O Misterioso Caso Dos Gêmeos

3 Capítulo 3: Seus medos, meus pesadelos.


Notas iniciais
Hum... ficou um pouco grande .-.
(autora, se não tem nada de interessante para dizer... fique calada).

Light, Light... era tudo o que conseguia pensar naquele momento, as mensagens estavam relacionadas com certeza; a localização de Matt era a apenas três ruas de sua casa e usando a moto de Light correu até o local.

A rua estava fechada então teve que chegar até os policiais a pé, antes de ver quem estava caído senhor Yagami o parou.

- Ryuuzaki se acalme! _segurou o rapaz pelo braço.

- ... onde ele está? _ estava ofegante, seu rosto tomara uma palidez ainda mais forte.

- Light está bem, está naquela ambulância fazendo um curativo no braço, não se preocupe _tentou explicar da maneira mais rápida possível.

- Ah... entendi _respirou fundo _posso ver a vitima? _agora se recompondo pouco a pouco do susto.

- Ela sobreviveu graças á Light! _abriu passagem entre os policiais _dessa vez... foi uma colegial de 15 anos _sua voz ficou rouca por um momento, estava desolado com o acontecimento.

- Apesar de ela ter sobrevivido, foi algo imperdoável... _chegou perto do local onde a menina estava sendo atendida ainda no meio da rua onde fora atacada.

Havia muito sangue no local e ela estava seriamente machucada no pescoço e braços, o que mostrava que tentou se defender, mas não conseguiu e talvez Light tivera participação neste momento. Os pais da garota estavam sendo contidos á alguns metros de distancia, L chegou mais perto para procurar alguma pista quando sentiu um cheiro forte, imediatamente se sentiu enjoado e levou uma das mãos á boca cambaleando para trás.

- Ryuuzaki! _Light segurou-o impedindo que caísse _você está bem?

- Light...

- Vem, vamos para longe daqui... _levou o moreno até uma ambulância.

- ... me conte o que aconteceu _agora mais calmo tomava um copo d’água.

- Eu estava passando a pé por ali quando encontrei aquela menina tentando ler um mapa, me disse que tinha se perdido ao tentar chegar à casa de sua avó... e ai _tentou se lembrar com detalhe da cena _veio alguém correndo e tentou acertar nós dois, cravou a estaca no meu braço e eu cai, ia matar a menina que se protegeu com os braços, então Matt veio numa moto, mas o assassino estava armado, deu alguns disparos e fugiu... eu não consegui pegá-lo _fechou a expressão e estremeceu _estava tão... perto!!

- Achei que tinha perdido você _encostou sua cabeça no ombro de Light.

- ... desculpe _acariciou os cabelos sedosos do amante _está tudo bem agora, iremos pegá-lo com certeza.

- Hum... _fechou os olhos para que Light não percebesse ás lágrimas, estava muito aliviado.

Ambos voltaram para casa, não tiveram nem meia hora de descanso até que Matt novamente estava na porta de seu apartamento.

- Matt não é imprudente que venha até aqui assim, deliberadamente?

- ... _sentou no sofá ao lado de L _eu quero que ele me ataque, estou servindo de isca.

- O que?! Está louco?

- Light.... _L segurou sua mão e fez um sinal negativo com a cabeça _é assim que Mello resolve as coisas.

- Bom, aqui estão as fotos do assassino na hora do ataque, eu monitorei toda a área num raio de... _pensou por um momento _ah esqueci.

- Vocês não são brincadeira ein _pegou o envelope _ mas ele usava máscaras e luvas, não se descuidou nenhum pouco como das outras vezes... só não entendo porque ele insistiu com a estaca de ferro se tinha uma arma de fogo.

- Deixe-me ver _L pediu as fotos, estava um pouco borradas, era um rapaz de estatura média, vestia um jeans surrado, tênis e uma camiseta branca de mangas curtas toda suja de algo vermelho _antes dele atacar já está com a camiseta manchada...

- Não ocorreu nenhum outro assassinato nesta região tirando estes, então se ele fez alguma coisa, foi longe daqui.

- Entendo... isso pode não ser sangue e a estaca quer dizer que está tentando manter um padrão para mostrar que é ele em todas as vezes.

A campainha tocou tirando o trio de um silencio prolongado, L se levantou para atender devido ao ferimento de Light.

- Olá Senhor Yagami, entre por favor.

- Obrigado Ryuuzaki... ah me desculpe, não sabia que tinha visitas.

- Não se incomode comigo, prazer em conhecê-lo, meu nome é Matt.

- Ele está envolvido também pai...

- ...descanse por favor Light, sua mãe mandou algumas coisas para vocês, estou voltando ao quartel daqui a pouco para trabalhar no caso.

- Matt, vá com meu pai, poderá ser...

- Não, nós trabalhamos sozinhos, sinto muito ordens do Mello _acendeu mais um cigarro.

- Entendo _se limitou á fazer perguntas para o rapaz _ como está seu ferimento? _sentou ao lado de seu filho e deu um tapinha carinhoso em sua cabeça como se fosse uma criança.

