O Melhor Das Piores Intenções

38 Capítulo 36 - A segurança que nunca tivemos


Notas iniciais
Último capítulo de 'O Melhor Das Piores Intenções'! Espero que gostem do rumo que esta história tomou. Vou deixar para ~conversar~ mesmo nas notas finais. Pela última vez, boa leitura! ♥

"Eu me torno um monstro quando sinto a sua falta. Querido, é sempre tão escuro quando você não está aqui." — Clementine von Radics

Shizuo acordou de seu décimo cochilo naquele dia. Os remédios que Shinra estava lhe dando tinham efeitos pesados em seu sistema neurológico. Mas nada no mundo tinha efeito pior do que a droga que Matsubara Shouichi tinha injetado nele. Nesse sentido, Shizuo sentiu-se grato.

Ele se sentou na cama, que se assemelhava a um leito de hospital, exceto pelo fato de que não se localizava em um hospital. Shizuo estava no apartamento de Shinra, recebendo cuidados do doutor enquanto se recuperava da intoxicação que tinha sofrido alguns dias atrás.

Fazia apenas um dia que tinha acordado, depois de dormir por três; e mesmo assim, não conseguia ficar acordado por muito tempo. Por causa disso, ainda não tinha visto Izaya nenhuma vez depois do ocorrido. Parecia que só recebia visitas quando estava dormindo.

– Onde o Izaya está? — Shizuo perguntou, a voz um pouco sonolenta.

– Shizuo-kun, esta é a quinta vez que você pergunta sobre ele hoje. — Disse Shinra, injetando outro medicamento nos intravenosos conectados ao braço do loiro. — Ele está bem.

– Quero vê-lo.

– Na verdade, Izaya passou a noite inteira ao seu lado. Mas as drogas são pesadas, então você só dormiu. Ele saiu hoje de manhã, parece que tinha algumas coisas para resolver.

– Hm... — Shizuo fez uma careta, sentindo um pouco de ardência quando a substância atingiu suas veias. — Quando ele volta?

– Eu não sei — Shinra respondeu. — Pensando por outro lado, é bom que você esteja perguntando tanto dele. Depois do que aconteceu com você, achei que fosse perder a memória dos últimos meses. Você tem sorte disso não ter acontecido, huh?

– Ele se machucou muito? — O loiro perguntou, ignorando os últimos comentários do médico ilegal, embora também se considerasse sortudo.

– Pensando bem, talvez a sua memória mais recente esteja um pouco ruim. Porque você já me perguntou isso mais cedo.

– Eu sei que eu perguntei. Mas você não respondeu.

– Eu já disse que ele está bem.

Shinra estava evitando ao máximo falar qualquer coisa negativa sobre Izaya, porque Shizuo estava em processo de recuperação e seria péssimo se ele ficasse surpreso ou algo do tipo. O loiro precisava de repouso, precisava ficar calmo. Mas não tinha jeito...

– Me diga logo o que aconteceu, Shinra. Se você não disser, juro que eu levanto dessa cama só para te bater.

– Que maneira horrível de tratar a pessoa responsável pela sua saúde, huh? Shizuo-kun não tem jeito mesmo. Tudo bem, fazer o quê...

– Então...?

– Os ferimentos de Izaya não chegaram a representar uma ameaça à vida dele. Está só com um braço quebrado, mas o resto está OK. Ah, exceto pelo... — O médico hesitou por um instante. — Bem, ele perdeu o olho esquerdo.

– Ah... O canivete... — Shizuo começou a relembrar algumas coisas que tinha visto durante a batalha final, antes de perder a consciência por completo. — Eu acho que você me disse algo sobre isso... Tentando me salvar... Ele se sacrificou por mim.

Shizuo segurou os lençóis da cama com tanta força que poderia tê-los rasgado com as unhas. Ele respirou fundo, tentando assimilar todas aquelas coisas em sua mente cansada. Seu peito latejava de dor e ele sabia que aquela dor não era o efeito de nenhum remédio.

– Além de reverter o efeito daquela droga alucinógena maluca ele entrou na sua frente no último ataque. — Shinra sorriu, mas seu sorriso logo desapareceu quando olhou para Shizuo. — Shizuo-kun... Você está tremendo... Eu não deveria ter falado tanto... Você tem que ficar calmo!

