O Mestre - EM HIATUS

20 Capítulo Dezenove


Notas iniciais
Olá, Como vocês estão? Eu espero que muito bem ^^ Ainda tenho duas fanfics para tentar atualizar esse fim de semana, então não vou me estender muito aqui. Espero que gostem do capítulo. Não é um P.O.V. do Blake como deveria, mas o próximo será dele. Boa leitura.

“Você não escolhe a sua família. Ela é um presente de Deus para você, assim como você o é para ela.” – Desmond Tutu.

Alyssa

– Mell! – berro largando minha mala num canto da sala, já me preparando para subir a escada e arrasta-la para fora do quarto pelos cabelos – Nós vamos perder o voo se você não se apressar!

– Espera. – Melody sai do quarto e eu ouço seus passos apressados ecoando pelo segundo andar antes de ela aparecer no topo da escada remexendo na bolsa – Eu não estou encontrando o meu gloss de cereja.

– Quem se importa com esse maldito gloss?! – Serena reclama, jogando as mãos para o alto, irritada – Você pode procura-lo quando voltar, mas nós precisamos ir para o aeroporto. Agora!

– Estou indo. – Melody fecha a bolsa e desce a escada, resmungando – Era o meu gloss favorito...

Reviro os olhos e pego minha mala, seguindo com as garotas para o carro, onde Melody se acomoda no banco do passageiro, ainda resmungando, enquanto eu e Serena travamos uma pequena guerra contra o porta-malas, tentando fazer nossas coisas caberem lá dentro. Quando finalmente conseguimos, entramos no carro e rumamos para o aeroporto a toda velocidade.

Serena vai visitar o pai nessa Ação de Graças e como ele também mora em Nova Iorque, Blake e eu achamos que seria legal se todos nós pegássemos o mesmo voo. Melody, por sua vez, vai ficar na Califórnia, pois seus pais haviam se separado há um ano e sua mãe, que havia se mudado para Chicago após a separação, viria visitá-la.

– Você vai cuidar bem do meu bebê enquanto eu estiver fora, não vai? – Serena pergunta assim que chegamos ao aeroporto e descarregamos as malas – Diz para mim que você vai tratá-lo com carinho.

– Não. Eu vou encher a cara e enfiá-lo no primeiro poste que eu encontrar. – Melody responde de mau humor – Que tipo de amiga você acha que eu sou, hein? Não confia em mim?

– Confio, mas você sabe. Eu tive que economizar cada centavo do que ganhei trabalhando como babá nos três anos do colegial para comprar esse carro. – Serena se abaixa e abraça o capô – Me tornei superprotetora.

– Tá. Você pode bancar a mãe esquisita do carro quando voltar. – Melody a puxa pelo braço e a arrasta em direção a saída do estacionamento – Vocês têm uma longa viagem até Nova Iorque e não quero ser acusada de fazê-las perder o voo.

– Eu queria que você pudesse ir com a gente. – comento arrastando minha mala de rodinhas pelo asfalto quente do estacionamento – Nós três de volta a Nova Iorque, como nos velhos tempos.

Melody ri.

– Liss, não existe mais um nós três aqui. Seu namorado vai junto e isso nos transformaria em um quarteto. Além do mais, eu acho que uma única vela é o suficiente para essa viagem.

– Urgh! Não. – Serena faz careta – Se não for pedir muito, será que você e o Blake poderiam moderar no romantismo enquanto eu estiver por perto? Eu não quero ficar segurando vela durante a viagem inteira. É muito deprimente sabendo que eu sou a única de nós que não está dormindo com ninguém.

– E quanto ao Wade? – Melody abre um sorrisinho maldoso – Você tiveram tipo uns cinco encontros na última semana. Não me diga que nunca rolou nada.

– Não foram encontros. – Serena revira os olhos – Nós apenas fomos a algumas festas juntos. Somos amigos, Mel. Só isso.

– Que tipo de amizade é essa?

– O tipo de amizade em que, às vezes, você tem de voltar para casa de táxi porque o seu amigo está afim de transar com uma das gostosa que ele conheceu na festa. – Serena responde de mau humor – Entendeu agora?

