O Mestre - EM HIATUS

18 Capítulo Dezessete


Notas iniciais
Olá, Faz um tempinho que não apareço por aqui, mas estava sem tem e sem inspiração =/ felizmente, as duas coisas voltaram e esse fim de semana e pude terminar o capítulo. Espero que gostem. Boa leitura.

“Ter medo inibe nossas ações. Nessa vida, vence quem enfrenta os desafios com coragem.” – Hugo Schlesinger.

[Alyssa]

São pouco mais de oito da noite quando eu bato à porta do apartamento de Blake e sou recebida pelo cheiro delicioso de um assado e por um sorriso de tirar o fôlego.

– Eu fiz o jantar. – Blake anuncia, segurando-me pela mão e puxando-me para dentro do apartamento, animado.

Ele está usando apenas uma calça de corrida preta e chinelos e a única coisa que cobre seu abdômen é um avental de cozinha branco, então eu perco alguns segundos observando os músculos definidos de suas costas, agradecendo à Deus por estarmos na Califórnia, onde o clima quente e praiano permite que eu desfrute desse tipo de visão.

– Sabia que eu sempre tive uma queda por homens de avental? – digo quando Blake termina de trancar a porta e se vira para mim – Principalmente quando eles cozinham. – acrescento com uma piscadela.

Meu comentário faz Blake sorrir e ele se aproxima de mim, envolvendo minha cintura com as mãos e imprensando-me contra a lateral da estante de sua sala.

– Quero ver se você vai continuar tão animada assim após provar o jantar. – ele deposita um beijo rápido em meus lábios e depois se afasta – É a primeira vez que cozinho para alguém além de mim, então não espere muita coisa.

– Ora, ora. – levo as mãos à cintura e o encaro com uma expressão convencida – Quer dizer que o nosso querido professor, ator, músico e jurado de show de talentos universitário não leva o menor jeito para as artes culinárias?

– Como é? – ele cruza os braços em frente o peito e me encara – Em primeiro lugar, eu não serei jurado num show de talentos universitário. Serei um avaliador de audições de um projeto de teatro universitário. E, em segundo lugar, eu nunca disse que não sabia cozinhar, só disse que eu não tinha prática em cozinhar para alguém que não fosse... bem, eu mesmo.

– Ui. – eu rio – Parece que eu feri o orgulho de alguém aqui.

– Você é muito boba. – Blake conclui e eu o acompanho até a cozinha.

O cheiro de comida sendo preparada é mais forte ali e invade as minhas narinas, fazendo o meu estômago roncar. Eu não jantei antes de vir visitá-lo e, embora eu não faça a menor ideia do que Blake está preparando para nós, eu posso afirmar, com toda certeza, que eu quero comê-lo.

– Então, Sr. Chef, qual é o cardápio da noite? – pergunto me aproximando do fogão e espreitando Blake enquanto ele termina de preparar um molho de folhas verdes que, pelo cheiro, eu acho que é hortelã.

– Bem, nobre aprendiz, esta noite nós teremos um delicioso cordeiro assado com molho de hortelã, acompanhado por arroz primavera e salada

– Hum. – eu ergo as sobrancelhas e aceno levemente com a cabeça aprovando – E o que teremos para beber? Champanhe? Vinho?

– Não. – Blake sorri – Algo muito melhor. Aquele maravilhoso suco de pêssego que eu comprei hoje à tarde no supermercado e que tem uma caixinha super bonita.

Ele aponta para a mesa, onde o suco está e eu olho para lá, caindo na risada logo em seguida.

– Uma caixinha super bonita? – questiono.

– Ah, qual é? – Blake para de mexer o molho e desliga o fogo – O pêssego está sorrindo. Vai me dizer que isso não é fofo?

Eu rio até que minha barriga dói e chego a desabar no chão da cozinha, rindo ainda mais quando Blake joga um pano de prato na minha cara para tentar me fazer parar de rir.

– Se eu soubesse que um suco de pêssego iria te fazer rir tanto eu teria comprado dois. – Blake diz, estendendo-me a mão para me ajudar a levantar do chão quando minha crise de riso finalmente se estabiliza.

– Não é o suco. – respondo, tentando voltar a respirar direito – O problema é esse meu namorado que acha o pêssego sorridente da caixinha fofo.

– Mas é mesmo. – ele afirma e quando eu fico de pé de novo, ele desliga o forno e retira de lá o pernil de cordeiro mais suculento que eu já vi na vida, levando-o até o balcão para jogar o molho de hortelã por cima.

– Isso parece bom. – eu inspiro profundamente, absorvendo o cheiro delicioso da carne e sentindo minha boca salivar – Onde aprendeu a cozinhar?

– Com a minha mãe. Aliás, essa receita é dela e ela praticamente me fez implorar para saber o ingrediente secreto.

