O Mito das Guerras Santas - Primevas
26 Capítulo 26: Dose Mortal
Notas iniciais
Ágape enviara a Athena um de seus dragões informando que se demoraria, pois se propusera treinar o cavaleiro de dragão ao longo do caminho. Athena respondeu dizendo que Ágape poderia tomar o tempo que lhe fosse necessário e que enviaria um novo dourado ao encontro da armadura de Andrômeda.
Enquanto Athena que estava no Santuário em Temíscera enviava outro cavaleiro para o local da Armadura de Andrômeda, Anathema iniciava seu embate com o Idien de Morningstar.
— Acredita mesmo que seu gelo possa afetar o poder do meu machado Solar?
— Eu já disse meus poderes de congelamento ultrapassaram a barreira física e a matéria.
— Você é um homem perigoso Anathema, mas sequer comecei a mostrar meus verdadeiros poderes!
O berseker se concentrou elevou o cosmo e lançou sua técnica.
— Que comece minha técnica suprema: Ciclo Estelar!
O cosmo do berseker criou uma nuvem sobre sua cabeça no centro estava a lâmina do pequeno machado. A nuvem tinha um tom amarelado gasoso com pequenos pontos luminosos e estalos de energia.
— Isto é uma nuvem molecular, em escala muito menor, ela reproduz o efeito das nuvens de gás da qual se forma as estrelas. Ciclo Estelar — Condensação!
A nuvem molecular se condensou formando uma esfera incandescente em torno da lâmina do pequeno machado.
— Não se assuste Anathema, mesmo com essa aparência pequena esta estrela tem o poder de uma estrela de terceira magnitude. E só está começando…
O berseker partiu em ataque ao cavaleiro. Desferiu um golpe, dois, três. Anathema ainda detinha a vantagem da velocidade da luz. E conseguiu se desvencilhar da maioria dos golpes. Contudo, um golpe lhe acertou o braço direito lhe criando uma ferida de dor incomensurável. O sangue escorreu pelo braço de Anathema.
— Bom… agora chegou, a hora de eu te mostrar outro nível do meu golpe. Ciclo Estelar — Supernova Gigante!
A lâmina da arma cresceu e aumentou de tamanho consideravelmente.
Como esse cara tinha tanto poder? Eu não posso me segurar mais…
— Indien, você é realmente poderoso! Por isso eu vou te dar meus maiores poderes…
O cavaleiro de Aquário elevou seu cosmo.
— Sinta o maior frio que eu posso chegar! Aniquilação Gélida!
Uma onda de ar frio se espalhou a partir de Anathema. Como uma aura branca formou uma cúpula que alcançou Indien. O berseker ficou estático.
Como? O que está acontecendo? É como se meu corpo estivesse congelando de dentro para fora.
— A Aniquilação Gélida congela até mesmo a movimentação dos Elétrons de seus átomos.
O Cavaleiro de Aquário avançou rapidamente e com o braço bom perfurou o corpo congelado do berseker. Que explodiu.
— Eu disse que iria apagar seu sol, antes que se tornasse um buraco negro.
A ilha de Argos ficava perto de onde hoje está o Mar Mediterrâneo.
— É um local diferente não é mesmo, Eos?
— Sim…
— Bom, precisamos achar a Armadura de Andrômeda. Estranho, existem alguns cosmos diferentes nessa ilha. Eos devemos ter cuidado.
O Cavaleiro de Câncer continuou caminhando ao longo da ilha, o lugar tinha um ar tropical, mas a atmosfera era completamente obscura como se os mistérios que ali espreitavam pudessem engolir um forasteiro.
Ao chegar num determinado vilarejo Thithonos percebeu as almas vagueando por toda parte.
— Eos, consegue perceber? Todos estão mortos. Pelas posições morreram imediatamente pela mesma causa, mas não entraram em pânico e muito menos fugiram de alguma coisa. Simplesmente caíram em meio às suas atividades.
Quem poderia fazer tal coisa? Pensando assim eu só conseguiria lembrar do deus da morte Thanatos, mas não creio que os deuses gêmeos se moveriam de forma tão impensada em meio a um embate tão delicado entre Athena e Áres.
