O Mito das Guerras Santas - Primevas

19 Capítulo 19: Fidelidade: Ashura Canon!


Notas iniciais
Anteriormente em O Mito das Guerras Santas - Primevas... Lúcifer se encontra com Baco e Hermes que estavam no santuário. Ao sentir um cosmo tremendo Lúcifer começa a descer as 12 casas até a casa de Áries. Lá chegando Melkabah estava numa luta intensa com um inimigo desconhecido. Athena intervém na batalha revelando que a inimiga era Afrodite. A deusa da Beleza deseja acabar com Athena, que é salva por Perseu com ajuda de Ashura de Sagitário.

O cavaleiro de Sagitário se postou ante a Athena e Perseu se interpondo na frente de Afrodite.

– Você é mesmo uma deusa perigosa Afrodite, se aproveitou da condição de Athena para atacar o Santuário.

– Ashur ou eu devo de te chamar de Ashura.

– Afrodite… desafia minha virtude… — ele disse num tom irônico.

– Athena, tem muitos cavaleiros com segredos que ela mesma desconhece.

– Perseu! Leve Athena daqui! Eu darei conta de segurar Afrodite.

– Mas Ashur, ela é uma deusa com…

– Perseu! Faça como ordenado, eu sou um cavaleiro de ouro!

Perseu acatou a ordem tomando Athena nos braços e carregando para dentro da casa de Áries.

– Agora falemos sério Ashura. Você quer mesmo me enfrentar?

– Afrodite, o que você quis dizer com ter cavaleiros com segredos?

Ela deu uma risada sarcástica.

– Oras, você vai dizer que não percebeu?

No fundo o cavaleiro de Sagitário sabia do que a deusa estava falando.

– Afrodite! O que você deseja aqui?

– Eu vim me vingar de Athena por ter mandado um dos seus cavaleiros assassinar os meus filhos!

– Não seja tola Deusa da Beleza. Athena não ordenou que ninguém matasse seus filhos. Quando Anteros e Ênio atacaram os cavaleiros de ouro, eles já estavam em busca da reencarnação de Athena.

– Seus filhos teriam retalhado o senhor Asclépio e os senhores Kha e Ohm. Eu me ofereci para detê-los. — disse Perseu saindo da casa de Áries.

– Então foi você quem assassinou meus filhos! — o ódio reverberou e o sangue divino da deusa acelerou em suas veias.

Num instante ela estava prensando o cavaleiro de bronze contra uma pedra grande, com uma única mão presa em sua garganta.

Perseu sentia que o ar lhe faltava, mas estava impotente contra a força da deusa.

– Afrodite o que você acha de enfrentar alguém que tenha o mesmo poder que você?

Ashur estava com a flecha dourada apontada no meio das costas da deusa.

– Maldito seja! — a espada se materializou e a deidade se moveu com extrema velocidade. O bradar da arma fez com o que o cavaleiro de ouro saltasse para evitar o taque frontal.

– Nunca pensei que veria você materializar a sua arma divina. Belladama… conhecida como a arma mais bela e mortal de todo Olimpo. Perseu, eu não havia ordenado que ficasse cuidando de Athena?

– Eu não posso deixar que lute aqui sozinho, Ashur!

– Eu quero que saia, antes que a batalha possa atingir Athena, depois de mim, você o cavaleiro mais confiável para protegê-la neste momento.

– Do que está falando?

– Vá eu te darei cobertura!

Perseu se levantou com rapidez e partiu em direção a casa de Áries.

– Eu não permitirei que o assassino dos meus filhos fuja!!! Espalhe-se Lâmina em Pétala!

A lâmina da espada da deusa se desfez em milhões de pétalas cor de rosa. A nuvem rumava em direção ao Pégaso.

– É nossa luta Afrodite… Cometa Deva!

O céu acima da casa de Áries escureceu. Entre as nuvens surgiu uma imensa rocha incandescente.

– É um cometa! — cavaleiro de Pégaso teve tempo de ver a magnitude dos poderes do cavaleiro de Sagitário.

Ashur ergueu o arco de dourado e disparou uma flecha de cosmo contra o enorme cometa. Ao atingi-lo o monólito se partiu em milhões de pedaços formando uma tempestade de pedras em chamas.

