O Melhor Presente
1 E viveram felizes... para sempre.
Notas iniciais
dãã. pirei.
Lá fora o vento típico daquela época do ano fazia força contra as janelas da casa. No quintal um cachecol descansava no pescoço do boneco de neve que foi estratégicamente colocado na entrada, a luz vinda da lareira ultrapassava a porta de vidro e chegava a uma grande cerejeira que estava enfeitada com luzes azuis, dando um contraste perfeito. Eram poucos os que passavam por aquela residência e não ficavam encantados com a beleza da árvore.
Mas lá dentro era uma árvore menor e sem luzes que despertava a atenção da morena, ela tinha os olhos fixos na pequena árvore que ganhara anos antes. Entre uma piscadela e outra um suspiro se fazia ouvir pela grande sala, apesar de minha pouca experiência posso afirmar que eram suspiros de saudade. Muita saudade.
Quando a noite começou a cair ela se cansou de ficar sentada na mureta do portão, de lá ela tinha visão da rua inteira, daria para vê-lo quando ele dobrasse a esquina. Mas ela se cansou, a janela em que estava também era um bom lugar, se ele ultrapassasse o portão ela veria toda a cena.
Talvez ele não viesse, estava atrasado.Viu na TV que a neve estava sendo um problema em alguns aeroportos. E se o voo atrasou? E se o aeroporto precisou ser fechado? E se ele peg... Ela saiu correndo em direção ao homem que atravessava o portão trazendo uma enorme mala nas mãos. Não ligou para o frio, abriu a porta e com menos de dez passos pulou em cima dele. Claro que a neve queimando seu pé contribuiu bastante.
– Gil !!! Gil!! Gil!!! Você veio amor!! — Ela dizia enquanto beijava todo o rosto dele.
– Eu senti tanta falta disso querida. — Grissom sorria meio abobalhado, sempre gostou desse jeitinho dela. Uma mulher feita mas ainda uma menina.
– Eu também! — Finalmente ela parou de lhe beijar o rosto e deu atenção a boca . Os lábios de ambos pedia por aquele beijo.
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Passada a euforia da chegada e sem aqueles vários casacos Grissom estava sentado no sofá próximo a lareira, era um ótimo lugar para se aquecer. Claro, essa é a maior função de uma lareira .
– Não vai me acompanhar? — Pegava o chocolate quente das mãos dela.
– Não... Mas posso te fazer companhia. — Se sentou no colo dele apoiando a cabeça em seu ombro. Ele sorriu quando sentiu ela cheirar seu pescoço. — Eu gosto do seu cheiro.
Em resposta ele lhe beijou a costa da mão.
– É tão bom te ter aqui pertinho de mim querida. É bem melhor que nos sonhos...
– Você sonha muito comigo Griss? — Disse em um tom convencido.
– Sim. Todas as noites... quer dizer, exceto naquelas em que eu não durmo... é estranho não ter um pé se enroscando no meu... ou alguém roubando a coberta.
– É extremamente entranho não ter ninguém reclamando por uma coberta roubada. -Ambos sorriram.
Ouve uma pequena pausa no diálogo, um estava desfrutando a presença do outro, sem palavras, apenas o silêncio de duas almas se comunicando.
– Griss você não se esqueceu que esse ano o pessoal do Lab vai se reunir para a ceia...
– Não querida. Onde vai ser?
– Na casa da Cath e do Warrick... eles compraram uma casa maior e querem mostrar pra todo mundo de uma vez.
– Você acha que eles vão se importar se nos atrasarmos um pouco? — Colocou a caneca em cima da mesinha.
– Acho que não. Porque?
– Eu ainda não te dei seu presente... — Sorriu.
– É mesmo, meu presente! — Ela fechou os olhos e estendeu as mãos. Um enorme sorriso enfeitava seu rosto. O gesto fez ele dá uma gargalhada. — Anda Griss!
– Calma... — Lhe deu um beijo rápido na boca. — Ainda não matei a saudade...
Com as duas mãos ele segurou seu rosto e a trouxe para um beijo mais demorado. Quando precisaram de ar ele olhou para ela, recebeu um enorme sorriso. Era a permissão que ele precisava. Enquanto uma mão passeava pela perna esguia dela a outra jogava seu cabelo para trás deixando o acesso ao pescoço livre para ele roçar a barba que estava por fazer. Desde que começaram a se relacionar é ela quem faz a barba dele, não importa quanto tempo fiquem sem se ver. As mãos dela se ocupavam em abrir os botões da camisa dele,quando acabou a jogou no chão. Pouco tempo depois sua blusa teve o mesmo destino.
– Gil vamos subir.
– ... como? ... ah sim, vamos.
Não querendo desfazer o contato entre eles ele a pegou no colo e subiu a escada, não pararam de se tocar durante o caminho. Ele a depositou na cama. Sara se inclinou para frente abrindo o zíper da calça dele o deixando apenas de cueca. O volume dentro dela era tentador. O mesmo foi feito com a peça que ela usava.
Grissom voltou a beija-la enquanto abria seu sutiã, as mãos dele acariciaram os seios com delicadeza antes de tira-lo por completo. Ele os sugou com urgência. Um e depois o outro, com a mesma atenção. Seus lábios foram descendo traçando um caminho minuciosamente explorado até a barriga onde plantou beijos que a deixou totalmente arrepiada.
– Griss eu não aguento mais...