– Tem um ingrediente secreto?

– Gengibre. – Blake responde, levando o pernil de cordeiro até a mesa, enquanto eu o sigo de perto. Eu devo parecer uma esfomeada andando atrás dele daquela maneira, mas essa cordeiro definitivamente abriu o meu apetite.

– Sabe, acho que você não deveria sair por aí contando o ingrediente secreto da sua mãe, afinal, era para ele ser secreto. – comento e Blake ri.

– É só gengibre. Além do mais, eu ainda estou um pouco bravo com a minha mãe por ter feito tanto suspense por causa disso. Ela fez tanta cerimônia para me contar sobre esse ingrediente secreto que imaginei até que se tratava de um composto químico mutante proibido pelo governo.

Faço careta.

– A sua imaginação é bastante fértil.

– Foi por isso que eu cursei Artes. – Blake pisca para mim – Vamos comer?

Nosso jantar é um ensaio sobre babaquices. Eu ouço Blake falar sobre todas as atrocidades que ele já cometeu na cozinha enquanto sua mãe tentava ensiná-lo a cozinhar e por muito pouco eu não me engasgo, uma ou duas vezes, tentando evitar as risadas que querem escapar de mim enquanto como.

Ele parece se dar muito bem com a família e a forma como ele fala de sua mãe me faz ter vontade de conhecê-la. Além do mais, o jantar que Blake preparou está maravilhoso e se foi sua mãe quem o ensinou a cozinhar assim, eu realmente quero provar a comida dela, com ou sem ingrediente secreto.

Quando terminamos, eu ajudo Blake a arrumar a cozinha, secando as louças enquanto ele as lava e nós conversamos um pouco sobre Wade e o fato de ele saber sobre o nosso relacionamento.

Blake parece um pouco incomodado com o assunto, o que é estranho para mim, já que na festa, quando eu lhe contei que Wade havia descoberto sobre nós, ele pareceu nem se importar e eu me pergunto o que pode ter acontecido para deixá-lo aborrecido agora. Sei que ele e Wade tiveram um momento bem tenso durante a aula de Musicalidade e Interpretação e eu cheguei a me preocupar com as consequências daquela pequena discussão entre os dois, mas, fora isso, não sei o que mais pode ter acontecido. Será que eles discutiram novamente depois que saí do auditório?

Disposta a não deixar que aquele assunto estrague a noite descontraída que estamos tendo, decido encerrá-lo e falar sobre coisas mais legais, como o caso engraçado que Melody e Kirk parecem ter começado na festa e que já provocou muitas risadas em Serena e em mim enquanto ouvíamos Melody contar os detalhes daquela noite.

– Como está o Kirk? – pergunto – Você tem falado com ele?

– Tenho sim. Aliás, ele me ligou ontem para falar sobre a Melody. – Blake faz careta – Acho que a sua amiga o deixou meio louco.

– Como assim?

Blake termina de enxaguar o último prato que sujamos no jantar e, depois de entregá-lo a mim, ele se apoia na pia e meneia um pouco a cabeça, pensando.

– Eu não entendi muito bem, mas parece que a Melody mandou uma foto de lingerie para ele e aí quando o Kirk a chamou para jantar, ela disse que já tinha compromisso. – Blake sorri – Ele não reagiu muito bem a isso.

– Meu Deus! – eu arregalo os olhos – A Melody é louca?

– E eu lá vou saber? – Blake dá de ombros – A amiga é sua, mas doida ou não, uma coisa é certa: o Kirk gostou. E quando ele gosta... Bem, prepare-se para tê-lo na sua porta até a Melody aceitar jantar com ele.

Eu tenho que rir.

– É cada um que a Melody arruma, viu? Vou te contar. O cupido dela é mais drogado que o meu.

– Hey! – Blake bate o cotovelo no meu braço, de leve – Eu sou um bom partido, tá? Eu duvido que você encontre um cara que é professor, ator, músico e cozinheiro em qualquer esquina por aí.

– Ui. Acho que você se esqueceu de mencionar que também é jurado de show de talentos universitário, Sr. Bom Partido.

– Eu sou avaliador de audições, querida. – Blake me segura pelo quadril e me ergue, colocando-me sobre o balcão da cozinha – Há uma grande diferença.

Ele retira de minhas mãos o prato que eu estava secando e o deposita em algum lugar vazio do balcão, unindo sua boca a minha logo em seguida. Nos beijamos de maneira intensa e demorada, enquanto eu passo minhas unhas pelas costas nuas de Blake, imaginando como seria fazer amor com ele, ali na cozinha mesmo. É uma experiência que eu nunca tive e que gostaria de experimentar com ele.

Quando finalmente nos separamos eu estou sem fôlego e até um pouco tonta pela falta de oxigênio, mas quero continuar beijando-o intensamente porque os beijos dele são como uma droga para mim e eu acho que nunca vou me cansar deles.

