Notas iniciais
A MÚSICA É O LINK A SEGUIR. NÃO É OBRIGATÓRIO, MAS EU RECOMENDO OUVIR. https://www.youtube.com/watch?v=8ofCZObsnOo

BELLA'S POV

Encarei o teto branco. Havia um barulho ao fundo, indicando o batimento cardíaco de alguém, mas meus ouvidos estavam abafados demais para eu conseguir me situar. Eu engoli e minha boca estava seca, minha garganta trincando. Devagar, virei a cabeça para um lado e não vi ninguém, fiz o mesmo para o outro lado e constei estar sozinha.

Respirei fundo e foi como se milhares de agulhas cutucassem meu peito. Eu gemi e tentei levar a mão para meu peito, mas havia coisas demais presas à ela para eu conseguir mexe-la. Eu tentei olhar o que era, mas meu pescoço doia. Então suspirei resignada e esperei.

Pareceram horas, mas deve ter sido apenas minutos, para alguém entrar. Era uma mulher e ela estava vestida com calças azuis folgadas e um jaleco por cima. Eu estava no hospital, me dei conta.

Ela olhava a prancheta em sua mão, parecia ler o que tinha ali. Ficou um tempo assim, então suspirou e começou a andar ao meu encontro.

—-É, Isa... Eles te amam, mas não querer te deixar descansar... -- Disse baixinho. Eu reconhecia aquela voz, era Brice, a mulher que falava toda noite comigo sobre como foi sua vida. Eu gostava de ouvir sua voz.

E então ela olhou para meu rosto.

Seu espanto foi tanto que a prancheta caiu de suas mãos e fez um barulho alto demais. Eu queria me encolher, mas não conseguia por estar tão amarrada... E por que eu não sentia minhas pernas?

—-Isa? -- Ela sussurrou.

Eu queria falar, mas minha boca estava seca demais. Então, com algum esforço, eu assenti. Eu assisti seus olhos encherem de lágrimas e suas mãos irem para o rosto, tampando sua boca. Ela estava chorando por eu acordar? Eu estava confusa, e mais confusa ainda por estar confusa. Afinal, o que estava acontecendo?

Ela então fez movimentos estranhos, se esquecendo na prancheta no chão. Ela queria me acariciar, talvez, pois era isso que parecia com o mexer de braços estranho dela, mas ela queria chamar o médico também. Pelo que pareceu, seu lado profissional falou mais alto, pois ela saiu correndo porta afora, a prancheta esquecida no chão. Alguém ia tropeçar e cair naquilo.

Aí tudo aconteceu muito rápido. O local foi invadido por muitas pessoas, dois homens vieram para cima de mim e começaram a falar, enfiar luzes em meus olhos, me perguntar coisas que eu só respondia mexendo a cabeça. Parecia uma junta médica, mas eu sabia que em sua maioria eram enfermeiros curiosos.

—-Bella, você consegue se sentar? -- Um dos médicos perguntou depois de me examinar. Eu conhecia aquela voz também, pois ela falava comigo quase todo dia. Ele havia se identificado como Carlisle.

Eu não sabia se conseguia, mas eu assenti. Como eles haviam tirado parte dos apetrechos em minhas mãos, era mais fácil mexe-las, então me apoiei nelas e me impulsionei para cima. Eu consegui me sentar, mas eu não conseguia mexer minhas pernas.

Franzi o cenho e olhei para meus pés, tentando mexe-los. Nada. Tentei mais uma vez e falhei. Olhei para Carlisle e depois para meus pés, tentando trasmitir para ele toda a confusão que eu sentia pelo olhar. Ele acompanhou meu olhar e olhou meus pés, então foi para mais perto e apertou meu pé esquerdo. Eu não senti nada e foi aí que eu comecei a entrar em desespero.

—-Você consegue sentir? -- Ele perguntou. Eu neguei com a cabeça. Ele então suspirou e falou algo com os enfermeiros que saíram rapidamente da sala, nos deixando a sós. Ele se virou para mim e seu rosto se transformou de profissional para compaixão. -- Bella, você consegue falar?

Fiz algum esforço por minha garganta ressecada.

—-Sim. -- Minha voz saiu extremamente horrível. Ele assentiu.

Foi até o bebedouro que tinha em um canto do quarto, encheu um copo de água e me trouxe. Ele hesitou no começo, se me dava pra beber ou não, mas acabou cedendo e levou o copo aos meus lábios. Eu nunca, em toda minha vida, havia bebido uma água tão gostosa. Minha garganta ressecada entrou em júbilo. Quando acabou, ele sorriu e se afastou, jogando o copo fora. Carlisle arrastou um banquinho para perto da cama e se sentou, cruzando as pernas e me olhou.

—-Você sabe quem você é? -- Indagou.

—-Isabella Swan, 32 anos, advogada na Royal Advocacy. -- Respondi. Minha voz saiu melhor. Ele sorriu e assentiu.

—-Você sabe quem eu sou?

Franzi o cenho.

