O Mesmo Que Eu?
1 Melancolia
Era mais uma manhã fria na cidade de Londres. Watson olhava melancolico a rua pela janela. Os pensamentos estavam distantes, não consiguira esquecer por nem um só segundo aquele que tinha saido. Um caso tão perigoso como este e Sherlock Holmes havia ido sozinho e rejeitado sua companhia, advertindo-lhe de que era perigoso demais. Ora se era tão perigoso assim, Holmes também estava em perigo. Haviam passado muitas horas desde que o detetive saira, Watson estava pensado que o pior poderia ter acontecido. Não duvidava da capacidade e talento de seu amigo para resolver o caso, mas o que sentia por ele fazia com que Watson ficasse louco com tantos pensamentos na cabeça.
Sherlock Holmes abre a porta e entra com um ar de felicidade no rosto. Ao abrir a porta Watson havia se assustado, pois estava tão perdido em seus pensamentos que não vira o amigo retornando pela rua. — Vejo que resolveu o caso.- disse o médico ao detetive. — Sim. Era bem mais simples do que imaginava. — Então não tinha perigo nenhum? — Levando em consideração minha inteligência para tais casos, realmente não havia perigo. — Hum — murmurou Watson. — Vejo que não dormiu a noite, o que te preocupou meu caro?- perguntou Holmes fazendo o outro ficar corado. — Tomei uma xicará de café muito forte antes de me deitar, então não consegui dormir.- respondeu Watson mentindo. Naquele momento seu coração disparou, temia que seu amigo tivesse reparado alguma coisa comprometedora. — Não há café na dispensa, somente chá. Watson não respondeu. Levantou-se da poltrona e estava indo para o quarto. Se continuasse ali acabaria tendo seu segredo revelado. Mas para sua surpresa Holmes agarrou seu braço impedindo-lhe de andar. — Meu caro, você bem sabe que é o único amigo que tenho e que confio muito em ti. Então confie em mim também. Seja qual for seu problema, que parece ser bastante grave, pode me contar.- disse Holmes. — Você não entenderia.- disse o médico em pranto. Abraçou fortemente o detetive enquanto chorava desesperadamente. Watson notou que o amigo havia respirado fundo para prender o que ia dizer. Holmes devolveu o abraço de forma igualmente terna. — Entendo casos completamente indecifráveis. Não entenderia o problema de um amigo?- disse Holmes rindo. Abraçou o amigo mais fortemente, trazendo ele para mais perto de si. — As coisas não serão mais as mesmas. É capaz até mesmo de mim ter que ir embora se te contar.- Watson chorava mais ainda. — Eu juro que vou entender.- Holmes falou doce e calmamente, acariciando os cabelos loiros so médico. — Tudo bem então. Holmes, já faz muito tempo, já faz anos e a cada dia que passa eu sinto que...que...-Não conseguia falar, sabia que o amigo jamais demostrava quaisquer sentimento amoroso, provavelmente iria rir dele, e a amizade não seria mais a mesma. — Sente o que?- perguntou Holmes- O mesmo que eu? Watson estremeceu. Seria possivel que Holmes sabia do que se tratava e que tambem o amava? — O que você sente Holmes?- a voz do médico já quase não saia mais.
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