O Meu Ídolo - Sem Cortes
5 O começo
Notas iniciais
Os meses passavam, e Júlia interessava-se cada vez mais pela banda, em especial, pelo vocalista, Bill. A rotina diária da garota resumia-se a ir à escola e passar horas a fio pesquisando sobre ele. Quando não estava fazendo uma dessas duas coisas, ela estava escutando as músicas da banda, admirando o poder de acalmar que a voz de Bill possuía.
Kaulitz, involuntariamente, tinha despertado em Júlia um sentimento que ela jamais havia sentido: a paixão. Quando, em algum momento, nasciam desavenças domésticas, a garota recorria à imagem de Bill para poder fugir um pouco da realidade. Mas alguém sempre chegava para interromper esses momentos. Agora não seria diferente. Júlia mais uma vez estava tomando as doses de sua droga preferida; sim, essa rotina era como uma droga, pois tinha o poder de subtraí-la da realidade, mas estava viciando-a. Perdida em seus pensamentos, ela se assusta quando o celular começa a chamar com seu toque estridente. Vendo que é Mariana, logo ela atende:
- Alô, quem me incomoda à essa hora do dia?
- É o Bill, amor — Mariana já estava cansada de tanto escutar aamiga falar dele.
- Quem me dera — Júlia pensou alto demais.
- Quem me dera, o quê?
- Nada, Mary, deixa pra lá. Então, diz aí diaba podre.
- Uuu Froxilda, fofolete, querida. Tá bom, vamos deixar de bobeira. Eu liguei para saber se a gente pode marcar um horário para estudarmos juntas aqueles conteúdos da matéria de química, que eu percebi que você está em dificuldades.
- Não, Mary, não vai dar.
- Por que não vai dar? Não adianta me enganar, sei que você não tem nada demais para fazer.
- É que... eu estou indisposta.
- Se Júlia não vai à Mariana, Mariana vai à Júlia. Daqui a pouco eu chego aí.
- Tá bom — Júlia falou em tom desanimado. Mal se despediu da amiga, desligou o celular.
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A campainha começa a tocar. Júlia vai atender, sabendo de antemão quem é.
- Oi Mary, a que devo a honra da visita?
- Sai do meio, besta. Deixa eu entrar.
- Quanta sutileza.
Na sala, está a mãe e a irmã de Júlia. Mariana as cumprimenta, e elas respondem rispidamente. Vendo o clima que pairava, Júlia convida Mariana a subir para o quarto dela. Enquanto isso, Roberta e Rebeca travam o seguinte diálogo:
- Ainda bem que elas sumiram da nossa vista — diz Rebeca.
- Por que "ainda bem"? — interroga a mãe de Júlia.
- Porque eu não vou com a cara dessa amiga dela.
- E eu me preocupo com essa amizade grudenta dessas duas. Prefiro acreditar que é só amizade mesmo.
- A senhora está querendo dizer que elas são...
- Cale a boca. Não foi o que eu quis dizer, mas, você já observou a sua irmã? Ela nunca apareceu com um namorado, tampouco demonstrou ter vontade de namorar alguém, passa o dia inteiro grudada nessa garota, e ainda por cima, o homem que ela acha bonito é aquele cantor que parece uma mulher.
- Muito esquisito.
- Foi o que eu quis dizer.
Lá no quarto, as duas garotas estavam tentando se entender depois de discutir sobre o conteúdo.
- Mary, a resposta é essa.
- Não, é outra. Pare de teimar comigo.
- Vamos dar uma pausa, a gente não consegue se entender.
- Mas você tem que entender que a gente precisa estudar isso. Não por mim, mas por você.
- Você está querendo dizer que veio aqui para me ensinar, porque está com pena de mim, que estou indo mal na matéria, é isso? — Júlia irritava-se fácil.
- Não, não é isso... — Mary, fale a verdade — disse Júlia atropelando-a com as palavras.
- É, Júlia. É isso mesmo. Não é pena a palavra certa, mas sim, preocupação. Eu tenho sentido que você anda muito distante, alienada da realidade. Justo você, que era tão nerd e compenetrada na escola. Eu não reconheço você amiga.
- EU NÃO TENHO PROBLEMAS — gritou.
- Será que você é capaz de conversar direito, sem berrar? Você pensa que eu não noto o que acontece com as pessoas próximas? Nossas conversas não são as mesmas, você passa a maior parte do tempo calada, e quando abre a boca, só fala no Bill lindo, Bill gato, Bill meigo, Bill focucho.
Mariana [Flashback on]
[...] — Mariana, ontem eu li que o Bill sonhava em encontrar um amor eterno. Minha amiga é tão bobinha, ela fica se baseando pelo que as revistas dizem.
...
- Mariana, eu descobri que o Bill tem um cão que se chama Scotty. Ele dorme com o cachorro na cama, não é lindo?
...
- Mariana, o Bill já distribuiu panfletos quando era garoto. Ele era independente desde criança. Ain.
[...]
Mariana [Flashback off]
- Eu espero sinceramente que o seu problema não seja ele. Porque, se for, eu preciso que você assuma, pelo menos para mim. Eu não quero ver a minha melhor amiga fascinada por um cara que nem sabe que ela existe, e que ainda por cima não passa de um via... — Mariana não conseguiu completar a frase, pois sentiu seu rosto sendo queimado por um tapa.
- Nunca mais ouse repetir isso — falou Júlia, com as lágrimas já escorrendo pelo seu rosto.
- Você acabou de confirmar as minhas suspeitas — disse Mariana em meio às lágrimas também.
- Você é uma mal-amada, não tem o direito de falar assim.
— É nessas horas que a gente descobre quem são os amigos. Esse teu fanatismo está te deixando uma pessoa patética. Eu desejo de todo o coração que você abra seus olhos e volte à realidade o quanto antes.
- Vá embora daqui, e nunca mais, está ouvindo bem? Nunca mais, dirija a palavra a mim.
- Enquanto você quiser, assim será.
- Terminou o discurso? Tchau.
Mariana foi embora arrasada. Em tantos anos de amizade, elas jamais tiveram uma briga tão feia, no fundo, o que menos doeu foi o tapa desferido por Júlia, as palavras feriram muito mais. Júlia não quis pensar sobre o ocorrido, jurou para si mesma que não falaria com a amiga durante um bom tempo.
Notas finais
1º A capa e o título da fanfic entrarão em manutenção.
2º Eles entrarão em manutenção por conta de uns motivos chatos. Quando intitulei a fic, eu não me importei se haviam outros iguais ( fato idiota de se dizer, eu devia ter pesquisado antes). Não enfrento problemas com o título, mas por precaução, trocarei. Como a capa é de acordo com o título, ela também será trocada.
3º A capa nova será mais bonita que a atual. O título também será mais original que o atual.
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