O Mito das Guerras Santas - Primevas

47 Capítulo 47: Queres e as Armas de Libra


Notas iniciais
Anteriormente em o Mito das Guerras Santas - Primevas: Arco 2/2 Sraosha e seu grupo se depararam com Aesma, o irmão de Saroasha que havia desaparecido ainda bebê e que foi a motivação de Sraosha por toda a vida. Aesma se revelou um berseker no primeiro ataque de Áres ao santuário de Athena. Sraosha pediu aos companheiros que deixassem aquela batalha com ele. Então Sraosha revelou seu verdadeiro poder o contrato de sangue que havia feito com Shiva, o Deus da Destruição Hinduísta. Assim Sraosha aprisionou a si e ao irmão numa brecha espaço temporal, para todo sempre.

Poseidon era o mais velho da tríade dos deuses Olimpianos, os filhos de Cronos que se rebelaram contra o pai sob a liderança de Zeus. Apesar disso ele sempre reconheceu a soberania e poderio do irmão mais novo. Mas daí a aceitar que Athena fosse escolhida como sucessora do trono do Reino da Terra era uma afronta.

E assim quando Zeus se afastou e os deuses descobriram que ele havia levado consigo as Kamuis de todos, Poseidon começou a planejar para si uma forma de chegar ao poder.

Em algumas décadas ele formou um exército de soldados, de uma raça que havia no planeta chamada de Atlantis. Ele deu o nome de Marinas a esses guerreiros e concedeu a eles armaduras feitas de Oricalco, as quais ele chamou de Escamas. Sem a Kamui de Deus dos Mares, Poseidon, criou para si uma Escama Divina, estruturalmente, como a de seus subordinados, mas banhada com o sangue dele, o Ikhor, o sangue Divino dos Deuses.

Poseidon levantou guerra contra os povos da Terra e Athena se lançou a guia-los e protege-los da afronta do Deus dos Mares. Mas o poder dos Marinas era gigantesco, suas armaduras os deixavam imensamente poderosos e resistentes, uma boa parte dos guerreiros adultos pereceu, Athena estava sem escolha, mas o povo queria lutar pelo bem da humanidade, foi quando os jovens, ainda sem muita experiência de batalha, se levantaram em batalha.

Athena vendo o sangue de jovens com um futuro pela frente sendo derramado, recorreu a outra das raças do planeta chama de Lemurianos ou Muvianos e pediu-lhes que forjassem armaduras também feita de Oricalco, mas que também contivesse Gamânio e uma coisa rara que lhe fora entregue por seu pai antes de sua partida, o Pó de Estrela, que era o que daria vida as armaduras fazendo delas não simples vestimentas para os guerreiros da Terra, mas seres vivos conectados ao cosmo universal.

Os Lemurianos criaram inicialmente treze armaduras, sob a forma das constelações da Elíptica, que era o caminho do sol ao longo do ano. Que viriam a ser tidas posteriormente como os Signos Zodiacais. Uma delas a de Serpentários era extremamente poderosa, seu poder era tanto que Athena não via em seus guerreiros alguém possível para utilizá-la. Então ela mesma guardou a Armadura em seu templo. Athena saiu pelo mundo recrutando guerreiros que fossem dignos de vestir as sagradas armaduras de ouro, para lutarem pela paz e pela justiça enquanto os lemurianos continuavam produzindo novas armaduras agora menos resistentes banhadas em prata e bronze.

Ainda sobre as armaduras Athena, apesar de ter o título de Deusa da Guerra, detestava armas (ao contrário do irmão Áries, que também detinha tal título). Athena era uma deusa astuta, a mais sábia com certeza, por isso concebia as melhores estratégias de guerra o que lhe conferiu o título que possui. Mas ela abriu uma única exceção entre as armaduras de ouro e concebeu ao cavaleiro de Libra o direito deter as 12 armas de Libra. Além delas somente dois cavaleiros tinham armas próprias de suas constelações, Sagitário e o Arco e Flecha da Justiça um presente dado diretamente por Athena e Serpentários com seu Cajado.

Somente Athena e o próprio cavaleiro de Libra poderiam dar autorização para que outro utilizasse as Armas de Libra…”

As três arqueiras que eles enfrentaram no antigo continente de Anathema e do outro lado a discípula vingativa do Marina de Cavalo Marinho que fora vencido por Ágape de Libra na Guerra Santa de Poseidon.

— Parece que estamos cercados Armegin…

— Acredito que esteja enganado Ágape. É hora de fazer tudo treme… Terra Trema!

