Notas iniciais
Anteriormente em O Mito das Guerras Primevas... Athena, Deusa da Sabedoria e da Justiça, Governante do Reino da Terra, saiu em busca de completar seu grupo de cavaleiros afim de parar os anseios malignos de Áres, seu irmão. Athena foi até Drakala, governada por Thithonos, o imortal convocando o monarca a ser seu cavaleiro. Na saído do castelo eles se deparam com um pelotão de Phobos, filho do Deus da Guerra. Thithonos se empossa da Armadura de Câncer e derrota os soldados adversários se deparando com um dos Capitães do Exército do Medo. O rei guerreiro enfrenta a batalha vencendo com sua técnica "Ondas do Inferno" Athena retornou ao seu santuário e seu destino agora era Pangea no extremo Sul do Planeta.

Athena continuava sua peregrinação pelas terras de todo mundo. Em Drakala recrutara o rei Thithonos, o imortal, para ser seu cavaleiro. Ao ver as manifestações de energia do guerreiro Athena lhe concedeu a Armadura de Câncer como sendo ela a mais apropriada a sua manipulação do cosmo.

Após regressar ao que seria em pouco tem o Santuário em sua primeira localização na ilha de Temíscira. Athena reuniu todos os seus guerreiros.

– Quero dizer a todos que estou agradecida pela proteção que têm me dado desde a última Guerra contra Poseidon. Entendo que os tempos se encontram cada dia mais difíceis, mas acredito que sairemos vitoriosos deste novo embate.

– Athena, para onde pretende ir nesse momento? — um dos cavaleiros de cabelos muito negros e olhos da cor de esmeraldas se manifestou.

– Vou para Pangea. Tenho certeza de que lá encontrarei mais um que possa pertencer ao grupo de vocês.

– Minha deusa… — interveio o mais alto e robusto dos homens de Athena, usava um elmo com grandes chifres. — Pangea é uma das terras sitiadas por seu irmão. Solicito ir convosco ao seu destino e trazer junto de nós o próximo cavaleiro.

A deusa ponderou. Não era ignorante a ponto de descer as terras inóspitas de Pangea sozinha, ainda mais agora que estavam tomadas pelos exércitos inimigos.

– Quero que venha comigo. — respondeu ao cavaleiro. — Os dois. — decidiu. Fazendo menção ao primeiro cavaleiro que se manifestara.

Athena não gostava de chamar a atenção por isso preferia andar em pequenos grupos. Sendo que Niké sempre a acompanhava. No convés do barco flutuante os cabelos castanhos da deusa dançavam conforme o vento.

O homem alto e corpulento se aproximou da divindade. Suas mãos poderiam facilmente envolver a cintura da deusa se juntas.

– Armegin, o que tanto pensas, meu fiel cavaleiro?

Armegin era um homem altruísta fora até Athena porque precisava de ajuda para o seu povo das terras geladas de Hiperbórea. Seus olhos duros eram da cor da terra e como já estava há muitas décadas a serviço da deusa sua pele ganhara um bronzeado sútil. Seu tamanho era ímpar entre os cavaleiros de ouro. Armegin fora agraciado com a Sagrada Armadura de Touro.

– Athena esta guerra é diferente da primeira. Os guerreiros de Poseidon eram lutadores técnicos, com suas artimanhas queriam nos vencer num embate de poderes. Os Exércitos de seu irmão, porém, são sanguinários que não medem a forma como vão aniquilar seus inimigos.

– Não tema Armegin. O tempo de nossa vitória é certo quando os doze se juntarem vocês serão a maior força depois dos deuses no universo.

– Minha deusa, estamos nos aproximando de Pangea. — um dos tripulantes veio avisar.

Armegin estava despido de sua armadura. O outro cavaleiro, no entanto estava trajado como se preparado para qualquer batalha que pudesse acontecer.

A escolta desceu primeiro averiguando as cercanias de onde o barco pousara. Em seguida, Athena desceu. Seus pés tocaram a neve fria e fofa. Pelas vibrações do cosmo a deusa percebeu que não atracaram muito longe do homem que ela procurava.

– É intenso… — comentou o guerreiro que estava de armadura.

Os músculos grandes e definidos de Armegin retesaram no mesmo instante.

– Y’ooth fica há poucas horas daqui.

As ruínas de Y’ooth eram um dos poucos vestígios que sobraram de que Pangea fora habitada antes da Guerra Santa contra Poseidon. Lá os magos tentavam alcançar o poderio dos Marinas conjurando a cosmo energia em forma de magia.

