O Mistério de Miwa
1 Capítulo 1 - O início da guerra
Notas iniciais
Há muito tempo existiu o Reino de Miwa, um lugar, como seu nome já sugere, próspero e harmonioso, dividido em 3 feudos, conhecidos como Anéis de Miwa. Dominados pelos irmãos mais novos do imperador Akiko, era um reino inundado com belezas naturais, oferecidas pelas diversas e diversificadas espécies de Sakuras, que, em pleno outono, liberava suas folhas e pétalas pelas estradas e encruzilhadas sem restrições e coloria a cidade com um rosa tão sublime que todos sentavam às portas de suas casas para observar este acontecimento anual e tão único. Porém ninguém podia prever o acontecimento tão drástico que ocorreu neste tão belo lugar. A Tragédia se deu início quando a princesa Haname nasceu, porém sua mãe, Harumi, não resistiu, falecendo no exato momento do nascimento da Princesa. Naquele momento, o Senhor do Feudo, Akihiko, renomeou seu feudo para Tomoyo, pois em seus grandiosos e extensos jardins brilhavam orgulhosamente diversas espécies de lírios que sua esposa sempre se dedicou a cultivar com profundo esmero e desvelo, sua esposa os chamava de Lírios do Amanhã, Tomoyo, pois eles brilhavam a luz da aurora dando a entender que cada novo amanhã era uma nova história, daí partiu a homenagem. A família secundária à do senhor feudal tinha um primogênito 2 anos mais velho que a princesa, que lhe foi atribuído o dever de proteger a princesa com sua vida. Este jovem rapaz não teve uma infância como as das outras crianças. Pois, ao invés de ir brincar com elas, se juntava ao pai para aprender a arte de manejamento de espada. Com seus 10 anos, ele terminou o treino que seu pai completou em 25 anos, tornando-se um samurai e descendente do estilo espadachim da família Masayoshi no fim de sua infância. Após a chegada de uma década de vida, como rezava a tradição, ele tornou-se responsável pela proteção da princesa, e exercia tal obrigação com prazer, pois dava seu suor e seu sangue para proteger até seu nome, sua honra e sua inocência. Com o passar dos anos, ele se apaixonou por ela, porém era um amor impossível, pois suas famílias jamais aceitariam a união de membros de tais famílias distintas. A norma era que um casamento só podia se realizar com a benção e permissão do pai da noiva, e com a aceitação dos dotes que o noivo oferecia a família de sua futura esposa. Porém, a família secundária, Masayoshi, era encarregada da proteção, segurança e bem estar da família primária, Masumi, portanto não lhes fora atribuído dotes suficientes para um casamento formal com uma família primária. Sendo assim, seguindo a norma tradicional, um casamento seria improvável, e apenas um pedido formal seria considerado imprudência, insolência e desrespeito. Então o pequeno samurai, Doragon, resistia a todo custo a seus sentimentos, temendo eles poderem se tornar o motivo de afastamento dele e de sua amada princesa. Ele encantava a princesa Haname com sua dedicação, seus golpes rápidos durante suas exibições suplicadas pela própria, com sua doçura e com sua extrema ternura, carinho e compreensão para com ela. Mas para a ingenuidade e inocência da princesa, este sentimento era apenas admiração. Muitos bandidos viajantes tentaram rapta-la, porém Doragon Masayoshi sempre estava lá para proteger a princesa com sua vida. Quando ela feria-se, lá estava ele com as ervas medicinais socadas numa cumbuca para o tratamento do hematoma. Sempre fiel e leal à princesa, pois traí-la ia contra seu código de honra, o qual seguia a risca, e contra seus sentimentos. De vez em quando, eles fugiam para alguma montanha próxima, apenas os dois, ele mostrava a ela o campo de treinamento, e treinava na frente dela, enquanto ela permanecia em silencio para não quebrar a concentração do rapaz, e após o ato, aplaudia calorosamente, orgulhosa de seu protetor. Porém, em um dia como esse, sem a princesa perceber, o jovem samurai falhou em um golpe e quase machucou sua amada. Julgando-se um perigo à segurança desta, ele levou-a para casa e a notificou:
— Princesa, partirei agora mesmo. Neste exato momento, criados estão secretamente me separando provisões para 3 dias, é o tempo em que ficarei fora. Peço que fique em seus aposentos até meu retorno. Preciso rever minhas habilidades, caso contrário serei-te uma ameaça
— És meu protetor, portanto ajudar-te-ei como pede. Permanecerei em meus aposentos, apenas sairei deles quando solicitada. Espero seu retorno, meu amado protetor.
Com a cooperação da princesa, Doragon não viu impedimentos e partiu veloz e vorazmente montado em seu cavalo branco, Nobuyuki, até a parte posterior das montanhas ao leste.
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