Notas iniciais
eu disse que ia ser em breve..... comparado aos outros, foi eheheh não sei se escrevi pouco ou muito, estou um pouco cansada, confesso. mas aqui está: estou feliz por comentários nos capítulos, vocês fazem meu dia! muito obrigada a todos :)

Madrugadas londrinas são frias. A gelada brisa que entrara pela janela do meu apartamento na rua Baker me gelou a espinha, mas ainda sim não era fria o suficiente a ponto de me congelar, não como Lestrade o fez.

– Holmes! Watson! Acordem! Abram a porta! É urgente! Scotland Yard tem um caso! Alice Ainsworth! "Alices Ainsworths"!

Essas foram as desesperadas palavras de um inspetor que assustam até mesmo um Sherlock Holmes, que urgentemente abriu a porta. Três copos de café e um silêncio até Lestrade começar a falar.

– Creio que conhece a história sobre Alice.

– Sim — disse meu amigo, interessado pelo plural colocado pelo inspetor — creio que o pai da menina falou que me visitara.

– Também falou o quão era preguiçoso e egoísta, por tê-lo "ajudado", entre outros adjetivos... — Holmes deu de ombros, e o silêncio persistiu, até ser quebrado, novamente, pelo mesmo. Ele colocou na mesa de mogno três fotos de uma loira menina de olhos azuis com um vestido azul, com letras em baixo. A primeira foto parecia um pouco velha, a segunda era um pouco mais nova, porém nem tanto quanto a terceira. Holmes sorriu.

As três fotos de Alice Ainsworth eram iguais, porém diferentes. Eu não sabia a diferença porque não prestei muita atenção, até decidir ler as letras.

Nenhuma delas era Alice Ainsworth.

Seus nomes eram, respectivamente, Alice Smurther, Alice Moonswell e Alice Smiths.

– Alice Smurther, — começou Lestrade — fez uma peça sobre Alice no País das Maravilhas aos 7 anos de idade, o guarda constatou não ter deixado um mendigo entrar na peça, este se auto intitulou de "Chapeleiro Maluco", pegou a garrafa que segurava e acertou no guarda, que perdeu a consciência e, quando recuperou, o teatro da escola pegava fogo e os pais Smurther choravam ao perceber o sumiço d'Alice. Depois de 5 semanas, seu corpo foi encontrado, enforcado, e com uma mensagem que até hoje não foi decifrada. Você saberá de mais detalhes na cena do crime.

Eu me lembro, caros leitores, da expressão de Holmes: fascínio. Interesse. Arrependimento ou agradecimento de ter recusado o caso em primeiro lugar?

– Moonswell sempre foi uma família conhecida como "chegados", e a "princesa" desta família era a pequena e loira Alice, de 7 anos. Ganhou um gato de aniversário e, ao sair da pet shop, contou aos pais sobre a impressão de estar sendo observada. Ela obteve esta impressão por meses, segundo os pais, e teve várias consultas psiquiatras com um homem chamado Charles Liddell, e nenhum resultado. Eu mesmo já falei com a própria Alice uma vez — conhecia o tio dela e a criança, com medo, veio conversar comigo sobre medidas. A Scotland Yard escoltou a casa dos Moonswell por 3 dias, e no 4º, durante o trabalho dos pais, Alice foi sequestrada. Nunca mais foi vista desde então. Você poderá saber de mais detalhes conversando com a família.

Conseguia ver o raciocínio de Holmes surgindo, ele descartando teorias, abraçando outras.

– Bem, hoje é tudo por hoje.

O raciocínio do meu amigo se transformou em uma perda de paciência.

– E a terceira? — eu disse, lendo a mente do meu amigo.

– Lestrade, — disse ele, impaciente, — pensei que já sabia que você deve me contar ou todo ou nada do caso. Não aceito nada parcial.

– Holmes, — disse o inspetor — não sou eu quem irá lhe contar sobre a terceira Alice.

– E quem irá? Os pais dela? A cena do crime? Seu cadáver? — Gritou Holmes

Lestrade primeiro me olhou, e depois olhou para o meu amigo.

– Sherlock Holmes, Alice Smith ainda está viva.

Notas finais
Acho que irei postar o primeiro capítulo de "Diário de um Fantasma" e estou pensando em criar uma One-Shot de Três Mosqueteiros, mas ainda não é nada certo.