O Mito das Guerras Santas - Primevas

10 Capítulo 10 - Deusa, Báculo, Mortal


Notas iniciais
Anteriormente em o Mito das Guerras Santas Primevas... Áres invadiu o Santuário. O gatilho para a guerra que Athena trava contra o irmão é revelado. Áres assassina Athena e também um guerreiro de bronze que se interpôs entre a deusa e lança de seu irmão, uma grande batalha explode...

Kha, Ohm e Nike estavam, agora, nos aposentos de Athena no Star Hill. Os corpos da deusa e do cavaleiro foram alvejados pela lança do Deus da Guerra.

— Quem é esse cavaleiro? — perguntou Kha.

— É um dos de bronze. Kha, foco! Nossa prioridade é salvar Athena.

Fraca e sem conseguir respirar direito a deusa se manifestou.

— Ajude… o cavaleiro… ele deu sua vida… por mim… — disse quase em sussurros, a voz falha.

Os lemurianos se voltaram para o guerreiro abatido. Em sua armadura havia um furo no meio do peito. Em volta do buraco uma macha vermelha. Sangue dele. Sangue de Athena.

— Como é o nome dele, você sabe Senhora Niké?

— Este é o cavaleiro de Pégaso. Perseu.

No Santuário Sraosha havia criado uma dobra no espaço a fim de que as consequências da luta que se seguiria não afetasse o santuário. Os inimigos que enfrentariam eram os generais de Áres. Filhos do próprio deus.

O primeiro a avançar foi Canaã o cavaleiro de Leão.

— Garras de Luz! — uma garra translúcida se formou na mão direita do cavaleiro, que desferiu o ataque contra Anteros. O deus de corpo esguio e olhos estreitos aparou o golpe com as duas mãos. Porém se viu atacado de outra direção.

— Excalibur! — o corte da espada vinha diretamente para Anteros, que se viu obrigado a expandir seu cosmo para não ser cortado ao meio ou estraçalhado pela garra de cosmo do Leão.

— Infelizmente não temos muito tempo. Não sabemos a extensão da ferida de Athena. — sentenciou Niké.

— Como poderemos salvá-la?

— Se pelo menos aquele homem já estivesse aqui…

— Ele já foi escolhido? — perguntou Niké.

— Quando Athena deixou Lemúria. Ela incumbiu a Ohm e a mim que o buscássemos.

— Onde?

— Thule. — respondeu Ohm.

— Vocês acreditam que ele possa salvar Athena?

— Não temos tempo para busca-lo. É uma viagem muito longa. Se pelo menos Salem ou Sraosha estivessem aqui.

— Eu não vou permitir que Athena morra!

— Senhora Niké…

— E para isso só existe um jeito.

Phobos decidiu não ser alvo de ataque de um dos doze. Avançou ligeiro. Como um borrão vermelho. E estava próximo de atingir Salem, quando se deteve.

Ele não se mexe, por quê?

Salem continuava imóvel em sua posição de lótus flutuando as mãos postas sobre o colo formando um círculo com os dedos.

— Salem não se movimenta, Phobos. — era Ágape que se aproximava. — O Cavaleiro de Virgem, se priva de seus movimentos físicos desde a última batalha com Poseidon. Ele o faz como forma de preservar seu cosmo. Para se defender ele evoca os espíritos através de seu cosmo e consegue projetar sua alma para qualquer parte.

Phobos se posicionou e lançou uma rajada de cosmo poderosíssima contra o cavaleiro de ouro ainda imóvel.

­­— Kham!— a voz do cavaleiro de virgem se projetava pelo cosmo.

Uma barreira intransponível se formou em tornou do corpo do dourado.

— Como, como isso é possível?!

— Salem é dentre nós o mais próximo dos deuses. O cosmo mais intenso e grandioso entre os cavaleiros de Athena. Mas agora é nossa vez deus do medo!

O cavaleiro de libra queimou seu cosmo intensamente.

— Rio do Poder! — como que formando ondas de vibração, parecido com o efeito de um objeto que cai num lago, a técnica lançou lâminas de todo tipo contra o deus. Espadas longas, curtas, sabres e floretes… uma saraiva de armas lançada contra Phobos.

O deus pensou em se desviar, mas quando deu por si estava imóvel.

— O que é isso?

— Este é Asmodeus. Capaz de aprisionar qualquer inimigo. — a voz de Salem agora era mais física partindo do demônio que surgiu atrás de Phobos.