—-Ham... Carlisle, meu médico? Eu não sei, está um pouco confuso e eu só lembro das vozes... -- Falei.

Foi a vez de Carlisle franzir o cenho e ficar muito sério.

—-Bella, qual é a última coisa que você lembra?

—-Hmm... Me deitar para dormir? -- E eu me lembrava de um par de olhos verder também.

—-Você sabe em que mês estamos, de qual ano?

Eu forcei meu cérebro para trabalhar. Me lembrei havia pouco tinha sido meu aniversário, então foi fácil.

—-Setembro de 2016.

Ele tentou esconder, mas eu vi a expressão de choque que passou em seu rosto. Ele então respirou fundo e se levantou, se afastando.

—-Bella, eu preciso fazer mais alguns exames com você antes de lhe dizer o que você realmente tem, certo? Enquanto isso, há algumas pessoas que estão ansiosas para te ver. -- Ele fingiu um sorriso, assentiu -mais para si mesmo do que pra mim- e saiu do quarto, me deixando sozinha e ainda mais confusa.

Se passou algum tempo, mas a porta foi aberta novamente e um sorriso ivoluntário saiu de meus lábios.

—-Ah, meu Deus! -- Rosalie falou antes de se jogar em cima de mim.

Eu arfei de dor, sem conseguir abraça-la de volta. Rosalie viu o que aconteceu e se afastou com a expressão totalmente assustada.

—-Ai, Bells, me desculpa, foi sem querer! O doutor falou que não tem mais nada quebrado!

Eu franzi o cenho.

—-Quebrado? -- Indaguei. Rosalie arregalou os olhos e se afastou ainda mais.

—-Ham, nada não. Bells, é tão bom ver esses olhinhos abertos. Eu te amo tanto! -- Ela disse, apertando firme minha mão. Eu sorri.

—-É bom te ver também, Rose. Mas você vai me contar o que está havendo. -- Eu disse, ainda com o sorriso. Era mais um sorriso histérico que feliz.

Ela revirou os olhos.

—-Mandona. Eu sou a mais velha. E eu não posso, Carlisle pediu para que ele seja o primeiro a falar tudo. Você não pode ficar feliz em me ver?

E eu estava, de verdade. Eu lembrava dela falando comigo... Mas era apenas sonhos, certo? Eu só me lembrava de ir dormindo pensando naqueles olhos verdes... E só. O resto era um borrão. Eu sorri para ela e assenti.

—-Sim, eu estou Rose. -- Eu ia esperar respostas do médico.

Rosalie assentiu, mas então seu rosto murchou e ela olhou para longe, mordendo o lábio. Com toda a certeza ela achava que eu não vi, por isso eu não falei nada e ela logo fingiu o sorriso e me olhou.

—-Certo. Não vou monopolizar você, tem mais gente querendo te ver. -- Ela disse. Então beijou minha testa rapidamente e saiu.

Eu respirei fundo, começando a ficar com dor de cabeça com toda àquela confusão, mas tentei recompor a face para quem quer que seja que fosse entrar. E eu dei um sorriso genuíno ao ver meu pai batendo na porta e colocando a cabeça para dentro.

—-Hey, garotinha. Está decente? -- Ele perguntou. Eu ri, me lembrando de quando ele fazia isso quando eu era criança.

—-Oi pai! -- Falei, fazendo ele entrar e sorrir. Mamãe estava logo atrás deles e juntos os dois me abraçaram.

Quando ambos se afastaram, eu notei seus olhos vermelhos de tanto chorar e olheiras profundas embaixo deles.

—-Ah, meu bebê... -- Mamãe suspirou, passando a mão em meu rosto. Eu me deliciei na sensação, mas a preocupação me corroia demais para poder me render totalmente. Eu não podia acreditar que fora eu quem causara aquele sofrimento visívil em seus rostos.

Conversamos coisas rasas, o que me deixava ainda mais incomodada, pois queria respostas. Mas eu não os pressionei em nenhum momento porque era nítido que estavam pisando em ovos ao meu redor. Eles por fim se despediram de mim, prometendo voltar mais tarde e então se foram.

Emmett também apareceu para me ver e me dar um beijo, fazendo gracinha de 'quantos dedos tem aqui?'. E quando se acabaram as vistias eu pude respirar fundo e permitir as lágrimas escorrerem por meu rosto. A confusão em minha cabeça era tanta que eu estava agoniada à ponto de chorar.

Quando o doutor Carlisle voltou eu já havia limpo meu rosto e fingi um sorriso para ele, pois o loiro era muito gentil comigo, afinal, eu lembrava de sua voz nos sonhos.

—-Okay, Bella, está pronta? -- Ele indagou, me devolvendo o sorriso. Eu franzi o cenho.

—-Pra que?

—-Exames. -- Atrás dele vinham dois enfermeiros e um deles empurrava uma cadeira de rodas.

Eu suspirei e encolhi os ombros. Ele assentiu e deu a ordem para os rapazes me ajudarem.