Ele a olhou divertido, adorava quando ela pedia por ele. Em um gesto rápido e um tanto experiente ele tirou a calcinha que ela usava. Mas decidiu tortura-la um pouco mais. Parou e observou-a. A mulher mais linda do mundo estava ali, e era só dele. Completamente dele. Ergueu seu tronco para beija-la e propositalmente roçou seu membro entre as pernas dela. O próprio não aguentou e soltou um gemido.
– Eu não suporto mais... Preciso de você agora querida...
As palavras chegaram aos ouvidos de Sara em uma forma sedutora. Tudo em Grissom a seduzia, inclusive as palavras ditas ao pé do ouvido.
– Então faça logo... Por favor Gil...
Ele retirou a cueca que era a única peça de roupa existente entre eles. Posicionou seus antebraços em volta dela e entrou com seu membro por inteiro. Os movimentos eram lentos e profundos.O corpo de Sara contraiu a parte superior quando os movimentos ficaram mais rápidos. Os gemidos aumentaram quando ele despejou seu líquido dentro dela que logo explodiu em êxtase.
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Eles estavam deitados, ela tinha a cabeça descansando no ombro dele. De tempo em tempo acariciava seu peito. Era um costume que ela tinha e não percebia, porém ele adorava. Naquele momento palavras não eram necessárias mas ele sentia que tinha que dizer. É normal depois do sexo o casal trocar palavras carinhosas, mas com eles era diferente. Isso não era como se fosse uma obrigação pós-sexo, eles só diziam quando realmente sentiam que precisavam dizer.
– Sara eu te amo. — A frase foi terminada com um suspiro.
Ele recebeu um beijo no rosto bem próximo ao ouvido.
– Eu te amo Grissom. Muito. — Ela se sentou na cama e passou a mão no cabelo dele colocando alguns fios no lugar. — Sabe de uma coisa, esquecemos a troca dos presentes...
– Eu vou ganhar um?! — Ela balançou a cabeça positivamente. — Vou lá buscar o seu.
Foi até o guarda-roupa e vestiu uma bermuda de tecido bem leve. Desceu a escada em passos largos. Sabia que ela iria gostar daquilo.
Quando voltou ao quarto encontrou Sara sentada no centro da cama, estava vestida com sua camisa, a peça era grande para ela mais a deixava encantadora. Ele se sentou próximo a ela e lhe entregou o que trazia nas mãos.
– Você vai gostar.
– Hnnn um cartão de natal que criatividade. — Ela sorriu, estava zombando dele.
– Foi o que deu para comprar... me desculpe. — Ele fingia uma cara triste.
– Gil até se fosse um palito de picolé... vindo de você é o melhor presente do mundo!
– Isso é confortante — Foi a vez dele sorrir. Ele não tinha a intenção de enganar ela mas estava sendo engraçado. — Vai lá, abre.
– Giiiiiiiiiillll isso é ótimo. — Ela se aproximou dele lhe dando um abraço. Amei. Amei. Isso é verdade mesmo?
– Sim. O governo liberou a quantia necessária para as pesquisas. Tenho que cumprir algumas exigências... Mas não tenho mais que ficar viajando em busca de novos investidores.
– Isso é muito melhor que um palito de picolé. Toma , esse é o seu. — Lhe entregou um envelope.
– Nossa um cartão de natal... brilhante! — Retribuiu na mesma moeda.
– Acho bom você gostar porque não tem devolução...
Ele abriu o envelope que lhe foi entregue. Depois de uma analisada rápida ele ficou imóvel, a única coisa que se movia nele eram os olhos que ora olhava para o papel ora olhava para Sara.
– ... Então... gostou...? — Tinha um tom de insegurança na voz dela.
– Eu... isso é... é melhor que qualquer coisa Sara. Eu ... não... — As palavras não saiam de sua boca tamanha a felicidade que ele estava sentindo.
Ele deixou o papel cair no chão quando começou a beija-la por todo o rosto.
– Um bebê sara! Uma criança... é maravilhoso. — Agora ele beijava a barriga dela delicadamente.
– Nosso filho Grissom... repetir essas palavras é tão mágico... — Os olhos dela já lacrimejavam diante a reação dele. — Nosso filho!
– Nosso filho Sara! — Suas mãos segurava o rosto dela, ele a olhava nos olhos. — Você me fez o homem mais feliz desse mundo... o mais feliz!!
– Acha que nós vamos ser bons pais... Fazer a coisa toda como deve ser...
– Claro que vamos... ainda não sabemos como é isso mas podemos aprender juntos... Nós três!
– Agora somos nós três! — Sara sorriu enquanto alisava a barriga. Ainda não tinha um volume perceptível mas ela sabia que ali dentro tinha uma vida.
– Obrigada Sara, por me fazer um homem completo... ter um filho com a mulher que eu amo, a mulher que eu sempre amei... é tão... é surreal... — As palavras fizeram as lágrimas que ele estava segurando caírem. — Eu te amo tanto e ter um fruto desse amor ... não tenho palavras...
– Griss agora somos uma família completa. Um pai, uma mãe o filho e um cachorro. É a nossa família... minha família. — As lágrimas dela também se tornaram visíveis.
– Um filho sara. Um filho... eu não me canso de repetir...
Eles se abraçaram. Não consigo explicar como pode haver tanta emoção na harmonia de um abraço. E esse abraço em um continente de afeto deixou as almas completas, tão repletas que não cabiam em si. O coração em despejo... e as lágrimas faziam um trajeto zeloso evitando os lábios para não salgar o beijo.
Notas finais
oooops reviews são bem vindos. Tchau
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