas iniciais
No último capítulo de O Mito das Guerras Santas - Primevas: Ágape intervém na batalha de Canaã e Anathema. Anathema se enfurece ao ver que Phobos sequestrou Krest, a quem o Aquariano mentorava como Santo de Bronze de Cisne. Em meio ao calor da Batalha Canaã se livra dos efeitos da Terror Carmesin e os cavaleiros se armam com a ajuda de Ágape. Empunhando as armas de Libra eles seguem batalha contra o Deus do Medo, mas Anathema cai em luta. No entanto seu espírito fala com Krest entregando a ele o legado dos Magos de Gelo...

— O ar frio que o cosmo desse garoto emana é tão poderoso quanto o de Anathema… — ponderou Canaã.

— Ele realmente é o herdeiro de Aquário… — pensou Ágape.

Nesse instante Phobos avançou com a espada em riste e atravessou o peito de Krest sem resistência.

— Agora, cavaleiro de bronze você irá sofrer seu maior horror…

Um sorriso leve dançou nos lábios de Krest, seus olhos ocultos pelos cabelos sobre, onde somente os vestígios de lágrimas podiam ser vistos. A risada ganhou força gradativamente.

— Sua espada não tem mais efeito sobre mim, Phobos deus do Medo.

— Co… como? — o rosto de Phobos era puro espanto.

— Eu acabei de ver uma pessoa que foi de extrema importância na minha vida ser assassinada diante dos meus olhos. O Anathema ainda que não tenha tido tempo, me ensinou muitas coisas… ele era sim, o meu mestre. E eu irei honrar sua vida com a minha própria! Sinta a fúria do meu gelo sem fim! Pó de Diamante!

Arrancando a espada do peito do cavaleiro Phobos saltou para trás numa considerável distância, desviando-se do golpe…

— Você nunca me acertará com essa velocidade…

— Olhe novamente Phobos…

A rajada fria estava vindo na direção de Phobos.

— Maldito… como isso é possível?!

— Obrigado Senhor Canaã…

Um espelho de luz fora materializado pelo cavaleiro de Leão, fazendo com o ataque de Krest se condensasse e refletisse de um novo ângulo…
Dragão dos Mil Mares!

Os dragões pareciam distorcer o espaço emergindo de algum tipo de mar dimensional invisível.

— Maldição vocês não podem vencer um deus, entendam de uma vez por todas!

Com sua inevitabilidade cósmica Phobos desviou os dragões… mas novamente Canaã interveio criando seus espelhos de luz.

— Não pense que eu vou deixar as coisas ficarem como estão Phobos sinta o poder do Rei Leão! Feras Luminescentes!

Leões se materializaram da luz do punho do cavaleiro e avançaram contra Phobos… o deus começava agora a sentir a pressão do poder da união de dois cavaleiros.

— Eu não vou permitir que se mova!

Krest tomou a Barra Dupla Dourada abandonada junto do cadáver de seu mestre e saltou sobre o embate de poderes dos cavaleiros com a resistência cósmica de Phobos. Ele começou a fazer um movimento circular atravessando seu cosmo gelado pela arma dourada e assim criando uma nova técnica.

— O ar frio que ti cerca vai te imobilizar… Gran Kalisto!

O círculo de gelo era extremamente poderoso. O que separava Phobos da investida de dragões e felinos era apenas sua barreira cósmica, mas neste momento ele chamou por sua espada, a Terror Carmesin que espalhou uma energia cósmica tão intensa que obliterou as investidas dos santos de ouro.

— Minha espada luta por mim!

— E eu vou acabar com ela…

— Chame, Krest, chame por ela… você é o eleito, você pode… você é o meu herdeiro. Você é Krest…

Eu sou Krest…

— De Aquário! — as vozes de pupilo e mestre se combinaram num chamado para armadura de ouro que fora trajada por Anathema.

Os feixes de luz dourada deixaram o corpo do Mago sem Olhos e formaram a armadura de Aquário diante do cavaleiro de Bronze.

— Cisne, muito obrigado… por ser minha companheira e por ter me escolhido…

A armadura de Cisne abandonou o corpo de Krest, ambas as proteções sagradas estavam, agora, diante uma da outra, e foi quando por um momento a armadura de Cisne pareceu reverenciar à de Aquário. Como um raio de luz branca ela desapareceu. A dourada por sua vez se dividiu se acoplando parte a parte no corpo do agora cavaleiro de ouro.

— Krest…

— Cavaleiro de Ouro…

— Maldito vou acabar com você assim como acabei com seu mestre! Terror Carmesin ataque!

Explosão de Fótons!

O ataque veio do cavaleiro de Leão.

— Me agradeça depois, moleque…

A espada de Phobos foi explodida de dentro para fora, restando apenas cristas de luz que haviam sido absorvidos pela mesma, milésimos de segundos antes.

— Phobos, você matou o meu mestre e agora eu vou fazer com que pague… esse é o golpe secreto que meu mestre me ensinou, o golpe que eu só poderei usar novamente daqui a 250 anos… Morte… Gélida!

Uma explosão de farpas de gelo minúsculas foi disparada a partir do corpo de Krest. As farpas pontiagudas acertaram simultaneamente o corpo do deus do Medo. Se aglomerando e se juntando para formar um iceberg.

No interior, o corpo de Phobos estava congelado em meio ao próprio sangue divino. As farpas de gelo ainda que muito finas ao tocarem sua pele iniciavam um processo de absorção e congelamento de dentro para fora.

Punho de Luz!

O feixe de luz atravessou o esquife de gelo explodindo-o completamente.

— Ágape, Senhor Ágape, muito obrigado por nos proteger usando as armas de Libra e por nos emprestar seu poder.

— A ordem foi dada por Athena, eu mesmo enviei as armas aos outros cavaleiros espero que elas sirvam para enfrentar os inimigos que estão adiante.

— Krest, eu imagino o quanto deve ser duro perder um tutor… mas seu mestre deixou a armadura dele para você e isso é um símbolo de confiança, é um símbolo de reconhecimento…

— Sim…

— Então aproveite todo o poder que o mestre do gelo te deu e vamos acabar com esse deus merdinha…

Antes de sair do local, Krest se voltou para o corpo de Anathema, através de psicocinese o fez flutuar e congelou o ar a sua volta criando um monumento gélido.

— Cisne! — chamou o cavaleiro — Obrigado por voltar… leve-o, por favor, para as Geleiras do Gelo Eterno… Onde ele nasceu…

Notas finais
Capítulo 58: A Prole de Anúbis; a Reencarnação do Minotauro