O Melhor Das Piores Intenções
6 Capítulo 6 - Termos de uso
Notas iniciais
Dessa vez não sei muito o que dizer.... Bem, aqui está o sexto capítulo que vocês estavam esperando. Boa leitura!
– Izaya — Shizuo disse, firme — eu aceito a sua proposta.
As sombrancelhas delicadas do informante se arquearam, em sinal de surpresa. Em seguida, um sorriso cruel e satisfeito formou-se em seus lábios finos.
– E se eu disser que não preciso mais de Shizu-chan?
– Aí eu vou esfregar a sua cara no asfalto até você mudar de ideia.
Izaya riu alto, levantando-se de sua cadeira giratória.
– Ora, ora! Era brincadeirinha. Mas, muito bem, Shizu-chan. Não posso dizer que será um prazer trabalhar com você mas às vezes é necessário fazer alguns sacrifícios por um bem maior, então vamos tentar fazer isso da melhor maneira possível, certo?
– Pode ser — Shizuo deu de ombros.
– Você não respondeu minha pergunta anterior, nee... O que aconteceu com o seu braço?
Shizuo se sentou no sofá que havia ali, levantando o braço e dando uma olhada no próprio ferimento já fechado e coberto.
– Eu encontrei a criatura.
– Criatura? Você quer dizer a-
– Segunda Saika. Ou seja lá o que aquilo for.
Os olhos do informante se iluminaram, claramente muito interessados.
– Ela... Ou ele... Foi atrás de você para te atacar? — Perguntou.
– Acho que é ela... E não. Acabei a vendo quando estava atacando outra pessoa, em um beco. Então, tentei interromper, e ela fez isso — Shizuo respondeu, apontando para o braço.
– A vítima que ela estava atacando... Morreu?
– Sim... Eu vi... A Segunda Saika arrasou com o corpo dela. Foi horrível. — O loiro sentiu o estômago embrulhar só de relembrar a cena.
– Então Shizu-chan viu mesmo o monstro com os próprios olhos. Quanta sorte.
– Sorte?! Você chama isso de sorte?! Ver uma pessoa ser estraçalhada na sua frente?
– Bem, tenho que admitir que isso realmente seria muito desagradável. Mas ah, Shizu-chan... Você não sabe o que eu faria para ver aquela criatura pessoalmente... Descobrir onde está, onde mora, quem é, como é, exatamente... Facilitaria tanto o meu trabalho. — Izaya suspirou. — Mas, pois bem, me dê um relato mais detalhado do que você viu, já que teve a chance.
– Era rápida, muito rápida. Ágil demais. Impossível de acompanhar com os olhos. Saltava alto. — Shizuo coçou a cabeça, tentando pensar em mais maneiras de descrever o noovo monstro. — Praticamente fatiou o corpo da garota. Menos os membros e o rosto.
Relembrar aquilo o deixava muito, muito desconfortável, mas Shizuo sabia que aquelas eram informações muito importantes para o plano.
– Shizu-chan — o informante notou — quer algo para beber? Você está tremendo.
– Cale a boca! E-Eu não estou...
– Está sim — Izaya deu uma risadinha. — Bebida? Água, café, chá, vodka...
– Leite com chocolate.
– Shizu-chan é tão infantil, nem dá pra acreditar. Um cara desse tamanho... — O moreno suspirou. — Vou te trazer uma água. Com açúcar, porque né...
Izaya foi até sua cozinha por alguns minutos e voltou com uma xícara de chá para si mesmo e um copo de água para o ex-barman.
– Você fala que eu sou infantil mas aquela televisão — ele apontou para uma televisão de LCD na parede — está ligada em um canal de desenho animado.
– Ah é? Eu não tinha percebido que tinha começado um desenho animado. Estava muito concentrado no meu trabalho. Isto é, até Shizu-chan chegar e atrapalhar tudo.
– Izaya, nesse canal só passa desenho.
– Shizu-chan está muito bem familiarizado com ele, pelo visto~
– Eu não preciso assistir para saber! — O loiro grunhiu, pegando seu copo d'água. — Aliás, isso não tem nada a ver com o assunto, mas por que você não respondeu as minhas mensagens?
– Ehhh?! — Izaya dramatizou, parecendo uma estudante de colegial. — Shizu-chan acha que eu sou um desocupado e que fico o dia inteiro olhando para a tela do meu celular esperando SMS de um protozoáro? Você não é tão importante assim, Shizu-chan~!
– Não vem com essa não, eu sei que você fica grudado nesse celular o dia inteiro e até a noite inteira se duvidar, esperando ligações dos seus 'contatos', então você viu sim as mensagens.
