O Mistério Do Trono De Diamantes
5 O hotel
Notas iniciais
Will fala:
Eu estava dormindo, então alguém me chacoalhou. Abri lentamente meus olhos e vi o lindo rosto de Elizabeth, seus intensos e intimidadores olhos castanhos olhavam fixamente nos meus, mas eu não podia fazer isso com ela por mais que eu tentasse nunca consegui encarar Liz, e isso não é só porque gosto dela, nem nossos amigos conseguem encara-la, ela tinha alguma coisa nos olhos que eu nunca consegui decifrar, aliás, acho que ninguém consegue nem mesmo ela.
– Will acorda! Nós chegamos.
– Chegamos? Mesmo? – Disse me levantando.
– Sim estamos na Rússia.
– Agora é só sair desse avião, não suporto mais ficar aqui. – Nossos amigos estavam do lado, nós fomos caminhando até a porta de saída do avião. Vi que todos os alunos do último ano estavam ali conversando sobre aonde vão dormir, vi também o diretor Thibault quando cheguei à saída do avião, um vento forte e frio bateu em meu rosto, Liz estava do meu lado seu cabelo esvoaçou, e o seu rosto tinha uma expressão que eu conseguia ler, pois estava pensando a mesma coisa até que perguntei a ela.
– Feliz por estar aqui?
– Não. Quer dizer sim, mas é porque estou aqui com vocês. – Eu sorri e ela também. Peguei na mão de Liz, ela não se importou então saímos do avião e descemos as escadas, nossos amigos estavam a nossa espera.
– Vocês demoraram o que aconteceu? – Perguntou John, olhei o rosto de Sarah, ela estava com uma das sobrancelhas levantadas.
– Nós estávamos criando coragem para descer. – Disse Liz quebrando o silencio.
– Ahan sei, por isso que estão com as mãos dadas? – Perguntou Rachel irônica.
– Não, é que está frio aqui, e, alem disso, devíamos sair daqui e entrar no aeroporto.
Eu disse, e sem saber todos começaram a rir.
– Não liga pra eles, – Liz me disse – é só você ignorar.
– Eu sei. – Respondi.
– É Will não esquenta a cabeça, a gente só ta brincando.
– É Daniel está certo é só uma brincadeira, e também é pra isso que os amigos servem. – Falou Rachel, e Sarah e John concordaram rindo. Eu estava começando a ficar nervoso.
Então naquele silencio constrangedor entramos no aeroporto.
Eu não sabia o que ia acontecer, e aonde íamos ficar, mas todas as salas estavam juntas conversando inquietos, olhei e vi que havia monitores a nossa volta com os braços cruzados e expressão severa que só dava para entender uma coisa, estávamos totalmente presos. Acho que apenas nós seis percebemos isso, os outros alunos nem se importavam, mas nós tínhamos a fama de ser levados. Sempre queremos mais aventuras, a única pessoa que não gostava era Sarah, mas ela acabava entrando em encrenca com a gente. Não vou mentir, quando nós seis estamos juntos, (o que é sempre) somos considerados pelos professos, gerados pelo diabo. Mas nessa viagem prometemos ser “bonzinhos”, mas acho que não vai rolar, eu estava doido pra fugir, na verdade todos nós estávamos doidos para fugir.
O diretor dizia alguma coisa sobre ficarmos em um hotel. Cara nós estávamos na Rússia eu queria fazer o que quiser sem obedecer ninguém, muito menos o diretor. Os cinco olharam pra mim, entendi a expressão de todos. O rosto de Daniel dizia não agüento mais ficar aqui, o de John era cara vamos dar o fora daqui, o de Rachel dizia se você topar eu topo, Liz sorria maliciosamente como se ela quisesse se aventurar, mas Sarah é claro, pedia por favor, não vamos fazer uma loucura dessas.
– A gente não pode sair daqui, é loucura, como vamos fazer pra voltar? E vocês ouviram o diretor nós vamos pra um hotel, vai ser super divertido, nossas malas já estão em um ônibus para irmos pra este hotel. Qual é galera não podemos fugir, nós estamos na Rússia, por favor, me digam que não vão fazer isso, por favor, vocês têm que me prometer – Disse ela baixinho.
– Sarah acalma, nós nem sabemos se vamos fugir ou não, e nessas circunstâncias fugir não é tão ruim.
– Não? Liz você ficou maluca? Me diz, bateu com a cabeça?
– Eu não bati com a cabeça. Só to dizendo que nós estamos na Rússia e depois que eu ouvi a conversa do diretor com o professor Nicholas, eu não estou tão confiante nele como antes vai saber se ele é louco.
– Olha, eu sei, nós não estamos mais aguentando olhar pra cara desse sujeito, mas acho que devíamos pelo menos ir para o hotel e a gente apronta com ele lá.