Melody olha para mim e eu apenas a olho de volta, sem saber o que dizer. Assim como ela, eu realmente pensei que Wade e Serena estivessem saindo juntos e que houvesse algo mais se desenvolvendo na relação deles, mas ao que parece era apenas um grave caso de friendzone.

– Tudo bem. – Melody pousa uma mão sobre o ombro de Serena e sorri – Quando você voltar de Nova Iorque, o Wade estará morto e o corpo dele terá desaparecido no Oceano Pacífico.

– Mell!

– O que? – ela dá de ombros, sem se abalar – Eu não vou deixar que um barmanzinho qualquer brinque com os sentimentos da minha melhor amiga.

– Não há sentimentos aqui com os quais ele possa ou não brincar. – Serena retruca, mas Melody não se deixa convencer.

– Eu te conheço desde o jardim de infância. – diz ela – Sei mais sobre você que você mesma, então não me venha com essa merda. Mas você precisa parar de ser tão covarde também. O Wade nunca vai saber que você gosta dele se você não demonstrar, Serena.

– Mas eu não...

– Não minta na minha cara. – Melody ergue a mão para interrompê-la – Agora vá pegar seu avião e aproveite a viagem para pensar no que eu disse. Nós terminaremos essa conversa quando você voltar.

Serena revira os olhos, mas por fim sorri e joga as chaves de seu carro nas mãos de Melody.

– Cuide bem dele. – ela ordena – Vou sentir sua falta.

– Então, sonhe comigo nos próximos quatro dias. – Melody a abraça e depois faz o mesmo comigo – Mande um abraço para o Blake e divirtam-se em Nova Iorque.

– Obrigada. E, você, divirta-se aqui. – desejo.

– Ah, eu com certeza vou me divertir. – Melody abre um sorriso safado – Enquanto vocês estarão lidando com o frio de Nova Iorque, eu estarei com minha mãe, na praia, tomando sol e avaliando o bumbum de todos os homens gostosos que nós encontrarmos por lá.

– Tenho certeza que o Kirk vai adorar saber disso. – Serena comenta, rindo.

Melody apenas dá de ombros.

– Eu nunca prometi a ele qualquer tipo de exclusividade. Nosso relacionamento é totalmente aberto.

– Você não presta. – concluo e Serena ergue os polegares, concordando.

– Meninas, entendam. Homens como o Blake e o Wade podem até ser uns doces, mas homens como o Kirk sempre fogem quando encontram uma mulher romântica que se doa de corpo e alma. Acreditem, eu estou fazendo um favor a ele.

– Você está é deixando o Kirk maluco e está fazendo a nossa casa virar uma floricultura.

– Exatamente. – Melody sorri – É disso que estou falando. Ele está tomando jeito.

– Se você diz... – dou de ombros e encerro o assunto. Não adianta tentar discutir com Melody. Ela sempre vai arranjar um jeito de estar certa, mesmo quando não está.

Nós trocamos outro abraço de despedida com Melody e, depois que ela volta para o carro, Serena e eu seguimos para o saguão do Aeroporto, onde encontramos Blake sentado em um dos bancos próximos ao portão de embarque, saboreando um cappucino e parecendo ainda mais sexy ao usar uma camiseta preta, justa, calça jeans com rasgos, botas e um Rayban estilo aviador. Ele parece um astro do rock vestido daquela forma.

– Até que enfim. – Blake sorri – Estava a ponto de ligar para saber se tinha acontecido alguma coisa.

– Está tudo bem. – eu o cumprimento com um selinho breve, já que Serena não quer muito romantismo enquanto ela estiver por perto – Demoramos porque a Melody se atrasou. Como sempre.

– Ela está bem?

– Sim. Não pode ficar porque tinha que passar na lavanderia para pegar um vestido antes que fechasse, mas ela mandou um abraço para você.

– Outro para ela. – Blake responde, solícito e, após fazermos o check in e despacharmos as malas, Serena e eu nos juntamos a ele no banco.

