– Ajudar?! Nós não queremos e nem precisamos da sua ajuda!

– Mas vocês precisam. Não sabem o que tem por vir, é pior do que podem imaginar.

– Ah é? E como você sabe? Por que se importa? Por que iria querer nos ajudar?

– Por que eu preciso, fui invocada pela mãe de vocês um pouco antes da morte dela, portanto estive ocupada durante alguns anos e só pude atendê-la recentemente. Então vão me deixar ajudá-los ou não?

– Quero que você prove que foi realmente “invocada” pela minha mãe.

– Aqui. – Disse mostrando meu braço branco, nele estava tatuado, como em um papel de contrato, palavras pretas e no final escrito a assinatura de Mary Winchester com a letra cursiva bem bonita.

– Você quer que eu acredite numa tatuagem qualquer?

– Olha, se a pele do meu braço sair enquanto tem esse contrato com sua mãe as letras voltarão do jeito que eram. É claro que depois a pele volta, mas as letras também. Quer ver?

Sam assentiu com a cabeça. Depois de provar ao Sam que tudo o que eu disse era verdade, comecei a dizer que a partir de agora iria protegê-los e que ficaria com eles 24 horas por dia, até mesmo dormiria no mesmo quarto que eles. Os dois reagiram de modo como que deixassem claro que não gostariam nos primeiros dias, mas que se acostumarão com o passar dos tempos.

[...]

No meio da tarde de uma quarta-feira bateu uma curiosidade imensa no Dean sobre o que era a coisa que tinha por vir e me perguntou sobre a mesma, contestei:

– Pra que você quer saber? Eu te falo outro dia, não estou a fim de conversar sobre isso hoje. — Disse nervosa, mas de um jeito que não dava para perceber.

Logo num dia cheio de tempestades e chuvas fortíssimas, Dean resolveu complicar nossas vidas com um desejo inevitável de uma torta. Para consegui-la teríamos que ir a uma lanchonete não muito longe de onde estávamos, mas com o tempo do lado de fora parecia que íamos morrer eletrocutados de tão assustador que estava a trovoada.

Para quebrar o gelo que estava entre nós três Sam resolveu perguntar quando será realmente necessário a minha ajuda para aquilo que é pior do que podem imaginar, e respondi que tenho certeza de que não vai demorar mais que uma semana por que já tinha farejado o tal esperado e que não iria demorar a reagir, pois sabia que estava só elaborando um plano para atacar.

Não demorou muito para irmos dormir, antes de eu deitar estava bebendo um copo de água, virada de frente para a pia da cozinha de um hotel quando Dean pegou minha cintura por trás e cochichou no meu ouvido enquanto dava beijos na minha nuca após ter colocado meu cabelo de lado:

– Boa Noite.

E saiu andando direto para a cama enquanto eu ainda estava arrepiada e ainda pensando naquele ato caloroso que havia acontecido agora a pouco. Depois de alguns segundos terminei de beber o restante da água num só gole e passei a noite inteira pensando naqueles beijos picantes, mesmo sabendo que não poderia.

O que meu pai vai fazer se souber disso? Não posso deixar com que ele descubra então, ele pode estar me espionando a qualquer hora. E se ele tiver visto aquilo? Ele vai me matar, depois de matar o Dean! Tudo que eu posso fazer é torcer para que ele não tenha visto, e que nem fique sabendo.

Acordei com um estrondo de tiro ecoando pelo cômodo. Confusa, mudei a cor dos meus olhos e mostrei minhas presas afiadas e assustadoras rapidamente. Após ter percebido o que estava acontecendo e com quem Sam e Dean estavam combatendo, entrei entre os caçadores e o demônio invasor — que havia me tirado de um sono bom, no qual estava sonhando com coisas relacionadas ao “boa noite” do Dean na noite passada — logo ataquei o corpo de olhos completamente pretos, pressionei o pescoço contra a parede — que deu uma rachadura pequena — com meu antebraço direito e avisei baixinho:

– Apague os dois. — E o lancei no chão segurando seu pescoço.

Depois ter feito Sam e Dean desmaiarem com seu poder sinistro que todos os demônios possuem voltou a falar comigo.

– Não precisava ter batido a cabeça dos dois com tanta força assim. — Falei calmamente.

– Desde quando alguém poderosa e sem coração como a senhorita se importa com humanos?

– Não me importo mesmo, mas poderiam ter morrido. Você se esqueceu de que nós precisamos deles vivos? Além do mais, o que faz aqui?

– Só vim avisar para vocês se prepararem para hoje à noite por que ele já está chegando.

– Tudo bem, mas agora vou precisar fazer uma cena que você não irá gostar, enfim, não me importo se goste ou não. Como eu sou alguém poderosa e sem coração... Adeus. – Impedindo o demônio mensageiro de sair do corpo matei-o a sangue frio como estou acostumada a fazer.

Alguns severos minutos depois uma camareira bateu na porta para limpar o quarto, que ainda estava com um corpo morto e dois desmaiados. Avisei que não precisaria agora porque eu tinha acabado de sair do banho e exigiria muita concentração para escolher uma roupa porque iria sair com alguém especial.

Após Dean e Sam acordarem do desmaio expliquei a eles que ensinei uma lição para aquele demônio que os machucaram. Os dois, porém, não gostaram da ideia porque preferiam terem exorcizado ao invés de matar, assim teriam salvado a pessoa. Respondi com resmungos:

– Eu não aguentei o ver bater em vocês e fiquei com vontade de dar o troco. Desculpa, na próxima vez já sei que devo somente amarrá-lo, além disso, vai ser difícil resistir à tentação de fazer algo mais que amarrar. Enfim, imagino que deveríamos sumir daqui o mais depressa possível.

Três meses e 17 dias haviam-se passado, passamos todo esse tempo caçando coisas sobrenaturais sem nenhum perigo do qual imaginamos. E quando menos esperávamos ouvi um barulho. Mesmo estando sonolenta após ter descansado muito no banco de trás do carro levantei daquele mesmo jeito que acordo assustada, com a cor dos olhos mudados e presas sendo mostradas e avisei imediatamente ao Dean, que estava dormindo como uma pedra. Como ele não percebeu que eu estava muito apressada passei para o banco do motorista, ou seja, no colo do Dean toda desastrada com ele perguntando:

– O que tá acontecendo?! O que você ta fazendo aqui?! – Com a cara toda assustada e sem entender nada.

Sam não reagia diferente, também tentava entender a situação tão desesperadora assim.

Tentando acalmar e fazer Sam e Dean compreenderem adverti:

– Estou tentando ganhar tempo, agora não é a melhor hora de enfrentar o rei do inferno.

Notas finais
Por favor deixem reviews!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.