Notas iniciais
Bom, essa aqui é uma história (a minha primeira *^*) e espero que agrade a vocês. Como eu não gosto de encher linguiça com personagens (kkkk), já vai logo tendo SANGUE no início.

2008

A rua estava escura. Ventava bastante frio. Numa calçada do outro lado da rua, uma equipe de jornalismo estava aflita. Enquanto alguns conversavam, outros dormiam, outros ouviam música no interior de um dos veículos. Mas, mesmo assim, a única coisa que chamava a atenção deles era a grande entrada do metrô fantasma que tinha do outro lado da rua. Várias placas, avisos e correntes cercavam a entrada do grande túnel da escadaria escura. Teias de aranhas eram notáveis a uma longa distância. A placa podre na fachada de uma das paredes quase em queda estava preenchida com “Metrô 13”.

Era uma longa história o que havia acontecido ali, e a equipe de jornalismo estava disposta a fazer tudo pra descobrir. Tudo que se sabe é que, em 1978, há 30 anos, dois grandes trens colidiram-se. Não houve qualquer sobrevivente da grande explosão que deixou o local completamente fechado. Por anos, tudo ficou quieto, na mais complexa e sombria ocultação. Mas, a partir de 15 anos depois do acidente, pessoas que andavam próximas ao local, à noite, começaram a sumir misteriosamente. Nunca foram achadas, ninguém também nunca teve a autorização para adentrar naquela área.

Do outro lado da rua...

Sentados numa bancada ao lado de fora de uma vitrine fechada, Marcela e Jory não faziam nada a não ser olhar fixamente para a escuridão do outro lado e tentar se isolar do frio. Então, fungando o nariz que emitia gripe, o câmera-men olhou para a amiga e viu sua expressão de tensão.

— Marcela, você está bem? Parece muito nervosa.

Acordando daquela paralisia que já a assolava há alguns minutos, a moça se virou sorridente para o amigo, suspirando.

— Estou bem sim, obrigada. Mas... É que parece estranho, sabe? Há 2 anos, quando eu comecei a gostar do jornalismo, nunca pensei que eu seria uma repórter de investigar mistérios. O que eu sempre quis fora apenas dar notícias sobre o clima ou acidentes.

— Ah, não diga isso. – O outro fez cara de triste. — Se não tivesse sido repórter dessa forma, nós não teríamos nos conhecido.

Aos risos, os dois sabiam que era verdade. Desde a época do seu primeiro dia como repórter, o seu anjo da guarda fora Jory. De todas as coisas ruins que poderia tê-la ocorrido, o rapaz se pôs na frente e a salvou de tudo. Eram tanto tempo de uma tão bonita amizade, que os dois eram os melhores amigos. Mas essa amizade estava prestes a mudar...

— Mas, mudando...

— Ei, vocês, sabem a hora que o Teodor vai chegar? – A voz era de Blayne, uma editora de som.

Diferentemente da outra – que era loira -, essa era morena e tinha enormes cabelos pretos. Também era jovem, mas possuía uma grande deficiência visual que, sem seus óculos especiais, era completamente cega.

— Não. – Marcela respondeu, olhando para os lados da rua e vendo tudo completamente sem ninguém. — Ele disse que poderia se atrasar. Foi buscar um doutor que vai nos acompanhar pela pesquisa lá dentro.

— Hm... – Blayne ajeitou as lentes dos seus óculos. — Não sei quanto a vocês, mas eu tô louquinha pra entrar logo naquele lugar arrepiante. Quero muito analisar cada barulho, cada som estranho que possa surgir de um lugar assombrado.

— Não é assombrado. – Disse com repugnância Jory. O rapaz não acreditava na existência de seres sobrenaturais maléficos. Pra ele, sempre era tudo besteira as fofocas recorrentes sobre esses fatos. — É apenas um lugar abandon...

— Desculpe por interromper a conversinha de vocês, mas preciso que venha comigo, Blayne.