De volta ao Star Hill...

— Senhora Niké, o que pretende fazer?

A deusa empunhava sua lança contra Athena, agora. Os olhos vertendo lágrimas.

— Athena, obrigado por tudo… não tenho palavras para descrever o quão me sinto honrada em ser sua escudeira.

Neste instante Niké afundou a lança no peito de Athena. Em resposta uma ferida abriu-se em seu peito idêntica a da deusa da justiça.

— Senhora Niké!

Seu corpo começou a brilhar numa intensidade descomunal.

— Enquanto este báculo estiver nas mãos de Athena minha alma e meu poder estarão contigo, ó Deusa da Sabedoria. Proteja este mundo. Proteja os seres humanos.

As almas das duas deusas se tornaram luz pura diante dos cavaleiros de prata. Partindo para algum lugar como um clarão.

No local só restara a lança de Niké.

Enio era a deusa do horror. A única mulher entre os generais de Áres. Veloz e tenaz ela atacou o cavaleiro de escorpião por trás. Ele sentiu a mão da deusa trespassar seu corpo.

— Menos um.

— Do que está falando? — Selkh virou a cabeça parcialmente para trás olhando parcialmente a deusa atrás dele. Os olhos castanhos vivos da divindade, os cabelos presos na frente por uma tiara e soltos atrás de forma rebelde. Ele segurou a mão dela que emergia da parte da frente de seu peito e com uma força brutal puxou o braço da deusa pelo buraco em seu torno decepando lhe o membro.

O grito ecoou por todos os lados.

— Eu sou o Escorpião Rei! Protegido de Anubis. Sou imortal.

Quem vinha agora era Thithonos, o canceriano. O Rei Imortal.

— Como será me alimentar da alma de uma deusa? — se perguntou.

Quando estava preste a atacar foi rechaçado por Deimos. Que carregou Enio consigo e também tirou Phobos da mira de Ágape.

— Vocês são realmente formidáveis, mas irão cair!

Deimos elevou seu cosmo. Era violento, agressivo, intenso. Cada vez mais forte. E finalmente o deus convocou sua técnica suprema.

— Armagedon!

Os guerreiros não tinham saída teriam de se defender ali. E foi quando Armegin se interpôs no caminho.

— Grande Chifre! — Originalmente uma técnica muito mais defensiva que agressiva.

Apoiando o cavaleiro surgiu Melkabah.

— Muralha de Energia!

Se juntando ao grupo Canaã lançou sua técnica.

— Coroa de Luz!

Agora era Ashura que se unia para parar com ataque divino.

— Barreira de Nêutrons!

O embate de todas as técnicas fez frente ao ataque supremo de Deimons, mas ainda o aparava com dificuldade podendo a qualquer momento ser quebrado pelo poder destruidor do filho de Áres.

— Nunca poderão fazer frente a um deus reles mortais.

Foi quando Salem entrou na contenda.

— Kham! — a voz ecoou.

Os ataques pesavam igualmente criando um entroncamento central onde qualquer um dos lados que cedesse seria obliterado completamente. Foi quando Enoch e Ixeon atacaram de outro ângulo.

— Experimente o poder da minha técnica! A Rosa Azul, Rosas Espirituais. — um toque daquela flor e alma de Deimos estaria selada para sempre.

— Não vou deixar que escape. — Ixeon lançava seu ataque do lado oposto. — Excalibur, Corte de Lua Nova!

Nada poderia salvar Deimos. Mas salvou.

— Ainda não estamos no confronto final cavaleiros. — a voz lunática era conhecida. — A Guerra está só começando.

— Aesma, maldito! — praguejou Sraosha.

A batalha se encerara forçosamente. Os cavaleiros se apressaram, então, a encontrar Athena. Tão logo chegaram ao Star Hill se depararam com Kha e Ohm.

— O que aconteceu? Onde está Athena? E Niké? — indagou Ágape.

— Não sabemos. Athena desapareceu…

Notas finais
NIKE - O TRUNFO DE ATHENA Nike a deusa da vitória. Originalmente Nike era posse de Fanes que a deu a Urânio e foi roubada por Cronos posteriormente. Com a queda dos titãs, Zeus toma posse da deusa da vitória passando-a então para Athena. Inicialmente a deusa tinha forma própria sendo uma jovem de cabelos claros, loiros da cor de trigo. Trajava uma Kamui de Platina que era chamada de Invictos e carregava consigo uma lança que era a Lança do Destino.