O Mito das Guerras Santas - Primevas
59 Capítulo 59: O Sacrifício do Rei
Notas iniciais
— Solte os cavaleiros de Bronze! — ordenou Thithonos com fúria a Queres.
— O Cosmo deles é delicioso… quente… cheio de ímpeto, eles são verdadeiros guerreiros da justiça…, mas jamais poderiam enfrentar um deus!
— Você não é um deus. É apenas um ser repugnante criado para destruir, feito por Áres para poupar os próprios filhos da batalha!
— Não fale de coisas que você não sabe, maldito cavaleiro de Câncer! Lorde Áres nos criou como seus filhos.
— Então porque os mandou para batalha antes deles?
— Porque ele julga que nosso poder é grande o suficiente para vencer mortais imundos como vocês…
— Eu acho que você ainda não deve ter percebido, Queres, mas os filhos de Áres não estão mais neste mundo… — um sorriso dançou nos lábios de Thithonos, enquanto a expressão de pura surpresa tomou conta do inimigo.
— Do… do que está falando?
— Não percebeu ainda seus cosmos se extinguiram. Junto com de dois cavaleiros. — o coração de Thithonos vacilou mais uma vez ao ter de tomar consciência que perdera mais dois companheiros — Mas ainda restam outros de nós e agora só resta você… mas eu não vou permitir que a morte de meus companheiros seja em vão. Não mesmo… eu vou te vencer, eu vou te destruir aqui mesmo.
— O que?! O que é essa cosmo energia macabra, esse poder fúnebre… é como se o cheiro da morte enchesse a atmosferadeste lugar.
Thithonos uniu as mãos em posição de prece e as erguem acima da cabeça.
— Compondo a constelação de Câncer está o aglomerado de Presepae, que no oriente é chamado de Sekhiki, o buraco por onde as almas vão para o outro mundo. Curiosamente foi essa mesma constelação que me escolheu como cavaleiro, eu não sei porque, mas Athena me disse naquele dia que as constelações eram sábias ao escolher seus protegidos. Desde que a amardura de Câncer vestiu meu corpo pela primeira vez eu aprimorei dia após dia minha habilidade e foi assim que eu obtive o controle supremo sobre as almas desencarnadas.
— Como? Como isso é possível?
Enquanto Thithonos falava o cosmo que emanava das suas mãos unidas aumentava gradativamente e com ele um rasgo no espaço, não físico, mas espiritual.
— Eu não imaginei que tivesse que mostrar quão poderoso é o poder da constelação de Câncer.
— Mesmo que você queira Thithonos de Câncer não pode vencer um deus!
— Não seja tolo, se vangloria por uma coisa que você não é…
— Essa coisa está me puxando, é como um buraco negro!
— Sim… este o Sekishiki Metsu Mekai Ha… é um vórtex que vai atrair você direto para a colina Hirasaka.
A Queres começou a rir compulsoriamente.
— Acredita mesmo que vai adiantar de alguma coisa me mandar para o inferno? Com a ajuda do Senhor Thanatos eu retornarei com ainda mais força e poder e irei esmagar seu corpo.
— Não… você realmente não entendeu o poder que eu vou usar com você…
— Maldito…
— Primeiro eu vou arrancar sua alma do corpo… Seikishiki Mekai Ha!
Assim que as ondas espirituais alcançaram o inimigo sua alma se separou do corpo.
— Depois eu vou destruir o seu corpo… Sekishiki Konso Há!
As almas se concentraram e explodiram em seguida.
Nesse momento o corpo de Thithonos sentiu um baque.
—A fome… está te atacando não mesmo? Executar várias técnicas espirituais ao mesmo tempo…
— Eu… não vou desistir…
Nesse momento a espada de libra se apresentou diante do canceriano.
Thithonos esta é a espada de Libra uma das doze armas sagradas que pedi que fossem criadas. Acredito que você possa usá-la em seu favo. Você saberá como utilizá-la…
— Athena… Ágape… eu não desperdiçarei o poder que me emprestaram...
