O Mestre : A última missão.
7 Aliança inquieta.
A contagem regressiva no monitor principal lançava um brilho vermelho e sinistro sobre a cena. Nove minutos. O som das portas de aço se fechando ecoava como o fim de um caixão. Eles estavam presos. Presos com um Kaito enlouquecido e um Okasa ferido e furioso.
"Precisamos encontrar uma saída!", gritou Teri, sua mente tática já trabalhando, avaliando a situação. "Max, você consegue anular o bloqueio?"
"Vou tentar!", respondeu Max, correndo para o console principal, desviando de uma estocada de Okasa.
McAllister sabia que eles não poderiam lutar em duas frentes. Eles precisavam de uma trégua, por mais frágil que fosse. Ele se interpôs entre Okasa e Max, sua katana erguida não em um gesto de ataque, mas de defesa.
"Okasa, olhe ao seu redor!", disse McAllister, sua voz ressoando com autoridade. "Kaito nos traiu a todos. Ele nos usou como peões em seu jogo doentio. Se ficarmos aqui, todos nós morreremos. Sua vingança não significará nada."
Okasa hesitou. O ódio em seus olhos lutou com a lógica fria da sobrevivência. Ele olhou para Kaito, que ria histericamente, e para a contagem regressiva. Ele sabia que McAllister estava certo. Morrer em uma explosão sem sentido não era a morte honrada que ele buscava.
"O que você propõe, Mestre?", perguntou Okasa, a palavra "Mestre" carregada de uma ironia amarga.
"Uma trégua", disse McAllister. "Lutamos juntos para sair daqui. Depois, resolvemos nossas diferenças."
Okasa ponderou por um momento, então assentiu lentamente. "Uma trégua. Mas quando estivermos livres, eu terminarei o que comecei."
Com a aliança inquieta formada, a dinâmica na sala mudou. McAllister e Okasa, mestre e ex-aluno, agora lutavam lado a lado contra os guardas restantes de Kaito, que haviam se reagrupado e tentavam invadir o centro de comando. A visão de dois mestres ninjas lutando em sincronia era aterrorizante e bela. Seus movimentos eram um espelho um do outro, um reflexo de seu treinamento compartilhado, uma dança mortal de lâminas e sombras.
Enquanto isso, Max e Teri trabalhavam freneticamente no console. Teri, com seu conhecimento de sistemas militares, guiava Max através dos esquemas complexos. "A anulação manual deve estar aqui!", disse ela, apontando para um painel. "Mas está protegido por uma criptografia de nível militar."
"Deixe comigo", disse Max, seus dedos voando sobre o teclado. Anos de improvisação na estrada, de consertar equipamentos com peças sobressalentes e de aprender a pensar fora da caixa, o haviam preparado para aquele momento.
O tempo estava se esgotando. Sete minutos. A porta do centro de comando começou a ceder sob o ataque dos guardas. McAllister e Okasa, ambos feridos, estavam começando a se cansar.
"Max, agora!", gritou McAllister.
Com um último clique, Max conseguiu. "Consegui! As portas estão abrindo!"
As portas de aço começaram a se retrair. A rota de fuga estava aberta. Mas Kaito não havia terminado. Ele pegou uma submetralhadora de um guarda caído e abriu fogo, forçando todos a se protegerem.
"Ninguém sai daqui!", gritou ele.
Okasa, vendo sua chance de escapar ameaçada, agiu. Com uma velocidade surpreendente, ele lançou seu tanto, a adaga curta, através da sala. A lâmina atingiu Kaito no ombro, fazendo-o largar a arma. Foi um golpe preciso, projetado para incapacitar, não para matar.
Com Kaito neutralizado, eles correram. McAllister, Max, Teri e, relutantemente, Okasa, fugiram pelo corredor, com o som da contagem regressiva ecoando atrás deles. Eles precisavam chegar ao hangar, ao jato de Kaito, sua única esperança de escapar da explosão.
Mas o caminho não estava livre. Os guardas de Kaito, agora em pânico com a autodestruição iminente, estavam tentando desesperadamente chegar à pista de pouso. A fuga se transformou em uma batalha caótica, uma corrida contra o tempo e contra um exército em desespero.
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