Um rapaz moreno chegou e saiu apressadamente de perto dos outros, levando a moça consigo. Após atravessarem a rua e sair da vista dos demais da equipe, os dois pararam frente a um carro próximo da entrada proibida do metrô.

— O que quer? – Ela cruzou os braços e ajeitou os óculos, o olhando com desinteresse.

— Bom, é... Tá, vou ser direto. Acho que o chefinho vai demorar muito pra chegar, então eu pensei em...

— Em o quê, Kyle?

—... Que tal entrarmos pra lá agora? – As palavras do fonógrafo deixaram a outra boquiaberta. — Eu sou o cara do microfone, você a moça do som. Tô com uma filmadora aqui e estamos a dois passos da entrada. Que tal?

— Não sei... Isso pode dar problemas.

— Que nada... É só uma voltinha de dois minutos e pronto, voltamos. – Ele retirou a pequena filmadora do bolso da calça e a ligou. — Vamos?

— Ai, tá bom. – Bufou a moça, descruzando os braços. — Mas como faremos que os outros não nos vejam?

— Simples, siga-me.

Por trás do veículo, os dois entraram num pequeno beco entre escombros, que impediam de serem vistos. Passaram de algumas faixas de alertas e placas de perigo, e chegaram a escadaria escura. O homem ligou a lanterna da filmadora e foi na frente, iluminando e filmando tudo, enquanto a outra ia aflita atrás. A cada passo ficavam mais distantes da saída, mais distantes das pessoas... A cada passo ficavam mais perto de horrendas coisas...

Na base de recepção do metrô, fora entulhos e fios desligados espalhados por todos os lados, apenas uma grande escuridão assolava o local. Os barulhos dos saltos de Blayne eram os mais altos ouvidos, juntamente do eco de gotas recaindo sobre poças em diversas áreas.

— Kyle, não tô gostando disso... Vamos voltar.

— Não, ainda estamos bem próximos da saída. – Murmurou o moreno, ajeitando melhor a câmera e continuando a andar. Estavam indo para perto do caminho onde os trens deveriam passar, mas ali só tinha grandes partes retorcidas de vagões quebrados e descarrilados.

— Imagine quantas pessoas morreram aqui... Isso é horrível! – Ela falou praticamente sozinha, cessando seus passos e deixando o rapaz continuar. — Eu não quero mais... Vou sair daqui!

Parando, Kyle viu a moça dando-lhe as costas e saindo na escuridão, provavelmente vindo do mesmo caminho a qual veio.

— Ei, espere...

Quando pretendia segui-la, ouviu um gemido “Grearg” e se virou rapidamente. O som parecia estar vindo dos trilhos do metrô, numa área mais baixa do que o piso superior.

— O que é isso?

Calmamente, o rapaz iluminou os trilhos e olhou pelo trecho, mas nada tinha ali. Então, dando meia volta, deu-se de face com uma coisa branca. Era praticamente uma pessoa, mas com uma enorme boca e com olhos esbugalhados para fora das orlas. “Greag”. O ser voou nele, mas ao afastar-se para trás, caiu nos trilhos.

— Ai... – Se recuperou rapidamente e, mesmo caído, continuou se afastando para trás. No lugar onde viu o ser, já não havia mais coisa alguma. — Que era aquilo?

Fora então que, juntamente de uma grande “Piiiiii”, reflexos de uma luz amarelada atingira a região onde ele estava. Bufante, Kyle se virou meio amedrontado e viu, de camarote, o grande metrô esbranquiçado vindo em sua direção.

— AHHH!

Foram segundos e, a câmera ainda sobre a outra superfície, pôde filmar toda a explosão de sangue que aconteceu quando o homem foi atropelado pelo vagão, que misteriosamente desapareceu em seguida.

Notas finais
Uau!!! :-D

Bom, o Kyle já teve seu trágico fim. Mas não deixa de ser explorado... O personagem ainda vai ser MUITO visto no decorrer dos capítulos. Quanto a Blayne, o que acontecera com ela?

#Dúvidas...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.