O Meu Admirador Secreto
4 Natsu entra em Ação!
Notas iniciais
Natsu saiu a passos rápidos e determinados ao seu destino, ele faria Lucy nota-lo de qualquer maneira, nem que para isso tivesse que ser mais “enérgico” que o normal. Assim que parou na frente do prédio onde Lucy morava, ele olhou a janela aberta e não pensou duas vezes em entrar pela mesma e encontrando a loira escrevendo mais uma de suas cartas a sua mãe.
- Lucy, diz pra sua mãe que eu mandei um oi!
— NATSUUUUUUU! O que você está fazendo aqui?
— Eu estava entediado e pensei em passar a noite aqui com você.
— E por acaso quem te disse que poderia passar a noite aqui?
— Ninguém, mas eu sei que você não iria negar – disse se aproximando perigosamente da loira, que notando tal aproximação quase caiu da cadeira.
— Na-Natsu... O que deu em você hoje?
— Nada, apenas queria ficar perto de você, não posso?
— Pode, mas...
— Ok, então eu vou dormir aqui esta noite! – disse deitando-se na cama da loira.
— Mas eu... Quer saber, deixa pra lá, você não vai me ouvir mesmo... – Quando ela iria voltar a escrever, lembrou-se de algo e voltou-se novamente para o rosado – Natsu, o Happy vai demorar a chegar?
— Hã? O Happy? Ele não vem hoje.
— Como assim?
— Ele vai passar a noite em algum canto por aí ou até mesmo em casa, eu não sei direito...
- E já que você tinha decidido passar a noite aqui, mesmo sem me dizer nada antes, por que ele não quis vir junto?
- Por que eu não o chamei, queria ficar sozinho com você hoje.
- Hã??? Por quê?
- Você é muito esquisita Lucy, vive fazendo perguntas estranhas.
- Natsu!
- Hum?
- Mas isso não parece certo.
- O que não parece certo?
- Você e eu passarmos a noite sozinhos.
- Por que não?
- Você sabe, eu sou uma mulher e você um homem e ainda tem aquela história de você estar apaixonado e também...
- Eu ainda não vi nenhum motivo para não ficar aqui.
- E se a garota que você gosta souber que você dormiu aqui? O que ela iria pensar de mim ou de você?
- Desencana Lucy, eu já me declarei pra ela, está de boa.
- M-Mas...
- Eu já não disse que “está de boa”, qual o problema Lucy?
- E se ela for ciumenta? E quiser descontar em mim?
- Que nada, relaxa Lucy, eu disse que me declarei pra ela, eu não disse que ela já me deu a resposta.
- Mas...
- Você vai ficar tentando arranjar motivos que não vão me fazer sair daqui ou vai acabar essa carta e dormir de uma vez?
- Tudo bem Natsu, eu sei que discutir com você é inútil mesmo.
— Beleza, então diz aí pra sua mãe que eu vou dormir hoje aqui e que ela não precisa se preocupar por que eu vou cuidar de você.
— Ok, ok... Espera aí, como assim você vai cuidar de mim? Nós não corremos perigo.
— Quem sabe o que pode acontecer não é Lucy, mas é bom prevenir.
— Ok... – Lucy terminou de escrever mais uma de suas cartas para sua mãe, e surpreendentemente citou na carta de que Natsu passaria a noite em sua casa com ela, e que ele havia dito um “oi” para sua falecida mãe, e depois de concluída a loira foi para sua cama.
— Natsu, me dá um espaço, você está ocupando quase a cama toda – diz enquanto o empurrava.
— Está bem – ele disse abrindo um espaço mínimo na cama – Deita logo Lucy.
— Ainda não tem espaço suficiente, deste jeito eu vou cair no chão.
— Ah! Vem logo, se é assim eu dou um jeito – ele disse puxando-a pelo braço e fazendo-a se deitar de costas para ele, deitando-os em formato de conchinha – Viu só, eu não disse que iria dar um jeito nisso.
— Err... – Lucy estava mais vermelha que os cabelos de Erza – Natsu...
— Boa noite Lucy!
— Boa Noite...
A loira suspirou cansada, não valia a pena discutir com o Natsu, ainda mais na condição em que estavam, e ela tinha que admitir para si mesma que era muito bom estar nessas condições com ele, pois os braços dele eram realmente acolhedores, e estava muito aconchegante entre eles, fazendo-a não querer nem ao menos se mexer – Obs.: Os braços dele estavam em tornos da cintura da Lucy.
Durante a madrugada a loira teve alguns sonhos estranhos com o seu admirador secreto, e quando, em seus sonhos, ela estava prestes a ver o rosto daquele que lhe declarara o seu amor por ela... Natsu a acorda, chamando-a insistentemente, fazendo-a despertar.
— Humm... O que foi Natsu?
— Eu que o digo, o que foi Lucy? Você estava resmungando algumas coisas.
— Eu... Era apenas um sonho, volte a dormir e me deixe dormir também.
— Mas me conte com o que você estava sonhando, eu ouvi você dizer o meu nome.
— Eu... O que? Eu disse o seu nome?
— Disse, e você falou meio assim: “Não... Mas, e o Natsu... Eu não posso fazer isso com ele... Natsu...” – Ele dizia enquanto a imitava.
— Eu não falo assim.
— Quando está dormindo, fala sim.
— Eu não me lembro de você no meu sonho.
— Então com o que estava sonhando?
— Err... Eu não posso dizer.
— Por quê?
— É pessoal, eu acho que pensei demais em uma coisa que aconteceu comigo que acabei por sonhar com isto.
— E eu não posso saber o que é?
— Não, você me zoaria.
— Eu juro que não o faço, mas me conte.
— Não.
— Vai Luceeee... – Disse ele pulando em cima dela e balançando os seus ombros – Por favor, eu juro que não conto nem pro Happy.
— Tudo bem... – ela suspira – Eu tenho um admirador secreto.
— Sério?
— É.
— E quem é ele?
— Eu não sei, por isso é secreto.
— E você não tem a mínima ideia de quem seja?
-Eu já lhe disse que não.
— Nem uma pontinha pequenininha de ideia?
— Não... Mas por que raios tanta insistência Natsu? – ela olha-o intrigada, só então nota a pouquíssima distancia que havia entre os seus corpos e que logo se tornou nula, graças ao ato impensado do rosado.
Em um impulso de sentimentos, Natsu não pode resistir a pouca distancia em que se encontravam, ele necessitava demonstrar a ela de que ele era o tal admirador e que foi ele quem escreveu aquela carta e que estava em seus sonhos, por isso, deu-lhe um suave beijo em seus lábios, mas o suficiente para transmitir as palavras que não sabia dizer.
*-*-*-*-*-*......... Continua...... *-*-*-*-*-*-*
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