- Está melhor, não se preocupe.

- Estou indo, entro em contato qualquer coisa... _Matt se levantou.

- Também estou indo, passei apenas por preocupação de pai, cuidem-se.

O casal se despediu e ambos voltaram á sala, estavam exaustos e preocupados.

- ... está com fome? Minha mãe... mandou algumas coisas, aposto que tem uma grande torta especialmente para você.

- Eu... _ia dizer que preferia dormir, mas diante a gentileza da senhora Yagami e a preocupação de Light resolveu aceitar educadamente _eu faço isso.

Tirou os potes um á um, tinha realmente coisas deliciosas e um bilhete de sua mãe: “Estejam sempre fortes e confiantes”.

- Ela é realmente muito gentil _L servia um cozido para Light.

- Sim... ah, não coma só doces!

- Mas é a torta de limão da Sayu... _fez cara de criança.

- Bobo... ah por favor, abra este pote! Tenho certeza que vai adorar.

- O que é isso? _pegou o pote com uma tampa vermelha, estava todo decorado com flores obra de Sayu muito provavelmente e antes que Light pudesse responder girou a tampa abrindo-o num estalo.

L olhou curioso para ver de que se tratava, imediatamente o cheiro adocicado da geléia de morango apurou seus sentidos, o moreno arregalou os olhos e soltou o pote que caiu no chão e quicou para debaixo da mesa, ao mesmo tempo ele se levantou levando novamente as mãos á boca.

- O que aconteceu? Você está pálido!! _pegou o pote que estava pela metade, uma parte do conteúdo tinha caído no chão durante a queda.

- Eu... me lembrei... é mesmo cheiro que estava na menina! Geléia de morango...

- O quer dizer com isso? L...L se acalme, eu nunca vi você descontrolado assim _procurou os olhos do amante para tentar manter um contato visual o acalmando assim.

- ...venha, preciso falar com Near _correu até a sala e se conectou com N através do computador.

- Diga. _apenas um N apareceu na tela

- Quero os registros da morte do B.

- ... _alguns minutos de silencio e um arquivo chegou para L _isso é tudo que está registrado no bando de dados, parece que morreu de ataque cardíaco á 3 anos atrás e seu corpo foi incinerado, sem testemunhas.

- Sem testemunhas... _L e Light disseram ao mesmo tempo.

- Irei procurar mais alguma coisa em breve entro em contato com vocês, mas como chegou á essa conclusão?

- É algo que só uma pessoa do meu passado saberia, aliás... é algo que somente ELE saberia.

- Entendo, muito provavelmente ele sabe quem somos, mas não sabe quem nos tornamos e com isso concluímos que não passa de um psicótico, lamentável.

- ... estou desligando_ L apertou um botão e a tela escureceu.

- Me explique com calma agora.

- Bom... _se aconchegou no sofá e começou a roer uma de suas unhas _o modo como ele mata, assim desconexo, me fez pensar em Beyond Birthday... ter encontrado minha mãe me deixou mais frágil, logo comecei a ter pequenas nostalgias do meu passado relacionadas ao B como a geléia de morango... pode ter sido apenas uma coincidência, mas as possibilidades não são zero.

- Kira o matou, não foi isso que me disse? L... olhe para mim, você está apenas assustado com isso tudo, não perca sua sanidade _deu um abraço, ia pegar aquele criminoso nem que dependesse de sua vida, ninguém mexia com a sanidade de seu amado de uma forma tão brutal; eliminar, era tudo que pensava.

----------- + ------------ + ------------

- “Mello...” _colocou seus óculos começou a caminhar em direção ao prédio onde Mello e ele estavam morando; a neve fez o ruivo abrir seu guarda-chuva e apertar o passo_ ”você entende que... eu estou com medo? Você entende que tenho medo de me perder de você?”

Matt fora encarregado de mais uma missão a mando de seu “chefe”, servir de isca no caso atual, era o seu jeito de agir não pensava se era o melhor ou não, apenas queria os resultados rápidos e uma conclusão perfeita. O garoto estava acostumado á correr todos os tipos de riscos, mas andar no meio da rua esperando ser ataco por um psicótico o fez sentir arrepios na espinha; a cada passo sentia o ar gelado cortar seu rosto, estava em seu nível máximo de alerta.

Andou por mais 15 minutos e respirou aliviado ao passar pela portaria do prédio, subiu até o ultimo andar e girou a maçaneta do apartamento 112.

- Estou de volta _anunciou para o nada na esperança que Mello o ouvisse do lugar onde estava _... Mello?

- Calma inferno! _gritou do quarto _estou me trocando.

- ... _sentou no sofá e abriu uma lata de cerveja que tinha comprado no caminho.

- E então, alguma movimentação suspeita? _um Mello vestido apenas com o jeans saiu do quarto secando os cabelos com uma toalha de rosto.

- Nenhuma... parei para fumar, comprei coisas, andei de vagar por causa da neve... e nada, nem mesmo alguém me seguindo ou me vigiando.