Depois do que pareceu horas em radiografia, tomografia, ressonância, e mais alguns que eu nem sei o nome, voltamos para o quarto. Eu estava exausta, e quando ele disse que demoraria mais algum tempo para os resultados saíssem, eu aproveitei para descansar.

Eu deveria estar sonhando, mas de qualquer forma, era um bom sonho. Alguém segurava minha mão e acariciava minha testa, sussurrando. Eu conhecia aquela voz de outros sonhos, era Edward, o homem com a voz mais suave e gostosa de ouvir, que dizia me amar e que me implorava para voltar. Foi por curiosidade que eu resisti àquela escuridão que teimava em me engolir e voltei a abrir os olhos.

Então eu abri os olhos e não tinha nada nem ninguém ali. Eu suspirei, concluindo que eu estava ficando louca, já meu relacionamento com Mike era um fracasso e que eu nunca amaria de verdade. Esfreguei meu rosto e me forcei à me sentar, ainda não sentindo minhas pernas. Eu não era idiota, eu sabia que era algo sério, mas eu não gosto de me precipitar pra sofrer antes do tempo, então apenas esperei. Havia uma TV em um suporte na parede à minha frente, então deveria haver algum controle por perto. Quando o encontrei, a liguei e zapiei pelos canais.

Estava prestando atenção em algo mexicano quando Carlisle entrou, trazendo consigo muitos papeis. Ele suspirou e se sentou no banquinho ao meu lado, eu desliguei a TV e esperei.

—-E aí, eu não vou poder andar mais? Quero dizer, só saber o que houve já basta para mim. -- Brinquei, mas eu estava realmente chateada.

Carlisle suspirou e me olhou.

—-Bella, tem muita coisa pra te contar, mas eu preciso fazer algumas perguntas antes.

Eu revirei os olhos.

—-Manda. -- Resmunguei.

—-Como você soube que eu me chamo Carlisle se você só lembra de ir dormir.

Algo que eu acho ridículo aconteceu. Quero dizer, eu tenho 32 anos, por favor! Meu rosto atingiu um alto grau de quentura, o que indicava que eu estava corando.

—-Ham... Eu reconheci sua voz. -- Falei baixinho. Ele estreitei seus olhos.

—-Da onde?

—-Daqui, ué.

Ele suspirou.

—-Eu quero dizer... Eu fui transferido para cá especialmente para seu caso, e eu não estava aqui antes de Dezembro de 2016.

Foi a minha vez de estreitar os olhos, mas permaneci em silêncio sobre a dúvida que pulou em minha mente. Eu apenas respirei fundo e resolvi contar a verdade.

—-Eu tive esse sonho... Era como se passasse dias, e várias pessoas falavam comigo. Elas se identificaram, assim como você, e eu me acostumei com cada voz, foi ficando fácil distinguir. Por exemplo Brice, a enfermeira que me viu acordada. Havia também minha irmã, Rosalie, Emmett, você e...

Ele arqueou a sobrancelha. Eu suspirei e olhei para longe.

—-Uma voz diferente, suave, que se identifcava como Edward. Ele me chamava de volta.

—-E você não conhece nenhum Edward? -- Neguei com um movimento de cabeça.

—-Não... E foi por isso que eu acordei, me forcei a. Por curiosidade. Eu queria saber quem era, mas quando abri os olhos... Parecia tudo um sonho. O mais estranho é que Brice era real, assim como você... E havia aquela sensação...

—-Que sensação, Bella?

Eu olhei-o dentro dos olhos.

—-De ser sugada... Para a escuridão. Cada dia mais forte. Maseu lutava contra... Pelas vozes. Eu estou ficando esquizofrênica, né? -- Indaguei de uma vez. Ele suspirou e então balançou a cabeça, olhando para longe.

—-Bella, eu tentarei dizer de uma vez, mas se você não se sentir bem, me diga que eu paro na hora, combinado? -- Ele indagou me olhando firme nos olhos ao final.

Eu respirei fundo e assenti.

—-Sim.

Carlisle respirou fundo e começou a falar.

—-Bella, estamos em Abril de 2017. Há cinco meses você sofreu um acidente de carro aonde você fraturou todas as costelas, perfurando seu pulmão e estômago, seu coração saiu intacto por pouco, por conta disso você teve sérias hemorragias internas e uma luxação abdominal. Quebrou a cravícula esquerda, e três ossos entre a perna direita e esquerda. E... — Ele esperou para ver minha reação, mas eu estava forçando ao máximo minha cara limpa. --Bem, uma pequena fratura na espinha dorsal, o que está impossilitando seus movimentos inferiores, porém isso pode ser corrigido com uma cirurgia e fiseoterapias. A chance de recuperação é de oitenta por cento. -- Seus olhos estavam nublados, como se tivesse algo a mais.

—-Carlisle, fale tudo. -- Eu disse, com a voz monótona.

—-Não, eu creio que seja o suficiente para você digerir por agora.

