Notas iniciais
Olá~ aqui está mais um capítulo! se você é um leitor/leitora há um tempo e não releu a fic quando eu disse no último capítulo que eu fiz umas mudanças... por favor releia agora! É importante.

Ao ler aquela mensagem, muitas coisas se passaram em minha cabeça. Vogais? Por que vogais? Por que não só consoantes? Ou será que ela escreveu e apagou? Se este for o caso, onde está a borracha? Minha mente pensava muito, várias palavras surgiram na mesma. Queria ser observador. Dedutivo. Tentei formar uma frase, como em livros de mistério onde o menos provável grita, no meio da multidão: A pessoa X é a assassina. Os ladrões coloram os quinze bilhões de euros no banco em uma conta ficcional cujo dinheiro será sacado neste exato momento. Alice escreveu apenas com vogais porque ** *** *** (¹) e se matou porque ** ****** *** *** (²) e o Chapeleiro Maluco na verdade é *** ***** *** ** ****** *** *** (³).

Tentei. Tentei fazer aquela maldita frase. Minha boca se abriu, e minha frase saiu um tanto quanto inesperada e, infelizmente, nada observadora: — Holmes! — eu gritei, — Holmes! Sherlock Holmes! Venha aqui, por favor! — continuei gritando — Agora!

Minutos depois vieram Sherlock Holmes e o inspetor Lestrade, acompanhado dos "lacaios" (palavras de Sherlock Holmes) da Scotland Yard.

– Watson? — meu amigo falou — Mas que bagunça é es...ta. — Sua frase foi "semi-interrompida" pelos olhos de meu amigo detetive se abaixando e cruzando com a mensagem de vogais.

– Esta foi a mensagem a qual lhe falei sobre, Holmes — disse o inspetor Lestrade — Sabemos que há coisas que há para adivinhar nela, como "Eu não sou Alice". Mas não faria sentido, certo? Os pais (quando estavam vivos) reconheceram o corpo. Uma autópsia foi feita. Ela, de fato, era Alice Smurther.

A frase, era:

O **a*e*ei*o é u* **i*o*a*a. Eu *ão *ou A*i*e. *o*o* *ó* *o*o* A*i*e*. *a* *ua *u**e* e *ua *i**a. *o*o**o *o*o**o *o*o**o *o*o--

Holmes pegou sua lupa, e sorriu. Ele leu a mensagem, de novo, de novo e de novo. Logo depois, olhou para todos nós e sorriu.

– Meus amigos! — ele disse, o que confesso, me causou um leve ciúmes. Nada de amoroso, Deus, não! É porque Sherlock Holmes disse para mim que ele só precisava de mim como amigo. — Nós estamos com sorte. Muita sorte. A escrita foi feita com uma pressão diferente da escrita da mensagem da Alice Ainsworth. Não foi uma pressão pesada, como se escrevesse rápido para uma mensagem ao seu pai com um sinônimo "ei, fui capturada por um loco chamado Chapeleiro Maluco!", não! Foi uma escrita com uma pressão entre leve e normal. Perfeita para... — Sherlock Holmes pegou o lápis, e começou a rabiscar na mensagem, o que fez Lestrade gritar um "não" e os ajudantes se desesperarem. Logo, atrás, surgiu uma frase estranha. Feita de consoantes e vogais — ...isso.

O chapeleiro é um psicopata. Eu não sou Alice. Todos nós somos Alices. Mas sua mulher e sua filha. Socorro socorro socorro soco--

Houve um minuto de silêncio. Como afeição à primeira vítima das mãos deste insano psicopata que implorou por socorro e foi morta quando o escrevia. Depois, outro minuto de silêncio para os pais. Eu o quebrei.

– Mas que bruxaria fizeste?

– Meu caro doutor, — ele começou — dependendo da pressão exercida pela pessoa na hora de escrever a mensagem no papel, ao rabiscá-lo, é possível ver a mensagem inteira, independente se algo foi apagado ou não.

– Então, — disse um dos assistentes — leia a mensagem e pense. Queremos uma explicação!

Sherlock Holmes leu, diversas vezes. Chegou a pegar a lupa, mas ainda não estava claro o que significava. O chapeleiro é um psicopata é algo um tanto quanto óbvio. Se não fosse, não estupraria e mataria duas meninas de 7 anos e começou um ato com a terceira e a quarta. Eu não sou Alice. O que isso quer dizer? Era óbvio que quem foi capturado se chamava Alice Smurther. Isso foi comprovado. Então por que ela escreveria que não era Alice?