Repentinamente Thithonos deu um salto mortal para trás seu corpo num ângulo reto perfeito. A capa esvoaçando. Quando pousou atrás da figura que o atacava teve tempo apenas de tomar um novo impulso e desviou-se deslizando para trás.
— Ele é rápido, quase não senti sua presença ou seu ataque… — disse para si mesmo.
— Curioso me deparar com um cavaleiro de ouro neste lugar.
— Que é você, berseker?
Thithonos se recompôs.
— Meu nome é Venom. Sou Venom de Yakei. E você cavaleiro de ouro?
— Eu sou Thithonos de Câncer, o Rei Imortal!
O berseker deu uma gargalhada que estalou por toda vila que tinha, agora, um ar funesto e vazio.
— Então eu acho que encontrei o inimigo ideal! Acredito que esteja curioso para saber como todas as pessoas dessa vila morreram… eventualmente não tenho porque lhe esconder minhas técnicas. O poder da minha katana é chamado de Dose Mortal. Tudo que eu provo eu posso calcular precisamente a dose mortal desta substância. E o poder da minha espada é diminuir ou aumentar essa dose de letalidade.
— Alterar… o nível de letalidade…
— Eventualmente com estas pessoas eu usei sangue. — ele gargalhou em frenesi — Eu tornei o sangue uma substância mortal! — uma nova gargalhada maligna.
— Agora o que será que pode ser uma dose mortal para o imortal? Vamos ver…
Neste momento o punho de Thithonos acertou o rosto do berseker e o arremessando a vários metros.
— Ele não é o tipo de adversário que eu posso brincar. Omertá!
O ataúde surgiu ao lado de Thíthonos. O rei estendeu a mão absorvendo uma das almas lá de dentro.
O berseker se ergueu rindo como se a completa insanidade tivesse tomado sua mente. Deslocou o maxilar e caminhou novamente em direção ao dourado.
—Sabe, Rei Imortal, eu vou te mostrar outras de minhas técnicas, esta é muito mais interessante. Concentração Letal… — ele disse com calma.
Uma pequena esfera negra se formou na palma de sua mão de Venom, ele então a arremessou em direção a Thithonos. O cavaleiro sentindo a periculosidade e ameaça que o inimigo representava abriu um pequeno portal por onde a esfera entrou a desviando para o Yomotsu.
— Você é mesmo inteligente Cavaleiro de ouro. Mas olhe sob seus pés.
Era como uma poça negra, se espalhava por toda área em torno de Thithonos e de Venom.
— Esta é a Área Mortal, como será que o Rei Thithonos vai sobreviver se ele tiver baixa resistência ao ar?
De repente Thithonos começou a sufocar como se respirar fosse algo mortal.
— O que está acontecendo? — a voz dele era fraca e estava sufocada.
— Eu baixei sua resistência ao oxigênio.
No santuário…
— Amara, digo Athena!
— Perseu… bom, agora eu sou Amara. — a deusa sorriu gentilmente. — O que te traz aqui?
— Eu fiquei com uma dúvida. Estive com Thithonos antes de ele ir para Argos e Eos comentou conosco sobre as Kamuis, armaduras dos deuses olimpianos, que eram mais poderosas que qualquer coisa. Se detém tão artefato, porque necessitou mandar criar uma armadura?
— As Kamuis não estão mais em posse dos deuses. — ela se sentou — Meu pai, Zeus, quando se recluiu aos confins do Universo levou consigo as doze Kamuis. Não sabemos ao certo o que o levou a tomar tal decisão. Eu penso que como essas armas foram criadas para o combate da Titanomaquia e detinham um poder inimaginável, meu pai prevendo essas possíveis afrontas a mim por parte dos deuses resolveu tirar tal poder extraordinário das mãos dos Olimpianos.
— Então as Kamuis estão inacessíveis?
— Exatamente. Para substituir eu usarei uma Armadura que será divinizada pelo sangue que eu lhe concedi.
Em Argos…
Thithonos caía de joelhos, estava prestes a perder os sentidos, quando como que por mágica seu corpo reascendeu.
— Seu maldito eu vou acabar com você! — Thithonos queimou seu cosmo. — Chamas Azuis Infernais!
As chamas avançaram com fúria em direção a Venom.
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