O Mito das Guerras Santas - O Legado dos Gêmeos

34 Capítulo XXXIV: Chamas Queimando, Fragrância em Vermelho


Notas iniciais
Anteriormente em O Mito das Guerras Santas - O Legado dos Gêmeos: Ângelo segue enfrentando Aiacos de Garuda. Sage e Hakurei se deparam com Verônica de Nasu, uma Estrela Maligna que parece ter neutralizado qualquer revide dos gêmeos. Enquanto isso no litoral Krest de Aquário se depara com Despina, a filha de Poseidon e deusa do Inverno.

O Espectro caiu de joelhos, diante do Cavaleiro de Ouro, acometido pelo veneno das Rosas Diabólicas Reais.

Porém antes que seu corpo tombasse para frente, um sorriso macabro pairou em seus lábios. Os olhos de Ângelo foram acometidos por tamanha surpresa e em seus ouvidos sobressaiu a risada maligna vinda de Aiacos de Garuda.

— Pensou mesmo que poderia matar? Eu um Espectro de Hades? Um Juiz do Submundo?

— Como... Como pode ter resistido ao veneno de minhas rosas vermelhas?

— Eu não resisti, Cavaleiro de Peixes… — a risada do Juiz aumentou e ele pouco a pouco se reergueu — eu cheguei a morrer, porém eu sou um Espectro, um servo do Imperador do Submundo, o Deus dos Mortos, Hades. Portanto assim como todos as outras 107 Estrelas Malignas eu não posso morrer… — Estupefado, Ângelo sentiu suas mãos arderem, seu estômago se retorceu diante do inimigo e uma descarga de adrenalina tomou seu corpo — assim que o veneno de suas rosas invadiu meu organismo eu entrei em colapso, esse veneno é mesmo mortal, porém o senhor Hades reenviou minha alma de volta antes que meu corpo tombasse.

— Maldição! — murmurou entre dentes o Santo de Athena.

— Agora é minha vez de atacar… certo?

O cosmo negro do Juiz do Inferno se elevou grandiosamente.

— Sinta o Poder da Estrela Celeste do Heroísmo! CONQUISTADOR DE INDRA!

Chamas negras se espalharam em direção do cavaleiro de Peixes engolindo todo o local onde ele estava.

— Suas rosas foram incineradas pelo fogo do inferno…

Porém ao baixar das labaredas negras, Aiacos viu o cavaleiro diante de si de pé e sem nenhum dano. Em torno dele circulavam algumas poucas rosas de coloração atípica; negras.

— O que são essas…

PIRANHAN ROSE (ROSAS PIRANHAS), as Rosas Negras, elas têm um poder destrutivo tão grande que consomem tudo que tocam, de modo que eu criei um escudo protetor das minhas Rosas Negras para isolar provisoriamente suas chamas…

Sage e Hakurei tiveram de reduzir o confronto a um embate físico, mas seus corpos já começavam a dar sinal de exaustão enquanto os asseclas de Verônica continuavam a avançar sobre eles sem morrer, serem danificados ou hesitar.

— Essa droga desses mortos-vivos…

— Não podemos fazer nada, eles são apenas marionetes vazias, nossas técnicas espirituais não fariam nada com eles. — confirmou Sage.

— Aqui nesse campo de batalha vocês estão neutralizados e nada poderão fazer para sobrepor meus escravos! — orgulhou-se Verônica.

Nesse momento um lapso acometeu os irmãos.

— Sage… posso contar com você?

— Sempre Hakurei…

Sage se pôs à frente do irmão e começou a elevar seu cosmo. Uma energia poderosa começou a circundar o corpo do guerreiro fazendo seus cabelos prateados se movimentaram levemente.

— O que esse idiota está fazendo?! — Verônica parecia surpreso com a atitude do garoto.

O cosmo de Sage atingiu uma grandiosidade tão estrondosa que Almas de todas as partes começaram a se concentrar em torno dele.

— Está concentrados míseras almas penadas em torno de nós, como se isso fosse mudar alguma coisa! — Verônica riu zombando de Sage.

No entanto o garoto não hesitou e elevando mais ainda seu cosmo ele estendeu o braço sobre sua cabeça, chamando para a palma da mão suspensa as enésimas almas ali transeuntes pelo seu poder.

— Eu vou explodir tudo isso! SEKISHIKI KONSŌ HA…!
Uma explosão anil expandiu-se por toda a abrangência da área onde a batalha ocorria.

— Desgraçados! Quase me acertaram, caso eu não me movimentasse rápido eu poderia ter sido destruído…

Quando a explosão regrediu, o Espectro de Nasu viu Sage caído com um dos joelhos apoiado no chão e o outro dobrado. O garoto ofegava.

