O Menino que Dormia

1 Finalmente primeiro ano.


Capitulo I– Finalmente ultimo ano.

------------------------------------------------------------------------

Oi! Chamo-me Takamoto Amaya. Estudo na escolaToyosato Elementary Schoolque se localiza na cidade deToyosatoque fica noDistrito Inukami,província de Shiga. Estou no meu ultimo ano de escolaridade. -cota de amigos? Zero! Não sou do tipo popular e nemnerd, sou aquela aluna que só os professores sabem que existe, minha timidez e insegurança não ajudam na minha vida social, não é que eu não tente, mas sempre quando tomo a iniciativa para falar com alguém, as patricinhas da escola me “atropelam”, parece mais que elas sabem o que eu irei fazer. Sinto-me uma inútil miserável, tenho certeza que eu seria uma ótima amiga, então por que ninguém conversa comigo? Será porque sou uma Japonesa loira de natureza?Kamisama!Eu não tinha pensado nessa hipótese ainda, será que é esse o motivo? Aqui no Japão, o negro absoluto e o castanho delicado são as tradicionais cores de cabelos, uma japonesa loira como eu, só seria aceitável se não fosse natural, sou mestiça minha mãe é nissei e meu pai alemão, puxei meus fios dele, e meus olhos da minha mãe, eu posso assim dizer que sou uma pessoa bonita, minhas roupas e meu estilo não ajudam muito nesse fato. Contudo, quando ninguém está olhando, eu posso ter a liberdade de ser feliz sendo a louca que sou.

- ... But there’s one sound...That no one knows... What does the fox say? Ring-ding-ding-ding-dingeringeding! –Essa sou eu cantando uns dos sucessos de Ylvis, cinco e meia da manhã e eu cantando feito uma louca.

-Amaya cante mais baixo, dessa forma você vai estourar os meus tímpanos! –Grita minha avó batendo na porta do banheiro.

-Gomen Obachan,eu acabei me empolgando um pouco, já estou saindo. –A respondo, porém continuo a cantarolar... — Gering-ding-ding-ding-dingeringeding! Gering-ding-ding-ding-dingeringeding! What does the fox say? –Passo a mão na cortina do box que separa a área de banho, a abrindo, e percebo... esqueci a toalha. –OBACHAN!!! –Grito por ajuda, contudo ninguém aparece. –Droga o que farei? Á principio, por que estou me queixando? Só está eu e aObachanem casa. –Com isso resolvo sair do banheiro desnuda. Ando vagarosamente, o azulejo molhado pode me levar ao chão em segundos, e não quero ir de cara quebrada para escola logo no primeiro dia do ultimo ano. Contudo, continuo a seguir no corredor da minha casa me escorando na parede, vai que aparece alguém de surpresa né? Entro no primeiro quarto que eu achar. Desço até a metade das escadas e vejo a Obachan de fones assistindo um dorama e chorando. –Que velha egoísta, eu poderia está morrendo e ela nem aí. –Assim digo e logo depois sigo para minha missão de achar uma toalha. Com o fracasso, decido ir para meu quarto. –Será possível que todas as toalhas dessa casa sumiram? –Me alto perguntar isso, não vai fazer uma surgir como mágica em minhas mãos. Entro em meu quarto e logo vejo três delas dobradinhas e limpinhas, encima da minha cama. –A Obachan fez isso de proposito, depois que o Papa e a Mama viajaram, ela passou a se comportar como uma criança, vive me pregando peças. –Logo olho para trás rapidamente ao ouvir meu celular tocar. Onde eu o coloquei? Na janela, sempre o coloco na janela. E já que não tenho vizinhos vou pega-lo desnuda. –O atendo. –Moshi, Moshi... Droga é a minha operadora, eu me esqueci de pagar esse mês. -Só fico a ouvir as reclamações do meu servidor, que por sua vez é o meu tio. –Calma Ojisan, eu já ia pagar.

-Quando você ia pagar Amaya? Todo mês você esquece, e sou eu que tenho que arcar com as consequências. –Alega furioso.

-Eu juro que antes de ir para a escola eu ia pagar. –Tento acalma-lo.

-Amaya, eu só vou lhe ajudar dessa vez, na próxima você se vira.