Estou pronta para agarrar Blake de novo e perguntar se ele teria alguma objeção quanto a manter uma mulher nua sobre o balcão de sua cozinha, quando ele simplesmente me surpreende, perguntando-me onde eu pretendo passar o dia Ação de Graças.

– O dia de Ação de Graças? – eu sou obrigada a repetir porque eu acho que não ouvi direito. Nós estávamos nos pegando a dois segundos atrás e agora ele quer saber onde eu vou passar a Ação de Graças? Nem faz sentido.

– Sim. – Blake confirma – Você pretende ficar aqui na Califórnia com as suas amigas ou tem outros planos?

– Bem, eu acho que... vou para a casa dos meus pais. – respondo finalmente – Por quê?

– Por nada. – Blake dá de ombros – Só queria saber mesmo.

– Só queria saber? – eu o encaro – Você está mentindo.

– Não estou, não.

– Está sim. – eu o cutuco com o dedo indicador, acusando-o – Você não ia me perguntar uma coisa dessas, assim, tão de repente, só por curiosidade.

– E porque não? – ele desconversa e se afasta – Um homem não pode fazer perguntas aleatórias e completamente sem sentido, apenas por curiosidade?

– Eu sei lá. – desço do balcão e vou até ele – Eu não sei que tipo de perguntas os homens podem fazer apenas por curiosidade, mas sei que você está mentindo.

– E como você sabe?

– Porque você não está olhando para mim. – eu seguro o rosto dele entre as mãos e o obrigo a me encarar – Blake Carson, me diga a verdade.

Blake une os lábios, visivelmente incomodado com a situação e eu permaneço olhando para ele com uma expressão séria, porque eu tenho certeza que ele está mentindo e eu quero saber exatamente o por que e sobre o que.

– Isso vai soar muito esquisito, mas tente não sair correndo no momento em que eu te contar, ok? – ele me pede e eu fico nervosa de imediato. Que diabos ele tem para me dizer?

– Ok. – concordo.

– Tá. Então... – ele respira fundo e passa as mãos pelo cabelo, mudando o peso do corpo de uma perna para outra, enquanto parece decidir qual seria a melhor maneira de começar a história – Eu liguei para a minha mãe hoje. Para pedir a receita do cordeiro e tudo mais.

– Hum. – estreito os olhos, desconfiada do rumo da conversa, mas deixo que ele prossiga.

– Nós conversamos um pouco. – Blake continua – Ela perguntou como as coisas estavam aqui na Califórnia e eu disse que estavam boas, que as pessoas eram... legais, mas você sabe como são as mães. Elas tem um poder estranho de descobrir quando você está escondendo alguma coisa, aí ela me perguntou se eu estava... com alguém por aqui.

– Ai, meu Deus. – sinto o meu coração disparar – Você contou a ela sobre nós?

– Hããããã... É. – Blake afirma e sou obrigada a me sentar – Eu não disse que você era minha aluna, nem nada disso. Eu só falei que você era uma garota legal e que estávamos... saindo. Você está surtando, não está?

– Um pouco. – confirmo.

Não é que eu não quisesse que Blake falasse sobre mim para sua mãe, afinal, nós meio que estávamos namorando e ele tinha o direito de contar, mas caramba! Nós estamos juntos há o quê? Uma semana e meia? Além do mais, esse é meio que um relacionamento secreto, embora a mãe dele não saiba disso porque ele não contou.

– Isso ainda não explica o motivo de você ter me perguntado sobre o dia de Ação de Graças. – eu digo depois de um instante – Não me diga que a sua mãe virá passar a Ação de Graças com você, aqui na Califórnia, e que ela quer me conhecer.

– Errr... Na verdade, não. – Blake responde e eu respiro aliviada, mas comemoro cedo demais – Ela quer que eu te leve para passar a Ação de Graça conosco em Nova Iorque. – Blake completa e eu quase caio da cadeira.

– O que?!

– Você não precisa ir se não quiser. – ele acrescenta rapidamente – Eu posso dizer a ela que você vai passar a Ação de Graças com a sua família ou com os seus amigos. Posso até dizer que você foi esquiar no Alaska. Qualquer coisa. Não tem problema se você não for.

– Ai, meu Deus. Ai, me Deus. Ai-meu-Deus! – me levanto e começo a dar voltas ao redor da cozinha, sentindo que agora sim eu estou começando a surtar.

Eu não posso acreditar que a mãe de Blake quer que eu vá passar a Ação de Graças com eles. Eu sei que eu havia dito antes que eu queria conhecê-la e comer da comida dela, mas não estava pensando em fazer isso tão cedo. Eu realmente quero correr para fora do apartamento de Blake nesse momento, mas me obrigo a ficar ali, porque não quero que ele pense que não quero conhecer a sua família ou que a ideia é tão ruim que eu não posso nem suportar.

