O Mito das Guerras Santas - Primevas
44 Capítulo 44: O Levantar de Athena
Notas iniciais
— Senhorita Athena…
O tom de Lúcifer já denunciava que ele não trazia boas notícias.
— Diga Asclépio… — a aflição na voz de Athena era clara como o dia.
— Lemúria caiu… foi completamente destruída pelo deus da Destruição, o filho de Áres, Deimos.
— Não… não é possível!
— Os cavaleiros de Bronze foram transportados de volta para cá, por Kha de Altar e Ohm de Taça, eles também se sacrificaram.
— Espere isso quer dizer que…
— O Cavaleiro de Peixes não sobreviveu. Caiu Enoch de Peixes, o mais Puro…
O tom de Lúcifer era frio, mas passional ao mesmo tempo.
— O filho de Áres…
— Não temos certeza se Deimos foi mesmo destruído.
— Lúcifer, não posso mais ser tão condescendente com esta guerra.
— Senhorita Athena como medida de prevenção os lemurianos espalharam as armaduras restantes pelo mundo longe do que restou de Lemúria. Não temos cavaleiros suficientes para enfrentar os exércitos de Áres.
— Não vamos enfrentar os Exércitos de Áres, Asclépio. Vamos ir direto até o deus da Guerra.
— Atacaremos para derrubar o Exército da Destruição. Em seguida derrubaremos Phobos e suas forças do Medo. Os dois exércitos sem generais não poderão reagir sem outros comandantes. Em seguida atacaremos Áres.
— Athena, mas…
— Não existe “mas” Asclépio. Chame os doze cavaleiros de Ouro, os cavaleiros de Prata e os Bronze. Levaremos a Guerra até o Deus da Guerra.
Todos os onze cavaleiros de ouro estavam reunidos ao lado deles estavam Ryuma de Dragão, Penélope de Andrômeda, Krest de Cisne e Perseu de Pégaso.
Atrás destes estavam os demais cavaleiros de prata e bronze. A frente na porta de seu templo estava Athena e ao lado dela Asclépio Mestre do Santuário e Cavaleiro de Ouro de Serpentários.
— Cavaleiros hoje passamos por um momento difícil, as forças de meu irmão Áres atacaram o continente de Lemúria, como sabem, graças aos Lemurianos tivemos as primeiras armaduras sagradas forjadas e vestidas por vocês corajosos cavaleiros. Na primeira Guerra Santa contra meu tio Poseidon, foi graças a essas armaduras que os nobres cavaleiros de ouro e alguns de prata puderam enfrentar de igual para igual os Marinas de Atlântida. Sem elas com certeza teríamos perdido a guerra e hoje a terra seria um reino submerso. Devo muito aos lemurianos, por seu empenho e fidelidades por todos esses séculos. Porém hoje praticamente todo o povo de Lemúria foi dizimado pela fúria implacável de meu irmão numa tentativa de me abater, os danos só não foram mais intensos por Enoch o Cavaleiro de Ouro de Peixes, assim como o senhor Kha de Altar e Ohm de Taça sacrificaram suas vidas para impedir o avanço de Deimos.
Não podemos deixar que o sacrifício do povo lemuriano tenha sido em vão, não podemos deixar que sua fidelidade não só para com a criação, mas para com a reparação das armaduras por todas essas décadas morra junto do continente. Hoje Santos de Athena eu lhes convoco a levantar sua força e seu poder, me empreste-os para que eu possa acabar com a ameaça que nos aflige.
Ao fim do discurso de Athena um a um os cavaleiros de ouro subiram as escadas e se curvaram diante da deusa demonstrando sua fidelidade e seu apoio. Perseu subiu em logo após sendo seguido pelos outros três Bronzes. Em seguida os prateados e os demais bronzeados demonstraram lealdade a Athena.
Nesse instante a Armadura de Athena lhe vestiu empossando a deusa com o Escudo Aegis e o Báculo de Niki.
E foi por um instante que os cavaleiros vislumbraram a imagem da antiga Mestre do Santuário ao lado de Athena.
O destino dos cavaleiros de Athena era o centro do que hoje é a Europa ali estava a entrada para o Sparta uma cidadela interdimensional onde se abrigava o exército de Áres. Posteriormente uma das grandes cidades gregas receberia este nome. Haviam apenas duas entradas possíveis para os domínios de Áres: a Grande Fenda que era limite das Terras de Thuatha onde Thithonos era rei ou a cidade de Argos grande capital litorânea bem próximo de onde hoje são as terras Gregas. Athena dividiu seu exército em dois uma parte iria para a grande Fenda que era bem próximo da atual localização do santuário, as Ilhas Temiscíra. O restante seria levado por Ágape e Salem para Argos atacando assim a outra entrada.
Athena iria junto de Asclépio e Ashur para outro lugar que também era ponto entre as dimensões. Um local conhecido como Brittia, que ficava no vale de uma cadeia de montanhas guardada pelos Óreas, filhos de Gaia. Um local sagrado somente Deuses Conseguiam atravessar tal cadeia montanhosa para chegar ao centro, onde era possível vislumbrar o que os Olimpianos chamavam de Ponto Zero.
Ao mesmo tempo outras divindades estão a postos para observar o que estava por vir.
De seu trono Hades acompanhado por Thanathos e Hypnos ansiavam a guerra que se anunciava de alguma forma era interesse de Hades que a guerra explodisse desde o começo.
Ao contrário disso Nyx estava preocupada, havia muito em jogo naquele embate, coisas que Athena e Áres não haviam percebido.
— De forma alguma eu concordo com isso Nyx. Porque eles lutam por motivos fúteis.
Nyx se virou e vislumbrou a imagem belíssima de Apollo. O Deus do Sol era muito bem quisto pela Primordial da Noite pois ele era quem herdara para si os poderes do filho adotivo dela, Hélios. Hélios fora selado por Abel o primeiro Deus Sol, como castigo Nyx o fez mortal e seu corpo e sua alma foram separados, numa batalha intensa onde Zeus e Apollo se juntaram para retirar os poderes de Hélio dele.
Ao fim da batalha Nyx presenteou Apollo com os poderes de seu filho.
— Apollo… essa guerra não é deles.
— O que você quer dizer com isso Senhora Nyx?
O respeito de Apollo pela divindade era tão grande quanto o do próprio pai, Zeus. Também o próprio Apollo vira os poderes da divindade nos tempos mitológicos.
— Hades está por trás de seu irmão Áres, assim como Athena vem sido guiada por poderes ainda mais altos que os dos deuses.
— Qual será o resultado disso, as consequências disso para nós deuses e para os mortais e para a Criação?
— Eu confesso que ainda não posso imaginar, mas tenho certeza que prefiro a vitória de sua irmã. Se Hades espalhar as trevas do Submundo por esse reino temo que um mal ainda maior possa querer tomar posse de tudo que sabemos que existe.
— Meu pai voltará…
— Eu não tenho certeza disso, jovem Apollo… eu não tenho.
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