-Arigato Ojisan, eu prometo que no próximo mês não me esquecerei de pagar, agora tenho que desligar eu estou atrasada para a escola. –E em meio a minha despedida olho pela janela e vejo um garoto chegando em um taxi. –Ojisan, eu vou desligar. Bye, bye. –Desligo. –Mas quem será esse garoto? Há anos que não vejo ninguém morando naquela casa. –O garoto acaba por notar a minha presencia, e com minha simpatia, aceno para ele e logo o vejo ruborizar do nada. Ah é, estou desnuda. –Oh my God o garoto desmaiou. Essa não, estão levando ele para dentro da casa. Kamisama, será que ele morreu? –Assustada fecho as cortinas da janela e fico de costa na parede ao lado. –Eu matei ele, eu matei ele, eu matei ele, não pode ser. –O que não pode, é eu ficar repetindo isso, enquanto o relógio não para. Tenho que correr, não posso perder a cerimônia de abertura. Arrumo-me nas pressas e desço as escadas correndo, e quando chego ao antepenúltimo degrau escorrego e caio de bunda. –Ai! –As folhas das cópias da minha matricula voam ao vento. –Obachan, ajude-me. –Ela continua a assistir doramas com fones de ouvido. –Droga, eu tenho que me virar sozinha. –Sim, sou a tragédia em pessoa. Não consigo correr sem cair ou tropeçar em algo, pelo menos isso só acontece quando corro. Faço uma trouxa com os papeis e os coloco na minha mochila e corro para o ponto de ônibus. Morar perto da escola facilita meu transporte, o ônibus sempre é bem pontual e se eu perco-o terei que ir a pé.

Ponho meus fones de ouvido e aperto oPlay, talvez assim eu tire da minha cabeça o fato d’eu ter matado um desconhecido. — Kiss me hard before you go... Summertime sadness. –Sempre que estou ansiosa, escutoLana Del Rey, principalmente a musica “Summertime sadness” ela me acalma. E cantar isso em um ponto de ônibus sozinha, não é nada esquisito. Afinal, não tem ninguém ouvindo para me jugar. — Oh, my God, I feel it in the air...

-C-C-Com licença. –Sinto algo tocar em meu ombro. E logo me assusto ao ver um garoto enorme ao meu lado.

-Quem é você? Perdeu algo? –O pergunto indiferente. Removo os meus fones levantando-me. O encaro. –Vem cá, nunca interrompa uma garota quando ela está ouvindo sua musica favorita.

-G-Gomen...

-Você não sabe falar sem gaguejar? Por acaso você é gago? –Antes eu falei que eu era tímida? Na verdade sou muito nervosa e precipitada. Nunca dou a chance de alguém se apresentar sem antes levar uns três fora. O vejo ficar tremulo, sinto pena dele. –Vem cá. Como se chama?

-Sakakibara Yoshikazu. Gomen por te interromper. Você estava cantando Lana Del Rey? –Pergunta-me ainda envergonhado.

-Sim por quê? Vai me processar? –O respondo friamente.

-Não, não. Sua voz é muito bonita, deverias entrar em uma escola de canto...

-Vem cá? O que você quer comigo? Vou logo dizendo, não sou estrangeira não em, esse loiro aqui veio do meu pai, esses olhos da minha mãe, é comum sabia? Aqui no Japão ter garotas loiras naturais? E de onde você apareceu? Nunca vi você por aqui, por acaso é algum molestador? Cuidado! Tenho spray de pimenta... –Ele desmaia. Humor? Apavorada. –Ei garoto, não brinque comigo. –Percebo, ele é o mesmo garoto que me viu na janela. Agora não sei se fico aliviada, ou se me desespero mais ainda por eu ter matado ele duas vezes. –Ei! –Toco em sua barriga com a ponta de meu sapato. –Droga, acorde garoto. –Tenho uma ideia. Tento por ele sentado no banco do ponto de ônibus, e consigo. Sento ao seu lado e o escoro em meu ombro. As poucas pessoas que passavam ficavam a olhar desconfiadas, pois não são acostumados a me ver com uma pessoa. –Não se preocupe, ele só está dormindo. –Assim é aminhadesculpa. –Filho da mãe, que troço ele tem que vive morrendo? –O vejo acordar. –Seu baka, como ousa me assustar outra vez?

-Nani?! O que aconteceu?

-Não me venha com esse papo de “o que aconteceu?” você morreu e agora ressuscitou...

-Droga aconteceu de novo, só hoje já são duas recaídas. –O vejo entristecer.

-Recaídas?

-Sim, eu possuo um distúrbio do sono chamado Narcolepsia, quando fico muito nervoso pego no sono, e as vezes, nem preciso ficar, apenas acabo dormindo em pé ou comendo... –Ó céus como eu sou cruel. –Até quando eu estiver conversando normalmente, acabo dormindo.

-Ah... É... Bom, gomen por eu ter sido cruel com você.

-Acontece.

-Não acontece não, eu às vezes, sou um pouco arrogante e isso me afasta das pessoas... E isso é lamentável. –Ele cora em silencio. –Você é tapado assim mesmo? Ou é mais alguma esquisitice sua?

-N-Não... Eu apenas...

