O Meu Ídolo - Sem Cortes

10 Finalmente: a reconciliação


Notas iniciais
Todas as instituições citadas no capítulo anterior são meramente fictícias.
Me atrasei na postagem deste capítulo porque fui pega por uma gripe violenta.
Desculpem se ele é pequeno.

Mariana adentra o quarto e um silêncio constrangedor se faz, mas não dura muito, pois ela quebra o gelo com um sorriso e um "bom dia". Sabendo de antemão o motivo da visita, a mãe de Júlia se retira deixando as duas garotas a sós, para se sentirem mais à vontade.

- Oi Júlia, ontem mesmo eu soube do que aconteceu. Fiquei com medo que fosse grave. Ainda bem que não é.

- Pois é. — Júlia não sabe o que dizer diante da amiga.

- Mas, me conte: o que aconteceu para você vir parar aqui?

- Eu ando meio sem-graça, Mariana.

- Mas você não pode se deixar abater.

- Eu sei, mas você me conhece e sabe que eu sou um pouco frágil, às vezes. — ela desvia o olhar para o chão.

- Eu liguei antes para a sua mãe e perguntei se eu poderia vir te visitar, mas, se você não estiver se sentindo bem, eu posso ir embora.

- Não, o que é isso? Foi até bom para mim você ter vindo me visitar. Mas, é que... você sabe... eu não posso deixar de me sentir desconfortável ao ver você aqui, principalmente depois da discussão. Eu fui muito infantil e grosseira, você não merecia aquilo, nem tem obrigação de estar aqui.

- Eu não queria tocar nesse assunto agora, e, se eu estou aqui, é porque sinto que você precisa de mim, do meu apoio.

- Você tem razão, eu preciso muito de você. Nossa, você não sabe o quanto precisei de você nos últimos dias. Mas, em primeiro lugar, eu quero o seu perdão, e se eu não o pedi antes, foi por vergonha do que fiz, e por orgulho também, tenho que ser sincera. Me perdoe, por favor. — disse Júlia com expressão suplicante.

- Tenho uma proposta: vamos fazer de conta que nada aconteceu e começar do zero?

- Sim, mas diga que me perdoa.

- Mas que necessidade de perdão é essa, menina? Tu tá necessitando é de comida, cara feia da minha fome. Fiquei sabendo que foi por essas e outras que tu veio bater aqui, no hospital. — Mariana gargalha nervosamente.

- Eita, você não perde a piada por nada, né? — Júlia acompanha a amiga na risada.

- Tudo bem, se isso te perturba. Eu perdoo você.

- Era tudo o que eu precisava ouvir. Obrigada por me aturar. Sabe, se você tivesse chegado um pouco mais tarde, era capaz de você não me encontrar aqui.

- Por que, ué?

- Porque eu estava quase fugindo daqui, ainda bem que faltam só mais dois dias, que valem por uma eternidade.

- Não boba, talvez amanhã eu venha aqui.

- Seria muito bom.

- Eu ainda não sei porque você veio parar aqui.

- Tem certeza que quer saber? Nem eu sei ao certo.

- É claro.

- Desde as últimas semanas eu não tenho vontade de comer e não consigo dormir, em compensação gasto muita energia. Chega uma hora em que o corpo pede socorro.

- Se você quiser, eu te dou um cacevit. Resolve o problema da falta de apetite.

- Hum... eu quero um cacevit.

- Na próxima visita eu trago um para você. — disse com um sorriso malicioso.- Agora eu tenho que ir, mamãe pediu que eu não demorasse muito.

- Tchau, Mary. Sua visita me fez um bem tão grande. Vem cá, me dá um abraço.

- Que bom saber — Mariana aproxima-se de Júlia e abraça-a fortemente — Tchau. Até mais.

As duas despedem-se de forma carinhosa, prometendo colocar todos os assuntos em dia quando Júlia receber alta.

Depois dessa reconciliação, outras coisas boas aconteceriam na vida de Júlia. Ela seria presenteada com uma surpresa maravilhosa.

Notas finais
Escrevi este capítulo ao som de snuff, uma música que eu acho linda.
Quero desejar feliz natal atrasado. E aí, como foi o natal de vocês? Espero que tenha sido bom.
Se eu merecer, deixem reviews.
Beijos.