O Mistério Da Fera

19 Capítulo 19 - O mistério do quarto


Notas iniciais
Oi, gente! Fiz um capítulo pequeno, mas eu queria saber a opinião de vocês... Nos últimos capítulos não recebi nenhum comentário :C sei que é bobagem e que uma parte da culpa é minha, mas preciso da opinião de vocês, afinal, a história fica cada vez melhor com incentivos!
Claro que não vou obrigar ninguém a mandar comentários e que não vou deixar de escrever, mas eu gostaria de opiniões... :P
Espero que gostem... Boa leitura!

Depois de uma semana, a estufa estava com a metade dela cheia de plantas, flores e pequenas árvores. Estevão e Gisele estavam realmente muito empenhados neste trabalho.

- Acho melhor pararmos por hoje. – Estevão disse, colocando um vaso perto de outros no chão.

- Que tal um lanche? – Gisele sorriu

- Pode ser.

E foram em direção a mansão. Entraram na cozinha. Gisele preparou um lanche e Estevão arrancou apenas uma uva que estava na cesta de frutas.

- Vai comer só isso?

- Por enquanto, sim. – Ele sorriu. – Eu... Já venho. – Saiu, aparentemente passando mal, rapidamente, da cozinha. Gisele foi atrás dele.

- Aonde você vai?

- Ao banheiro.

Gisele silenciou. Estevão foi para o seu quarto e ficou por lá por muito tempo. Logo, Fernan bateu à porta.

- Está melhor?

- Estou sim.

- Da próxima vez, pode me chamar que eu consigo distraí-la e você não precisa mais...

- Estou bem. E não comi tanto.

- E olha o que lhe causou...

- É tentador olhar e não sentir o gosto...

- Eu sei, alteza, mas eu fico preocupado com a sua saúde.

- Tudo bem. Nas próximas vezes, eu prometo que vou tentar resistir.

- Eu lhe peço de coração que faça isso.

- Faça companhia a ela, por favor. Ainda não estou disposto para sorrir e disfarçar.

- Tudo bem. O que precisar, pode me chamar.

- Obrigado. – Sorriu e se deitou.

Fernan saiu, fechou a porta, a trancou e foi até a cozinha. Gisele ainda estava lá, comendo.

- Pelo visto você estava com fome mesmo, não é? – Fernan sorriu.

- Realmente. – Ela olhou para o lanche, que era o quarto que comia. – Trabalhamos muito naquela estufa e enchemos apenas metade dela.

- Você está cansada?

- Sim, mas não pretendo parar. – Ela sorriu e ele retribuiu.

Silenciaram por alguns minutos e Gisele logo resolveu falar sobre o assunto que estava lhe matando por dentro.

- O que houve com Estevão?

- Ele não estava muito bem.

- Mas ele está melhor?

- Ele estava cansado.

- Acho melhor ver como ele está. – Gisele se levantou.

- Um bom pretexto para entrar no quarto dele, não acha?

Gisele parou de caminhar e olhou para Fernan, que a olhava também.

- É um bom pretexto para brigar com ele, também. – Fernan disse.

- Fernan... – Ela respirou fundo. – Eu sei que ele não está apenas cansado de trabalhar e que esconde algo de mim. – Ela foi em direção a escada. – Não vou conseguir aguentar mais tanto mistério.

- Gisele, não!

Fernan foi atrás dela. Um andava rapidamente atrás do outro, o qual andava mais rapidamente ainda. Gisele hesitou em abrir a porta.

- Está trancada? – Gisele disse a Fernan.

- Eu não sei. Vamos embora. – Fernan a puxou.

Gisele arrancou seu braço das mãos de Fernan e mexeu a maçaneta, tentando abrir a porta do quarto de Estevão. Numa tentativa frustrada.

- Por favor, vamos embora! – Fernan implorava.

Ela sabia o quão furioso Estevão ficaria, não só com ela, mas também com Fernan. A culpa seria apenas sua, então, resolveu esquecer isso. Pelo menos por enquanto.

- Vamos. – Gisele foi até a cozinha com Fernan.

***

- Eu vou dormir. – Fernan disse.

- Durma com Deus e tenha bons sonhos.

- Você também. – Fernan beijou a testa da menina e foi para o seu quarto.

Gisele estava muito aliviada por Fernan não ter tocado mais naquele assunto sobre a tentativa frustrada de ver o quarto de Estevão. Ela não iria desistir não fácil. Quando ela colocava algo na cabeça, ninguém era capaz de mudar isto. Mas, lá no fundo, não ter tocado naquele assunto e ter deixado-a sem companhia, foi uma deixa para que ela tentasse entrar no quarto de Estevão e desvendar todo aquele mistério que ele fazia. Fernan não aguentava mais segurar tudo isso.

Gisele se levantou e foi em direção ao quarto de Estevão. Tirou um grampo de seu cabelo e tentou abrir a porta. Tentou muitas vezes e não conseguia. Até que conseguiu. Abriu a porta lentamente. Parecia um quarto normal. Normal demais para ser dele.

Gisele podia ouvir a respiração dele e seguiu o que sua própria audição lhe transmitia. Via uma cama enorme e que Estevão dormia como nunca viu antes. Ela pensou em tentar acordá-lo.

Levantou o lençol que cobria metade da cama e apoiou seu joelho nesta. Sentiu um líquido estranho. Ela tocou isto. Correu em direção ao interruptor e acendeu as luzes. O quarto era normal. Gisele andou em torno deste e inclusive se esqueceu do líquido estranho o qual havia tocado com ambas mãos. Olhou para estas e as viu parcialmente cobertas por...

- Sangue... – Gisele gritou.

- Gisele? – Estevão abriu os olhos e rapidamente se levantou.

Quando a menina viu sangue escorrendo dos lábios de Estevão, o interruptor escorrendo e uma grande mancha na cama, caiu ao chão, desmaiada. Seria algum tipo de monstro? Fera? Vampiro? Ela não sabia, mas era bom Estevão achar alguma explicação plausível para fazer com que Gisele não o temesse e não perdesse a confiança dele.

Notas finais
Obrigada por ter lido!
Fique com Deus...
Beijos.