Nosso voo parte de San Diego sem imprevistos e nós tentamos matar as 6 horas de voo até Nova Iorque conversando sobre qualquer assunto que vier à cabeça, mas depois de três horas falando até sobre o clima, os assuntos acabam e somos obrigados a nos distrair com revistas, músicas e com a programação das TV’s do avião, até praticamente pegarmos no sono. Longas viagens de avião são sempre entediantes e eu nem imagino como deve ser horrível passar mais de 12 horas trancado dentro de uma aeronave para atravessar o oceano até a Europa.

Quando finalmente pousamos no Aeroporto La Guardia, no Queens, às duas da tarde, eu quase me ajoelho e beijo o chão sob os meus pés, agradecendo a Deus por poder esticar as pernas novamente. Eu não gosto muito de me levantar e caminhar pelo avião durante o voo, como algumas pessoas fazem, então minhas pernas quase sempre estão dormentes quando aterrissamos.

– Acho que a gente se despede aqui. – Serena diz assim que pegamos nossas malas na esteira e no dirigimos ao ponto de táxi.

Ela vai seguir para Nova Jersey, que também é onde os meus pais moram, mas eu vou com Blake para Manhattan, que é onde os pais dele vivem, então vamos tomar rumos completamente diferentes.

– É. Acho que sim. – solto minha mala e a abraço apertado – Não coma desesperadamente na Ação de Graças senão o figurino da Blanche não vai te servir quando voltar.

– Pode deixar. – ela ri e me solta para dar um abraço rápido em Blake – Passem lá em casa quando forem a Jersey visitar os seus pais. Meu pai vai adorar ver você.

– Nós iremos lá amanhã. Minha mãe nos convidou para almoçar.

– Ótimo. Então, passem lá em casa depois. – Serena me abraça novamente enquanto um taxista coloca a mala dela no porta-malas – A gente se vê. – ela acena e depois entra no carro que, rapidamente, se mistura as outras dezenas de táxis amarelos que tomam a rua.

Blake chama um táxi para nós e depois que ele e o taxista guardam nossas malas, nós entramos no carro e seguimos para Manhattan. O trajeto é de aproximadamente uma hora e a cada minuto que se passa sinto o frio em minha barriga aumentar.

Eu vou conhecer os pais de Blake e ainda vou participar do jantar de Ação de Graças deles, essa noite, como parte da família. É algo maravilhoso, mas ao mesmo tempo assustador. Blake havia telefonado para sua mãe para avisar que eu iria com ele para Nova Iorque e disse que seus pais ficaram muito animados com a notícia. Eu achava isso fofo, mas também tinha medo de que eu não fosse corresponder a todas as expectativas deles. E se eles não gostassem de mim? E se eu não fosse o tipo de garota que eles queriam para o seu filho?

– Chegamos. – Blake avisa quando o táxi para em frente a uma bela casa na Upper East Side e eu sinto o meu coração martelar mais forte em meu peito.

Lembro-me, vagamente, de ele ter comentado algo sobre seus pais terem uma boa situação financeira quando falei sobre seu apartamento, na primeira vez em que fui lá, antes de descobrir que ele era meu professor, mas acho que Blake foi bastante modesto. O Upper East Side é um dos bairros mais caros de Manhattan e para manter uma casa como aquela é necessário ter bem mais que uma boa situação financeira.

– Ai, caramba. – engulo em seco e abro a porta do táxi, sentindo minhas mãos tremerem – Você deveria ter me avisado que era rico.

– Eu não sou rico. – Blake une as sobrancelhas, incomodado com o meu comentário – Sou só um professor de universidade, Liss.

– Um professor de universidade cujos pais, provavelmente, são magnatas. – retruco e Blake fecha a cara para mim.

– Não fique julgando a minha família desse jeito. – ele reclama – A situação financeira de alguém não diz nada sobre o caráter ou sobre a personalidade dela, tá?

– Eu sei que não. Eu só que...

– Porque você apenas não para com esse complexo bobo e desce do carro. – Blake sugere – Meus pais estão loucos para te conhecer, Liss. É sério. Dê uma chance a eles, está bem?

– Tá. – respiro fundo e desço do carro, seguindo até o porta-malas para pegar minha bagagem, enquanto Blake paga ao taxista.