—-Tudo, Carlisle. -- Falei entredentes, lhe impondo um olhar duro.

Ele respirou fundo.

—-Ao que tudo indica, uma amnésica de alguns meses, visto que você se lembra apenas de Setembro e o acidente aconteceu em Dezembro... E um aborto. -- Carlisle olhava em tudo, menos para mim.

—-Por favor, me deixe sozinha.

Ele assentiu e se retirou em silêncio. Aí eu me permiti mais uma vez chorar. Chorei pelo tempo perdido, por meu corpo destruído e pelo suposto bebê. Eu havia ficado grávida? Em um período de o que? Quatro meses? Eu havia enlouquecido?

Por uma fração de segundo as palavras ''segunda chance'' apareceram em minha mente, mas eu as expulsei tão rápido quanto chegaram. Okay, eu não amava Mike, fato, mas ele gostava de mim e nós vivíamos bem... Mas ainda assim um bebê era algo grande e eu sempre fui responsável com meus remédios preservativos... No entanto, era um bebê.

E minha amnésia... Por quê? Era tudo o que eu conseguia me pergurtar. Mais, eu precisava de mais. Mais informações ou eu enlouqueceria.

Por isso apertei furiosamente o botão para chamar a enfermeira. Não demorou muito e Brice entrou correndo, alarmada, em meu quarto.

—-Isa, quero dizer, Srta.Swan, o que houve? O que está sentindo? Está doendo alguma coisa?

—-Não, nada está doendo, Brice. Eu apenas preciso de um favor. -- Ela respirou fundo, fechando os olhos e se acalmando. Quando voltou a abri-los, ela assentiu. -- Há algum homem aí fora chamado Edward?

Ela assentiu.

—-Peça para entrar, por favor.

—-Mas Isa, o doutor disse...

—-Eu disse por favor. -- A olhei firme. Eu sei que não era justo, mas eu precisava saber.

Ela assentiu, engolindo e se retirou. Eu esperei alguns momentos e então uma batida soou na porta.

—-Pode entrar... -- Me vi dizendo.

E então ele entrou, e todo o ar se esvaiu de mim. Era ele. O dono daqueles olhos verdes que me assombravam, o homem que tocou aquele piano maravilhosamente bem... E ele estava tão diferente, mas ao mesmo tempo tão igual. Ele estava magro, seus olhos verdes tão lindos estavam fundos e com profundas olheiras sob eles. Ele não parecia mais um morador de rua, mas sim um homem que havia sofrido e muito.

Ele fez seu trajeto até o lugar onde Carlisle estava sentado antes e se sentou, em silêncio. Ele era o homem de olhos verdes, e também aquele Edward que dizia me amar em meus sonhos. Eu podia sentir meu coração querendo sair do peito conforme acelerava, pela simples presença dele.

—-Olá, Bella. -- Ele disse, me oferecendo um pequeno sorriso pequeno.

Era aquela voz... Mas o que diabos estava acontecendo comigo?

—-Olá. — Me vi respondendo e devolvendo o sorriso.

Ele então suspirou e passou a mão pelos cabelos cobre e desalinhados. Ele era tão lindo...

—-Acho que eu te devo algumas explicações... -- Ele disse, me olhando com incerteza.

E então ele começou a contar tudo. Ele não deixou nem um único sequer detalhe de fora. E por mais que eu me esforçasse, esforçasse meu cérebro, eu não me lembrava de nada que ele falava, apenas parecia uma história de outra pessoal. Linda, mas não minha.

Mendigo. Amnésia. Caso. Noiva... Nada daquilo se parecia comigo.

Mas eu também não via o porquê dele mentir sobre isso. Quero dizer, o cara é lindo e rico, ele poderia ter quem quisesse e estava ali comigo. E ele dizia ser filho de Carlisle, havia também o filho de Rose... Era demais.

—-Eu preciso de um tempo. --Falei do nada, o cortando. Sua cabeça imediatamente se levantou e ele me encarou, claro pânico em seus olhos.

—-O que? -- Sussurrou.

Eu engoli e olhei para longe das lindas orbes verdes.

—-É muita coisa pra eu pensar... Preciso de um tempo para digerir. -- Falei.

Ele me encarou por um tempo, mas então sorriu e assentiu.

—-Como quiser. Mas eu estarei aqui, sempre. Eu amo você, Isabella. -- Sussurrou e antes que eu pudesse impedir, ele beijou minha testa e saiu.

Eu queria que ele parasse e voltasse, ficasse comigo. Eu confiava nele, em algum lugar de meu cérebro ou coração, eu sabia que aquilo tudo não podia ser mentira. Mas era demais e eu estava cansada. Eu tinha que pensar.



E então foram se passando os dias. Eu ''conheci'' Brian, meu sobrinho. A criança mais linda que eu já havia visto, o que me fez indagar como seria minha criança... Com certeza a cara de Edward. Esse também cumpriu com sua palavra e sempre estava ao meu lado, não importasse o que Carlisle ou eu dissessemos. Ele era irredutível e eu entendi porque eu o amei uma vez e eu me questionava se eu poderia ama-lo de novo.