— Então você como um mero aspira não consegue elevar seu cosmo tão longe… isso é patético… — enquanto falava o Espectro caminhava em direção a Sage — eu claramente não preciso se quer gastar meu cosmo para acabar com você moleque insolente.

Quando o espectro estava a uma pequena distância de Sage, viu no rosto do rapaz um sorriso irônico. Antes que se corpo se desfizesse…

— Que maldição é essa?!

— Você já era… — Verônica só viu Hakurei vindo de cima — SEKISHIKI MEKAI HA!

Yomotsu Hirasaka

Verônica de Nasu caiu na Colina que leva ao submundo dentro de um círculo de fogo ao lado de deus mortos-vivos.

— O que… o que está acontecendo? Porque…

— Você agora está na Colina do Yomotsu.

— Porque diabos me trouxeram para esse intermúndio de almas imundas e depressivas que caminham sem rumo pelo limbo do pós morte, sem cair no inferno?

— Aqui será onde você será derrotado por dois aspirantes. — confirmou Sage.

— Pois saibam que esse lugar é como um parque de diversões para o Espectros. Somos seres do mundo dos mortos…

— Verônica, você caiu…

— Espere… você…, mas você…

— Aquilo era uma técnica minha e de meu irmão. Chamamos de SEISHIN-TEKINA KURŌN (CLONE ESPIRITUAL), era apenas uma réplica minha criada pelo irmão.

— O Seishin-tekina é uma técnica que aprendemos recentemente, de modo que ainda não aprimoramos uma forma de fazê-lo com mais eficiência, uma vez que demanda uma quantidade muito grande de almas para ser criado e da energia das Ondas de Presepae. — explicou Hakurei.

— Como no mundo dos vivos essa quantidade de Almas leva tempo para ser reunida, nós criamos uma estratégia. Eu iria queimar meu cosmo reunindo o máximo de almas dos entornos; parte delas eu usei para criar a explosão da Hecatombe dos Espíritos. Outra parte foi dragada com Hakurei para cá, onde somando a essa quantidade absurda de almas, o Clone Espiritual foi criado, me substituindo em meio a explosão. — detalhou Sage.

— Quando você se aproximou o Clone se desfez criando uma Gaiola Espiritual, que imobiliza sua alma, selando seus movimentos. Assim trouxemos você para cá com seus mortos-vivos.

— Por estarem nesse estado de entre morte seus capangas podem ser incinerados aqui no Yomotsu, mesmo não tendo almas. E o próximo é você Verônica de Nasu.

— Não sejam tolos, acreditam mesmo que poderão me derrotar? Minha alma retornará ao meu corpo pela vontade do Imperador Hades e eu acabarei com vocês jogando vocês vivos no Inferno!

— Também pensamos nisso… — os olhos de Verônica se arregalaram e por um segundo seu corpo congelou inteiro.

— Não trouxemos você fisicamente como fizemos com os mortos-vivos. Hakurei trouxe eles, eu fiz o oposto e apenas separei sua alma de seu corpo, que agora deve estar imóvel como um fantoche sem ventríloquo no Mundo dos Vivos.

— Não haverá alma para retornar a vida por um bom tempo, Verônica de Nasu.

— Desgraçados! Malditos sejam, moleques!

— Queime pelas chamas de Câncer…

SEKISHIKI KISŌEN!

Ele realmente é poderoso, rápido, consegue acompanhar meus movimentos e por vezes até mesmo superá-los em velocidade. Esse poder, é realmente o poder de um Juiz do Inferno. — pensou Ângelo enquanto desviava das bolas de fogo negro e se defendia com suas Rosas Negras.

Cavaleiro de Ouro peste! Ele consegue se defender e atacar quase que me afrontando, com essas meras rosas, como se minhas chamas infernais não fossem nada! Eu preciso acabar com isso e ir logo para meu objetivo nesse lugar. — Aiacos tinha agora um plano.

Repentinamente o Juiz parou levantando uma quantidade absurda de Chamas Negras, em seguida ruflou suas asas da Surplice espalhando as labaredas como uma rajada.

— Eu não consigo fazer nada! — Ângelo se protegia em sua capa, porém qualquer reação do cavaleiro estava impossibilitada de acontecer.

Nesse breve instante ele viu a imagem de Garuda vindo rapidamente em sua direção. O juiz atacou o cavaleiro nos olhos com os dois dedos, indicador e médio, em ignição nas pontas.

— Agora vejamos cavaleiro como você poderá desviar-se de minhas chamas.

Ângelo de Peixes perdeu a visão.

Notas finais
Próximo Capítulo: Capítulo XXXV: O Descortinar de um Destino Sanguinolento