Ele separou as mãos mantendo um braço erguido com o dedo em riste onde as Ondas de Presepae se concentravam, com a outra ele tomou a espada de Libra.
— Eos, me empreste seu poder divino!
A deusa aumentou seu cosmo e era tremendo, forte e poderoso. Eos era uma Primordial, filha de Nyx, seu poder era incomensurável.
— Thithonos…
— Concentre seu poder na Espada de Libra!
A deusa emanou seu cosmo na arma de Libra…
— Eu sou Thithonos Rei de Drakala! Cavaleiro da quarta casa Zodiacal do Santuário deAthena, eu sou Thithonos de Câncer! E eu vou mostrar a você o poder dos cavaleiros de ouro! Sekishiki Tenryou Há!
As Ondas de Presepae estão passando pela lâmina munida com meu cosmo, o que é esse poder?
— Em minhas viagens pelo Yomotsu eu consegui descer ao inferno, com a ajuda Salem de Virgem eu consegui descer até o Inferno pela colina Hirasaka. Nas terras de Hades eu deveria ter morrido, mas não foi o que aconteceu, eu estava livre e não sob o poder das leis do Deus dos Mortos. Salem e eu havíamos descoberto o Oitavo Sentido, ao qual chamamos de Arayashiki, as almas de cavaleiros que caíram nessa guerra estavam todas presas num único lugar, a 8ª Prisão do Inferno, chamada de Cocytos, o Inferno de Gelo. Eu sozinho não conseguiria romper com as leis de Hades e seu poder sobre tais almas, mas com uma ajuda divina eu poderia… graças ao poder de Eos na espada de Libra eu estou invocando os cavaleiros mortos na Guerra Santa direto do Cocytos!
— Isso… isso é impossível… não é possível quebrar as leis do Inferno.
— Não para mim que sou o cavaleiro que transita entre a vida e a morte… quando eu entrei nessa guerra ao lado da de Athena, meu principal objetivo era me vingar daquele deus prepontente e mesquinho e essa é uma forma que arranjei.
Os espíritos dos cavaleiros começaram a surgir da fenda de brilho azul criada pela ponta da espada de libra.
— Eu vou, eu vou me alimentar de todos vocês!
Novamente a estrutura de ponta tripla emergiu das costas do Queres, desta vez ela se abriu em uma boca imensa que começou a exercer uma força violenta de atração. No entanto, Thithonos já previra o que estava por vir.
— O cosmo de Eos, o cosmo divino da minha deusa, fortifica ainda mais os sentimentos dos meus companheiros de salvar o mundo de monstros como você e o seu Deus Áres!
— Eu golpe não está surtindo efeito?!
— Salem… — a alma de Salem se postou ao lando de Thithonos — Enoch… — quem surgia agora era o cavaleiro de Peixes — cavaleiros de Prata… de Bronze.
— Esse poder… não!
As almas avançaram com ímpeto contar o inimigo.
— Porque eu não consigo consumir esses malditos?!
— Eu já te disse, somos Cavaleiros de Athena, e esse é o seu fim!
A fenda que se abrira para o Yomotsu diminuiu consideravelmente e agora cabia dentro do artefato sagrado.
— Esse ataúde…
— Esse é o Ataúde do Silêncio, o Omertá e será sua prisão para todo o sempre…
Quando a alma da Queres se aproximou dos limites da fenda ela se fechou deixando apenas o caixão místico.
As almas dos cavaleiros trataram de terminar o confinamento desaparecendo em seguida.
No entanto o Cavaleiro de Câncer caiu sem energias, liberando a armadura de seu corpo.
— Thithonos!
— Eos, eu quase não tenho força…
— Eu vou te ajudar meu amado, e eu sei como… te levarei a um lugar onde o tempo não passa…
Ele levitou o corpo do amado. E atravessou junto com ele a fenda espiritual para o Yomotsu.
— Aqui você terá com o que se alimentar e o tempo não irá consumir seu corpo…
A própria deusa selou a fenda para o Yomotsu, permanecendo no local junto de seu amado.
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