—-Boas notícias! -- Carlisle disse entrando na sala. Eu ainda estava rindo de algo que Edward disse e me virei abruptamente para o médico. Ele sorriu para mim e para Edward e voltou a falar: -- Consegui marcar a cirurgia de correção para amanhã e com os resultados dos exames de hoje, Bella, devo dizer que, para quem acordou de um coma natural de cinco meses há sete dias, você está se recuperando muito bem.

Eu sorri.

—-Obrigada, Carlisle. Eu não sei mais quanto tempo posso aguentar não usa-las. -- Apontei minhas pernas. -- Depois da cirurgia poderei ir para minha casa, né?

Ele trocou um olhar com Edward e não custou muito para eu entender. Fechei os olhos e suspirei. Nós morávamos juntos. Eu espiei para ver a reação dele, mas este tinha um semblante limpo de expressões, mas eu sabia melhor, pois seus olhos verdes brilhavam com a anguntia. Eu me senti extremamente mal por causar isso nele, mas eu realmente não era aquela Bella que eles descreviam, eu não conseguiria ficar embaixo do mesmo teto que um completo estranho para mim.

E eu não precisei dizer nada.

—-Edward, filho, Esme quer ficar um pouco com você por alguns dias, o que acha? -- Carlisle disse.

Edward me olhou, me pegando olhando para ele. Eu mordi o lábio e desviei o olhar para longe, não querendo que ele me lesse.

—-Claro, pai. Estou com saudades dela, de qualquer forma. -- Edward disse. Eu mordi um suspiro e um 'obrigada'.

Então Carlisle desembestou à falar jargões para mim, que eu fingia entender. Edward, após alguns minutos, se despediu, dizendo que precisava fazer algumas coisas, mas que voltava mais tarde. Como sempre ele me beijou na testa, depois bateu no ombro do pai e saiu.

Quando Carlisle viu que eu havia entendido o que ia acontecer, se despediu e pediu para que eu descansasse. O que era impossível, pois minha cabeça estava à milhão. Eu queria sair andando, eu queria lembrar, eu queria trabalhar... Eu só queria sentir.

Eu não vou mentir, realmente quando Edward estava ali eu me sentia melhor, mas isso não quer dizer nada além de que da sua presença. Eu não queria magoa-lo, mas também não queria lhe dar falsas esperanças. Afinal, éramos apenas amigos agora... Certo?



O dia seguinte amanheceu e a tensão no ar era quase palpável. Rosalie, Emm e meus vieram me beijar e me desejar boa sorte. Assim como Edward e sua mãe, Esme. Como Carlisle era neuro-cirurgião, não seria ele à me operar, porém ele escolher a dedo quem o faria e prometeu ficar junto comigo na sala.

—-Você está pronta? -- Carlisle perguntou, posicionando a maca ao lado de minha cama. Eu mordi o lábio com força.

—-Posso apenas falar uma coisa pra Edward? -- Indaguei, receosa.

Era algo que eu tinha decidido quando acordara e tinha algo que me dizia que era o certo. Carlisle checou o horário e respirou fundo.

—-Cinco minutos. -- Disse. Piscou e sorriu para mim e então saiu da sala, junto dos olhos enfermeiros. Não demorou e Edward entrou, com o semblante preocupado.

—-O que há? Aconteceu alguma coisa?

Eu suspirei e neguei.

—-Não é nada demais. Não, eu não lembrei. Eu só queria... -- Hesitei, nervosa. Era isso que ele me causava. Nervos, arrepios, rubor e aceleramento cardíaco. Eu nunca me senti daquela forma antes, então eu sabia que era o certo.

—-O que foi então.

—-É só que... Se eu passar por isso, você estará me devendo um encontro. -- Falei baixinho, lhe oferecendo um sorriso.

Edward sorriu quase jubiloso e assentiu.

—-Será um prazer. -- Disse.

E então, cedo demais, Carlisle voltou com o esquadrão e eu fui.

O padrão foi o mesmo. Da maca móvel fui para a mesa de cirurgia, onde o médico-cirurgião e o anestesista se apresentaram. O anestesista aplicou a geral em mim enquanto falava comigo, e o efeito foi se fazendo até tudo ficar escuro.



Abri os olhos com dificuldade, minhas pálpebras estavam pesadas e cada membro de meu corpo pesava 100 quilos. Pisquei para me situar e respirei fundo, tentando acordar de uma vez. Eu resmunguei de raiva por aquilo e desisti.

Aos poucos eu me lembrei do que havia acontecido e isso me acalmou um pouco. Certo, se eu estava acordada quer dizer que não morri na cirurgia. Um ponto positivo. Quase sorri.

—-Bella? -- Uma voz me chamou. Eu conhecia aquela voz. Carinhosa e aflita, como sempre.

