O Meu Desejo De Natal

3 Capítulo 3 - Entre nervos e coragem!


Notas iniciais
Aqui está o ultimo capitulo da minha mini fanfic! Espero que gostem queridos leitores! Onegaiii comentem

Os olhos de Riza ficaram em branco.

Mustang: Riza Hawakeye, comandante do exército de Amestris, colega e amiga de longa data, companheira leal por quem eu me apaixonei mesmo sem me dar conta disso. E que por mais irónico que pareça, apenas quando perdi a visão pude ver claramente, que aquele conforto e calor que sentia no meu coração de cada vez que vinhas visitar ao hospital não era apenas sentimento passageiro, … muito menos simples amizade.

Eu amo-te Riza, então, poderias tornar-me no homem mais feliz do mundo ao aceitar-me como teu esposo?

Todos: …

Riza (nervosa): C-claro... – disse apenas audível, com um sorriso desenhado no seu rosto.

Mustang sorriu e pegou cuidadosamente na mão esquerda de Riza logo colocando-lhe o anel, um anel dourado com um pequeno rubi, que representava o “fogo” entre os dois.

Riza esperou recuperar o fôlego e abraçou Roy sendo rapidamente correspondida.

Ed (rindo): Parabéns ao casalinho, mas será que podiam deixar a lamechice para mais tarde? Caso não tenham reparado ainda sobraram muitas prendas debaixo da àrvore Sr. e Sra. Mustang.

Al/May/Pinako/Winry: Parabéns!

Riza/ Roy (corando um pouco): Obrigado…

Continuaram a entrega dos presentes embora com a mente dispersa devido à "pequena" surpresa de Mustang.

As horas passaram e já todos haviam começado a arrumar as suas malas nos respetivos quartos, já que tinham combinado passar 2 dias na casa dos Rockbell, todos à exceção de Pinako, Edward e Alphonse que decidiram aproveitar o facto de todos estaram ocupados para visitar as tumbas dos pais dos irmãos Elric.

Alphonse (sorrindo): Mãe, pai, nós voltámos! – disse enquanto se sentava em frente às duas campas.

Pinako e Ed mantiveram-se atrás de Alphonse em silêncio, era certo que Van Hohenheim e Trisha Elric tinham ido para um lugar melhor mas, as memórias não perdoavam a saudade.

Edward (pensa): “ Mãe, queria tanto que estivesses aqui para passar o Natal connosco, para cuidares de nós e... para me dares conselhos. Eu finalmente consegui recuperar o corpo do Alphonse mas há algo que ainda não consegui fazer e …”

Edward (suspirando): Al, vamos. – disse enquanto dava de costas para o cemitério e começava a caminhar de volta a casa.

Alphonse: Hai nii-chan! – disse alcançando o seu irmão.

Pinako: Trisha, Hohenheim, vocês fizeram um ótimo trabalho com estes dois. – murmurou enquanto colocava 1 ramo de flores em cada campa juntamente com o velho retrato de família.

_____EM CASA______

May: Al! Alphonse! – disse enquanto procurava o mais novo dos Elric. – Onde será que o Al foi Shao May? – perguntou ao pequeno panda que dormia sobre o seu ombro.

Suspirou pesadamente e caminhou até à sala de estar onde se sentou em frente à lareira.

May: Ainda não achei a ocasião para lhe agradecer pelo seu presente... – murmurou enquanto admirava o cachecol de lã, feito à mão, que cobria o seu pescoço.

______COM EDWARD______

Edward colocou uma das mãos no bolso do seu casaco e retirou de lá um pequeno saco.

Edward: É verdade…

Caminhou até à oficina de Winry e encontrou-a a consertar diversos automails.

Winry (admirada): Ed? O que fazes aqui?

Edward (suspirando): Ah Winry, tu nunca mudas… nem no Natal esqueces os automails.

Winry: É o meu trabalho, como o posso esquecer?

Edward: Hai, hai!

Winry: Em falar nisso como está o teu automail? Precisas que faça uma revisão?

Edward (corando): N-não, eu só passei aqui para te dar o meu presente e …

Winry: Esqueceste de o por debaixo da árvore?

Ed (desviando o olhar): É, deve ter sido isso.. então, p-podias te virar ao contrário por favor e … f-fechar os olhos? — gaguejou.

