Notas iniciais
Eu já havia começado a postar essa Fanfic aqui no site e como não estava gostando muito do rumo que ela estava tomando resolvi apaga-la e posta-la novamente. Para quem não chegou a ler, essa historia terá apenas os personagens de "Cúmplices De Um Resgate", mas a historia será completamente diferente da novela. Espero que gostem.

Flashback On ...

No Luau...

A pequena fogueira chamuscava iluminando todo o luau, onde se encontravam as gêmeas. Era uma noite linda, linda até demais para a tragédia que está por acontecer. As dimensões da praia perdiam-se nos cantos das árvores iluminados pela pequena iluminação da fogueira. Corpos remexiam-se ao ritmo de um som frenético. Aquilo mais parecia um inferno, um inferno alegre e alucinante.

A doce Manuela se encontrava aos beijos com seu namorado, Joaquim. A jovem estava incomodada com algo, mas completamente entregue ao momento.

(Joaquim): — Eu te amo. – Disse parando de beijar a namorada por um momento e encarando os seus lindos olhos verdes.

(Manu): — Eu não deveria estar aqui! – Disse se afastando e ganhando o olhar confuso do namorado.

(Joaquim): — Que isso, vai! – Exclamou se aproximando de Manu, mas ela se afasta ainda mais: — Eu fiz alguma coisa de errado?

(Manu): — Eu não deveria mesmo estar aqui. – Disse levantando-se com uma expressão assustada: — Me desculpe. – Sai andando pela praia, deixando Joaquim sem entender nada para trás.

(Joaquim): — Manuela! – Gritou sem sucesso, enquanto a namorada se afastava.

(Priscila): — A namoradinha deu defeito de novo? – A loira sussurrou no ouvido do namorado da melhor amiga. Havia maldade no seu tom de voz.

(Joaquim): — Que susto, Priscila! – Disse encarando a melhor amiga da namorada: — A Manuela não tem nenhum defeito.

(Priscila): — E também não é a mulher certa para você. – Sorri sínica: — Ela é a minha melhor amiga, e por isso eu a conheço como ninguém. – Disse dando uma volta pelo corpo de Joaquim, parando perto do cangote do garoto que sorriu malicioso: — Ela nunca vai ser mulher o suficiente para fazer você feliz. – Sussurrou mordendo levemente a orelha de Joaquim que virou para olha-la.

(Joaquim): — Por um acaso você seria a mulher certa pra mim? – Perguntou com um sorriso sínico.

(Priscila): — E por que eu não seria? – Indagou com um olhar convencido, e um sorriso sedutor.

***

Manuela continuava andando pela praia, com seus passos firmes e um tanto quanto nervosa. Ela estava numa festa, mas a única coisa que ela queria ela voltar para casa.

(Isa): — Tchau, ragazza! – A gêmea de mecha roxa disse um tanto quanto bêbada ao ver que a irmã estava deixando a praia. Manuela apenas a ignorou e continuou andando: — Ei, a onde está indo? – Manu continuou a caminhar, ela parecia querer esquecer da voz da irmã, nem que fosse por um momento: — Manuela!

***

Manu entrou em uma floresta que havia escondida atrás da praia, em busca de refugio, ou simplesmente silencio. Com certeza Isa não a encontraria ali.

Era quase impossível escutar o barulho da festa. Apenas se ouviam os barulhos dos morcegos, o que não foi o suficiente para Manuela voltar. A jovem de 15 anos sempre foi muito corajosa, coisa que tem em comum com a irmã, e conhecia aquele lugar como a palma de sua mão. Isso se devia ao fato de sempre ter sido criada naquela casa de praia.

Manuela continuou caminhando, e ao decorrer que ia andando ouvia certos barulhos. Parecia que alguém a estava seguindo. Ela se virou com a esperança de ser apenas um animal que estava passando por ali, por sorte ela.

Então ela avistou três sacos de lixos enfileirados. Por que eles estariam ali? E por que estariam enfileirados? Mil perguntas passavam pela cabeça da doce Manuela, e ela precisava das respostas.

O medo, a curiosidade e Manu brigavam entre si. A garota então decide abrir os sacos, o que foi o seu maior erro.

Quando abriu o primeiro saco preto, Manuela levou o maior sustou que já tomará em toda a sua vida. O corpo de uma criança, mais necessariamente uma menina loira, salta do saco e faz com que Manu caia assustada para trás.

O pânico já tinha tomado conta da morena há muito tempo. A única coisa que restava agora era descobrir o que havia nos outros dois sacos de lixo?

***

Flashback Off ...

(Manuela’ Voice On)

Eu escuto o barulho do sino da minha mãe, no qual ela toca freneticamente como se quisesse pedir ajuda. Eu caminho até ela com passos longos, naquela noite que de um momento para outro havia ficado fria, e as estrelas do céu desapareceram. Na verdade pareciam que nunca estiveram ali.

(Manuela’ Voice Off)

Na Clinica Psiquiatra ...

(Manu): — Quando minha mãe adoeceu nós a levamos para o chalé que ficava perto do lago, exatamente em frente a nossa casa. A chalé era o lugar preferido da minha mãezinha, e era lá que ela queria estar.

