O Mito das Guerras Santas - Primevas
41 Capítulo 41: Tramas de uma Guerra Santa
Notas iniciais
— Maldita Athena!
— Éris você já foi longe demais com isso!
Nesse instante a armadura de Athena cobriu o corpo de Amara. Agora sim ela estava empossada como uma deusa que era. Capaz de enfrentar seus inimigos pelo bem da humanidade.
— É como se seu poder tivesse aumentado?! — Éris estava assustada.
— A armadura conferiu à Athena a confiança como deusa que ela precisava. — comentou Eos com Nyx
— E agora sinto estar diante da deusa que ajudou Zeus, seu pai, a vencer os Titãs de Gaia. — respondeu a divindade da noite.
A mão de Athena se apertou em volta do báculo.
Niki esta é a primeira batalha que você não está comigo como companheira… você se sacrificou para que eu pudesse continuar a protegera humanidade.
Eu não vou desperdiçar seu sacrifício, minha fiel escudeira. Usarei o poder que me entregou para proteger todos nesse planeta.
Havia um imenso altar de um lado o orbe com as almas de Ênio e Anteros, do outro a lança de Áres.
— Tio Hades, você tem certeza de que…
— Desde quando se importa com seus filhos desta forma Áres, você acabou de mandar Deimons para destruir Lemúria.
— Faça…
O cosmo de Hades se elevou. Era tremendo, poderoso e inigualável. Áres comparou o cosmo do Deus dos Mortos com o do próprio pai Zeus. E de fato o poder de Hades era mesmo muito próximo do Rei dos Deuses.
Os dois objetos flutuaram envolvidos pela cosmo-energia de Hades. Os olhos do deus tinham um brilho perspicaz. Tomando o orbe em uma mão e a lança de Áres em outra ele os aproximou. Nesse instante o orbe explodiu as almas de Ênio e Anteros era como línguas de luz avermelhadas. Elas se entrelaçaram em torno da lança.
Hades sentiu a repulsa da alma dos dois em se fundir com a arma, no entanto ele apenas elevou ainda mais seu cosmo. A lança brilhou com imensa intensidade. Quando tudo acabou Hades desceu do pedestal carregava sobre as duas mãos a mais poderosa arma criada fora dos domínios de Hefesto. A nova Lança do Destino era, agora, de Áres o Deus da Guerra.
Athena ergueu seu báculo para o céu. Naquele momento Nyx fez com que um cometa cruzasse sobre o santuário.
— Éris sua alma será selada naquele cometa junto do Pomo de Ouro da Discórdia.
— Maldita! Você não pode fazer isso comigo! Você vai permitir mãe?
— Éris, ou você aceita sua punição ou terei de fazer de você mortal e seu julgamento será a morte.
— Você… vocês… vão pagar muito caro pelo que estão fazendo comigo.
Quando Athena desceu o báculo um pilar de luz se ergueu aos céus, a alma de Éris foi arrancada de seu corpo subindo indefinidamente para o céu e desapareceu levando consigo um grito de angústia. O cometa invocado por Nyx terminou seu traçado no céu.
Athena se voltou para Nyx.
— Obrigada Senhora Nyx. Sem sua ajuda eu não teria sido capaz de enfrentar a fúria de Éris.
— Athena você é poderosa e tem cavaleiros fiéis a você. — Nyx olhou para Melkabah que estava caído. — Eu vou ajudá-lo este nobre homem abdicou de todos os seus sentimentos. Mas o que seria do ser humano se não pudesse sentir? Não posso permitir que ele permaneça dessa forma por consequência dos atos de Éris.
Nyz colocou sua mão sobre a testa do cavaleiro de Áries. Uma energia tênue se insinuou formando uma redoma pelo corpo do cavaleiro de ouro. Nyx se afastou e Athena o tomou em seus braços. Lúcifer fez menção em tomar o companheiro para si e leva-lo para a casa de Áries, mas Athena quis ela mesma o fazer.
— Cavaleiro de Ouro! — chamou Nyx por Serpentários. Eos e Athena estavam já mais distantes.
— Deusa Nyx.
— Não seja tão cheio de cerimônias Lúcifer.
O ar do décimo terceiro cavaleiro mudou ao ouvir seu verdadeiro nome.
— Permanece sábia mesmo com o passar das infindáveis eras não é mesmo Nyx, a mãe da Escuridão.
— Tinha ouvido falar por meio das minhas criaturas da noite que você estava envolvido na batalha entre os deuses da guerra. Fiquei intrigada… o que um ser tão distinto quanto a estrela da manhã faria envolvido numa guerra de Olimpianos?
— Com todo respeito que vos devo Mãe da Morte, eu tenho meus motivos para estar nessa batalha. Como bem sabe Áres não está sozinho ele tem apoio de Hades, Deus do Submundo.
— Sim estou ciente disso…
— E também de seus filhos Thanathos e Hypnos.
— Também sei do envolvimento deles.
— Portanto não poderia deixar Athena lutando sozinha.
— E para isso assumiu o posto de cavaleiro de ouro e Grande Mestre do Santuário de Athena?
— Eu não poderia advir sob minha verdadeira forma, sabe bem disso.
— Mas algo mais me incomoda nesse santuário.
— Acredito que esteja falando da nona casa, a Casa de Sagitário.
— Quem está lá?
— Acredito que deva a senhora mesma descobrir…
Lúcifer bateu com seu cajado dourado no chão e desapareceu diante de Nyx que intrigada vislumbrou a Casa de Sagitário.
Enquanto isso em Lemúria um embate se iniciava.
— Eu lutarei com Deimons. Ajudem os cavaleiros de bronze com os cavaleiros negros! — disse Enoch para Kha e Ohm.
O cavaleiro de ouro partiu direto ao encontro do Deus da Destruição.
— Corrente de Andrômeda!
Penélope fez cair pelo menos sete dos Cavaleiros Negros trajando a armadura negra de Fênix.
— Eles são muitos! — afirmou Ryuma.
Krest nesse momento executou mais alguns deles.
— Unidos poderemos vencê-los!
Kha estava diante do cavaleiro de Altar Negro. E Ohm do cavaleiro de Câncer Negro.
Nyx adentrou a casa de Sagitário.
— O que faz aqui?
— Lúcifer, me disse que deveria vir até a casa de Sagitário. Vocês estão se contraponto. E Athena ainda não percebeu.
— Talvez nem deva perceber.
O cavaleiro de Sagitário ainda permanecia nas sombras.
— O que dois seres da magnitude de poder de vocês dois fazem metidos nessa guerra?
— Eu ainda não sei os motivos de Lúcifer ao certo, mas sei dos meus.
Nyx colocou as mãos sobre o peito.
— O que será desse sentimento?
— Eu não posso te dar certeza. Por isso precisarei de um favor seu em breve.
— Eu estarei aqui para te ajudar.
Ele saiu das sombras, trajava a armadura de Sagitário. Nyx o viu como um anjo dourado.
— Eu nunca duvidei que pudesse contar com sua ajuda… Mãe.

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