Foi o meu incentivo para abrir os olhos. Edward estava pairando por sobre mim, preocupação por todo seu rosto. Ele olhou em meus olhos, os seus transbordando angustia. Então eu sorri.

—-Oi. Você está me devendo um encontro. -- Falei com a voz arrastada. Parecia que eu estava bêbada.

Edward suspirou e sua cabeça pendeu para frente. Seus ombros cederam como se ele tivesse liberado uma grande carga e logo em seguida tremeram. Ele fungou e permaneceu coma cabeça baixa. Ele estava chorando? Todos esses dias eu não o havia visto chorar, apesar de todas as expressões de angustia que teve.

Sem conseguir me conter e fazendo um tremendo esforço por conta de cada braço meu parecer pesar toneladas, eu levantei a mão e enfiei entre seus cabelos.

—-Shii... Está tudo bem. Eu estou aqui. -- Sussurrei. De cabeça baixa, ele fez um movimento, como se assentisse. Pegou minha mão em sua cabeça nas suas e a beijou.

Passamos alguns momentos em silêncio enquanto ele se recompunha. Quando ele respirou fundo e se afastou, olhou em meus olhos e sorriu.

—-Oi. -- Disse.

Eu ri baixinho e assenti.

—-Carlisle? -- Indaguei.

—-Ele chegará logo, mas ele tem boas notícias. -- Os olhos de Edwand brilhavam e ele acariciava fervorosamente minha mão.

Como disse, logo Carlisle passava pela porta de meu quarto e ao me ver de olhos abertos, sorriu largo para mim e assentiu.

—-Você é uma verdadeira guerreira, Bella. -- Ele disse vindo para meu lado e então acariciando meus cabelos. -- A cirurgia foi um completo sucesso. É só uma questão de repouso e fiseoterapias agora para que você fique novinha em folha logo.

Eu respirei fundo e pela primeira vez eu senti parte do peso ir embora. Sorri e assenti.

—-Quero ir pra casa. -- Falei de uma vez.

Carlisle riu e assentiu.

—-Claro que quer, mas é madrugada. A cirurgia foi ótima, mas longa. Terminamos, quero dizer, Eleazar terminou ontem às nove da noite.

Eu revirei os olhos.

—-Eu realmente não estou ligando para o tempo mais, desde que passo mais dormindo que acordada.

Carlisle riu.

—-Certo. Tente dormir que quando acordar, terá tudo pronto para ir para casa. -- Ele disse com um sorriso genuíno.

—-Promete? -- Indaguei.

—-Palavra de escoteiro. -- Disse, fazendo a cruz no peito. Eu arqueei uma sobrancelha e olhei para Edward.

—-Ele foi escoteiro? -- Sussurrei.

Edward riu e negou com a cabeça. Olhei para Carlisle, fingindo estar indignada, mas ele já batia a porta do quarto. Quando olhei de volta para Edward, ele apenas ergueu as mãos em rendição e se reencostou na cadeira.

—-Apenas... Descanse.



Mesmo não sendo escoteiro, Carlisle cumpriu com sua palavra. Eu fui para minha casa no dia seguinte, onde fui recebida por muitos braços e boas-vindas. Meus pai, os pais de Edward, Jacob e Nessie, Rosalie e Emm, Billy... Enfim. Foi meio que uma festa e eu sorri muito, embora estar emburrada por estar na cadeira-de-rodas.

Quase ao final da festa eu resolvi me pronunciar.

—-Eu gostaria de agradecer por todo carinho que tiveram comigo, especialmente à Carlisle que, além de meu médico foi um melhor amigo, sem ressentimentos Jake. -- Completei rapidamente,os fazendo rir. -- E eu peço perdão por todo o transtorno causado, eu imagino que não deve ter sido fácil e eu prometo que tentarei nunca mais faze-lo passar por algo sequer parecido. Obrigada por tudo. Eu amo você.



Os dias então começaram a se estabelecer como uma rotina. Nos primeiros eu apenas repousei, mas com algum esforço consegui fazer com que Rosalie me trouxesse alguns casos para examinar. Dia sim e dia não, Edward passava para me ver e toda vez me trazia algo, geralmente comida.

Depois começaram as fiseoterapias e em praticamente todas era Edward quem me levava. Quanto mais próxima eu ficava de poder voltar andar completamente, mais próximo ficava nosso encontro, pois eu havia ''batido o pé'' de que isso só iria acontecer quando eu estivesse andando.

Quando se completou três meses de que eu havia começado a fisoterapia, eu já conseguia andar sozinha, sem escorar em nada nem em ninguém e sem cair. Era uma sexta-feira e para comemorar, Edward disse que me levaria em um lugar especial naquele dia.

Eu chamei Rosalie para me ajudar a me vestir já que eu estava extremamente fora do que devia ou não se vestir e também por há muito eu não fazer isso.