A verdade mesmo é que estou assustada, porque nunca passei por uma situação como essa na minha vida antes.

Dylan demorou cinco meses para me apresentar aos seus pais oficialmente e eu nem posso dizer que tenha sido realmente uma apresentação, porque eu já os conhecia, já que Dylan e eu estudávamos juntos e que eu costumávamos fazer os trabalhos escolares na casa dele, mas isto, essa situação com Blake, está num nível muito avançado para mim. É um desafio com o qual eu não sei se consigo lidar.

– Acho que eu estou ficando sem ar. – comento e ele corre para me amparar, trazendo-me novamente ate a mesa e me fazendo sentar .

– Me desculpe, Liss. Eu não devia ter dito nada. É que a minha mãe ficou me perturbando para saber mais sobre nós e aí ela sugeriu isso... eu... eu deveria ter ficado calado.

Blake olha para mim e ele parece tão envergonhado, que eu me sinto uma completa idiota, por que eu estou fazendo um verdadeiro drama aqui e estou deixando-o constrangido por pura besteira.

Há tantas garotas no mundo que desejam que seus namorados parem de ser uns babacas e as apresentem oficialmente às suas famílias e eu tenho um cara bem aqui que adoraria fazer isso e estou agindo como uma maluca que tem aversão a família dele. Quem deveria estar envergonhada era eu!

– Está tudo bem. Blake. – eu olho para ele e tento me acalmar – Eu só fiquei um pouco surpresa com a notícia, mas... acho que conhecer a sua família seria legal.

– Seria? – Blake me encara totalmente pasmo e eu abro um sorriso amarelo.

– Seria. – afirmo. E é só quando respondo que percebo que aquilo é verdade.

Pelo pouco que Blake me conta sobre sua família, eles parecem ser bem legais. Sua mãe parece ser amorosa e gentil e seu pai parece ser divertido e bondoso. O tipo de pessoas com os quais eu gostaria de me envolver. Eu não tenho porque ter medo deles, não é? Além do mais, eu estou sempre falando sobre o quanto eu gosto de Blake e sobre o quanto eu quero ter um relacionamento concreto com ele quando deixarmos de ser professor e aluna, então, nada mais justo que eu conhecer sua família.

Fora isso, eles moram em Nova Iorque, que também é onde os meus próprios pais moram. Acho que eu posso unir uma visita a outra e fazer as coisas darem certo. Eu não preciso fazer todo esse drama. Posso fazer as coisas darem certo. Tenho certeza disso.

– Pode dizer a sua mãe que eu aceito passar a Ação de Graças com vocês. – concluo, sentindo-me bem mais leve, embora eu ainda esteja com um pouco de medo – Vou adorar conhecê-los.

– Sério? – Blake olha para mim, sem parecer seguro com minha afirmação – Você sabe que não precisa ir só porque eles te convidaram, não sabe? Eles vão entender se você não for, Liss.

– Blake. – eu seguro as mãos dele e tento soar o mais firme possível – Eu quero ir. Eu fiquei assustada no início por que, bem, nós dois não estamos juntos há muito tempo e o nosso relacionamento é um tanto complicado. Além do mais, eles são os seus pais, então, é óbvio que a ideia de conhecê-los me deixa nervosa. Na verdade eu estou com um pouco de medo de que eles não gostem de mim.

– O que? Não, Liss. – Blake aperta as minhas na sua – Você é maravilhosa. É óbvio que eles vão amar conhecer você.

– Bem, essa é a sua opinião. – dou de ombros – A opinião dos seus pais eu irei descobrir daqui há pouco mais de um mês.

– Então você vai? – Blake me encara animado e só então eu percebo que aquilo era algo importante para ele também, apesar de ele não admitir.

– Sim. E vou. – respondo – E você, Sr. Carson, vai conhecer os meus pais.

– Vou? – Blake franze a testa e eu rio.

– Meus pais também moram em Nova Iorque. Então, se eu vou até lá conhecer os seus, você vai ter conhecer os meus e eu não aceito não como resposta.

Tudo bem, podia até ser que eu fosse me arrepender disso assim que eu ficasse sozinha para refletir sobre a situação, mas naquele momento eu não me importava. Eu gostava mesmo de Blake e apresentá-lo aos meus pais seria maravilhoso, embora... eu tivesse certeza que iria desmaiar quando conhecesse os seus.

Notas finais
Yo ho! chegamos ao fim de mais um capítulo. O que acharam? XD Muito em breve os pais da Alyssa e do Blake vão pintar por aqui e, além deles, aparecerá também outro novo personagem ^^ Espero que tenham gostado do capítulo e assim que eu puder e a inspiração permitir, eu apareço por aqui para postar o próximo e prometo que vou tentar não demorar muito. Beijos e até breve.