– Isso é verdade. — O informante deu de ombros. — Eu me diverti imaginando que Shizu-chan se sentiria culpado se eu não respondesse~
– Seu filho da p-
– Calma, calma, Shizu-chan. Bebe a sua água aí e relaxa. Você vai ter que se controlar mais de agora em diante, se a gente for trabalhar lado a lado nee...
– Argh, nem me lembre disso, pulga... E ah, eu esqueci de dizer, mas eu tenho as minhas condições. Se você não respeitá-las pode esquecer essa porcaria de acordo ou sei lá.
– Estou ouvindo.
– Você vai me deixar por dentro do plano. Vai me contar tudo o que for fazer. Não vai fazer nada sozinho sem eu saber nem me usar só quando for conveniente. Se nós vamos trabalhar lado a lado, vai ser lado a lado mesmo. Como iguais. Eu não serei uma ferramenta que você pode usar quando bem entender. E sem piadas sobre eu ser um montro.
– Feito — Izaya respondeu, parecendo satisfeito. — Mas você vai ter que apressar o passo para poder me acompanhar, sim? Acho que isso é um complexo demais para os poucos neurônios que você tem, Shizu-chan.
– Eu não sou estúpido como você pensa, Izaya.
– Tomara. Não se esqueça que já estudamos juntos e eu me lembro muito bem das suas notas~
– Prestava tanta atenção assim em mim, pulga?
Izaya quase engasgou em seu chá, pego de surpresa. Monstro imprevisível.
– É importante estudar o seu inimigo — respondeu, retomando a compostura e tomando mais um gole.
– Sei — o loiro disse, com um riso.
– De qualquer maneira, — o moreno terminou de beber, levando a xícara vazia para a cozinha — eu tenho que acordar cedo amanhã. Então, Shizu-chan vai ter que cair fora para eu poder ir dormir.
– Eu vou dormir aqui — falou Shizuo, o tom de voz calmo e despreocupado como se fizesse isso sempre.
– Quem permitiu?
– Tá tarde demais para voltar para Ikebukuro.
– Andar faz bem à saúde. Shizu-chan tem diversos maus-hábitos, nee? Seria interessante começar a cultivar um hábito bom. Aliás, você come tanto açúcar que, se não começar a se mexer, vai acabar engordando.
– Para a sua informação, Izaya-kun, eu queimo muitas calorias ou seja lá o que for arrebentando a cara de gente irritante todos os dias. E não seria nada mal quebrar a sua agora.
– Se você acha que vai me convencer a deixar você dormir aqui me ameaçando, você está muito errado.
– De que outra maneira eu vou conseguir te convencer, pulga?
– Sinto muito, Shizu-chan, mas acho que você simplesmente não vai.
Nisso, o ex-barman se levantou do sofá e andou em direção ao moreno, que estava em pé mas encostado em sua escrivaninha. Shizuo passou um braço por trás da cintura dele e o puxou para si, encostando seus corpos perfeitamente. Em seguida, inclinou um pouco a cabeça em direção ao pescoço de Izaya, beijando-o de leve.
– Nem assim? — Perguntou, desafiador.
– Nee, Shizu-chan, geralmente sou eu que faço esse tipo de provocação nn... Está aprendendo comigo, é?
– Talvez — o loiro respondeu, dessa vez mordendo a pele alva do outro e chupando o local, para deixar uma marca.
– AH! Isso dói! Shizu-chan, não! — Izaya protestou, tentando empurrá-lo, sem sucesso, pois obviamente era muito mais fraco. — Mesmo assim, Shizu-chan, nós não vamos... Transar agora. Eu tenho que me encontrar com clientes amanhã cedo e preciso estar em perfeito estado para atendê-los. Ou seja, pode ir tirando o seu cavalinho da chuva.
– Huh? — Shizuo deu um suspiro frustrado. — Pro inferno com os seus clientes, pulga.
– N-Ã-O. Não. Pare de agir como um cachorro desesperado e agradeça ao meu bom humor por deixar você dormir aqui hoje, pelo menos.
Shizuo resmungou alguns xingamentos incompreensíveis.
– Você precisa de um banho — disse Izaya, passando os dedos em volta das manchas de sangue, já seco, na camisa do loiro.
– Eu sei. Vou usar o seu banheiro.
– Fazer o quê — reclamou o moreno, fazendo drama. — Pode ir.
Notas finais
Esse capítulo extra deve sair lá pelo meio da semana e o sétimo capítulo mesmo no próximo sábado (ou antes, se eu tiver tempo, mas não prometo nada...).
Espero que estejam gostando da história e dos diálogos do Shizuo e do Izaya... Por favor comentem! Beijos da Rafsu ♥
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