Nós nem chegamos a colocar os pés no terceiro degrau da escadaria que leva a porta de entrada da casa, quando uma mulher de meia idade, com cabelos cor de chocolate e olhos azuis intensos, abre a porta.

– Blake! – ela exclama e, animada, se joga nos braços dele, que larga a mala para abraçá-la de volta – Eu estava com tanta saudade de você!

– Oi, mãe. – Blake deposita um longo e barulhento beijo em sua bochecha e depois a solta – Como a senhora está?

– Estou ótima. – ela aperta a bochecha dele e depois se vira para mim – Você deve ser a Alyssa.

– Sim. – respondo envergonhada, mas me surpreendo quando sou puxada para um abraço de tirar o fôlego.

– Eu sou Jillian. A mãe do Blake. – ela diz sorrindo – Estou tão feliz em conhecê-la, Alyssa. Sabia que você é a primeira garota que o meu Blake traz para esta casa?

– Ah. Sou? – me desvencilho alguns centímetros do abraço de urso da mãe de Blake e me viro para encará-lo. Ele não diz nada, mas está com um sorriso bobo na cara, certamente se divertindo enquanto a mãe dele quebra os meus ossos – Também estou feliz por conhecê-la, Sra. Carson.

– Ah, o que é isso? Me chame de Jill. – ela finalmente me larga e indica a porta atrás de si – Vamos entrar. Meu marido, Phillipe, está doido para conhecê-la também.

Ela some porta a dentro, tão rapidamente quanto apareceu e Blake toca a parte inferior de minhas costas, incentivando-me a entrar.

– Viu? Não foi tão ruim. – ele sussurra em meu ouvido quando atravessamos a porta de entrada.

A casa dos pais de Blake é tão bonita por dentro quanto por fora. É elegante e bem organizada e me lembra um cenário de filme, o que me deixa um pouco desconfortável, pois não estou acostumada com coisas assim. A casa dos meus pais é grande e bonita também, mas não chega nem perto daquilo.

Encontramos o pai de Blake na sala e, assim que nos ver, o homem se levanta e vai nos receber com um abraço tão forte quanto o que recebi de sua mulher. Percebo que Blake se parece um pouco com ele, mas que possui os olhos e o nariz iguais aos da mãe. Foi uma boa combinação de genes.

– É um prazer finalmente conhecê-la, Alyssa. – o pai de Blake me cumprimenta – Eu e minha esposa estamos realmente felizes por você ter aceito passar o feriado conosco.

– O prazer é meu e estou muito feliz por terem me convidado, Sr. Carson. – sorrio – É uma honra.

– Nós é que estamos honrados em recebê-la. – a mãe de Blake segura minha mão, carinhosamente – Você é muito bem vinda, minha querida.

Antes que eu possa dizer qualquer coisa, ouço um grito vindo da escada que leva ao segundo andar da casa e, dois segundos depois, uma garota, que não parece ser muito mais nova que eu, pula nos braço de Blake, quase derrubando-o no chão.

– Shakespeare! – ela grita, animada e a risada que escapa de Blake é contagiante.

– Monstrinho. – ele retribui, enquanto a rodopia no ar – Quando foi que você chegou? E porque ninguém me avisou que eu teria que te aturar na Ação de Graças?

– Cala a boca, seu palerma. – ela o soca no ombro, mas sorri – Fiquei sabendo que você é professor agora. A Universidade de San Diego está mesmo contratando bebês chorões?

– Por enquanto, sim, mas eu te aviso se surgir alguma vaga para alienígenas. – Blake ri e a abraça pelos ombros, virando-se em minha direção – Liss, essa é a minha irmãzinha, Sunrise. E, Sunny, esse é a minha namorada, Alyssa.

– Ai, meu Deus, Shakespeare, você está namorando? – a garota leva as mãos ao coração, fingindo surpresa – Desde quando nerds namoram?

– Muito engraçado, Sunny...

– Eu sei. – ela sorri e me estende a mão – Desculpe as brincadeiras, Alyssa. É um prazer conhecer você.