– Que droga Shinra, eu estou bem — disse o loiro, tentando disfarçar a voz embargada. — Eu só preciso ver o Izaya. Agora.

– Eu vou ligar para ele, está bem?

– Tá...

Depois dessa última frase, Shizuo sentiu toda a energia de seu corpo deixá-lo novamente. Suas pálpebras ficaram pesadas e ele encostou a cabeça no travesseiro, adormecendo em poucos minutos.

* * *

Shizuo acordou algumas horas depois. Ele coçou os olhos e se sentou na cama rapidamente, irritado por ter adormecido mais uma vez.

– Droga, eu dormi de novo...

Nee, parece que ele acordou — disse uma voz familiar, vindo de fora do quarto.

Aquela voz, aquele jeito de falar...

– Izaya?

Depois de alguns minutos, o moreno entrou no quarto. Ele estava vestindo seu típico jeans de lavagem escura e uma camiseta preta de mangas curtas. Um tapa-olho cobria o lugar onde antes ficava seu olho esquerdo.

Konnichiwa– disse, casualmente, com um sorriso meio cansado no rosto. — Boa tarde.

– Pulg... I-Izaya!

– Ehhh, por que Shizu-chan parece tão surpreso? Fiquei tão feio assim, hah... — O moreno passou uma mão pelo cabelo, sorrindo com melancolia.

– Claro que não! — Shizuo exclamou, tentando se sentar na cama rapidamente. Eu devo estar parecendo péssimo, pensou, tentando arrumar o próprio cabelo. — Izaya, eu...

– Shizu-chan, não tente se levantar! Eu vou aí.

Izaya chegou bem perto da cama e se encostou na parede.

– Senta aqui — disse o loiro, dando dois tapinhas na cama.

– Essa cama é pequena e eu não vou me sentar em cima de você.

– Você é leve e eu estou bem. Anda logo.

– Tá bom...

O moreno subiu na cama e sentou-se cuidadosamente no colo de Shizuo, virado para ele. O loiro o abraçou de imediato e encostou a cabeça em seu peito, escutando seus batimentos cardíacos e aspirando seu cheiro de colônia, aquele que ele não sentia há um certo tempo.

Nee, Shizu-chan, você tem que se manter calmo. Eu não devia-

– Eu senti sua falta.

Essa frase de Shizuo foi o bastante para calar Izaya, que suspirou e passou os dedos pelas mechas loiras do maior, sentindo o próprio coração acelerar suas batidas.

– Eu também senti sua falta...

O abraço ficou mais forte e o silêncio perdurou no ambiente por alguns minutos. Foi um silêncio necessário, cúmplice; precisavam daquele momento antes de qualquer outra coisa. Precisavam ter a certeza de que não iriam perder um ao outro mais uma vez.

– Eu tenho tantas coisas para te dizer, mas eu não sei o que dizer primeiro. — Disse Shizuo, quebrando o silêncio.

– Temos todo o tempo do mundo, Shizu-chan.

– Tá. Então... Em primeiro lugar, fica comigo.

A resposta pegou Izaya de surpresa e ele sentiu a própria pele esquentar.

– Eu estou com você — disse, colocando as mãos nos ombros de Shizuo.

– Você sabe o que eu quero dizer — o loiro retrucou. — Vamos ficar juntos, Izaya.

– Como namorados?

– Se você quiser.

Izaya sorriu. Em seguida, segurou a mão de Shizuo e entrelaçou seus dedos com os dedos dele.

– Então, você vai ter que pedir apropriadamente.

O rosto do ex-barman ficou rubro no mesmo instante. Ele nunca tinha visto Izaya parecer tão... fofo.

– Izaya... — A voz dele falhou por um momento. — Q...Quer ser meu namorado?

O moreno cobriu a boca com a mão para disfarçar uma risadinha.

– Do que você está rindo? — Shizuo perguntou, como se estivesse chateado.

– Nada, nada... É só que... A cara que Shizu-chan está fazendo...

O loiro bufou e fez um biquinho, fingindo irritação.

– Você acaba de estragar o momento.

Gomen, gomen – Izaya respondeu, ainda rindo um pouquinho mas tentando retomar a seriedade. — Desculpa, desculpa. Diga aquilo de novo.