As pedras descendentes dissipavam e desviavam a nuvem de pétalas da espada de Afrodite. As pedras menores eram estraçalhadas pelas pétalas demonstrando o real poder da espada divina da deusa.

– Uma arma ardilosa para uma deusa ardilosa…

– Reúna-se!

As pétalas voltaram à empunhadura da espada recriando a lâmina da Belladama.

– O que representa um cavaleiro de bronze para esta Guerra, Ashura? Porque defende este humano com tanto afinco?

– Este humano resistiu à lança de Áres. O Sangue de Athena se misturou ao dele.

– Você está dizendo que ele é um semi-deus agora?

– Não sabemos, mas nem por isso deixaremos você mata-lo.

– Como se pudesse me impedir…

Ela avançou contra o sagitariano. Ele parou a espada com o arco ficando cara a cara com a deusa.

– Eu ainda não entendo o que você faz aqui Ashura.

– Afrodite o que eu faço ou deixei de fazer desde que estou no reino dos homens não é da inferência dos deuses.

– Assim como Lúcifer...

O corpo do cavaleiro parou naquele exato instante. Ele sentiu o vazio completo de sua alma.

– Do que você está falando Afrodite?

– Eu já te disse você sabe tão bem quanto eu.

– O que o Filho da Manhã estaria fazendo aqui?

– Isso é uma pergunta que você não terá a chance de fazer!

A deusa se desvencilhou do cavaleiro, saltou e desfez novamente a lâmina da espada. É hora do seu fim!

– Consuma!

As pétalas de rosas começaram a girar formando uma imensa torre cor de rosa. Aquele era o espaço mortal da técnica da deusa da beleza.

As rajadas de pétalas vieram de todas as direções, mas o cavaleiro se defendeu usando as asas de da armadura.

– Afrodite eu peço que desista dessa sua vingança louca!

– Saia do meu caminho Ashura!

– Eu vou ser obrigado a lhe mostrar o meu verdadeiro poder!

As asas da armadura de Sagitário se quebraram e um pilar de cosmo se expandiu a partir do corpo do cavaleiro.

– Abraxas! Eu conjuro meu verdadeiro nome! Abraxas!

– Não é possível! Você é…

4 asas brancas, alvas como a própria pureza. 4 asas negras, brilhando num reflexo vermelho mortal. Os olhos dele eram cor de prata pura.

Não é possível que este homem possa ser…

– Afrodite inúmeras vezes eu pedi que você saísse do santuário! Athena é inocente seus filhos atacaram primeiro a mando de Áres! Agora você caíra pelo bem de Athena e deste mundo!

Ele ergueu os braços descendo lentamente um em cada lado do corpo.

– Ashura Canon, Espalhe-se!

Flechas de cosmo se formaram em arco atrás dele. Ele uniu os braços na frente do corpo o arco não era mais o dourado da armadura de sagitário, mas era de pura energia. Um círculo mágico na ponta da seta.

– Converta-se: Elíseo Final!

A flecha disparou com uma energia tão tremenda que o Lúcifer pode sentir o abalo energético mesmo estando dentro da proteção de Athena.

O que significa isso? Esta energia eu a conheço.

– Afrodite sua alma será partida em duas. Metade estará selada no Olimpo, até que chegue o dia da Guerra dos Céus. A outra será findada ao Ciclo das Encarnações Infinitas.

– Maldito seja Abraxas! Maldito seja!

O Cavaleiro de ouro de Sagitário caiu sem consciência.

Notas finais
ASHUR DE SAGITÁRIO Ashur foi o cavaleiro que protegeu a armadura de Sagitário na primeira geração. Não se sabe ao certo qual a origem real de Ashur, mas sabe-se que ele viveu muitos anos no continente de Lemúria aprendendo as artes ocultas, na Floresta de Cristal. Não se sabe a real extensão de seus poderes. Mas foi ele o primeiro a jurar fidelidade a Athena, ainda fora do posto de cavaleiro. Ashur tem o poder tão grande que consegue conjurar astros e cometas de tamanhos diversos. Com o arco de Sagitário ele é capaz de conjurar flechas de todos os elementos da natureza e várias em quantidades. Devido a sua armadura com asas, Ashur era conhecido como Anjo Dourado de Athena.