– Igualmente. – eu aperto sua mão e depois me volto para Blake – Você nunca me disse que tinha uma irmã.

– E ele realmente não tem. – Sunrise responde – Nós somos primos. A gente se chama de irmão porque praticamente crescemos juntos.

– Ah. Saquei. – abro um sorriso para Sunrise que, para mim, parece uma versão mais nova da Amy Lee, com seus longos cabelos negros, olhos azuis claros, maquiagem pesada, piercing na sobrancelha e roupas pretas de estilo gótico.

– Seus pais também passarão a Ação de Graças conosco, Sunny? – Blake pergunta e eu olho ao redor, notando que seus próprios pais escapuliram da sala sem que ninguém percebesse.

– Não. – Sunrise balança a cabeça – Da última vez que falei com eles, eles estavam no Nepal se preparando para começar uma caminhada de vinte dias até o monte Everest.

– Seus pais vão escalar o Everest? – pergunto sentindo meus olhos se arregalarem, mas Sunrise apenas ri.

– Não. É preciso ter muito condicionamento físico e muita vontade de morrer para fazer isso. – ela responde divertida – Eles só vão até o acampamento-base do Everest, que é o lugar onde os alpinistas começam a se preparar para realmente escalar a montanha, sabe? Lá é frio e bem alto e a caminhada deve ser uma tortura, mas meus pais já foram lá duas vezes. Então, estão acostumados.

– Os pais da Sunny são mochileiros. – Blake explica ao notar minha expressão confusa – É por isso que ela tem esse nome estranho de hippie. Meus tios praticamente moram na estrada.

– Não. – Sunrise o corrige – Eles realmente moram na estrada. Juro que eu não soube o que era dormir na mesma cama por mais de uma semana até completar cinco anos de idade e meus pais precisarem sossegar em uma cidade para que eu pudesse estudar. Nós moramos em Buffalo até eu completar oito anos, mas eu sabia que, diferente de mim, meus pais não tinham sido feitos para essa vida comum de se estabelecer em uma cidade e ficar por lá. Então eu os convenci a me deixaram aqui em Manhattan com a tia Jillian e eles voltaram para estrada.

– Foi solitário crescer sem os seus pais? – pergunto. Eu teria me sentido muito triste se tivesse crescido sem os meus, mas Sunrise parece não se abalar.

– Eu sentia saudade deles às vezes, mas eu estava feliz porque sabia que eles estavam felizes. – ela responde calmamente. – Além do mais, eles estavam presentes em todas as datas comemorativas e aniversários. Sempre me ligavam, ou mandavam vídeos e presentes dos lugares por onde eles passavam. De certa forma, eu me sentia especial por ter pais como eles. Ninguém tinha pais como os meus na escola, sabe? – ela ri – E a tia Jillian sempre cuidou de mim como uma filha. Não é a toa que o Shakespeare aqui é o meu irmãozão chato.

– Eu não sou chato. – Blake a abraça – Você me ama.

– Amo mesmo. – ela beija a bochecha dele – Mas se contar para alguém que eu disse isso eu corto a sua língua enquanto você dorme.

– Você mesma acabou de contar isso para a Alyssa.

– Ela não vai espalhar para ninguém. – Sunrise sorri para mim – Meu lado hippie me diz que nós somos almas irmãs.

– Ah, falando em almas irmãs... – Blake olha para mim – Você sabia que a Sunny também é musicista?

– É?

– Entrei para a Juilliard ano passado. Toco violino. – ela respondeu – Você toca o que?

– Piano.

– Piano é legal. Vocês dois se conheceram na universidade? – Sunrise olha para mim e depois para Blake e quando não respondemos, ela arregala os olhos e solta uma gargalhada – Ah, caralho! Eu não acredito. Shakespeare, seu filho da puta, você tá comendo uma das suas alunas?!

Notas finais
Você está, Shakespeare? rsrs Espero que tenham gostado de conhecer a família do Blake. Eles aparecerão mais nos próximos capítulos, é claro, e você também irão conhecer os pais da Alyssa também. Obrigada por acompanharem e obrigada pelos reviews no capítulo anterior. Vejo vocês em breve. Bjos!