– ... Izaya, você quer ser meu namorado?

O informante suspirou, tentando disfarçar o tom de rosa em suas bochechas pálidas.

– É claro que eu quero, seu idiota.

Shizuo sorriu, sentindo-se completo.

– ... Então está certo.

Ele encostou a cabeça mais uma vez no peito do amado e permaneceu abraçado a ele por mais alguns instantes.

– Shizu-chan... Dormiu?

– Não...

– Você pode dormir se quiser, nee.

– Fiquei dias sem ver você, até parece que vou dormir agora que você está aqui.

– Mas a sua voz está sonolenta — Izaya riu, acariciando o cabelo de Shizuo. — Nee, você é um paciente rebelde...

– Shinra te disse isso?

– Disse.

– Eu fico assim quando sinto a sua falta.

– Seria isso uma declaração de amor?

– Talvez...

A respiração de Shizuo ficou mais lenta e pesada. Izaya conseguia sentir seu calor, mesmo através da camiseta que estava vestindo.

– Shizu-chan... — Ele sussurrou.

– Hn...

– Durma.

– Não.

– Como consegue dizer isso quando já está praticamente dormindo?

– Eu não quero perder você. Nunca.

Sempre imprevisível, Izaya pensou, sorrindo.

– Eu não vou a lugar algum, idiota.

– Obrigado... — Shizuo murmurou, bocejando em seguida. — Ah, tem mais uma coisa.

– O que é?

– Me desculpe.

– Ahn? — O moreno ficou surpreso de verdade dessa vez. — Pelo quê?

– Por tudo o que aconteceu naquela noite... Por ter tentado resolver sozinho... Por ter ferido você... Eu poderia ter te matado, Izaya... Se você não tivesse-

– Shizu-chan, eu não salvei você. Você salvou a si mesmo.

– Mas-

– O antídoto fez só metade do trabalho. Você escolheu se controlar. Você escolheu não ser um monstro. Em um momento em que nada estava a seu favor, você remou contra a maré, Shizu-chan. Seu irmão ficaria orgulhoso de você. Eu estou...

Shizuo abriu um sorriso sutil.

– Mas se você não estivesse lá, se não tivesse falado comigo, nada teria dado certo.

– É... Isso é verdade.

– Então obrigado.

Izaya levantou a franja do loiro e depositou um beijo na testa dele.

– Está tudo bem agora. No fim das contas, nós conseguimos. Não foi bem de acordo com o plano, mas... Deu certo.

– Sim. Ikebukuro está a salvo. Nós também.

– E daqui para a frente as coisas vão ser melhores.

– Sim...

Izaya olhou para a janela do quarto. Do lado de fora, as cerejeiras estavam florescendo e algumas de suas pétalas caíam, encostando no vidro ou descendo lentamente na brisa tranquila.

– Eu quero te beijar, mas... Deve fazer quase uma semana que eu não escovo os dentes. — Disse Shizuo.

O moreno riu.

– Tudo bem. Nós vamos compensar isso depois.

* * *

Depois de mais dois dias sob os cuidados de Shinra, Shizuo pôde finalmente voltar para casa — nesse caso, o seu apartamento. Izaya, que tinha o visitado todos os dias enquanto estava em recuperação, acabou por acompanhá-lo até o 'lar, doce lar' do qual tinha estado ausente por vários dias. Durante sua ausência, o moreno tinha cuidado de seu gatinho.

Shizuo ainda não estava cem por cento; ele tinha tontura em alguns momentos e precisava dormir um pouco mais do que o esperado. Porém, sua situação em geral era boa e poderia até levantar uma máquina de vendas se quisesse. Entretanto, ele não tinha mais motivos para isto, agora que o homem que costumava ser seu pior inimigo tinha se tornado nada mais, nada menos do que seu namorado.

Tirando os ataques de máquinas automáticas e placas versus canivetes, o relacionamento dos dois não tinha mudado tanto na superfície. Continuavam tendo suas 'brigas', embora tivessem passado a ser só uma brincadeira. Ainda faziam piadas um do outro, porque era simplesmente irresistível. Continuavam os mesmos, mas só por fora, porque por dentro os sentimentos tinham se tornado muito mais fortes.

– Izaya, volte para a cama — disse Shizuo em uma certa manhã de primavera, semanas depois dos incidentes. — Está muito cedo.