– É um bom plano, obrigado Rachel.
– Rachel o que aconteceu com você? Onde está o seu jeito mau e maluco?
– Daniel, acho que você não me ouviu, então vou repetir bem devagar pra esse seu cérebro minúsculo entender o que eu falei. Acho que devíamos pelo menos ir para o hotel e a gente apronta com ele lá. – Disse ela pausadamente, mas bem baixo pra ninguém ouvir. – Esse “ele” que eu falei é o diretor Thibault, e o “apronta” quer dizer que nós vamos assustar ele, brincar, fazer ele passar por ridículo na frente de todos os alunos, dar um susto que ele nunca mais vai esquecer.
– Sensato – Disse John rindo da cara de Daniel, que estava com raiva do jeito que Rachel falou com ele. – Olha por mais que eu queira fugir, eu gosto mais de ser esperto, concordo com Rachel, sabe vai ser muito legal dar um susto nesse cara, e também eu estou com muita fome quero ir pra este hotel.
– Ótimo! Eu e Rachel estamos de acordo que devemos ir para o hotel e John está com fome, e quanto a vocês três o que vão fazer? – Disse ela olhando pra mim pra Liz e para o Daniel.
– Eu ainda quero fugir, odeio ficar preso. – Daniel continuou com sua opinião
– Bom eu não sei, concordo com Daniel mas... também ia adorar quebrar a cara de Thibault. O que você acha Liz?
– Eu também não sei, mas acho melhor nós irmos para o hotel, pois a ideia de fugir tinha que ser de nós seis, mas três de nós querem ir para o hotel então vamos.
– Ótimo! – Disse Sarah super feliz, pois tinha conseguido nos convencer, mas ela nunca consegue.
– Tudo bem Daniel?
– Eu to bem Liz,
– Não fique assim nós ainda vamos fazer uma loucura.
– É eu sei, mas como John, eu também estou com fome, então vai ser uma boa ir pro hotel. – Quando Daniel disse isso o diretor tinha parado de falar, como eu não tinha entendido nada do que ele falou perguntei pra uma menina de outra sala que estava do meu lado.
– É... Você pode me dizer o que ele disse, eu não consegui ouvir.
– Claro! Ele falou que nós vamos para um hotel, vamos pegar um ônibus e está com a numeração de cada sala, nossas malas já estão guardadas.
– Obrigado!
– Não a de que. – Ela terminou de falar, e fomos para o ônibus, eu não via a hora de chegar estava cansado da viagem e do diretor. Então fomos para o ônibus, entrei e me sentei ao lado de Liz. Sarah e John sentaram no fim do ônibus Rachel ficou isolada em um canto e Daniel no outro. Liz pegou um caderno e começou a escrever. Acabei percebendo quem estava no ônibus. Thibault olhava diretamente para mim, rapidamente virei o rosto, o olhar dele me assustava, só não é pior que o olhar de Elizabeth, mas Liz não fazia isso por maldade e ela não tinha cobiça nos olhos. Mas o que eu achava mais estranho era o porque dele estar no nosso ônibus, eram varias turmas e ele sempre estava colado na nossa.
– Liz! Você não acha estranho que o diretor está sempre por perto, quer dizer por perto de nós seis.
– Sabe nunca reparei.
– Olha, quando estávamos na Inglaterra ele veio no mesmo ônibus que a gente, no avião ele também estava por perto e agora ele não para de olhar pra cá.
– Will sério você ta começando a me assustar.
– Liz você sempre presta atenção em tudo, está sempre ligada, e como pode não perceber que ele talvez seja um psicopata?
– Will eu não sei o que ta acontecendo, acho que eu estou muito preocupada com o meu livro... Mas talvez você tenha razão, ele não para de olhar pra gente e isso é muito estranho.
– Nós vamos ter que fazer alguma coisa quando chegarmos no hotel, dar um jeito de descobrir o que esse cara ta tramando.
– Você está bem preocupado com essa viagem.
– Não estou preocupado, só estou sendo cauteloso.
– Will para com isso, está dando pra ver que está preocupado e também você já soube mentir melhor.
– Devo ter perdido a pratica. É só que vocês são meus amigos são minha família nunca ia me perdoar se alguma coisa acontece com vocês. – Ela me lançou um olhar meigo e deu um sorrisinho e beijou meu rosto. Fiquei meio bobo depois disso, eu sei que não é nada de mais foi apenas um beijo no rosto, mas foi um beijo de Elizabeth, então dá pra você entender.
– Realmente ele é muito estranho, e se acontecer com a gente o que o professor Nicholas disse? Uma maldição no castelo e vários jovens sumirem, e se for com a gente? O jeito que Thibault olha pra nós é como se fôssemos o próximo alvo.
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