- Merda, ele não quer a todos... está procurando apenas um de nós e montando alguma história com essas vítimas _procurou por alguma barra de chocolate na mesa que servia de apoio para os relatórios recebidos nas ultimas semanas.

- Seja quem for, não seremos pegos... _disse um pouco receoso.

- ...o que você tem? Geralmente é mais cheio de si _sentou ao lado de Matt com metade de um chocolate ao leite.

- Não é nada _se levantou com o rosto vermelho, não sabia dizer se era pelo frio ou pela irritação que sentiu com a pergunta de Mello.

- ... _observou o amigo ir para o quarto _tsc, até isso eu tenho que resolver? _foi atrás dele e deitou ao seu lado _pode dizer o que está acontecendo?

- Não estou passando bem.

- Então farei você melhorar... _abriu um sorriso perverso e deslizou a ponta do dedo pelo rosto de Matt.

- ... _desviou seu olhar para um ponto qualquer que não fosse os olhos de Mello.

- Muito bem, é assim mesmo que eu gosto... _e foi tirando, uma a uma as roupas do ruivo que estremecia a cada toque, a cada palavra _você é meu, somente meu _virou o rosto dele o obrigando a encará-lo e o beijou.

Era doce, mais doce que qualquer chocolate e ao mesmo tempo amargo como fel, não sabia explicar o que sentia a cada beijo de Mello desde o primeiro até o ultimo. O loiro era como um predador, seu olhar o atingia tão profundamente que, frágil como uma presa ferida, não conseguia se mexer e então se entregou mais uma vez.

Exaustos, ambos apreciavam o silencio e apesar disso, era perfeitamente possível saber o que estavam pensando. Mello era rude, mal educado, frio, explosivo, mas sempre soube o que seu amante estava sentindo e tentava ajudá-lo do seu jeito. Matt por sua vez sempre teve dúvidas quanto ao caráter do loiro, mas como prometeu ia obedecê-lo incondicionalmente afinal... era a única pessoa que ele tinha e que ele amava.

- Quero um chocolate _quebrou o silencio que já duravam longos 15 minutos _Matt?... tsc seu fraco _se virou para o lado irritado, ele estava dormindo _eu sei que só tem a mim, eu vou te proteger de todas as formas, seu idiota.

Fechou os olhos e adormeceu também sem saber que o outro abria um sorriso gentil.

----------- + -------------- + -------------

L estava novamente no Wammy’s house, mas que droga de pesadelo que não o deixava em paz... a todo momento via aquelas crianças chorando e todas elas tinham olhos vermelhos.

O toque do despertador incomodou L e o desligou antes que Light pudesse alcançá-lo, mesmo tendo dormido uma noite toda ainda se sentiam exaustos.

- Light eu irei falar com aquela menina pessoalmente, preciso saber... de um só detalhe.

- ...meu pai pode fazer isso por você... _fez uma careta de dor quando se levantou, seu braço ainda doía muito.

- Não, é algo que somente eu posso conseguir ver.

- Irei com você.

- Melhor cuidar de seu ferimento, precisaremos de você _deu um sorriso á Light que retribuiu com um beijo na bochecha.

- Não faça essa cara, eu quero ir... depois passarei no hospital para trocar o curativo.

Dessa vez quem dirigia era L, Light se espantou por um momento ao ver o noivo fazer balizas e ultrapassar carros tão naturalmente, ficou imaginando o tanto de coisas que ainda não tinha descoberto sobre ele... seu passado, seus medos.

- Light-kun está com medo de andar de carro comigo? _viu que o ruivo fechara sua mão no banco do carro.

- Ah... aah não! E desde quando você aprendeu a fazer piadas? _deu risada de L.

- O clima anda muito desagradável... com licença, preciso do retrovisor _pediu que Light tirasse a mãos que impedia sua visão ao retrovisor do seu lado e estacionou na porta da delegacia.

O casal foi levado á sala de interrogatório, a menina ainda não havia chegado.

- Me desculpem pelo atraso dela, está no período escolar por isso não pode sair de imediato... Matsuda aquele idiota.

- Tudo bem _L já sentado na sua habitual posição enchia seu café de cubinhos de açúcar.

- O nome dela é Reiko Miyamoto, 15 anos e estuda numa escola á 1 hora daqui... está atualmente morando em outra região _explicou _ é uma menina considerada amada por todos e escreve para o jornal da escola na coluna de conselhos.

- Papai... acho que esses detalhes são inúteis sabendo que as vítimas não tem relação e o assassino escolhe qualquer pessoa que esteja no local onde ele deseja.

- ...tem razão _fechou o relatório _com essa garota, mais a vitima da Inglaterra, são 3 pessoas.

- Hum... 3 pessoas e ele ainda não atingiu seu objetivo? _L olhava fixamente para um cubinho de açúcar quebrado _eu não entendo, mesmo Matt servindo como isca ele ainda não nos atacou... isso pode ser...

- SENHOR YAGAMI!

- O que aconteceu?! _um rapaz entrou correndo na sala onde se encontravam.

- Miyamoto-san foi raptada!