– Já vou — Izaya respondeu, do banheiro. — Estou trocando o meu tapa-olho. Não venha aqui.

O loiro desobedeceu a 'ordem' e levantou-se da cama vestindo apenas sua cueca, em seguida caminhando até o banheiro, pés descalços no piso de madeira.

– Shizu-chan, mesmo depois de eu dizer para você não vir aqui — o moreno soltou um suspiro e cobriu o lugar do olho com a mão. — O que você veio fazer aqui? Não aguentou esperar?

– Eu quero te ajudar — respondeu Shizuo.

Ele esticou a mão para segurar o pulso que cobria parte do rosto de Izaya, mas o informante foi mais rápido e se afastou defensivamente, escapando de seu toque.

– Não, você não pode. Eu não quero que você veja.

– Por quê?

– Porque é estranho. É nojento. É desagradável, e eu não quero que você veja.

– Tenho certeza de que não é nojento ou desagradável.

– Você não pode dizer isso sem nunca ter visto.

– Então me deixe ver... Além do mais, você tem que manter isso bem limpo, não tem?

– É claro que tenho. E eu faço isso muito bem, obrigado.

– Não seria melhor se alguém fizesse isso para você?

– Eu não preciso...

– Me deixe ver, por favor.

Shizuo finalmente segurou o pulso de Izaya e o abaixou, sem muita resistência por parte do moreno, revelando as sequelas do incidente de quase um mês atrás.

– Izaya, olhe para mim.

– Não...

– Izaya, não vire o rosto.

– ...

– Ei, olhe para mim.

Relutante, Izaya virou o rosto devagar, logo encontrando o olhar terno e calmo de Shizuo.

– Você é lindo.

O loiro segurou o queixo do moreno de leve e o trouxe mais perto, unindo seus lábios em um beijo lento, suave e preguiçoso.

– Agora me deixe ajudar você com isso.

* * *

Deitados sobre a cama de casal, cujos lençóis estavam completamente bagunçados, os lábios de Shizuo encontraram os de Izaya pela segunda vez naquele dia. Um beijo que no início pareceu inocente logo revelou ter 'segundas intenções', quando Shizuo abriu a boca um pouco e chupou o lábio superior de Izaya, obrigando-o a abrir também e ceder passagem à sua língua.

– Shizu-chan — Izaya murmurou, quando interromperam o contato para respirar -, eu quero...

– O quê?

– Você.

Shizuo levantou a camiseta do moreno até deixar seus mamilos expostos e beijou um deles, em seguida mordiscando e chupando sem dó. Izaya gemeu e levou as mãos até o cabelo do loiro, num misto de acariciar e puxar enquanto sentia algo lá embaixo reagir à atenção.

A reação não passou batida por Shizuo e ele enfiou a mão na bermuda do moreno, massageando seu membro até que estivesse completamente duro. Então, ele removeu a peça de roupa por completo, revelando toda a intimidade de Izaya.

– Ei... Tire a sua roupa também... Está calor... — Disse Izaya, a voz um pouco ofegante.

O loiro sabia que não era por causa do calor — embora realmente estivesse calor e ainda mais quando estavam fazendo sexo -, mas removeu mesmo assim a camiseta branca que estava vestindo.

Os olhar de Izaya passeou atento e lascivo pelo abdome definido de Shizuo. Ele não resistiu e levou os dedos à pele do maior, contornando as curvas sutis dos músculos, desejando lamber a região, descendo até o membro grande e ereto do loiro...

Shizuo o tirou de seus devaneios quando abriu suas pernas, deixando-o completamente exposto para si. Ele pegou a embalagem de lubrificante e a abriu, fechando-a após alguns segundos ao mudar de ideia.

– Shizu-chan... ?

– Tem uma maneira melhor de fazer isso. Vire-se.

Izaya se virou, ficando de quatro, e se perguntou o que Shizuo estaria pensando em fazer. Ele levou um susto quando o loiro segurou seu bumbum, afastando as nádegas e expondo sua entrada.

– Shizu-chan, o que você... AH!

O moreno estremeceu ao sentir o toque quente e molhado da língua do maior contornar sua entrada, logo em seguida penetrando-o, lábios fechando-se sobre sua pele e chupando ali sem pudor algum.

