O Mestre das Marionetes

1 Mestre das Marionetes.


Novo sangue chega na Terra,
Rapidamente controlado,
Numa prisão, acorrentado,
Seus movimentos, manipulados.

Ele cresce nesse estado,
Fica acostumado,
Pensamentos, acomodados.
Nunca questionado.

Porém ele mesmo não questiona!
Pois assim foi doutrinado.
Ele ouve, mas não escuta
Vê, mas não enxerga.
Segue uma conduta.
E não é culpa dele,
Porque assim foi ensinado.

E o tempo passou,
De suas correntes, libertado.
E quando da caverna escapou,
Viu outros acorrentados,
Todos marionetes controladas.

Já fora de sua prisão
Por luz foi ofuscado,
E então ele se vê acima de um palco,
Um espetáculo.

E nesse espetáculo
Viu vidas controladas,
Bonecos acorrentados,
Numa maleta guardados,
De cima manipulados,
Pelo Mestre das Marionetes.

E o homem ficou indignado,
Seus pensamentos, perturbados,
Pela liberdade deles ele lutou,
Em sua desconformidade.
Mas seus esforços foram em vão,
Elas não enxergam a realidade,
Cegas pelo seu Mestre, o Mestre das Marionetes.

E foi acorrentado novamente,
A beira da insanidade,
De volta na sua prisão.
E então ele prepara seu banquete final,
Prepara seu sono eterno,
De volta na sua caverna,
Nas cordas do Mestre das Marionetes.

E dorme.

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