-Ah! Finalmente o ônibus chegou. –Digo o interrompendo de falar.

-Esse é o que leva para aToyosato Elementary School?

-Sim, Por quê? Você vai estudar lá? –Entro no ônibus e ele me segue, mas eu paro na porta e me viro pra ele.

-Sim. –Responde.

-É acho que tive sorte, já vou começar o ano com um colega, e pra melhorar, ele é esquisito abessa.

-Não me chame de esquisito.

-Entre logo no ônibus. –Ele faz meu mandado, desejo um bom dia ao motorista e vou sentar em meu lugar.

-Onde eu vou sentar? –Pergunta-me em pé.

-Cara, só tem eu e você aqui, sente-se em qualquer lugar.

-Mas... Daqui a pouco esse Ônibus vai encher de pessoas e os valentões vão chegar a mim e me mandar sair do lugar deles, e isso seria muito constrangedor, e com certeza eu acabaria dormindo.

-Ano... Sei. Então, sente-se ao meu lado, ninguém se senta aqui mesmo. Eles me acham esquisita.

-Sério? Eu jurava que você era uma patricinha, ou a mais popular do colégio.

-Cara, se dependesse das pessoas da minha escola, eu nem existiria. Não saio ruim nas provas, porém não sou nerd. Recebo elogio pela a minha criatividade, mas são elogios vindos de meus professores, não estou me queixando, pelo menos alguém naToyosato Elementarysabe que eu existo, e isso já é o suficiente.

-Entendo, já eu sou o saco de pancada, nenhuma garota se interessa por mim, ninguém quer ser meu amigo.

-Vem cá! –O puxo pela gola do fardamento, ele cora ao me encarar. –Será possível que vocês homens só pensam em mulheres? O que tanto vocês têm entre as pernas que não conseguem controlar? –O vejo ficar mole, com isso eu o solto. –Vai ser difícil conversar com você.

-Conversar? –Boceja. –Até agora você só fez gritar comigo

-Está achando ruim? Se mude.

-De novo? –Ele entristece.

-Como assim “de novo”?

-Essa é a segunda vez que me mudo só esse mês. Meu pai trabalha em uma firma que vive pedindo para ele viajar, e com isso acabamos sempre nos mudando, pois ele não quer deixar a família só. Pode ser bonito da parte dele, mas é cansativo para mim, afinal tudo é cansativo para mim, nem posso passar uma hora em pé sem pegar no sono, isso é lamentável. –Esse garoto tem mais problemas do que pensei.

-Gomen novamente. Vamos começar de novo? –Me sento de lado. –Prazer. Chamo-me Takamoto Amaya, tenho dezesseis anos, nasci aqui em Osaka, moro com meus pais, tenho um metro e sessenta e oito centímetros, peso cinquenta e cinco quilos. Gosto de frutas roxas e rosas, não gosto muito de cítricos, amo cachorros e gatos, minha cor favorita é o kuro, meu estilo musical é variável dependendo de meu humor. E possuo humor bipolar, não tenho amigos e nem namorado, e sou a fantasma da escola. E você? –Ele acaba ficando boquiaberto com o meu declarar e sorrir sentando de lado ficando de frente a mim.

-Prazer. Chamo-me Sakakibara Yoshikazu, tenho dezesseis anos, nasci em Tóquio, moro com meus pais, tenho um metro e oitenta centímetros, peso sessenta e sete quilos. Gosto de uvas e morangos, não gosto de limão e laranjas, amo passarinhos e aves que não voam, minha cor favorita é o vermelho, meu estilo musical é o Pop, Possuo um distúrbio do sono chamado Narcolepsia, não tenho amigos e nem namorada, eu sou o dorminhoco da escola. Prazer. –Damos as mãos, e ficamos a nos encarar, até que ele cora do nada.

-O que aconteceu? –O pergunto.

-Eu já tinha me esquecido. –Ele senta normalmente e prende suas duas mãos dentre os joelhos.

-Do quê?

-Eu... Eu vi você nua. –Diz desviando o olhar.

-Ah! Idaí? Você nunca viu peito e bunda? Você é garoto, o robe de vocês é passar a noites fazendo saliências assistindo sites indecentes. Eu sei disso. Não fique com vergonha, sou bem mente aberta.

-Eu não sou esse tipo de cara, e mesmo se eu fosse, pegaria no sono em meio ao ato e minha mãe sempre me pegaria com a mão na botija.

-E bote mão na botija nisso. –Ironizo gargalhando e batendo fortemente no ombro dele.

-Ai! –Grita ele.

-Deixa de ser mole. –Digo séria. Logo os primeiros importunos entram no ônibus, e como de costume, eles nem notam a minha presencia. Olhando para esse lado, é bom ser invisível.

Continua..

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.