Calafrios percorreram a espinha de Izaya e ele segurou com força os lençóis brancos, deixando escapar vários gemidos.

– Shizu-chan... nn... que... desagradável...

– Você diz isso mas parece estar aproveitando — disse Shizuo, ao afastar seus lábios da região, ainda conectado por um fio de saliva.

– Eu quero mais, mais do que isso...

– Eu também. Então vire-se — ordenou Shizuo, dando um leve tapinha nas nádegas de Izaya.

O moreno se deitou de barriga para cima novamente, colocando as pernas em volta da cintura do loiro, sugerindo o que queria naquele momento. Shizuo deslizou com destreza as mãos pela coxa de Izaya, levantando-a, apalpando a pele claríssima e macia.

Sem aviso prévio, ele pressionou seu membro pulsante contra a entrada estreita do moreno, que lhe cedeu passagem com pouca resistência. Izaya agarrou os lençóis e gemeu, sentindo Shizuo preenchê-lo, dominá-lo, finalmente entregando-se por completo, em corpo e mente, ao homem que também era seu.

– Ahh-- Shizu-chan!

Shizuo segurou as coxas de Izaya com mais força, sabendo que deixaria algumas marcas vermelhas mais tarde. Ele soltou um gemido rouco quando sentiu o calor e a pressão deliciosa do menor fechar-se sobre si, dando a ele todo o prazer que procurava e um pouco mais.

– Nnh... Caramba, Izaya...

Os corpos estavam unidos, consumando todos os sentimentos que tinham um pelo outro, mais uma vez. Era como um ritual que repetiam várias vezes, mas que nunca deixava de ser prazeroso, extasiante, único. Era uma das melhores coisas do mundo e ambos concordariam com isso.

As mãos de Shizuo percorriam o corpo de Izaya enquanto se movimentava dentro dele, massageando seus mamilos, em seguida seu abdome e por último descendo pelas coxas. Ele segurou o membro ereto de Izaya, molhado por algumas gotas de líquido incolor, e passou a massageá-lo no mesmo ritmo das estocadas, intensificando os gemidos do moreno.

– Ah, ah, ah! Shizu-cha-ah-n...!

– Abra as pernas mais um pouco...

Conforme se aproximava do clímax, Izaya fechou suas pernas em volta de Shizuo, trazendo-o o mais perto que podia e segurou seus braços, que agora o apoiavam na cama.

– Shizu-chan, me dê um beijo...

Shizuo se inclinou, quase se deitando sobre Izaya e colou seus lábios ao dele, em um beijo molhado, desajeitado e delicioso. Com este toque, o moreno chegou ao seu limite e gozou, seguido pelo loiro, que o fez dentro de si.

Eles se deitaram lado a lado na cama bagunçada, sem vontade de arrumá-la. Estavam suados, ofegantes e completamente apaixonados.

Depois de alguns instantes, Shizuo pensou ter ouvido um soluço. Izaya tinha virado o rosto e parecia estar... chorando?

– Izaya — disse Shizuo, assustado -, o que foi?

– Não é nada...

– Eu machuquei você?

– Claro que não.

– Mas então o que... ?

Izaya secou as lágrimas rapidamente, envergonhado, e abriu um sorriso.

– Eu estou feliz.

.

.

.

Ah, o amor é mesmo uma coisa incrível.

Notas finais
*respira fundo* ENTÃO... Shizuo e Izaya estão juntos. Namorados. Felizes! Esse capítulo final talvez não tenha ficado com tanta cara de final, mas é por isso que eu escrevi um epílogo, que vou postar em algumas horas. OMDPI ainda não acabou... de verdade. Só acaba mesmo no epílogo, que aliás ficou bem fofo e eu acho que vocês vão gostar (espero)~ Foi muito legal escrever o Shizuo pedindo o Izaya em namoro. Quem acabou ficando vermelha e envergonhada fui eu, por causa da fofura deles... Enfim. Espero que vocês tenham gostado desse último capítulo! O relacionamento deles foi finalmente concretizado. Finalmente! *coro de anjos cantando aleluia* Eu ia escrever meus agradecimentos e tal mas acho que vou deixar para fazer isso no epílogo. Até daqui a pouco! Não deixem de comentar, por favor.