Notas iniciais
Anteriormente em O Mito das Guerras Santas - Primevas: Os cavaleiros novamente se reuniram no interior da dimensão de Áres. Com as baixas sofridas, o grupo de guerreiros só tinha como missão seguir em frente e vencer o inimigo, mas eles se depararam com uma nova divisão do grupo. E agora eles atravessaram quatro portais para destino incertos.

O local ao qual eles adentraram era como uma rocha fervente, o interior de um vulcão.

Os veios de lava fervente eram visíveis pelas rochas.

Colunas rochosas se firmavam entre o chão e o teto.

Eles caminhavam com certa cautela.

— Ixeon, você consegue sentir?

— Sim é como se não houvesse nenhum tipo de vida nesse lugar.

— Exatamente. Com exceção de nós dois… é como se tudo que manifestasse a vida aqui tivesse sido destruído…

Repentinamente eles sentiram um cosmo violento e agressivo…

A explosão veio de baixo deles e única reação para qual tiveram tempo foi usar sua incrível velocidade parasse desviar do baque.

— Droga! Ixeon!

Ambos estavam voando pelo espaço quente. Ixeon se agarrou em uma das colunas girando em torno dela se impulsionando para uma das paredes próximas. Um novo impulso que fez um rombo convexo no local criando rachaduras por onde começou a escorrer magma, ele voou diretamente para o lado oposto usando o braço direito com a espada para obliterar as rochas.

Melkabah por sua vez gerou uma esfera de energia e a atirou contra o teto para impedir seu impacto, por fim ele parou para sentir as energias a sua volta.

Em sua maioria era calor vindo das rochas e foi quando ele percebeu que de alguma forma aquele lugar fora preparado para ser uma armadilha para ele que era um sensor nato. Mas o que o inimigo, quem quer que fosse não sabia, era que ele poderia ir muito além daquilo. Ele se concentrou, o lugar se formou com uma sombra na sua mente. Cada rocha flutuando, estática, o ponto de energia que era Ixeon se movendo lentamente. O foco de energia maior como o sol na escuridão do espaço.

Ele precisava ver além daquele poder, ele precisava ser mais do que ele era…

Quando seus sentidos atravessaram a vibração da energia que os assolara anteriormente, ele viu…

— Ixeon! Ele é…

Anathema e Canaã atravessaram outra porta, aquela ao contrário parecia apenas um local escuro e sem nenhuma perspectiva.

— Isso é aterrorizante…

— Do que está falando, Canaã?

— Esse local é completamente escuro…

— Então é por isso que não consigo distinguir nada…?

— Sim, é como se tivéssemos adentrado o total vazio absoluto.

— Não temos como seguir adiante, pois não sabemos onde é o adiante.

— Também nos perdemos de Ágape e Krest…

— Sim. Não consigo sequer sentir o cosmo deles…

— Esse lugar é como uma armadilha — comentou o Leonino — é escuro o suficiente para não haver nenhum tipo de luz e ao mesmo tempo parece barrar suas habilidades.

— Exato. É como se tivéssemos simplesmente entrado numa armadilha perfeita para nossas habilidades.

Eles ouviram uma risada, fina e malévola. Os passos rápidos das botas contra o chão foram ouvidos pelos atentos cavaleiros.

— Tem mais alguém aqui…

— Droga!

— Consegue sentir seu cosmo, Anathema?

— Não… mas sei que está aqui…

— Existem dois cavaleiros que são sensitivos a impressões extra-sensoriais, Melkabah de Áries, que consegue controlar qualquer fluxo de energia de uma forma quase divina. O outro era Anathenama, que também era chamado de o Homem-Sem Olhos, ele havia sacrificado sua visão em prol de aprender as artes mágicas nas quais o próprio cosmo pode ser empregado, com isso ele se tornou capaz de sentir o universo numa conexão divina com o cosmo de todos a suas voltas, adquirindo um sentido como se fosse uma segunda visão.

Thanatos e Hipnos observavam as movimentações que aconteciam dentro da dimensão de Áres.

— Athena realmente é a maior estrategista entre os deuses.

— Sim…, mas os cavaleiros foram separados e eles estão enfrentando aqueles dois…

Enquanto isso Anathema tentava focar ainda mais seus sentidos no ambiente a sua volta.

— Sabem cavaleiros, devido aos meus milhares de anos, eu descobri que não há medo maior para o ser humano do que o vazio… seja ele qual for. O Vazio amedronta, o desconhecido, a falta de domínio, eles são aterrorizantes para o ser humano.

— Então é você nosso inimigo? — anuiu o cavaleiro de ouro de Aquário.

— O deus do Medo: Phobos. — concluiu o cavaleiro de Leão.

— Muito perspicaz cavaleiro…

— Então quer dizer que marte está tão apavorado com o avanço dos cavaleiros de Athena que decidiu enviar seu filho para um confronto?

— Eu vou exterminar vocês de forma rápida e limpa… sintam o poder… da Terror Carmesim!

Usando de sua velocidade divina, Phobos adiantou-se acertando o cavaleiro de Leão.

Anathema percebeu que mesmo com o corpo atravessado pela arma Canaã não sangrava, mas nesse momento o cavaleiro gritou como se a dor mais excruciante estivesse lhe acomentendo.

— Canaã! O que você fez, seu maldito?!

— Você deve ter percebido não é mesmo, o poder da Terror Carmesim, não tem a ver com o ferimento físico… não, é algo muito mais tenebroso… todos os meus inimigos que foram atravessados pela lâmina desta espada, simplesmente caíram em seus piores pesadelos, os medos escondidos no mais recôndito de sua alma veio à tona em uma realidade tão intensa que seus corpos pereceram… — ele gargalhou.

— Canaã…

No caminho do outro portal, Melkabah se postou com as mãos erguidas sobre a cabeça e queimou seu cosmo… nesse momento a energia da explosão que parecia intermitente começou a se esvair se concentrando em suas mãos.

Quando o processo terminou o Ariano caiu de joelhos as mãos estavam queimadas e fumegando.

— Quem diria que um mero cavaleiro poderia parar o meu poder de destruição…?

— Não é possível! — se surpreendeu Ixeon. — Você… Enoch te venceu…

O inimigo gargalhou…

— Você acredita mesmo que um insignificante cavaleiro poderia vencer um deus?!

— Deimons…

— Vamos começar logo… porque papai pediu que fossemos rápidos.

— “Fosssemos”?

— Sim, meu irmão também está lutando possivelmente com algum companheiro de vocês, tenho pena do pobre desafortunado que foi pelo caminho de Phobos. Diferente de mim, meu irmão tem a tendência de matar lentamente enquanto degusta todo o sofrimento da sua vítima…

Nesse momento o deus sacou sua espada.

— Sinta a fúria de Calamitat!

No momento que a espada gigantesca estava prestes a acometer o cavaleiro de Áries ela foi parada.

— O que?!

Ixeon estava diante do gigante, o braço em riste e impedindo o bradar final de Deimons.