Winry: Ed eu tenho que continuar a trabalhar.

Edward: Hai! Quanto mais cedo fizeres o que te estou a dizer mais cedo eu te deixo sossegada.

Winry (suspirando): Está bem! – disse virando-se de costas para Ed e fechando os olhos.

Edward aproximou-se lentamente a Winry enquanto falava com ela.

Edward: Eu passei em frente a um loja de mecânica e ferramentas mas… — disse com a voz trémula – Eu vi isto numa loja e pensei que poderias gostar…

O alquimista de aço afastou suavemente o cabelo de Winry para o lado, com uma das suas mãos. Retirou um colar de prata que sustinha um pequeno coração, do saco e colocou-o ao pescoço de Winry.

Winry abriu os olhos e levantou o colar com os seus dedos observando-o admirada.

Winry: Ed..

Ed: Bom, até já! – disse saindo a passo acelerado da oficina.

____COM MAY____

Alphonse: May, o que fazes sozinha aqui na sala? – disse entrando na sala e sentando-se ao seu lado.

May (sorrindo): Al! Eu procurei-te por toda a casa.

Alphonse: Desculpa May, eu fui ao cemitério. Devia ter-te avisado primeiro, não queria preocupar-te.

May: Não tem problema.

Os dois perderam-se no vermelho das chamas da fogueira e foi May quem rompeu o silêncio.

May: Al, obrigada pelo presente…. eu vou usá-lo para sempre. – disse enquanto sorria carinhosamente para Alphonse.

Alphonse (sorrindo): De nada hehehe eu queria fazer algo especial e foi a primeira coisa que me ocorreu…

May (corada): E obrigada por me teres convidado para passar o Natal contigo e por todas as vezes em que me salvaste… — disse deitando a sua cabeça no ombro de Al em seguida fazendo-o sorrir carinhosamente.

Al (sorrindo): Sempre May... – sussurrou acomodando a sua cabeça com a de May.

May (fechando os olhos): Arigatou Alphonse-sama…

_____COM ED______

Ed caminhou a passo acelerado até parar na porta da sala de jantar, sentia-se demasiado envergonhado com o presente que tinha dado a Winry, mas … e se tivesse dado outra coisa? Não! Ele sabia que aquele presente tinha significado para ele, aquele pequeno coração de prata sem dúvida lhe relembrava do coração de “aço” de Winry e da sua personalidade forte e teimosa que sempre se mostrava doce e preocupada.

Encostou-se na armação da porta e fechou os olhos por um momentos.

Winry: Ed! Saíste tão rápido que eu nem…

Edward corou no momento e com “nervos” escrito por todo o seu rosto.

Winry (surpreendida): Ed, o que se passa?

Edward não conseguia falar, apenas logrou levantar uma das suas mãos e apontar para cima, sim, lá estava o bendito azevinho.

Edward: Ha…bem…

Winry sorriu e depositou um terno beijo na bochecha de Edward que retribuiu o gesto deixando uma muito surpreendida Winry petrificada na sua frente.

Winry (saindo do seu transe): Outra vez com essa idiotice da lei da troca equivalente? – disse em forma de sussurro.

Edward (no mesmo tom de voz): Winry, tu tinhas razão, essa lei não passa mesmo de uma idiotice então… eu decidi por em prática a lei que criei com o Al – disse enquanto se aproximava mais a Winry.

Winry: E–Ed…

Edward (continuando): E na teoria, ao recebermos 10 nós teríamos que retribuir com 11 – o seu rosto parou a milímetros do rosto de Winry e Ed disse num murmuro – Pode não ser muito mas… já faz a diferença...

Tocou levemente os lábios de Winry com os seus, e timidamente aprofundou o beijo, abraçando-a enquanto pousava uma das suas mãos sobre o rosto de Winry, que começou a corresponder desesperadamente a essa inesperada demonstração de afeto de Edward.

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Boas recordações são construídas com bons momentos, que acontecem quando menos se espera e quando mais se precisa.

Da dor se aprende e do medo se gera coragem.

E a coragem não se vai desvanecer enquanto essas boas recordações apurarem a saudade, o desejo de voltar para casa e proteger aqueles que amamos.

Notas finais
Gostaram? Por favor deixem os vossos reviews!! :3 continuem a seguir as minhas fanfics ;) Beijos!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!