O Melhor Presente

1 Feliz aniversário Nico Robin


Notas iniciais
Para minha rainha dos mares que faz aniversário hoje ♥

O escuro da noite era iluminado por estrelas e também pelos fogos de artifícios que explodiam em cores vibrantes e em belas formas de flores, caindo como cascatas de chuva de prata e dourado no mar.

Robin assistia admirada a queima de fogos oferecida por Usopp como seu presente de aniversário para ela. Sanji aproximou-se e encheu mais a taça da arqueóloga com seu vinho preferido. Ele saiu rodopiando, e declarando versos de um poema que fizera para ela como presente de aniversário. Já havia recitado no almoço, no jantar e na hora que cantaram o parabéns, quando Robin assoprou a vela, em cima de um banco, porque o bolo era super grande e rosa, cheio de corações e flores que o enfeitava. Sanji caprichou, ela agradeceu com um beijo no rosto do cozinheiro. Tal beijo que ele afirmou nunca mais lavar o rosto.

O espetáculo dos fogos de artifício era assistido por todos no navio, eles estavam em alto mar, não havia nenhum sinal de ilha ali por perto. Sentiam-se bem assim. Era maravilhoso navegar naquela calmaria. Calmaria essa que era quebrada pelo agitado jeito de viver que aquele bando possuía. Afinal, que tipo de piratas não se divertiam e faziam bagunça.

Brook tocava uma nova canção. Ele a batizou de A deusa da sabedoria.

Robin achou engraçada a música, porém, Nami não gostou. Ela lhe deu um soco com a mão fechada quando ele rimou algo com a calcinha da arqueóloga. Mas a música não parou, só o músico que teve de inventar uma nova rima para a próxima estrofe, ou seria arremessado do navio pela navegadora.

Robin riu, mas decidiu não interferir nas brigas de Nami.

A navegadora presenteou a nakama com um lindo colar. Quando Nami estendeu a caixinha de veludo para Robin, a morena agradeceu carinhosamente com um sorriso e um abraço. Ela adorava os presentes de Nami, porque a navegadora sempre comprava coisas que servia para as duas, Robin não se importava em dividir. Afinal, logo no começou já foi assim, quando pegou as roupas de Nami emprestada, ao se instalar furtivamente no navio.

Luffy, Franky e Chopper decidiram fazer um presente para a arqueóloga. Eles trabalharam a semana inteira naquele projeto. Era uma caixinha de música, porta joias e com várias outras funções descritas em um manual. Claro que Luffy achava muito mais legal dar para Robin um pelo pedaço de carne, mas... Franky e Chopper não concordaram.

Zoro a ofertou com um de seus preciosos saquês. Robin ficou bastante agradecida, e decidiu abrir a garrafa, e dividir o saquê com o espadachim. Ela deixou o vinho de lado por um momento, para brindar.

A festa se estendeu por toda a noite. Quando cada um sentiu-se cheios e cansado demais, foram dormir. Mas Robin não estava com sono. Ela se sentia ainda elétrica após aquele dia de comemoração.

Era ainda surreal para a morena. Somente passou a comemorar seus aniversários, quando entrou para o bando, e eles realmente sabiam como fazer uma festa.

Ela sorriu, segurava uma nova taça de vinho nas mãos, e o colar que Nami lhe dera já estava muito vem pendurado em seu pescoço. A caixinha de música, Robin leu as instruções do manual, achou muito interessante saber que nela também havia um secador de cabelos, quem diria. E se precisasse, também havia um lugar para colocar remédio e comida. Era uma caixa de madeira grande e pesada, com uma bailarina esculpida de aço que girava e girava ao som de uma das canções de Brook.

Robin ouviu novamente a música, sem cansar.

O sol logo iria nascer. O céu já se preparava para recebê-lo, os tons alaranjados cobriam aquele espaço azul escuro. Robin sentiu a brisa bagunçar seus cabelos, e os salpicos do mar em seu rosto.

Aquela era a sensação mais maravilhosa que poderia sentir no mundo todo.

Seus amigos.

Sua vida.

Liberdade.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!