– Não é porque foi obrigada, — disse Holmes, como se estivesse lendo a minha expressão. — caso contrário, ela colocaria mais pressão na hora de escrever, devido à pressa.

Tentei continuar meu raciocínio para acompanhar (ou chegar perto, pelo menos) de meu amigo. Todos nós somos Alices. Esta, de fato, é a parte mais curiosa de todos Como assim, "todos nós somos Alices"? Ele é um psicopata... organizado, por assim dizer. Tem uma preferência. Ele captura meninas de 7 anos loiras, de olhos azuis, todas chamadas Alice. Todas são capturadas no dia que estão com um vestido azul, um laço preto, e um avental branco, além de meias brancas e a negra sapatilha. Caso um deles esteja diferente, a pessoa está a salvo! Com certeza, são poucos os que "são Alices". Mas sua mulher e sua filha.

– Ela sabia de algo... — disse Holmes — isso é um começo! Smurther sabia de algo sobre o Chapeleiro. Sabia sobre sua mulher e sua filha. Isso pode ter sido o principal fato de tê-la levado à morte. — depois, ele suspirou, e leu tristemente, com empatia à menina — "Socorro". "Socorro". "Socorro". "Soco...".

Outro minuto foi silenciado e, novamente, eu o quebrei. — O que você acha que é com "Somos todos Alices?"

– Eu não sei, mas aquele psicopata... — Holmes se auto interrompeu. Não, me desculpe... Um raciocínio interrompeu Sherlock Holmes. — Psicopata... — ele empalideceu. Estávamos todos encarando Sherlock Holmes, com uma profunda expressão... até que eu entendi.

– Eu sou um detetive consultor. — Holmes disse, friamente — Crianças perdidas é trabalho da Scotland Yard. Além do mais, acabei de começar um caso (que na verdade também é trabalho da Scotland Yard) sobre um psicopata que sumiu do hospício em que foi hospedado.

– Estava indo agora. Sabe, Watson, este psicopata que escapou do hospício, pelo que parece, se casou com uma enfermeira de militares na época em que você foi doutor. Conhece alguém chamada A. L. Edith?- Ele respondeu, e chateou-se com um "não" meu.

– É sobre o psicopata que escapou da prisão? — Holmes enfureceu-se ao lembrar disto.

– Maldita seja a Scotland Yard! Confundiu as papeladas sobre o que queriam ajuda, e me mandaram este caso errado! Nunca foi resolvido, mas faz cerca de 15 anos que aquele homem escapou. Irei-me concentrar todos os neurônios nas Alices, mas não que seja de grande ajuda. Digo, faz 10 anos que Smurther foi morta, enforcada.

– Moonswell sempre foi uma família conhecida como "chegados", e a "princesa" desta família era a pequena e loira Alice, de 7 anos. Ganhou um gato de aniversário e, ao sair da pet shop, contou aos pais sobre a impressão de estar sendo observada. Ela obteve esta impressão por meses, segundo os pais, e teve várias consultas psiquiatras com um homem chamado Charles Liddell, e nenhum resultado.

– Watson! — ele gritou — você tem certeza de que não se lembra de nenhuma enfermeira chamada A. L. Edith?

– Não me lembro! Não há nenhuma... espera... sim... sim, mas é claro! A Enfermeira Alice! Enfermeira Alice Liddell Edith.

– Como era a aparência desta Alice?

– Ela... era loira... tinha olhos azuis e... era uma enfermeira que usava um vestido azul, com um avental branco (geralmente, sujo de sangue, porque ajudava muito as vítimas) e gostava muito de um laço negro que usava no cabelo... ela dizia que este era presente de seu marido... Charles Liddell...

– Charles Liddell? — gritou o inspetor Lestrade — Charles Liddell foi o psiquiatra de Alice Moonswell!

– Não... — disse Sherlock Holmes — Charles Liddell é o nome verdadeiro do Chapeleiro Maluco.

Notas finais
Curiosidades: (¹) = eu não sei (²) = eu também não sei (³) = uma pessoa que eu também não sei Escreva o que achou, adoro ler comentários se está gostando da fic, coloque-a nos favoritos, recomende para um amigo ou a acompanhe ^^ obrigada
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.