Enquanto caminhavam em direção as ruínas, Athena percebeu que os ventos pararam. Mas não que houvessem cessado as rajadas de vento carregadas de neve continuavam ali inertes no ar em volta de Athena.

– É incrível teu dom, mago.

– Eu não sou um mago… — a voz do homem era densa. — apenas traduzi os escritos antigos daquele templo e aprendi a dominar o cosmo.

– De forma muito peculiar.

– O cosmo impera sobre tudo. Seu domínio se estende às façanhas mais miraculosas.

– Parar o tempo com o Zero Absoluto, e numa área relativamente vasta. É realmente um prodígio.

O homem finalmente se revelou ante a deusa. Seus cabelos eram curtos da cor da relva. Athena o olhou nos olhos, mas não sentiu resposta neles. O homem a sua frente tinha os orifícios oculares fechados exibindo apenas a íris cor de topázio.

– É cego, guerreiro?

– Enxergo pelo meu cosmo. Foi o preço que paguei para enxergar o plano do tempo.

Nesse momento o guerreiro girou Athena colocando-a atrás de si. Estendeu uma das mãos com a palma para frente e congelou a flecha que tinha como alvo a deusa. O objeto se esfarelou em cristais de gelo.

– Quem ousa inferir contra meu espaço do Supremo Zero Absoluto?

Uma risada maligna foi escutada. Feminina, aguda, repleta de escárnio.

– Mostre-se! — ordenou o guerreiro o tom frio na voz.

A mulher veio como que do alto de lugar algum. Trajava uma túnica vermelha. Sob o capuz apenas um dos olhos se mostrava como uma imensa ametista em gema.

– Sou Miríade de Aevis. — ela retirou a túnica. Tinha o corpo com curvas generosas. Seus cabelos eram longos e loiros com ondas sinuosas. Sua armadura era vermelho vivo se moldando ao corpo dela com tanta perfeição que parecia um corpete, as botas eram longas até a altura das coxas. As obreiras arredondadas e as mãos protegidas por luvas. Seu elmo era pouco protetor, sendo apenas um adorno para o maxilar e a testa rente aos cabelos e uma ponta em forma de pluma que subia do lado direito, mesmo lado em que a luva da mão se estendia pelo antebraço como uma proteção.

– Uma Berseker. — anuiu o homem.

– Adoraria saber o nome daquele que protege minha vítima e foi capaz de parar uma das minhas Flechas da Morte.

– Sou Anathema.

– Imaginei que seria o famoso Homem Sem Olhos. O rebelde que vem atacando nossos acampamentos por toda Pangea. É útil que esteja aqui, assim Mestre Deimos ficará mais contente quando souber que dei cabo de Athena e de nosso inimigo.

– Nada disso irá acontecer. — ele se virou para a Deusa. — Athena eu aceito a honra de lhe servir como um cavaleiro desde que me ajude a salvar minha terra.

A deusa apenas balançou a cabeça em sinal de afirmação.

– Niké!

A jovem novamente apareceu trazendo consigo uma urna dourada. Anathema fez em menção em tocá-la, mas a urna se abriu sozinha liberando a armadura dourada. Cavaleiro e Armadura se conectaram de corpo e alma. Como se estivessem a se identificar mutuamente. O cosmo de Anathema cresceu respondendo ao ressonar da armadura.

– Venha! — e a armadura respondeu se desmontando nas várias partes que se acoplaram ao corpo do guerreiro.

Neste instante a berseker convocou mais arqueiros em seu apoio. Uma legião se formou opondo-se ao, agora, Cavaleiro de Ouro.

O que Anathema não percebera é que havia desfeito o espaço do Supremo Zero Absoluto, liberando Armegin e o outro cavaleiro.

Uma salva de flechas foi lançada contra Anathema e Athena. Porém nenhuma delas chegou ao seu destino sendo rebatidas por outras flechas.

– Como?! — a inimiga ficou espantada com tamanha precisão.

– Eu sou Ágape de Libra. E esta é minha técnica Rio do Poder.

Notas finais
ANATHEMA DE AQUÁRIO Anathema é o primeiro cavaleiro a usar a armadura de Aquário. Anathema veio do continente mais ao sul conhecido como Pangea. Ele nasceu próximo das ruinas de Y’ooth onde os antigos magos tentavam dominar a arte de enxergar a linha do tempo por inteiro. Anathema consegue traduzir os escritos antigos e sacrifica seus olhos para dominar tal poder. O cavaleiro começa a dominar o poder do frio que imperava em seu continente de forma que ele chega ao Supremo Zero Absoluto que para o tempo das coisas.