Era verão, o que exigia algo mais leve, porém o verão de NY sempre tinha aquela brisa traiçoera. E eu também não tinha condição nenhuma de por um salto. A maioria das minhas roupas estavam largas, eu tinha perdido peso todo o tempo em coma e em recuperação, por isso Rose decidiu por um vestido florido, jaqueta jeans e sapatilhas. Ela fez alguma maquiagem em mim e penteou meu cabelo, tudo com um grande sorriso no rosto.

—-Você está linda, mana. -- Disse me olhando de cima a baixo, com os olhos lacrimejados.

Eu sorri.

—-Obrigada... Por, sabe, me ajudar. Mas Rose... As cicatrizes... -- Eu disse, me referindo às minhas pernas desnudas que possuiam longas cicatrizes de minhas contusões. Rosalie bufou e revirou os olhos.

—-Não se preocupe. As melhores pessoas sempre carregam cicatrizes* —- Disse. Eu mordi o lábio, insegura, mas assenti.

*Trecho — A Seleção. América Singer.

Não demorou muito e Edward chegou, trazendo consigo um grande buquê de rosas brancas. Ele sorriu para Rosalie, mas ao olhar para mim seu sorriso morreu. Eu murcharia se não fosse pela intensidade que seu olhar tinha sobre mim. Não pude deixar de notar quão sexy ele estava em jeans pretos, botas pretas e uma camisa verde que realçava seus olhos lindos. Dois botões abertos e as mangas dobradas até o cotovelo. Eu quase suspirei. Ou posso ter suspirado baixinho.

—-Uau, elas são lindas. -- Eu disse baixinho, quebrando o clima, indo pegar as flores. As cheirei e me deliciei naquele aroma. Eu me virei para Rose e as dei. -- Coloque na água para mim, por favor. -- Me virei para Edward e sorri. -- Muito obrigada, de verdade.

Ele deu de ombros.

—-É só o começo da nossa noite. Está pronta?

—-Olá também, Edward! — Rosalie gralhou à caminho da cozinha. Edward revirou os olhos, mas riu.

Nos despedimos de Rose e Edward ofereceu seu braço para eu entralaçar. Eu sorri e aceitei, o acompanhando até o elevador. Ao entrarmos, eu o soltei e fiquei de frente para ele.

—-Onde nós vamos? -- Indaguei, ansiosa. Ele sorriu.

—-Primeiro, iremos jantar. Depois faremos um pequeno passeio. -- Ele piscou. Eu sabia que não ia conseguir tirar mais nada do que isso dele, portanto suspirei e me conformei.

Edward nos levou à um restaurante de comida italiana e eu fui ao céu ao comer a macarronada deles. Eu havia me esquecido o que era comida de verdade depois de... Bom, tanto tempo. Edward não parava de sorrir nenhum segundo, apreciando o fato de eu estar apreciando.

—-Eu já lhe disse como está linda? -- Ele disse, me olhando firme nos olhos. Eu sorri e corei.

—-Não nos últimos... -- Fingi olhar no relógio. -- Cinco minutos.

Ele riu e passou a mão por seus cabelos.

—-Falha minha, me perdoe. Você está deslumbrante. -- Disse, seu olhar fazendo valer cada palavra.

Assim que acabamos de comer, eu recusei a sobremesa assim como ele, seguimos porta a fora.

—-Okaaay... Onde vamos agora? -- Indaguei. Ele me olhou preocupado.

—-Você consegue andar mais um pouco, ou está com dor? -- Indagou.

Eu revirei os olhos.

—-Eu estou bem, só muito curiosa! -- Resmunguei. Ele riu e assentiu.

—-Certo. Então faremos uma caminhada. -- Ele disse, pegando minha mão. Era uma sensação adorável.

Andamos em silêncio por todo o trajeto, mas era um silêncio bom. Eu estava tão envolvida por toda a situação que quando paramos eu quase tropecei, mas Edward foi mais rápido e me segurou pela cintura. Eu arfei, ficando com o rosto muito próximo do dele, sentindo seu hálito quente e observando de perto aqueles olhos verdes.

Eu queria beija-lo.

Mas antes que eu fizesse algo, Edward sorriu e nos colocou de pé.

—-Tudo bem? -- Ele indagou, me olhando de cima à baixo. Eu assenti, ainda sentindo meu rosto quente.

—-Sim, tudo sim. -- Suspirei e então me virei para a entrada do local e sorri.

Edward não parou para comprar os tickets, pois ele havia feito mais isso. Era um fato quando ele apresentou dois pedaços de papeis para o segurança e pudemos entrar.

—-Edward... Você sabe que sou uma das donas aqui e que conheço o lugar de cor... -- Eu falei, revirando os olhos. -- Era o que estava escondendo de mim?

Ele me olhou e sorriu.

—-Mais ou menos. Venha. -- Edward então começou a andar para o caminho que levava para as lanchonetes e o coreto. Ele parou quando chegamos neste e ali havia alguns instrumentos para o uso do público. Eu olhei para Edward e de volta para o coreto. E então eu entendi.

—-Ah, não, não, não. Eu não estou tocando. Não aqui. -- Falei, ficando nervosa. Edward sorriu ainda mais.