Uma esfera de energia se formou na palma da mão erguida de Armegin e ele a colidiu com o solo criando uma onda de deslocamento de terra monstruosa que abalou tudo a volta. Ágape que já estava preparado para o ataque do Touro se teleportou pelos vincos dimensionais e surgiu atrás de Ágatha de Ivory.

— Infelizmente eu não posso me deter aqui…

Ela não teve tempo de reagir.

Vibração de Água…

Um dragão de água se formou em torno do braço de Ágape e atravessou explodindo cosmo no interior do corpo da Berseker.

Aparentemente os inimigos estavam derrotados, mas foi nesse momento que os cavaleiros de ouro sentiram um poder nefasto, como se a própria sanguinolência formasse uma atmosfera em torno deles.

O sangue de Ágatha começou a se mover como se tivesse vida própria em direção tríade de arqueiras. Uma risada tímida pairou pelo ar deixando os cavaleiros em alerta.

— Então vocês acharam que poderiam destruir quem já havia sido derrotado? — a voz era insana.

— Nunca poderão! Nunca poderão! Nunca poderão!

— Nós vamos acabar com vocês e nos alimentar de suas vísceras!

Os cavaleiros perceberam um cosmo de morte vindo da tríade empalada pelas rochas do golpe de Armegin.

— O que… como? Elas haviam sido destruídas pelo meu Terra Trema!

Uma gargalhada sinistra estalou.

Os corpos das mulheres estavam em visível estado de putrefação. Como se realmente estivessem mortas, como Armegin e Ágape pensavam até chegarem ali.

Uma fumaça negra se desprendeu do sangue de Ágatha que agora envolvia o corpo das três, os absorvendo. Não havia mais uma forma definida, não humana pelo menos. O sangue se tornou uma espiral, eclodiu numa esfera e finalmente se aglomerou formando um monstro horrendo.

Os cabelos desgrenhados sem cor. Os olhos mortos, com a parte branca negra. Garras vermelhas enormes. O corpo esguio ereto. Espinhos pontiagudos emergiam de suas costas, vermelhos.

— Que tipo de monstruosidade é essa? — se perguntou Ágape.

— Eu as batizei de Queres. — a voz vinha de todos os lados. — É uma honra vislumbrá-los Cavaleiros de Athena.

— Quem é você?

— Eu sou Thanathos, Deus dos Mortos. — os cavaleiros imediatamente entraram em posição de batalha. — Ou não, não, não… cavaleiros, não é comigo que devem se preocupar, eu sou apenas um mensageiro, afinal as Queres são minhas criações.

— Suas… criações?

— Sim eu as criei para o Deus da Guerra. Elas representam a morte em batalha, a morte pré-matura. São o contrário de mim que sou a morte tranquila do fim da vida. — o tom da voz de Thanathos era deveras irônico. — Esta é Stygere, o Ódio. A morte pelo ódio é como se fosse um envenenamento vocês não acham? Dolorosa e consumadora. Corrói cada pedaço de você, exatamente como um veneno que você toma esperando que o outro morra… bom, se divirtam cavaleiros vocês estão literalmente de cara com a morte.

O monstro emitiu um som que não era parecido nem com um grito e nem com um urro, era um som monstruoso que nenhuma criatura viva poderia produzir.

Sua velocidade era impressionante não fosse pelo escudo de Libra, Ágape teria sido atingido em cheio pelas garras poderosas do monstro.

Eu se quer a vir chegar, como…

O próximo ataque foi dirigido a Armegin que o bloqueou com os antebraços. Mas sentiu todo o impacto do poder daquele demônio.

Esse poder… é descomunal!

— O poder dela é gigantesco, não podemos apenas lutar corpo a corpo, mesmo protegidos estaríamos em desvantagem. — anuiu Armegin para Ágape.

— Você está certo! Use seu ataque mais poderoso! Vamos combinar nossos poderes!

Ambos elevaram seus cosmos.

Athena que ainda voava pela hiperdimensão sentiu o oscilar do cosmo de seus cavaleiros. Ela sentiu o poder imenso da entidade criada por Thanathos. E naquele instante ela não quis perder nem mais um cavaleiro.

Cataclisma Planetário!

— Dragão dos Mil Mares!

Ágape eu os autorizo. Usem as Sagradas Armas de Libra…

Notas finais
Na imagem Armegim de Touro em primeiro plano e Ágape de Libra posteriormente. Design por Spaceweaver, créditos ao autor. As 12 armas sagradas de Libra foram forjadas pelos Lemurianos, e concedidas por Athena a Ágape, sendo ordenado que elas só fossem usadas em última instância e sob ordem da própria Athena ou quando o cavaleiro de Libra achasse necessário. Junto do Arco e Flecha de Sagitário e do Cajado de Serpentários são as armas mais poderosas dentre as Armaduras de Athena.