O Misterioso caso Prescott
1 O Caso
Notas iniciais
CAPÍTULO I
O Caso
Piotr Gawroński morava na Inglaterra, mas possuía nacionalidade Russa onde construiu uma carreira promissora na polícia de Moscou. Lá foi convidado para trabalhar na Scotland Yard no cargo de detetive, ponderou por certo tempo não queria deixar sua querida Rússia, mas resolveu aceitar.
Estava agora sentado numa poltrona em sua casa, quando a porta da sala foi aberta, levantou os olhos observou que era seu mordomo anunciando a chegada de um visitante.
– Senhor, Mr. Raymond.
Quando este entrou na sala Piotr levantou-se e caminhou até encontrá-lo. O cavalheiro possuía um aspecto jovial, de estatura mediana, usava chapéu que o retirou e segurou em uma das mãos. Eles eram amigos, e parceiros nas investigações.
– Olá meu caro Piotr — disse. — Vim fazer-lhe uma visita.
Cumprimentaram-se.
– Muito obrigado Thomas — disse Piotr. — Agora sente e conte-me como foi sua viagem.
– Como sempre – ele sorriu. – Aproveitei a folga e fui rever a família. A ida, posso até dizer que ocorreu muito bem, não enjoei e você sabe como sempre me sinto mal em viagens pelo mar. Ah, mas à volta! – Ele sentiu um frio na barriga ao lembrar-se novamente. – E você o que fez?
– Nada!– exclamou Piotr. – Nenhum crime, nenhuma investigação. Nesse caso acho que também tirei folga esses dias. — Ele sorriu. — Aceita alguma bebida?
– Sim, o de sempre.
Piotr chamou Giuseppe, e pediu para que trouxesse um copo de uísque com gelo.
– Não consigo acreditar que não houve um único crime, logo aqui na grande Londres.
– Bem, nenhum grande crime que merecesse a atenção dos agentes da Scotland Yard...
A conversa foi interrompida pelo telefone que tocava Piotr levantou-se e foi atendê-lo.
– Alô? Oi Jim... Sim... É verdade? — Piotr mudou seu semblante. – Ok, já estamos indo.
– O que aconteceu? — Perguntou Thomas rapidamente após Piotr desligar o telefone.
– Você não queria um crime então, era o superintendente Pfister, pediu para entrarmos em um caso lá ele dará mais detalhes.
– Vamos ao trabalho — falou Thomas apagando o charuto num cinzeiro próximo.
– Vamos! — disse Piotr com mais entusiasmo. — Jim está a nossa espera.
Ao sair de casa Thomas falou sorrindo:
– Parece que suas férias acabaram.
– Tem razão.
Entraram em um táxi, que se dirigia ao encontro do amigo superintendente em busca de mais informações.
Dentro da casa Giuseppe trazia o copo de uísque em uma bandeja, ao abrir a porta da sala percebeu que não havia mais ninguém.
***
– Mais depressa, por favor — disse Thomas ao taxista, e logo em seguida chegaram a Scotland Yard, pagaram o táxi e dirigiram-se a entrada do prédio, o superintendente já estava na porta esperando-os.
– Olá! Olá! — disse Jim sorridente. — Vamos entrando.
– Oi Jim – falou um deles.
Entraram no edifício e caminharam em silêncio até uma pequena sala, nela havia apenas dois sofás e uma mesa com amontoados de papeis por cima.
– Sentem-se — disse Jim apontando para os sofás. — Agora irei informá-los dos acontecimentos, depois é por conta de vocês.
– Ok — disse Piotr enquanto Thomas retirava do bolso um pequeno caderno de anotações.
– Bem, encontramos um cadáver em um lugar meio deserto. Provavelmente foi morto lá, mas também pode ter sido levado, ainda não temos certeza. Ele foi morto com um tiro na têmpora, entre 10 e 12 horas da noite.
– Como se chamava o defunto? — perguntou Thomas que ouvia tudo atenciosamente e anotava em seu caderno.
– Seu nome era Matthew Prescott, filho de um homem muito rico.
– Compreendo — disse Piotr. — Mas o que há nesse caso para termos de investigar? Não se trata apenas de um homicídio?
Thomas parou subitamente de escrever, olhava agora para seu interlocutor.
O Superintendente anuiu com a cabeça e prosseguiu:
– É verdade, mas há uma semana atrás seu pai Simeon Prescott suicidou-se, encontram-no morto na cama em seu quarto.
Piotr não demonstrou expressão alguma, apenas pensava.
– Realmente pode haver algo — Piotr arqueou as sobrancelhas e perguntou. — Mas não existem provas concretas, ou existem?
– Sim existem.
O Superintendente Pfister começou a vasculhar pela mesa.
– Deve estar por aqui... Ah achei — pegou um envelope marrom e retirou dele um fragmento de papel rasgado no qual lia-se o seguinte:
“... mataram meu pai, preciso...”.
Ele deu a Piotr que colocou seu pince-nez e leu.
– Hum interessante — disse.
Depois entregou para Thomas que também leu.
Jim continuou a falar.
– Achamos próximo ao corpo, preso em um arbusto, não encontramos mais pedaços. Provavelmente os bandidos encontraram o papel no bolso e rasgaram, o vento deve ter levado as outras partes. Também não havia digitais no corpo, e no papel só as do morto.
Thomas continuava olhando para a tira de papel quando falou:
– O Morto não era londrino, seu nome não me parece inglês.
– Tem razão — disse Jim. — Ele nasceu no Canadá, seu pai também era canadense, mas separou-se da mulher e veio morar na Inglaterra, onde se casou novamente. Bem por enquanto é só. — E acrescentou. — Vocês poderiam começar ouvindo os depoimentos das pessoas da casa, ainda não o fizemos, foi quando pensei em colocá-los no caso.
Thomas colocou o papel de volta no envelope e entregou a Jim.
– Está certo, mas infelizmente – disse Piotr lamentando-se. — Não há mais o local onde Mr. Prescott suicidou-se. Isso dificulta a comprovação desta nossa teoria, se houvesse pistas, não existem mais.
– Engana-se ao dizer isto!
Olharam para Pfister que dava um largo sorriso.
– Mas como... — Jim levantou a mão fazendo um gesto para que Thomas parasse de falar e continuou.
– O inquérito ainda não foi realizado, houve alguns problemas e sem o laudo definitivo não podemos liberar a casa para os familiares.
– Isto é muito bom!– disse Piotr bastante contente.
– Quando será feito o inquérito? — indagou Thomas.
– Amanhã mesmo, melhor se apressarem.
– Ah, e você só diz isso agora?
Thomas levantou-se apressadamente do sofá e caminhou até a porta. Olhou para trás e viu Piotr ainda sentado.
– O que você está esperando Piotr? Não temos muito tempo!
– Você precisa ter um pouco mais de calma, aonde quer ir sem um endereço?
O superintendente procurou um lápis e uma folha, depois anotou o endereço e entregou-lhes.
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