(Raul): — O que aconteceu depois? – Questionou com um olhar atento.

(Manuela’ Voice On)

Eu abro a porta do chalé levemente, com medo de assusta-la. Mas eu a encontro sozinha, e o sino continuava a balançar, só que agora com menos força. Minha mãe procura por ar, e o meu coração só faltava saltar pela boca. Ela não deveria estar sozinha.

(Rebeca): — Manuela. – Escuto a voz fraca da minha mãe me chamar. Sabia que tinha que fazer alguma coisa e então saio dali e vou procurar a maldita enfermeira que deveria estar cuidando dela.

Eu fui correndo até em casa para falar com meu pai. Entrei pela porta da frente, que estava aberta por sinal.

Tudo estava escuro e tinha uma vela acesa em cima da mesa de jantar coberta com um lençol branco. Alguma coisa ali estava errada.

Mesmo não me sentindo segura eu continuei andando e parei no corredor dos quartos, onde ficava o do meu pai. Tem algum mal dentro de casa, e eu estava decidida a descobrir o que era.

Começou a sair pela fechadura do quarto do meu pai ... Espera! Parecia sangue, cheirava sangue, mas não era sangue. Era algo pior, que escorria pela porta.

Então eu escuto o barulho da vela que estava em cima da mesa de jantar caindo no chão, fazendo um som horrivel e estridente. Senti algo pegando fogo, o cheiro e a fumaça. Alguma coisa errada estava acontecendo e eu mal podia respirar. Meu coração parecia ter parado e a única coisa que passavam pela minha cabeça eram pensamentos ruins.

Ouvi uma explosão e rezo com toda a minha fé para que não fosse naquele chalé perto do lago, onde minha mãe estava sozinha. Mas era.

(Manuela’ Voice Off)

Na Clinica Psiquiatra ...

(Raul): — Seja como for, esse sonho pode significar que você devesse sair da floresta e voltar para casa. – O Dr. Fernandes disse enquanto escrevia alguma coisa em sua prancheta.

(Manu): — É ... – Disse sorriso de lado, encarando o padrinho: — Quando eu chego no chalé, parece que minha mãe quer me dizer alguma coisa. – Respira fundo: — Mas eu não consigo entender o que.

(Raul): — Bom, nós já falamos da menina loira, que você aparentemente encontrou em um saco de lixo, mas agora tem um detalhe novo, o regador. – Disse olhando para Manu que o olhava atenta: — Por que você acha que carregava ele com você? – Perguntou com esperança de tirar algo da mente da garota.

(Manu): — Eu não sei ... – Disse completamente perdida, sem qualquer direção no olhar: — Por mais que eu tente, eu não consigo me lembrar.

(Raul): — Talvez você quisesse apagar o fogo. – Sugeriu voltando a ganhar o olhar atento de Manuela.

(Manu): — Pode ser. – Disse sem muita certeza na voz, enquanto brincava com o seu casaco, que era maior que seu braço e dava um ótimo conforto a ela: — Assim que minha mãezinha ficou doente, ela disse que sempre estaria presente. Fosse como um gato perdido, um vento. – Sorri ao se lembrar desse momento: — Porém eu ... – Raul a olha como se quisesse dar uma motivação para ela continuar: — Na noite do incêndio eu não pude protege-la.

(Raul): — Esperta. – Afirmou com um sorriso amarelo.

(Manu): — Se eu sou tão esperta, por quê não consigo me lembrar de nada daquela noite? – Questionou com um olhar triste, que necessitava de uma resposta, fosse ela qual fosse.

(Raul): — Ok, eu vou te dizer o que acho. – Disse colocando a caneta na prancheta em cima da mesa: — Nós sobrevivemos através de lembranças, mas as vezes a nossa sobrevivência vem do esquecimento. Você perdeu a sua mãe em trágico incêndio, a sua vida mudou para sempre. – Manu respira fundo e olha novamente para suas mãos: — Talvez não seja uma coisa tão ruim esquecer.

(Manu): — Mas e o meu sonho? – Questionou confusa.

(Raul): — O sonho? É simplesmente um sonho. As coisas funcionam assim. – Manuela ouvia tudo atenta, mas ainda estava confusa: — Quanto tempo se passou desde que tudo aconteceu? Um ano? – A garota assenti com o olhar: — Você já está quase boa, Manuela. Mas não conseguir se curar completamente se continuar presa nesse lugar.

(Manu): — Eu estou entendendo direito? – Perguntou meio receosa, mas ao mesmo tempo com os olhos verdes brilhando de alegria: — O senhor está me dizendo que eu posso receber alta? – Questionou com a voz cheia de esperança de ouvir um sim.

(Raul): — O que mais espera de mim? – O Doutor perguntou sorrindo para a garota que mal podia conter a felicidade: — Volte para casa, namore alguém, apronte alguma. – Disse ganhando um riso tímido da afilhada: — Termine o que começou.

Notas finais
Gostaram? Não esqueçam de comentar para me fazerem feliz.

Beijos e até o próximo

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.