—-Nem se eu tocar junto? -- Disse, me estendendo a mão.

Golpe baixo, Cullen. Eu estreitei os olhos para ele, que riu de mim.

—-Por favor.

Como eu ia dizer não depois daqueles olhos me implorarem daquela maneira? Eu então suspirei e assenti.

—-O que iremos tocar? -- Indaguei enquanto subia com sua ajuda os degraus para alcançar os instrumentos. Edward foi se sentar ao piano enquanto eu segui para o Cello. Ele tirou o bolso um papel dobrado e colocou à sua frente. Eu arrastei a banqueta até o seu lado e me sentei, posicionando o instrumento entre minhas pernas. Olhei para a partitura e comecei a lê-la, mordiscando o lábio. Não era difícil.

—-Se chama Hold On. Ela estava em alta enquanto eu... Bom, te esperava acordar. E acho que é uma boa música. Você pode fazer arranjo, se preferir. -- Edward evitou olhar para mim. Eu engoli e assenti, para mim mesma. -- No quatro. Um, dois, três...

Ele começou a tocar e imediatamente meu coração se inflou. Eu reconhecia a melodia, eu a ouvia tocar enquanto estava em coma. Edward prosseguiu tocando firme e não contente, começou a cantar também.

Eu preferi então fazer arranjos, pois minha vista havia ficado borrada e de jeito nenhum conseguiria ler a partitura.

Eu amava aquele homem que, mesmo depois de tudo, não havia desistido de mim. Muito pelo ao contrário, lutou por mim. E mesmo que eu nunca recuperasse as memórias, eu teria muito para ama-lo.

Foi como levar um choque.

Olhos verdes...

Queda de energia...

Sorveteria...

Primeiro encontro...

Chuva...

Primeiro beijo...

Mike...

Baile...

Segundo encontro...

As imagens se voltaram com força em minha mente, como se eu assistisse à um filme enquanto o ouvia tocar. Enquanto a música durou os flashs duraram.

Eu não sei se Edward percebeu, mas eu parei de tocar muito antes que ele. Quando ele acabou e se virou para mim, ele sorria, mas seu rosto caiu ao ver o meu banhado em lágrimas. Com certeza eu estava uma bagunça. Edward não se importou e em pânico me segurou pelos ombros.

—-Bella, o que foi? O que há? O que dói? -- Sua voz pingava aflição.

Eu sorri, mas não falei nada. Apenas me inclinei e colei nossos lábios. Não foi um beijo quente, foi algo casto, puro. Foi o que ambos sentíamos um pelo outro.

Edward me olhou confuso.

—-Eu te amo. -- Sussurrei, olhando em seus olhos. Olhos que transbodavam amor por mim.

Eu não sabia distinguir todas as expressões que passaram por seu rosto, mas a última foi a que me acalentou. Felicidade. Finalmente meu Edward estava feliz. Ele me puxou para outro beijo, dessa vez mais urgente. Ao final, colou nossas testas, respirando pesado.

—-Você... Você se lembrou? -- Ele sussurrou.

Eu sorri.

—-Eu não precisaria me lembrar, Edward. Eu amaria você outra e outra vez. -- Disse baixinho. -- Mas sim. Eu me lembrei.

Edward me puxou em seus braços e me apertou contra sim, rindo e com os olhos brilhando em lágrimas. Eu sabia que pelo resto de minha vida eu teria meu porto seguro e eu faria de tudo para ele ter também. Edward foi a luz no final do túnel. Ele apareceu quando minha vida quando tudo era preto e branco, para por cor. Edward era e sempre seria, meu Mendigo Pianista.

Notas finais
E chegou ao fim. Eu não consigo acreditar. Foram um ano, seis meses e alguns dias eu acho, mas MP finalmente está dando seu adeus. Para mim isso é uma grande conquista pois eu nunca finalizei uma fanfic antes, essa foi a primeira e ela ficará guardada em meu coração para sempre. Eu gostaria de agradecer cada uma leitora, leitor que leu, que comentou, que recomendou, que ficou comigo até aqui. Um ainda mais especial para a Michelle que não saiu do meu pé para que cada capítulo sair e que sempre me dava força para continuar. Eu entendo se muitas não gostarem e não concordarem com o final, nunca conseguimos agradar todo mundo, mas eu fiz o que estava em meu coração. MP nunca foi apenas um romancezinho, ela foi uma história de fé, de realização, de luta. Bella lutou por Edward quando ele precisou, assim como ele lutou por ela quando foi a vez. É claro que eles ainda terão filhos um dia, eles são jovens e saudáveis, afinal. Mas isso só não combinva ser agora. Enfim. É isso. Eu agradeço por todo o carinho, comentários e suporte. Vocês são demais. O look da Bella no grupo do face e fiquem ligados por lá, porque está vindo fanfic nova minha aí, pra quem gosta de mim e da minha escrita. Um beijo na teta e eu fui! https://www.facebook.com/groups/1632632653654879/?ref=bookmarks
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!